segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A MAO ESQUERDA DO DIABO

Dom Bosco vai de mal a pior
Estacios Valoi
/09/09
Pela primeira vez o desde a sua abertura na década de 80, o Centro ‘Dom Bosco’ tenciona fechar as suas portas alegadamente por falta de meios para o apoio a crianças desfavorecidas.
Com capacidade para acomodar mais de 200 crianças desde o prelúdio do projecto em Moçambique, milhares de crianças passaram por aquele centro localizado no Bairro do Infulene em Maputo destinado a crianças do sexo masculino e com ramificações no Distrito da Namahaacha e Inharime na Província de Inhambane para raparigas.
Actualmente no centro Dom Bosco encontram se a residir apenas 15 rapazes com o risco de serem expulsos a semelhança de alguns que tiveram o mesmo destino. De acordo com as irmãs Salesianas, pretendem retirar todos os rapazes e acomodar crianças do sexo feminino ideia a qual é refutada pelos jovens residentes assim como os que deixaram o local, que não vêem qualquer fundamento para tal pretensão.
‘O centro abdicou das suas actividades normais a algum tempo a esta fase, que é acomodar pessoas necessitadas. ‘ Desde que a direcção vigente tomou posse a já alguns anos após a saída da primeira administração liderada pela Irmã Salesiana Fernanda quando voltou para Portugal’.
Com o intuito social, o centro cristão vem sendo administrado pelas ‘irmãs Salesianas ‘ desde a sua abertura nos anos 80 no contexto de recolha e acomodação de crianças carentes na sua maioria provenientes da rua. Estes habitam no espaço ate aos seus 18 anos de Idade, fase em que lhes são atribuídas residências individual num processo contínuo face a sua reintegração na sociedade moçambicana.
‘Aqui as Irmãs fazem o que bem entendem, não prestam atenção aos nossos problemas e conforme sabemos o centro existe com o propósito de acolher crianças desfavorecidas, dar lhes abrigo, formação para um enquadramento na sociedade algo que antes acontecia. Formavam-nos, arranjavam nos alguma colocação, batiam portas, importavam se connosco. É porque nos continuamos aqui e com o conhecimento dos financiadores, a luz dos objectivos principais do centro, estes continuam a canalizar o seu apoio para nós, contudo não temos acesso a tais apoios’, disseram fontes no local.
Educação deplorável, uma constante violação dos direitos humanos
A Acção agrária Alemã financia o centro nas áreas de investimento (maquinas de costura, forno industrial, frigideiras, amassadeiras) custos correntes, do pessoal como (professor, costureira, padeiro, publicidade, alimentação na revisão e monitoria do projecto desde 1990 com uma cifra de cerca de 257.771.75 Euros.
‘A título de exemplo, o acesso ao ensino é deplorável, só uma e outra criança ou jovem tem acesso ao ensino ‘por sorte ou pela relação recíproca com as Irmãs, ensino este que vai ate ao 10 ano ou o nível secundário num espaço em que actualmente não existe qualquer formação técnica.
‘Há os que se beneficiam dessas bolsas partindo de um pricipio de parceria apesar de existirem financiadores que disponibizam fundos para cobrir todas as despesas escolares para todos nós, infelizmente não é o que constatamos e o mais agravante é a ausência de informação sobre o paradeiro dos fundos alocados.
‘Tínhamos outras actividades como o artesanato a cestaria a semelhança de outros também financiadas pela organização ‘Acção Agrária Alemã’, que consistia em maquinas de costura e outros matérias, mas actualmente estas salas onde executávamos essas actividades passaram a ser salas normais de ensino, isto para alem da sala de informática instalada na qual o acesso é nos negado’.
As únicas actividades de formação existentes no centro circunscrevem se na Machamba e nos Jardins, verificando se uma total ausencia de instrumentos de formação para a nossa posterior integração no mercado de trabalho. As irmãs concentram se mais em negócios usando as pessoas do Centro como ‘mão de obra barata’ em vez de contratarem trabalhadores para produzirem e desenvolverem as suas machambas’.
As actividades como a cestaria, o artesanato foram ambas substituídas e com o seus mestres dispensados num centro que se pretende ser de formação do novo homem.
No centro existem 10 salas de aulas onde se lecciona da 1 a 7 classe, espaço este onde as crianças do centro vinha tendo as suas aulas ate ao 7 ano e posteriormente transferidos para outras escolas com o nível avançado através da distribuição de bolsas distribuídas bolsas.
Actualmente a escola que alberga cerca de 57 alunos por cada sala apenas lecciona a alunos externos em detrimento das crianças do centro sem posses para pagarem propinas num espaço que lhes pertence. ‘ Os alunos ate trazem os melhores celulares que os professores’
O acesso é lhes negado numa escola que actualmente passou a ‘privada’ sendo os alunos residentes assim como os que não mais habitam sacrificados e com as ‘portas da escola fechadas’ para pela primeira vez levarem os seus filhos a frequentarem o ensino primário.
‘A escola o centro já não beneficiam a sociedade carente conforme o seu objectivo’.
A sala de informática foi instalada com o financiamento da Organização Alemã Acção Agrária (AAA) com o propósito de implementar o curso de informática como forma de apoiar os ‘petizes. O processo da abertura oficial do curso não se registou e nós os jovens do Centro não temos acesso a estes instrumentos, somos obrigados a recorrer a outras fontes para fazermos os nossos trabalhos de dactilografia ate a impressão de documentos’. ‘Nós temos computadores aqui na nossa casa que é o centro, mas ficam avariados sem os utilizarmos ‘.
‘Tivemos voluntários que se disponibilizaram a ensinar a utilizarmos estes instrumentos facto que foi consumado ate a introdução da informática, mas depois disto tivemos que aperfeiçoar o nosso conhecimento informático fora do centro porque a Directora do Centro ‘Irmã Salesiana Silvana Monachello decidiu que não deveríamos utilizar as maquinas. Reivindicámos e mais uma vez ela disse não ter tempo para tratar destas questões. Apenas fomos autorizados a utilizar por algum antes da expulsão definitiva da sala de informática’. E nós precisamos destes instrumentos’. ‘Cada Irmã faz o que bem entende’
Hoje a sala pertence as irmãs como sala de repouso e lazer a serem assistidas pelos computadores que ninguém utiliza.
As Irmãs Salesianas frequentam as grandes Universidades privadas nacionais, com direito a carta de condução e outras mordomias, mas para nós sempre alegam a ausência de meios financeiros para os nossos estudos. Apesar disso alguns de nos tentamos candidatar nos ao ensino médio ou superior mas a Irmã Silvana ameaçou nos dizendo que caso quiséssemos continuar a estudar não permaneceríamos no centro. Tivemos que abdicar de tal propósito, e, a satisfação das Irmãs Salesianas é ter as crianças, jovens a trabalharem nas suas machambas.
Fundos mal parados
‘Aqui existe uma escola assim como ‘casas’ que nos seriam atribuídas logo que atingíssemos os 18 anos de idade e saíssemos do centro’.
‘Fomos surpreendidos quando questionamos as irmãs sobre as supostas casas mas fomos informados que o assunto das casas não nos dizia respeito! Tivemos um caso de fundos provenientes da Cooperação Espanhola através de uma congénere sua para o desenvolvimento (Jovenes y Desarrolho) anteriormente conhecida como ‘Jovenes para el tercer Mundo’ na construção de 15 casas tipo 2 mas desse fundo apenas foram construídas 4 casas.
A organização que tem a sua sede em Maputo, Moçambique na rua João Mulungo nr. 103 Trabalha na área de recuperação e no equipamento de rede de escolas de formação profissional assim como na construção do centro Dom Bosco desde 1994 com um montante de cerca de 12 milhões de Euros e outras doações. Actualmente financia a rede Salesiana na melhoria da qualidade da educação com um valor total de 4 milhões de Euros
Conforme as Irmãs Salesianas este empreendimento estaria a cargo de uma empresa credenciada para tal fim. Mas, as casas foram construídas por um pedreiro escolhido por elas após concertações feitas entre ambas as partes com o prazo de entrega das obras de cerca de um ano e meio
‘ Material completo para a construção de 15 casas foi alocado na quinta e na machamba das Irmãs, mas a dada altura as obras estagnaram e segundo a Irmã s devido a falta de fundos. O que nos admira é que a Instituição que financiou este projecto forneceu todo o material necessário para que as 15 casas fossem construídas incluindo o doméstico, mas estes desapareceram ’.
‘ Nós os rapazes do centro e alguns trabalhadores estivemos na quinta das ‘Salezianas e por varias vezes vimos um camião sair carregado com o tal material cujo destino só elas sabiam e no fim apenas restou material para a construção de quatro casas, material esse de baixo custo mas que ate aqui só foram concluídas duas casas as outras carecem de material sanitário’.
Eu vi todo esse material porque estava lá, incluindo carrinhas de mão’.‘ Sou proveniente de uma das províncias e fui acolhido neste centro mas actualmente resido numa dessas quatro casas para as quais tivemos que desenrascar alguns aros para meter nas janelas da casa em que estou. Antes estava a estudar e trabalhava na machamba ‘batia enxada’, após isso uma das irmãs disse me para continuar a trabalhar na machamba prometendo me um salário mensal de 1300 meticais’.
Assim que deixei o centro e passei a residir na casa e trabalhar na machamba recomecei a estudar numa das escolas Secundarias em Maputo mas foi me retirado todo o apoio do centro, apoio este com o qual custeava os meus estudos, transporte e outras necessidades. O dinheiro que era pago pelas irmãs era insufciente.
‘O material anteriormente mencionado e que teve de como proveniência a ‘Jóvenes y Desarrolho através da Cooperação Espanhola, eu vi’. Descarreguei sacos de cimento e carrinha de mão que só foi suficiente para a construção de quatro casas e o remanescente ‘sumiu’ porque as próprias irmãs vinham buscar o material de construção para outros fins por mim desconhecidos e no presente momento fui expulso porque contei este segredo a superior do centro. Contudo a irmã Benedita dissera me para que abandonasse o centro de volta a minha província de origem porque já tinha concluído a 10 classe alegando a ausência de fundos para me apoiar’. Recusei afirmando que queria continuar com os meus estudos. Ela fez isso para que eu não divulgasse a informação sobre a ‘robalheira’ ou desvio do material que vinha acontecendo. Ela estava a construir algo e apoderava se do material do centro, por sinal ‘nosso’.
‘Conversei com a inspectora do centro que vive na nos escritórios na avenida Julius Nyerere ‘Irmã Ivone Grajane’ que supostamente tem um seu familiar a trabalhar na sede principalmente como angariador de financiamentos ‘mas não deu em nada. Submeti o caso ao Ministério do Trabalho onde foi instaurado um processo que culminou com uma inspecção feita ao local e o levantamento sobre os anos de trabalho que estive na machamba das Irmãs Salesianas. A direcção do trabalho estipulou que o centro deveria indemnizar me com um valor com o qual tentei adquirir um ‘ terrenozito’.
‘Após isto, as irmãs vieram a carga com o mesmo lema ‘ tem que abandonar a casa e o centro. Todos os meses em que a Irmã Salesiana Benedita vinha efectuar o pagamento mensal fazia questão de repetir a mensagem ‘ um dia tu vais sair daqui desta casa, tu estas a investigar a minha vida tenha cuidado com a tua boca’. Tentaram despejar me da casa e recorri a l Liga dos Direitos Humanos. A posterior, a ‘Directora do Centro ‘Irmã Silvana Monachello, acusou me de ter roubado 25 pratos plásticos.
A margem disto a reitoria do centro realizava uma festa de pompa e circunstancia a porta fechada na própria reitoria para a Irmã Benedita que viajou no dia 16 de Agosto de 2009 para Itália
Nessas casas construídas para os meninos do centro, concretamente as primeiras situadas por de tras do Estádio da Machava, uma delas foi atribuída ao senhor Francisco Palminha da administração, o contabilista do fundo disponibilizado. O que para nós é muito estranhos porque os próprios meninos não tiveram acesso a essas casas.
‘Actualmente temos o caso de um contentor que chegou ao centro vindo da Espanha no fim do mes de Julho de 2009 carregado de vários utensílios como maquinas de costura, computadores e outros produtos em nosso nome, mas vemos os mesmos bens serem vendidos em hasta publica. Não temos acesso aos tais produtos e já não sabemos se veio para o apoio ao centro ou para as irmãs. As organizações que doam estas matérias pensam que estão apoiar o centro a ‘nós ‘ conforme as nossas necessidades quando realmente estão ajudar as Irmãs Salesianas a criar um fundo de negócios privados.
Alimentação
A alimentacao é deficitária chegamos a ficar quase todos os dias sem comer devidamente socorrendo nos no ‘pão com badgias’ que resultam da colecta de 5 meticais que entre nós fazemos. As irmãs tem a sua própria alimentação, mas quando um dos rapazes adoece elas obrigam no a não alimentar se da nossa comida diária mas sim dos pratos confeccionados para elas reconhecendo a pouca consistência da nossa alimentação. Apesar desenvolvimento agro-pecuário que se regista nos centros com a criação de porcos, galinhas, coelhos e outros animais, nos só vemos carne uma ou duas vezes por ano isto para não falar das patas de galinha que caiem em nossos pratos. O resto é para a venda. A Machamba não foge a mesma regra.
‘As grandes viagens das irmãs a Inhambane desde o ano antepassado também tem contribuído para a escassez alimentar no centro onde sempre falam da insuficiência de fundos para a nossa alimentação mas nunca para as viagens’
. Alguns centros comercias como o supermercado Luz e Supermare enviam produtos todos os sábados para o centro mas as irmãs ‘abocanham’ dividindo entre si incluindo o administrador. Sempre que tal facto ocorre, entre elas realizam um encontro para a divisão dos bens mais importantes o ‘podre’ para nós que na maioria das vezes só recebemos estes produtos meses depois após terem permanecido no armazém e já em estado avançado de degradação. ‘ Várias, foram as vezes em que solicitamos encontros para debater estes problemas, mas a resposta foi a mesma de sempre. ‘Não têm tempo ou ‘isto não vos diz respeito’.
‘reflectimos sobre o tratamento que é nos é imposto pelas Irmãs. Por vezes saímos do centro as 6 horas a procura de um ‘biscate’ já que não temos trabalho e só retornamos por volta das 23horas ou 24horas e quando elas nos questionam sobre o horário de chegada tardia apenas lhes contamos a mesma estoria’ procura de ‘biscates’. Contudo mostram se apáticas quanto ao que estávamos a fazer como quem diz ‘menos carga para nós ’
Encerramento do centro
É do nosso conhecimento que o internato do centro para os rapazes vai fechar alegadamente porque elas tem um projecto com intuito de transformar o centro num convento e não como propalam ‘ albergar crianças necessitadas do sexo feminino’ mas sim de expulsar-nos do centro. Existe um centro feminino construído a dois anos no Distrito de Inharime a dimensão deste ‘Dom Bosco de Infulene’.
Permanece a dúvida, porque segundo as irmãs elas não têm nem dinheiro para apoiar os rapazes, como a transformação deste para crianças do sexo feminino!
Nós viemos ou fomos trazidos para o centro pelas irmãs, alguns de nós com familiares, mas porque a situação nas nossas casas era de permanente violência, optamos por abandona -lás e viver na rua. As irmãs que nos trouxeram disseram que nós também deveríamos ajudar a recuperar as outras crianças carentes ou as que vivem na rua, algo que fizemos recuperando muitas delas’.
‘O fundo deste projecto das 15 casas de 2007, 2008 por sinal o segundo para a construção das casas amarelas na Matola foi desviado, lembro me que no inicio do projecto, isto ano passado, tivemos um encontro com as irmãs onde fomos informados que o centro um dia iria fechar e nós na qualidade de sermos os mais velhos em numero de 15 deveríamos permanecer no mesmo ate a conclusão do processo de construção e que durante a espera para que fossemos fazendo algumas actividades pelo centro porque o material já estava disponível.
‘ A expectativa de ver um de nós sair do centro para essas casas por mês saiu frustrada, tendo o 2 jovem saído do centro para habitar numa dessas casas só no mes de Agosto do ano transacto 2008’. ‘ Desde aquela fase ate hoje nada mais se viu ou se ouviu e nós continuamos no centro ‘.
‘E chato e lamentável ver o centro fechar e abdicar das suas actividades no âmbito social para o qual foi desenhado’
‘Nós estão aqui e elas estão conscientes de que não nos podem expulsar e que estamos cansados de ver estas coisas acontecerem.
Houve momentos em que muitos meninos foram expulsos do centro em bloco para a rua. Nós queixávamos a superior do centro, só que esta fazia parte do mesmo grupo e nos sofríamos represálias, agora, estão a espera que cometamos qualquer deslize para a ‘pontapés’ nos porem a milhas do centro.
A título de exemplo nada se fez contra a Irmã Benedita que após a ter sido denunciada a nossa superior, Irmã Ivone por desvio de material na presença de vários trabalhadores anteriormente a trabalharem na construção das casas que confirmaram que ela andava a desviar o material, e o mais caricato é que ate foi feita uma festa de despedida em sua homenagem antes da partida para Itália.
Segundo fontes a Irmã Benedita tem uma conta bancária ‘choruda’ num banco em nome de um seu familiar.
‘Nós vemos alguns rapazes que tem vindo aqui para o centro pedir abrigo mas o acesso é lhes recusado e as irmãs dizem não ter meios financeiros para acolhe-los’. ‘Graças a uma voluntaria de nome Dalila que tem tentado albergar os tais meninos em outros locais. Foram muitas as vezes que as irmãs se recusaram a levar os meninos que precisavam de auxílio hospitalar’.
‘É precisa mudar aquela escrita que vem no tanque ‘Dom Bosco Centro de Acolhimento’ porque não faz sentido. Em vez do número de crianças carentes aumentar esta a diminuir’. Não estão a acolher a ninguém! ‘ Isso é disparidade de taxas, a irmã Benedita era uma grade prevaricadora, algumas de nós a encontramos em pleno sexo oral ‘beijos ‘com o padre Horácio após as missas dominicais aqui no centro, encostados as grades do armazém. Ela fez muitos estragos, vivia uma mentira e varias foram as noites que ela passou fora do centro e para alem do padre que da as missas no centro tinha dois namorados. Eu vi a com o namorado dela na quinta das irmãs.’
Nós continuamos aqui a espera das 15 casas tipo 2 conforme o estipulado pelo projecto e na esperança de termos o centro aberto para acolher outras crianças e jovens carentes que precisem de apoio.
PS. Valor que vem na relação dos projectos em ‘DM’sao referentes ao a antiga moeda Alemã o ‘Marco’ que em que 2 marcos equivalem a 1 euro.

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