segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DAVE LIEBMAN



O DISCIPLO DE JOHN COLTRAIN
Estacios Valoi
08/04/09
Ainda na ressaca da 10 edição do Cape Town Internacional Jazz Festival realizado durante o ultimo fim-de-semana e a ‘ galope’ para o Moçambique Jazz Festival, o meu périplo continua sempre a procura do outro. Aqui ou lá as pedras se encontram o que faz com que a cruze, mares rios, lagos, saltar montanhas em fim. Uma percurso tão longo e tão simples não fosse a capacidade de estabelecer linhas através destes cells ‘ latas’ umas mais modernizadas que as outras a moda ‘chick’, mas todas com o mesmo objectivo. Poder falar com o outro do outro lado de lá’.
David Liebman que recentemente esteve no Cape Town Internacional Festival e na sua companhia também estiveram outras estrelas como:
Incognito; Jonathan Rubain; Kyle Eastwood Band; Loading Zone; Maceo Parker; Maurice Gawronsky feat. Feya Faku; New York Voices; Peter White; Ringo Madlingozi; Rus Nerwich’s collective imagination; The Stylistics; Zap Mama; Jonathan Butler with special guest Dave Koz; Dr. Malombo Philip Tabane, “Opera Meets Jazz” Mike Del Ferro, Sibongile Khumalo, and Shannon Mowday; Abigail Kubeka, Cape Town Jazz Orchestra, McCoy Mrubata and Special Friends and Mos Def feat The Robert Glasper Experiment. 340ml; Carlo Mombelli & The Prisoners of Strange; Goldfish; Kyle Shepherd Quartet; Magic Malik Orchestra Napalma; Ndumiso Nyovane; Pete Philly & Perquisite; The Robert Glasper Experiment; Shakatak; Siphokazi; South Paw; Stewart Sekuma; Al Foster Quartet; Arturo Lledo; Dave Liebman Quartet; Dianne Reeves; Emily Bruce; Freshlyground; Hugh Masekela.
David Liebman na sua longa caminhada faz 3 décadas pelo jazz, isto, partindo de Brooklyn Estados Unidos onde nasceu no ano distante de 1946 a 4 de Setembro, começa a tocar aos seus nove anos com o piano Clássico e mais tarde aos 12anos salta para o saxofone. Carregado de profunda curiosidade e interesse pelo jazz, conjunto desperto pelas ‘ faíscas ‘ resultantes’ de concertos ao vivo de Jonh Coltrain nas casas de Jazz na cidade Nova yorquina como Half Note, Birdland e villageVanguard em que David pode assistir, este nunca mais parou.
O seu interesse pelo jazz aumenta cada vez mais a partir do momento em entra pela escola secundária e posteriormente a Universidade onde se junta a Joel Allard, Lennie Tristano e Chrales Lloyd. Graduado na Universidade de Nova Yorque na Historia Americana, da o salto final jazz adentro como artista na vertente jazz a tempo inteiro. Dos anos 70 ate aqui David Liebman liderou vários músicos que posteriormente tornaram se no ‘ pacote’ de músicos na arena jazzista nova yourquina. Também foi presidente da organização da cooperativa dos músicos fundada pelo conselho do Estado de Nova Yorque de artes e um espaço para inovações de desenvolvimento do jazz. Após ter estado com os Ten Wheell Drive na fusão, Liebman passa a integrar com o seu saxofone e a flauta a banda do Elvin Jones antigo baterista do John Coltrain.

Depois de teres estado em Cape Town com banda de sempre já a 15 anos a qual foi formada em 1991 onde se inclui o Guitarrista Tony Marino e o baterista Marco Marcino.

Qual foi a reacção da vasta audiência que esteve no festival relativamente ao pacote que para lá levaram?
Levamos o pacote completo, tocamos vários estilos desde o street Jazz, Fusion, world music e o jazz standard, do Puccini com originais adaptados do reportório de John Coltrain e Miles Daves, e composições baseadas em estilos originais mas sempre balançando entre o passado presente e futuro.
‘’Outros músicos que fazem parte do percurso de Liebam nas ultima décadas encontram se Joachim Kuhn, Daniel Humair, Paolo Fresu, John Christensen, Bobo Stenson, Wolfgang Reisenger, Jean-Paul Celea e outros mais que poderia organizar mais uns festivais a meu belo prazer, em fim’’.
Ate que ponto foi interessante para ti estar no festival pela primeira vez, não só mas também em África nestes teus longos anos de estrada?
Foi fantástico poder tocar no festival (África) pela primeira vez na companhia de músicos vindos de quase todo o mundo. Pude perceber ate que ponto a minha musica ‘e conhecida. Por outro lado foi bom ‘ beber ‘ da boa música que se faz em África e principalmente feita por africanos.
Quanto a questão do HIV/Sida e a recente declaração do papa quando diz que o uso do preservativo incremente o nível de difusão da epidemia. Não seria melhor o papa comprar alguns preservativos para a sua comunidade onde tem surgido vários casos de pedofilia cometidos por clérigos?
Espero que não tarde a descoberta de uma vacina para erradicar e solucionar a questão da epidemia que vem ceifando vidas não só em África o que já causou prejuízos assustadores imensuráveis, sociais económicos, etc.
Quanto as recentes afirmações do Papa na sua visita a África, exactamente nos Camarões e Angola, apenas dizer que não tenho muito a ver com as tais afirmações porque não tem nada a ver com a minha música.
Deixando o papa para o outro lado. O que foi para ti tocar com nomes como Miles Daves?
Foi uma experiencia espectacular, única, um momento de aprendizagem, mas, mais ainda a oportunidade de estar com aquelas lendas serviu de alavanca para a minha futura carreira.
Qual foi a fase mais importante da tua carreira?
São tantos os momentos que seria como procurar a agulha num palheiro, mas digo em tom maior que foi quando estava com Elving John, joe Lovan e a banda do John Coltrain e com Miles Daves nos anos 70s num novo percurso carregado de tournées, gravações. Tocar com Miles foi uma experiência fantástica. Todavia no período do Miles com ‘ On The Corner, Get Up With I, Jazz Connections e em 2007 o ‘ Beyond the Corner ‘ onde aparecem todas as minhas gravações com Miles Daves e para alem de vários vídeos da minha carreira juntos em palco, também tive um cheirinho dos ritmos de Sly Stone e James Brown.
Mas a exploração da sua música também passa pelo Trio Open Sky com Bob Moses e com o pianista Richie Beirich no agrupamento ‘ look out farm’ onde realizaram vários périplos e com discos gravados em vários países da América, Europa, Ásia, dos Estados Unidos, Índia e Japão, tendo também recebido prémios em seu reconhecimento na arena do jazz.
De 77 a 81 faz a digressão pela Europa com o pianista Chick Corea e posteriormente com a criação do quinteto David Liebman com os músicos John Scofield, Kenni Kirkland e Terumasa Hino. No período de 3 anos gravou, tocou com nomes como Richard Beirach após a criação de um duo, e mais tarde a fundação do agrupamento ‘ Ques’ em 1981 que aos poucos foi se solidificando com a integração do baixista George Marz e o baterista Al Foster, Ron McClure e Billy Beirach em 1984. No entanto em 1991 o seu grupo Quest gravou 7 álbuns assim como realizou vários workshops com estudantes a nível mundial.
Quando estas em palco o que tem vem em mente?
Tento ouvir e conversar com os músicos que estão no palco comigo e sincronizar o ponto da música para a audiência.
A sua mão artística vem rasgando, das câmaras do jazz clássico, fusão, avantajado com inúmeros CDs que lhe caiam em cima, dos Monk, Miles Davis, John Coltrain, Kurt Weill, Alec Wilder, Cole Parker e Jobime Puccini.
Ate aqui quantos álbuns tens ou fizeste parte na produção?
Tenho centenas. O que não ouvi bem! Tenho centenas começando dos meus e outros que fui produzindo com outros músicos por exemplo esta lista já da para imaginar.

A Chromatic Approach to Jazz Melody & Harmony (with CD)-Advance Music (traduzido Para Frances), Self Portrait of a Jazz Artist, From Student to Jazz Artist: Talks with David Lineman

Câmara da miscelânea para o quarteto do saxofone; Woodwind Quarteto e solista,

Os ventos do Roberto, Jazz Connections: Miles Davis e David Liebman-Edward Mellen Press, The Loneliness of a Long Distance Runner-for sax quartet -por Caris Visentin-Caris Music Services, desenvolver sons pessoais do saxofone (traduzido para o Alemão, Checo, Chinês japonês)


Nova visão; Meditations Suite (doce meditação); A Walk in the Clouds (uma caminhada nas nuvens) -Liebman Plays Puccini (Arcadia), The Unknown Jobim (desconhecido Jubim- GMN). In A Mellow Tone (Zoho), Conversation (Sunnyside), Blues All Ways (Omnitone), Beyond the Line (por de trás da linha) -David Liebman Big Band (Omnitone)

Entre temas publicados com o seu grupo, assim como com outros ainda se encontram ‘ As a side man’ ao vivo em The Lighthouse, Marry go Around, Genesis-Elvin Jones(Blue Note) lookout farm, sweet hands, Forgoten fantasy(A&M/Horizon), Pendulum( Artist House). Quest, quest II quest III, turn it Around, On the Corner, Get up With Me, Dark Magus( Miles Davis), Song for My Daughter, Voyage, My goals

Algum albuns a mistura como lider ou co-líder

‘’Energy of the Chance (a energia do momento-Heads Up),What It Is (Columbia),Dedications; The Loneliness of a Long Distance Runner (A solidão de um maratonista-CMP), Homage to Coltrane(homenagem a Coltrain); Timeline; West Side Story Today; Trio Classico (Owl/EMI),Classic Ballads; Joy (Candid),The Trio Plays Cole Porter; Setting the Standard; Besame Mucho (Red Records)The Tree; The Seasons (Soul Note)

Water: Giver of Life com Pat Metheny (Arkadia),Monk's Mood (Double Time),Time Immemorial (ENJA-Koch),Colors, The Distant Runner - Solo Recordings ; Bookends com Marc Copland (Hatology),Gathering of Sprits:Saxophone Summit com Mike Brecker e Joe Lovano(Telarc),Manhattan Dialogues with Phil Markowitz ; Vienna Dialogues com Bobby Avey(ZoHo),Different but the Same with Ellery Eskelin, Tony Marino, Jim Black (Hatology),

Flashpoint com Aydin Esen, Anthony Jackson, Steve Smith (Tone Center),Three for All com Steve Swallow e Adam Nussbaum (Challenge),Back on the Corner com o grupo DL Group e Mike Stern, Anthony Jackson (Tone Center), Dream Of Night ; Negative Space com Roberto,Tarenzi,,Paolo Benedittini, Tony Arco (Verve)Seraphic Light - Saxophone Summit comRavi,Coltrane(Telarc)’’

Olhando para o jazz ai nos Estados Unidos e voando para África que achas que deveria ser feito para apimentar a doze dos Jazzistas que existem aqui em África (Moçambique) que vai na sua 2 edição do Moçambique Jazz Festival?
Acredito que ‘e importante criar programas de intercâmbio de forma a permitir que os vários talentos possam vir aos estados unidos e usufruir do que existe isto considerando que temos várias escolas, academias, universidades e por ai em diante de formação assim como levar alguns educadores americanos para que possam dar aulas básicas de Jazz no continente, isto seria fantástico.
Sei que também que tens um vasto leque de DVDs quais são para alem dos vários prémios que vens carregando ao longo da tua carreira?
São um número considerável como os que ai vem; David Liebman ensina e toca) - Topics (Na formação, o saxofone e temas relacionados - Booklet , Standards e Originais tocando com o grupo, DavidLiebmamVolume81
Ten Chromatic Compositions (dez composições cromáticas) (w/CD), (em conversa com Lieb 2 CDs), oito composições dos anos 70) -Play-Along Vol. 19,Scale Syllabus - Vol. 26,How to Approach Standards Chromatically (cromaticamente alcançar o padrão) - Techniques of Superimposition (técnicas da super imposição/CD) Master Class with Dave Liebman (passo de mestria com LiebmanDVD) -

O que mais te assusta no mundo?
Assusta me a fome que milhares e milhares de pessoas comuns passam no seu dia a dia na tentativa de ter uma vida normal. Contudo estou ansioso em chegar a África pela primeira vez assim como ao Festival Internacional de Jazz Cape Town e estar com a moldura humana que se fará presente assim como os que gostam da minha música.
Libman com várias publicações discográficas assim como no jornal Saxofone e a associação internacional Jazz educator Journal’, o seu leccionamento pelas universidades literalmente levou o para o mundo como resultado das várias vertentes musicais e conhecedor de vários instrumentos musicais na articulação das intrigantes linguagens do jazz a estética e a técnica.
Dos vários e diferentes prémios que Liebman recebeu em 1988 da Academia Francesa de Jazz o premio anual em homenagem a Coltrane. Dos mais desatacados incluem se NEA Grants na categoria de composição e actuação, Doutor Honorário da Academia de Academia de Sibelius de Helsink (Finlândia), a nomeação de para melhor actuação Solo em 1998 e melhor arranjo para a para a maior banda em 2005 na Alemanha, entrada para o munda da fama para a associação internacional de educadores de jazz em 2000, premio de artes do conselho de artes da Pensilvânia em 2005, o premio de jornalismo de jazz para o soprano saxofonista em 2007 e 2008 com o premio da amigos do jazz da câmara central da fama de jazz da Pensilvânia.

Em Moçambique existem amantes do jazz e acredito teus ‘fans’ para além do festival de jazz Moçambique que vai na sua 2 edição com a pretensão de coloca - lo entre os melhores do mundo. Quando ‘e que pensas em vir a Moçambique já que na tua longa vida só agora terás a oportunidade de beber da África com os pés em terra?
Assim que o convite for feito ai estarei. E uma questão de fazer alguns arranjos básicos.
Em 2008 fechaste com o album Liebman Meets Intra Live com Enrico Intra, Alfa na Itália. E os teus álbuns mais recentes como Seraphic Light, Renewal, Blues all ways, Redemption. Proximo projecto ou o que andas já a aprontar para este 2009?
‘Ressacar’ o festival a África e continuar a trabalhar. São vários os projectos pela frente.

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