sexta-feira, 27 de maio de 2011

Falta de medicamentos nas unidades sanitárias na Zambézia


Falta de medicamentos nas unidades sanitárias na Zambézia
Estacios Valoi
27/05/11
Falta de medicamento nas unidades hospitalares e farmácias incluído da Malária na Zambézia continua a ser uma questão pontual onde para além desta problemática o paciente é obrigado a ficar meses a fio a espera de ser assistido
Só na cidade de Quelimane onde segundo boletim epidemiológico na cidade de Quelimane o número de casos registados reduziu de 7410 registados nos primeiros meses do ano transacto para 4.383 de Janeiro a Abril, uma redução de 41% contudo esta a semelhança de outros distritos esta continua sendo considerada e risco
O Director provincial da Saúde nesta província Alberto Baptista que reconhecendo que a Zambézia vive momentos preocupantes em relação a falta de medicamentos tendo os obrigado a restringir o seu fornecimento afirma ter no momento stock garantido para colmatar tal situação.
“ Vivemos momentos preocupantes em relação a situação de medicamentos ao nível da nossa província, estávamos numa situação de restrições no fornecimento de medicamentos. Neste momento temos no nosso armazém a providência de medicamentos, Kits e unidades sanitárias para os próximos três meses e sem restrição na sua distribuição”.
O que existe é a rotura do Quinino oral que não é muito utilizado, mas o injectável propriamente a ultima linha do tratamento da malária grave, de internamento, a principio esta assegurada a nível do depósito provincial de medicamentos . Com o Coarctem , neste momento não há casos que tenham sido reportados de resistência a primeira linha de tratamento da malária. Portanto reserva se o Quinino injectável para casos graves que precisam de internamento. Há pouca necessidade de se recorrer ao Quinino oral por resistência ao medicamento a primeira linha”.

Baptista enfatiza e afirma que “Não há rotura de medicamentos para o tratamento da malária, aquilo que é a linha base. Primeiro o Coarctem e em segundo o quinino. Quanto ao injectável não temos roturas e posso apresentar ao nível do depósito provincial. A nível da província temos o Coarctem 6 por 1 com 1843 tratamentos, Coarctem 6-2, 18.510 tratamentos e o Coarctem 9-4 com 8.270 tratamentos.
Em relação ao Kit unidade sanitária, que também contem anti malaricos, temos 736. Temos o anti-malarico AP 668 e quinta unidade sanitária com 1.674 o que significa que a nível da província o nosso consumo médio mensal em termos de Kits de medicamentos anda por volta dos 375 mensal e neste momento temos um stock de pouco mais de 1600. Temos medicamentos assegurados para os próximos três meses”.
“O que antes confirmei é que houve escassez de medicamentos mas esta a ser resolvido e se faltarem vai ser devido a questões organizacionais de cada unidade sanitária nos distritos pelo que nós incentivamos a todos os gestores das unidades sanitárias a estarem atentos na gestão dos medicamentos, temos os stocks mínimo, máximo e de segurança”.
Diabetes
Para alem da malária, o seu sector que dirige também vê se a braços com a falta de fitas de glicemia para detectar ou despistar as diabetes contudo o timoneiro daquele sector, a semelhança da questão da falta do Quinino oral tenta minimizar a situação.
“ Não temos fita. Recorremos a glicemia ao laboratório. A fita é um teste rápido que se faz na hora mas pode se fazer quando há indicação num laboratório normal e penso que apesar de haver escassez da fita as analises para detectar a diabetes estão asseguradas pelo menos ao nível do hospital provincial
Superlotação
A questão da espera durante meses para ser assistido no hospital provincial, aliada a questão da restrição e falta de medicamentos, a disputa de camas entre recem nascidos e mulheres após o parto tem deixado agastados os pacientes obrigando alguns a terem que viajar a outras províncias a procura de tratamento adequado mas que para Batista é de bom grado ter estas situações.
“ As duas coisas podem estar a acontecer, penso que por um lado isto agrada-nos porque pode significar que a qualidade do atendimento da assistência ao parto, melhoria do Hospital Central provincial esteja a melhorar, razão pela qual a muita afluência mas não vamos travar o afluxo e as pessoas vão continuar a vir. O que tem de ser feito é redimensionar a capacidade da própria unidade. Não ‘e muito correctos que as pessoas se sobreponham as mesmas camas, mas neste momento são as condições que existem e a maternidade ‘e pequena”.
Para além do hospital provincial, existem maternidades nas unidades sanitárias periféricas a nível de Quelimane, temos o 17 de Setembro, a de Cualane. São três a nível da cidade de Quelimane. Tem que se potenciar mais de modo a diminuir a pressão sobre a maternidade do hospital provincial, reservando a para casos que são referidos pelas unidades periféricas.
Isto pode requerer a construção e abertura de mais maternidades na cidade ou a potenciação das poucas existentes. Há um estudo que estamos a fazer para ver qual será a melhor medida de modo a melhorar cada vez a assistência aos partos institucionais”.
Abertura de bancos de socorros
“Estamos a fazer a abertura de bancos de socorros como forma de diminuir a pressão sobre os bancos de socorro dos hospitais provincial de modo a reserva-lo para questões mais complexas e penso que foi a primeira situação que verificamos , é que o banco de socorros provincial andava carregado e muitas vezes por patologias banais que podiam ser resolvidas a nível periférico dos centros de saúde. Em principio o plano é abrirmos os bancos de socorro durante 24horas
Abrimos o do centro de saúde 17 de Setembro e de Cualane. Pensamos que tenha reduzido a pressão sobre o banco do hospital provincial. Neste preciso notamos uma superlotação da maternidade, ai é que temos que começar a pensar num redimensionamento das maternidades ao nível a direcção da saúde da cidade de Quelimane e em relação a Issidua tem que ser feita alguma intervenção na infra-estrutura. Estamos a espera da aprovação da nossa proposta que submetemos aos nossos parceiros.
Salários e horas extras
No sector da saúde e não só na Zambézia os funcionários passado ano e meio sem auferir seus retroactivos algo que veio a verificar se porem com a excepção de alguns recentemente com a visita do presidente da república Armando Emílio Guebuza e por conseguinte os primeiros foram os habitantes das zonas ou distritos em que este visitou e os outros abandonados a sua sorte ate o dia 20 do corrente mês altura em que as ‘ ATM’ começaram a andar abarrotadas de gente mas que Baptista afirma ter começado no mês de Marco em diante.
“O assunto salário não é do nosso nível. No que diz respeito aos pagamentos de salários ao nosso pessoal nós não temos muitas situações irregulares. As únicas que tínhamos diziam respeito a um certo grupo e trabalhadores do Hospital provincial no que diz respeito a honorários que desde o mês de Agosto do ano passado houve suspensão no seu pagamento mas que neste preciso momento desde o mês de Marco e princípios de Abril a situação ficou resolvida.
Neste momento os honorários estão a ser pagos com regularidade pode existir um e outro caso isolado, particulares de cada um dos trabalhadores. São casos que tem estado a merecer a nossa atenção mas como um assunto generalizado do pagamento de salários honorários não temos a nível do nosso sector.

Ausência de políticas agrárias em Moçambique



Ausência de políticas agrárias em Moçambique
Texto e fotos: Estacios Valoi
27/05/11
A Zambézia a província mais pobre de Moçambique que outrora contribuiu com cerca de 51% para o PIB nacional mas que viu sua contribuição reduzir-se para níveis sem precedentes. Apesar do potencial económico e agrícola actualmente, a província e considerada como uma das mais pobres do Pais com 6.7% da sua produção.
Em reportagem com Luís Tomo Chefe dos Serviços provinciais da agricultura na Zambézia no contexto da produção do arroz nesta parcela do pais, este considera com houve progressos na produção esta cultura não obstante ainda há muito que ser feito para que se alcancem os níveis desejáveis.
“A situação do arroz na Zambézia, na campanha 2009/10 tivemos uma produção de 110.000 toneladas e esta produção este a quem das nossas expectativas porque passamos por uma situação de estiagem que comprometeu sob maneira a nossa produção mas para esta campanha o nosso plano ‘e de 164.000 hectares e esperamos ter uma produção de um pouco mais de 280.000 toneladas.
Comparativamente ao ano passado consideramos que vamos dar um grande salto a julgar pelo cenário agro meteorológico, as chuvas neste momento estão a acompanhar a produção, temos grandes constrangimentos com as adversidades climáticas. No princípio da campanha tivemos problemas de inundação nos distritos de Mopeia e Chinde que tivemos uma perca de área de 825 hectares que afectou mais ou menos 1500 famílias”.
Deve se a vários factores, climáticos que em algum momento assolam a nossa província, estiagem, cheias, inundações mas face a esta situação o governo esta a encetar medidas para contrapor este cenário intervindo na área de irrigação, construção de infra-estruturas hidroagrícolas, aquisição de motobombas para garantir que se possa fazer a produção sustentada e não depender apenas da precipitação atmosférica.
Apesar das indicações lançadas pelo chefe dos serviços florestais na Zambézia e a tentativa de argumentação baseada em vários factores, Tomo não faz menção relativamente ao desfasamento de políticas agrárias e o que esta a ser feito pelo governo senão versar sobre regadios, planos e projectos algemados.
Zambézia Pobre e regadios adormecidos
“Em Chinde estamos a trabalhar no regadio de Sombo, a intervir através da Oram que é nosso parceiro e nos outros regadios como Salia, estamos com um projecto em carteira a procura de financiamento para se revitalizar esses regadios. O custo para a construção e reabilitação de regadios esta extremamente alto e não havendo disponibilidade de recursos financeiros estamos neste momento com projectos em carteira.
Em termos agrícolas não considero a Zambézia pobre mas o que alcançamos neste ainda não é suficiente. A província tem uma potencialidade agropecuária muito grande e estamos a trabalhar no sentido de desmistificar este mito. Estamos a investir no regadio de Nante e de Munamuna no mesmo espaço, temos lá energia eléctrica para garantir que se possa fazer a irrigação, estamos a investir em Munamuna expandir o regadio de 500 hectares para 3000 hectares e neste momento estamos na fase dos estudos ambientais hidrológicos.
Fizemos pequenos regadios no distrito de Nicoadala de cerca de 10 a 15 hectares. Estamos a intervir no regadio de Muziva com capacidade de 400 hectares. Essas intervenções vão ajudar a Zambézia a estar em outros níveis, garantir os alimentos para a segurança alimentar e para os mercados esta é que é a nossa abordagem e estamos a incentivar aos nossos agricultores para olharem para a agricultura como negócio
Ausência de Politicas agrárias
As políticas Agrárias e seu Impacto Em Moçambique com estaque para a Província da Zambézia, pobre rica, são de tal forma assustadoras que a agricultura e o meio rural nas últimas décadas não sofreram transformações estruturais, tecnológicas, de produtividade e de condições de vida fundamentais, como resultado de políticas e estratégias económicas agrárias desajustadas, erráticas e descontínuas, para além do conflito e da cooperação externa, segundo Doutor João mosca e enfatiza.
“ O sector agrário e o meio rural foram secundarizados, os camponeses marginalizados ou sujeitos a integrações perversas na economia agrária e sociologia rural, produz se o que não se come e come se o que não se produz. Nos últimos anos existem alguns sinais positivos sendo porem acções dispersas e cuja aplicação tem provocado mais distorções a instauração de mecanismos de poder e interesses que desvirtuam os objectivos anunciados e deslegitimam as instituições.
. Ainda de acordo com Mosca baseado em relatórios da FAO….três grupos de grandes indicadores se a produtividade e a produção como ‘e que evoluiu no tempo e aquilo que considera de crise agrícola de longa duração, algo que contrasta com sector da agricultura na Zambézia que afirma que não há pobreza nesta parcela do Pais.
Crise de longa duração na agricultura
“Desde a Mandioca, Mapira, Milho, Sorgo e Arroz, alguns bens alimentares da dieta rural e não só entre 1960 ate 2110 têm havido um decréscimo constante de produção por habitante nestas quatro culturas. Significa que cada moçambicano tem vindo a perder a acessibilidade, poder de ter bens alimentares produzidos localmente em Moçambique. Mesmo que a produção tenha aumentado a população tem crescido rapidamente o que significa que cada habitante tem acesso a menos 26% de alimentos relativamente aos que tinha anos atrás nestas e noutras culturas com algum decréscimo.
Moçambique é o Pais com menos rendimento por hectare de milho. Nível de 2007 igual a 1960.A Balança comercial entre 2002/9 ilustra que dependemos cada vez mais de importações, muito embora a exportação de algumas culturas tenha aumentado. Nós exportamos bens não alimentares, Algodão Açúcar, Caju, Madeira e importamos sobretudo bens alimentares.
“Chã que era exclusivamente produzido na Zambézia mantém se a níveis muito baixos de exportação. 2002/8 No ultimo estudo feito pelo Ministério do Plano e Desenvolvimento e anunciado nos finais do ano passado a Zambézia é uma das províncias onde houve aumento da pobreza,
A grande parte da população pobre encontra se concentradas nas zonas ricas naquilo que é a Capacidade produtiva em regime de sequeiro, as zonas de maior pobreza coincidem com as de maior produtividade. Potencial de pobreza e de produção agrícola. Quanto mais pobre ‘e uma família mais depende da agricultura”
Politicas bancárias
Segundo Doutor Jorge Tinga “A maioria dos Bancos em Moçambique não dão credito para a actividade de investimento, financiamento para agricultura, não tem uma especialidade exceptuado agora o Banco Terra.
Dão financiamento para uma actividade a que você se propõe e normalmente calculam o teu crédito e o juro em função do rendimento que se apresenta e não em função do investimento que você vai fazer no sector da agricultura. Este ‘e que ‘e o problema e nessa base a taxa de juro que é aplicada é uma taxa de juro em função do credito e não da actividade. Num crédito de três meses os bancos calculam uma taxa de juros de três meses, não importa se ‘e para agricultura ou comércio é a taxa de juros para o período de utilização do valor que você pediu.
Agora os bancos especializados, normalmente fazem uma avaliação do rendimento que se tira na cultura ou nas culturas que você vai praticar para poder verificar qual o nível de rendimento e calcular a taxa de Juro com base no rendimento que você vai fazer e o período de maturação do investimento. Esta é a diferença fundamental entre um banco que trabalha para a agricultura e um de crédito geral.
É preciso fazer se a especialização de investimento. Os bancos de investimentos são de especialidade por isso é necessário que o governo, Ministério das Finanças e o Banco de Moçambique estabeleçam um rácio de reserva obrigatória dos Bancos especializados para investimentos na agricultura que tem um tipo de maturação e um tipo de actividade diferente do de investimentos como indústria, construção, etc. ‘E diferente porque o rendimento que se tira dessas actividades não é o mesmo que se tira no sector da agricultura. Esta é a acção que deve ser feita para sistemas de tratamento de crédito agrário em relação ao crédito para outros sectores.

UNIVERSIDADE POLITECNICA COMECO DO FIM!


POLITECNICA COMECO DO FIM!
Texto e fotos: Estacios Valoi
27/05/11
A Universidade Politécnica em Quelimane realizou recentemente um seminário no âmbito da revisão e implementação de novas estratégias de forma a adequar se a novas realidades na província da Zambézia.
A mais antiga instituição de ensino superior nesta urbe actualmente sem leccionar os cursos de Informática de gestão, gestão de desenvolvimento e ciências sociais alegadamente por falta de pessoas ou estudantes interessadas nestas disciplinas, visa despertar a esteira da concorrência imposta pelas outras instituições de ensino superior nesta província.
O Director da biblioteca da Universidade politécnica em Quelimane Aurélio Ginja após uma década de existência a instituição da qual faz parte esta a entrar numa nova fase.
É do conhecimento que se trata da primeira instituição de ensino superior a funcionar e a instalar se na cidade de Quelimane e neste momento estamos numa fase de perspectivar o nosso futuro, novas estratégias de forma a dar continuidade a um trabalho que se iniciou a mais de uma década e agora estamos a entrar numa nova etapa institucional.
A projecção envolve vários elementos. A grande tradição inerente a existência da nossa Universidade nesta província tem a ver com dois factores: Uma resposta a necessidade completa de colaboração com o sistema de ensino que tinha a ver com o alargamento e expansão do ensino superior por outras parcelas do Pais e houve uma certa primazia que levou que a universidade politécnica na altura ISPO, pouco depois do seu surgimento em Maputo fizesse com que se expandisse a esta província.
Uma instituição que fosse aberta no que concerne a dinâmica da própria cidade de Quelimane, em todas as vertentes cultural, politica, sócia congregados no desenvolvimento da nossa sociedade na Zambézia.
Adormecida
A Universidade Politécnica ficou a espera enquanto as outras surgiam, apelando para tamanha hegemonia territorial nesta província. Mas Ginja prefere dizer que tratava se de potenciar novos caminhos.
Acontece que a partir de uma determinada fase, temos que enfrentar novos desafios na medida que há novos estudantes, nova instituições de ensino que vão surgindo e a faixa etária que tínhamos na fase em que surgiu não é a mesma que temos hoje. Temos estudantes fundamentalmente mais novos, vindos do nível secundário. Outrora tínhamos estudantes já inseridos na dinâmica sócio profissional eram na maioria deles quadros que já estavam integrados em varias organizações e que queriam reforçar os seus conhecimentos, desafios profissionais que tinham que atravessar.
Há sempre necessidade de se parar em algum determinado instante, verificar o estagio, situação, contexto cultural, espaço em que estamos inseridos e dai potenciar novos caminhos dentro daquilo que é a tradição.É um seminário que tem a ver profundamente com a necessidade de perspectivar o futuro em termos culturais, académicos, cursos a formação que se deve dar aos estudantes.
Um conjunto de acções
Ginja não se refere as reais mudanças a serem operadas naquela instituição de ensino cingindo se a retórica.
“Hoje fundamentalmente o seminário permitiu diagnosticar o ponto da situação relativamente ao tipo de estudantes e pessoas que temos hoje que apostam na nossa instituição e qual é o perfil dos professores que temos.
Cursos descartados
Gestão informática, desenvolvimento e gestão, ciências de comunicação consideradas preponderantes para uma Zambézia ainda entregue a mãos alheias, todavia não se sabe para quando a sua reintegração naquele sistema de ensino obrigando algumas pessoas a procurar tais cursos em outras províncias.
“Há uma linha de complementaridade de acção das várias instituições de ensino superior no espaço em que estão inseridas. Em circunstancias destas em que temos varias instituicoes as vezes é estratégico. Nem sempre o facto de se fechar um curso significa que esse curso deixe de formar pessoas para aquele lugar, aquele espaço.
Alinha é mais de complementaridade e deve se a abertura de novos espaços, possibilidades, oportunidades. A perspectiva é dar oportunidade e discutirmos o retorno desenharem projectos culturais que possam estar mais ligados a verdadeiras necessidades que a província tem.
No âmbito desses cursos que hoje não estamos a dar mas outrora sim, há duas possibilidades que se abrem. Repensar em estratégias que permitam que os cursos possam ir mais ao encontro daquilo que é um determinado perfil de profissionalismo ou pessoas que se devem formar para essas áreas e a outra tem a ver com a possibilidade de podermos ofertar outros cursos.
Falta de estudantes para esses cursos?
“ Fechamos esses cursos não por causa do problema da falta de estudantes. A prioridade foi mais voltada para aqueles cursos que tem maior possibilidade de oferta e se calhar o leque de candidaturas é menor ao leque de opções.
Também serviu para ver se os cursos que encerramos podem ser uma aposta para o futuro ou podem ser uma oportunidade a oferta de novos cursos. Ainda carece de um estudo do mercado, potencias candidatos, verdadeiros interesses que as pessoas têm.
Marketing
Quelimane tem as suas especificidades. Em 2000 o panorama de Quelimane era diferente, foi se tornando progressivamente uma cidade universitária. Hoje temos varias instituições de ensino, maior leque é natural que um marco diferencial que tínhamos outrora que tinha a ver com a nossa singularidade, já dava logo a partida um protagonismo institucionais hoje fica diluindo entre outras instituições.
O que acontece ‘e que em termos de necessidade podermos criar condições para que tenhamos o nosso leque diferencial em relação as outras universidades. Penso que é uma questão que nós tentamos responder com o seminário. O aspecto estratégico.

Aumenta índice de Crime em Quelimane


Aumenta índice de Crime em Quelimane
Texto e fotos: Estacios Valoi
26/05/11
Durante os últimos meses o índice de crime com recurso a arma branca e de fogo aumentou na cidade de Quelimane deixando os munícipes apreensivos que se vêem de agastados com este fenómeno
São vários os indivíduos assim como residências que na calada da noite vêem se a braços com tal situação onde os malfeitores vão passeando sua classe impedindo, a título de exemplo estudantes e professores do curso nocturno de permanecer nas instituições de ensino ate aos últimos turnos
A semelhança das cidades moçambicanas gradeadas, esta não foz a regra faltando apenas o cidadão circular gradeado, uma vez que acorrentando já se encontra tudo para evitar que seja mais uma vitima dos mal feitores que geralmente em numero de quatro em diante fazem as habitações, as pessoas para alcançar seus intentos.
Segundo o porta-voz da policia na Zambézia Serrote Dassier, crimes são coisas que sempre acontecem e vão continuar mas que a sua corporação esta preparada e vai lidando com este tipo de fenómeno.
“Crime vai sempre acontecer porque é um fenómeno social e entendemos que em termos de motivação na prucura de uma vida fácil.As cidades estão lotadíssimas de pessoas e, em algum momento essas não tem algum sustento familiar e acabam se dedicando a essa vida de ma conduta.
Não foram necessariamente crimes violentos se não teríamos registado homicídios, mesmo em termos de modus operandi nunca se usaram armas de fogo, apenas brancas. Como forcas de defesa e segurança as nossas respostas são dadas por acções e fazer a inversão daquilo que são as nossas acções operativas, estratégias técnicas que acabaram dando algum efeito positivo.
Já detivemos uma quadrilha de doze indivíduos que se dedicava a roubo na área de jurisdição da quarta esquadra com recurso a armas brancas. Contudo três dos membros puseram se a monte mas estamos no seu encalço com provas, informação, dados fiáveis dos seus esconderijos e tivemos também que nos desdobrar na área de Torrone Velho porque era de facto a zona que pairava um insucesso.
Em Torrone também conseguimos neutralizar uma quadrilha de 4 indivíduos mas quem liderava era um indivíduo que acabava de perpetuar uma fuga da cadeia industrial de Nampula que antes envolveu em actos criminais aqui em Quelimane, condenado a uma pena maior de 14 anos e transferido para Nampula”.
“Cumpriu cinco anos, acabou sendo confiado pela penitenciária a fazer trabalhos fora do estabelecimento prisional em que saia e regressava mas que entendeu empreender uma fuga e voltou para Quelimane onde se juntou a outras pessoas e quadrilhas mas que conseguimos neutralizar.
Recuperamos uma motorizada, 1 DVD, 1 televisor grande, colunas pequenas, amplificador, 2 cabos, 1 ferro de engomar, 1 telemóvel que foram encontrados na posse desses indivíduos”.
A mais recente visita do presidente da república a Zambézia e Quelimane abandonada pela polícia
Estes crimes deram se durante a visita presidencial que ‘ deixou’ a cidade nas mãos dos mal feitores que com a policia ausente porque tinha de acompanhar o Guebas algo que também se verifica quando os membros do partidao de fazem a Zambézia a turma da malandragem não ficou a dormir mas que segundo Serrote Dassier a resposta chegou.
“A resposta chegou e sempre vira. Um indivíduo de conduta duvidosa também desenha as suas estratégias. Enquanto as pessoas ficam viradas para uma estratégia elas aproveitam se disso. Como podem ver estávamos muito virados a uma tarefa muito árdua de grande valor, a visita do Presidente da Republica Armando Emílio Guebuza e provavelmente foi por saberem que a Policia estava mais preocupada com uma actividade e aproveitaram se disso para poderem realizar as suas acções mas a resposta já esta a ser pontuada e continuaremos a perseguir ate ao fim”.
Estorias de alguns citadinos interpelados pela nossa reportagem a polícia tem muito que fazer para conter a onda de assaltos que vai deixando marcas profundas.
A polícia tem que fazer mais, os bandidos usam catanas, rebentam a tua cabeça com golpes fortes, batem mesmo. Tem policias que alugam armas outros ate fazem parte dos grupos. Entram hoje na cadeia e saiem logo. Queres encontrar o que te roubaram, procura em Torrone”
Torrone Velho bastião dos amigos do alheio
Relativamente a Torrone Velho que no ponto de vista dos munícipes constitui o ‘ calcanhar de Aquiles ‘ para a polícia, Serrote diz que a resposta vista e rebate com alguns factos que segundo ele contribuem para que o Velho Torrone seja o epicentro.
“A questão da unidade residencial do Torrone Velho também é uma das fundamentações básicas que nós podemos considerar como estando na origem de vários cometimentos. Primeiro em termo de urbanização, maior afluxo porque as casas estão muito próximas umas das outras e o facto de estar ligado ao mangal o que contribui para que exista uma infiltração de pessoas de conduta duvidosa.
Muitas as vezes quando as pessoas se envolvem e se apercebem que há de facto uma procura policial logo se fazem ao mangal e o que temos estado a fazer e vamos intensificar, sensibilizar os próprios residentes de forma que sejam mais pró activos naquilo que são as suas denúncias. É claro que a tarefa da polícia é exactamente combater, neutralizar e dirimir os conflitos mas é preciso que haja uma informação”.
“Quando os larápios entram no mangal nós perseguimos ate lá. O problema principal tem a ver com a própria moral da sociedade. É preciso que haja idoneidade, consciência responsável das denúncias e estas as pessoas não tem tido por um lado porque tem medo de retaliações, porque em algum momento quando as pessoas são detidas são restituídas a liberdade e depois há histórias de vingança”.
“Teremos que potenciar a reacção principal das pessoas que a razão principal não basta deter. O ministério publico, os tribunais soltam por uma razão, na base daquilo que esta legislado. Todo o individuo que é criminoso convive com outras pessoas, mas o mais importante é a maturidade moral da própria sociedade de perceber que este indivíduo constitui um risco e a partir dai denunciar as autoridades para as pessoas poderem se afastar daquele grupo”. Apelou Serrote

Water Aid prevê a construção de mais fontes de água

Water Aid prevê a construção de mais fontes de água
Texto e fotos:
27/05/11
Prevê arrecadar 21.000.000 de meticais, mesmo montante gasto no ano passado para dar vazão aos seus projectos na água e saneamento na construção de 48 fontes de água e 1100 latrinas melhoradas e ecológicas na Zambézia
Ate a esta fase a desenvolver as suas actividades na cidade de Quelimane nos bairro de Munhaua e 7 de Abril, também esta nas zonas rurais no distrito de Namacurra e Namarroi faz um balanço positivo das suas actividades.
Segundo Titus Queiroz oficial do Programa Urbano daquela instituição na Zambézia, a esteira do previsto no ano passado relativamente a construção de 18 fontes de água e 800 latrinas melhoradas para Namacurra e em Namarroi 30 de água e 1200 latrinas, tiveram um alcance de 100%
“Tivemos um alcance positivo. Na área de saneamento em Namacurra conseguimos cumprir a 100% e devo evidenciar que aqui temos duas zonas, a comunidade de Modou e Vulai que tem o saneamento também a 100%. Quanto a água, das 18 fontes planificadas apenas temos 3 e referenciar que as outras 15 fontes ainda não foram construídas devido a morosidade do empreiteiro, mas estão em curso faltando apenas a colocação de bombas e passeios. Vai ser resolvido a curto prazo”.
Das 1200 latrinas planificadas para Namarroi, conseguimos 750 e quanto as fontes de agua construímos todas, isto é, 100%. De uma maneira geral estamos a falar de um número de beneficiários de 10.298 e este vai aumentar assim que as 15 fontes de água de Namacurra estiverem prontas e a funcionar.
Em Namacurra prevemos a abertura de 11 furos de água e 3 poços, 800 latrinas melhoradas, já em Namarroi com a existência de muitas nascentes serão 27 fontes de água e 700 latrinas.
Temos também o projecto a nível urbano arredores da cidade de Quelimane no bairro de Manhaua e 7 de Abril onde prevemos a construção de 200 latrinas ecológicas e 200 melhoradas. Referir que destas no ano transacto conseguimos construir 156 melhoradas e 130 ecológicas e se fizermos um o cumulativo perfazem cerca de 172 latrinas ecológicas que existem nestes dois bairros”.
Para alem de fontes de agua e latrinas, a Water Aid encontra se envolvida na promoção de caleiras, um sistema de colecta de agua da chuva tendo ate aqui instalado 100 para igual numero de famílias, entre valas de agua, numa cidade propensa a inundações em todos cantos e sempre que chove, mesmo com a recente reabilitação de algumas estradas, menos de um ano e construção de valas que muito deixam a desejar.
“Também fazemos a promoção de caleiras que são sistemas de colecta de água das chuvas onde já construímos e instalamos cerca de 100 caleiras para igual número de 100 famílias, limpeza de valas de drenagem, o bairro de Manhaua propenso a inundações devido a águas fluviais e constantemente limpamos 1500 metros de vala e no mesmo bairro fizemos a construção de 16 pontecas que são passadeiras muito simples mas que são uma mais-valia para a população”
Agua
Devido a falta de condições para a abertura de furos ou poços de água, a Water Aid recorre ao Fundo de promoção de Abastecimento de Agua (FIPAG) na gerência deste liquido através da celebração de contratos formais com o Fundo.
“Nos dois bairros não existem condições para a abertura de furos e de poços. Através dos conselhos comunitários incentivamos a população destes bairros para terem contratos formais com o FIPAG algo que esta a ser feito porque notamos que as fontenárias que são geridos por um comité de água não tem funcionado muito bem porque a pessoa que fica a gerir e o grupo que faz a supervisão e manutenção, muitas das vezes querem algum fundo de subsistência e a água não do muito lucro para sustentar essas pessoas. E com um contracto com o FIPAG eles podem dar água aos seus vizinhos e garantimos que a água que eles bebem é segura”.
Para este ano vamos continuar a incentivar mais as populações para que estabeleçam contratos com o FIPAG, mais latrinas melhoradas e ecológicas em cerca de 300. Sabemos que para uma população de cerca de 16 mil habitantes não vão chegar. Mas vamos fazer em jeito de promoção, mesmo com as caleiras para a colecta de água e também apoiar na colocação de depósitos de água, para que seja armazenada e construir mais pontecas.
Raimundo Vinte Presidente da associação de Sangavira 7 de Abril disse que os blocos feitos pela associação que dirige para a construção de latrinas melhoradas e ecológicas que a posterior são oferecidas população a custo zero, no seu circulo antes a população recorria ao mangal, fecalismo a céu aberto, mas que nos dois últimos anos estas garantidas.
“Os problemas reduziram e não é como dantes que era um cheiro mesmo esquisito. Pedimos mais apoio para as pessoas que ainda não tem latrinas, no meu centro estão 10 membros e 10 pedreiros e esses todos já tem latrinas, assim como caleiras e copas. Nos bairros a sensibilização é feita por nós duas vezes por semana nos bairros.
Por sua vez Castro Geme presidente do conselho comunitário de Manhaua para além a promoção de higiene também enfrentavam a problemática dos comités de água que por vezes desviavam os montantes para a manutenção das fontes.
“Em termos de agua tínhamos a possibilidade de gerir 5 fontenárias e mais tarde começaram a existir constrangimentos com os próprios cobradores, comité de água que as vezes não faziam chegar os valores e achamos dar a responsabilidade ao FIPAG e, é o que estamos a fazer. Os poços tem água imprópria para o consumo, só para lavar a roupa e furos anteriores que eram da empresa Agua Rural não estão a funcionar”.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Malaria


Quelimane na Zambézia uma cidade em risco
Texto e fotos: Estacios Valoi
03/04/11
Nível de prevalência da Malária na cidade de Quelimane cai de 7410 registados nos primeiros meses do ano transacto para 4383 de Janeiro a Abril, uma redução de 41%.
Marcou se no dia 25 de Abril no 4 aniversario do dia mundial de luta contra a malária, celebrado sobre o lema progressos e impacto numa cidade em que e apesar da situação actual ser considerada de positiva pelas autoridades sanitárias em Quelimane, esta continua sendo de risco.
Segundo Raviesa Silima, medica chefe da Cidade de Quelimane baseado se no boletim epidemiológico especificamente para a cidade de Quelimane a prevalência em termos de consultas externas esta na ordem de 44% e 55% em termo de admissões nas unidades sanitárias e notou se redução de 41% de casos que foram notificados num total de 4.383 durante este ano e contra 7410 do ano passado.
“Uma redução de 41% realmente constitui um dado muito positivo. Referir que a malária em Moçambique é uma das doenças que temos maior número de morbilidade e mortalidade mas felizmente nos últimos anos têm tido redução em termos de índice de mortes, isto graças a várias actividades de prevenção que o ministério da saúde tem levado a cabo”.
Realmente a cada ano tentamos reformular as nossas estratégias. A nível do ministério da saúde temos vários programas de luta contra a malária, e um dos programas chamado atípico que é a profilaxia de malária onde todas as mulheres grávidas tomam comprimidos para prevenir a malária e o outro é a distribuição da rede mosquiteira a toda a mulher grávida e a criança, o programa de pulverização inter e extra domiciliária para além de várias palestras que o serviço de saúde tem levado a nível das comunidades. Estes medidas na sua junção contribuem para a redução do índice de prevalência da “.
Em termos de tratamento da malária Silima disse que a primeira linha de tratamento é o Coarctem enquanto a segunda tem o quinino e as actividades multissectoriais que vem desenvolvendo, mas que devido a existência de muitos focos para a proliferação do mosquito causador da malária Quelimane continua em risco.
“Nos temos como primeira linha o coarcte, o Quinino que nós estamos a utilizar como segunda linha de tratamento. Realmente temos valas de água que são focos de proliferação do mosquito e estamos a tratar de trabalhar de forma multissectorial no sentido de que estas valas tenham uma limpeza contínua e, no que diz respeito a factores de risco Quelimane realmente esta em risco, mas essas actividades de uma forma conjunta estão a contribuir para a redução do número de novos casos de malária”.
Apesar destas celebrações, são tantas as pessoas que não tem acesso ao tratamento da malária.

Zalala Beach Lodge and Safaris Cartão-de-visita


Zalala Beach Lodge and Safaris Cartão-de-visita da província da Zambézia.
Texto e foto: Estacios Valoi
03/05/11
Disse o governador da Província Itai Meque, aquando da sua visita efectuada a aquela estância turística no âmbito da sua governação aberta pela província, a segunda mais populosa do Pais.
Zalala Beach Lodge and Safaris fica localizado a 60 Quilómetros da Cidade de Quelimane numa extensão de 25 hectares de costa marítima pretende abrir as suas portas no entre Junho e Julho próximo num investimento misto com dois sócios sendo um britânico e outro moçambicano
Com um investimento de cerca de 3.000.000 dólares americanos, o complexo turístico esta sendo construído em três fases, estando concluída a primeira fase que inclui dez casas do tipo bungalow, uma piscina, um restaurante, uma sala de jogos, um sistema de abastecimento de água, uma estufa para além da criação de animais de pequeno porte como galinhas, perus, ovelhas, cabritos entre outros. A segunda fase, que dependera da reacção do mercado, inclui a construção de mais dez casas do tipo dois, uma sala de conferências, enquanto a terceira contara com a construção de 10 casas do tipo três, para além da construção de uma pista para aeronaves ligeiras, jogos aquáticos, pesca fluvial e marinha, e surfing.
A ZBLS contempla a organização de excursões turísticas a vários locais turísticos da província e não só como o são a reserva do Gile, as águas quentes de Nhafuba, Muzo e Pinda, turismo de mangal, Parque Nacional de Gorongosa, Lago Niassa entre outros.
Neste momento com cerca de 85% das obras concluídas, a viagem pela costa a partir da praia de Zalala até Supinho, o epicentro, abarca uma extensão de 15 quilómetros de praia ate ao ponto de convergência entre oceano indico e o rio Namacurra, um horizonte único vislumbra no infinito que nos deixa contemplar uma paisagem estonteante, quer de dia ou noite, ao encontro das areias e aguas de entre Quelimane e o distrito de Macuse.
Pela primeira, desde da sua tomada de posse como governador da Zambézia, Meque visitou a maior estância turística na província que dirige e o bonito fez parte do périplo tendo apelado pelo maior investimento no ramo.
‘’Trata-se de um investimento que envolve britânicos e gregos e a parte moçambicana que neste caso é representada pelo Sr. Araújo, com um investimento de mais de três milhões de dólares. ‘É a primeira vez que chegamos aqui para ver e, a nossa grande impressão é que há um trabalho muito bonito que esta a ser feito. Acho que o Zalala Beach Lodge promete para o melhor e é isso que nós queremos, afirmou Itai Meque a jornalistas que se fizeram ao local para testemunhar o evento.
De facto o projecto é muito grande, encorajamos que continuem a trabalhar para permitir que tenham mais camas nos tempos de pico e que apareçam mais investidores. Zalala é conhecido como o sítio mais bonito em termos de turismo, sobretudo por causa da bela praia que tenho aqui, e a nível internacional via internet. Então encorajamos o investimento com coisas muito claras. Zalala Beach Lodge é o cartão de visita para a Província da Zambézia”.
A ZBLS tem um outro investimento nas águas quentes de Nhafuba que dista a cerca de 90 quilómetros da Cidade de Quelimane e 58,5 quilómetros da vila de Nicoadala. As vias de acesso continuam sendo uma problemática por solucionar.
Estrada Zalala Supinho será reabilitada em breve
No comício realizado em Supinho, Itai Meque prometeu a população que a estrada que liga Quelimane a Zalala será reabilitada e que os problemas de vias de acesso tem dias contados.
‘ Já existe um investimento e o concurso para a reabilitação da estrada foi lançado. Ontem esta estrada que vem a Zalala Beach Lodge and Safaris não estava assim. Uma das tarefas que os investidores têm ‘e melhorar as vias de acesso e outros serviços sociais que possam beneficiar as comunidades. Veja só que acabamos de inaugurar uma unidade sanitária com maternidade que foi criada pelo Instituto de Desenvolvimento de Pesca de Pequena Escala (IDPP).
‘Nesta entrada ninguém entrava, mas hoje sim. Estavam a dizer me que os investidores gastaram cerca de 2 milhões de meticais que é para preparar a estrada para vir para aqui. Também não pode ter um investimento como este e não preparar a estrada’ Itai Meque
Papel do governo
O governo permite que os investidores venham para aqui, cria todas as condições favoráveis para o desenvolvimento do negócio. O governo deu espaço, criou condições, facilitou, e temos aqui uma infra-estrutura. Os empresários são parceiros fortes do governo. Este pais é nosso e precisamos de pessoas como estas que trazem investidores, são moçambicanos que estão lá dentro e não a ser moçambicano como empregado, mas também com capacidade de ser sócio de um empreendimento como este com Araújo. Este pais é nosso. Disse a dado momento Meque.