quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alfandegas de Mocambique


Novo posto da autoridade tributária na Zambézia
Texto e fotos: Estacios Valoi
17/02/11
A autoridade tributaria de Moçambique nesta província esta preste a abrir mais um posto de fiscalização localizado na vila do distrito de Morrumbala Abril próximo cuja obra esta a cargo da empresa de construção Sena Building Investment.Lda.
A obra orçada em 6.5 milhões de meticais comportando um escritório com sete compartimentos, uma residência tipo 2 para o chefe local do posto de cobrança segundo o delegado província da autoridade tributária em Quelimane Fernando Tinga, a obra esta inserida na expansão dos serviços daquela instituição e Murrumbala é um sítio estratégico.
“Morrumbala é estratégico porque esta na rota que liga as zonas de fronteira e também a cidade de Quelimane, um corredor de comércio que tem vindo a registar um crescimento económico, dai que a nosso posicionamento aqui não é casual mas sim resultado de um estudo que foi feito que permitiu priorizar Morrumbala”
Segundo o encarregado da obra Titosse Alberto Muchanga, aquela encontra se na fase mediana.
“Estamos a construir estes três edifícios, temos o posto de cobrança, a casa do chefe do posto, um escritório com sete compartimentos, uma residência tipo 2 para o chefe do posto de cobrança, casas de banho com fossas sépticas para 40 pessoas. A obra será finalizada dentro do prazo se 120 dias a obra que deve ser construída em quatro meses actualmente encontra se na sua fase mediana com 75% alcançados com o prazo de entrega no mês de Abril”.
Segundo o delegado da autoridade tributária em Quelimane na Zambézia Fernando Tinga a obra em construção insere-se no quadro dos esforços da instituição no sentido de expansão os serviços da autoridade tributária em condições em sítios mais recônditos e mais próximo possível dos contribuintes económicos e parceiros passivos, porque no passado a população tinha que fazer o percurso de Morrumbala a Quelimane para fazer os seus pagamentos.
“Na Zambézia são vários os postos de controlo e aduaneiro partindo de Quelimane, Nicoadala, Chimuarra, Mopeia, Morrumbala, Chire, Megaza, Milange, Mambucha e Lígia na zona de Milange. Em Pebane e as brigadas de regime ambulatório que se deslocam também para outras zonas onde ainda não tem postos instalados. No passado, a população de Morrumbala tinha que fazer a distância que nos separa de Quelimane para fazer a sua contribuição em Quelimane. Então esta nova situação vai permitir que a nível de Morrumbala haja condições para fazer cobranças efectivas a qualquer momento durante os dias úteis. Também vamos abrir um posto de cobrança em Alto Molocue com previsão final no mês de Fevereiro”.
“Temos muito trabalho por fazer. Em Morrumbala ate este momento temos o registo de 459 indivíduos com NUIT inscritos numa população activa de 173.660 indivíduos, muitos por recensear, muito trabalho de focalização, atribuir Nuit e fazer educação fiscal do cidadão mas penso que a partir destas condições poderemos fazer um trabalho mais cabal.
No ano passado foram atribuídos 16.247 Nuit numa meta de 25.570 equivalente a 157,38%, a situação melhorou porque neste momento estamos a trabalhar com algumas brigadas móveis que no final de cada mês dirigem-se a Morrumbala para fazerem as cobranças, mas percebemos que não ‘e ideal.
A entrado do funcionamento dos posto de Morrumbala e alto Molocue vai permitir arrecadar um nível maior de receitas com a atribuição de Nuit a mais cidadãos num mapeamento que vamos fazer a nível local de forma a saber quantos agentes económicos existem, volume, contribuição, capacidade efectiva de geração de receitas saber que Morrumbala tem como potencial e que esforços temos que fazer para cobrar as receitas ao nível desejado”.
Relativamente a corrupção no sector das alfandegas Tinga fala de focos e que a instituição esta comprometida no combate contra este fenómeno.
“Temos alguns casos que foram notificados no segundo semestre do ano passado e na procuradoria-geral a república com processos elaborados mas felizmente fizeram nos ver que não era aquilo que se pensava no momento. Houve suspeita mas felizmente não se tratou de um caso de corrupção, porque houve uma ma interpretação mas apesar disto encorajamos o publico a comunicar nos sempre que achar que há uma ma actuação por parte dos nossos funcionários.
Corrupção, existem alguns focos mas felizmente devo dizer que esta instituição esta comprometida com o combate a corrupção. Se for a reparar que o desempenho a nível do numero de receita que anualmente se produz já mostra que a este comprometimento. Infelizmente para estas praticam não temos uma solução mágica instantânea”.
Já no distrito de Chire em conversa com o chefe dos postos de fiscalização da autoridade tributária de Chire e Megaza António Francisco Djambai faz um balaço positivo das actividades naquela zona.
“Faço um balanço positivo do funcionamento deste posto na medida em que a receita que arrecadamos no ano passado superou os 50% relativamente a meta programada que era de 225.000 mil meticais, conseguimos cobrar 117.511 mil meticais o que para a nossa unidade constitui um desempenho de 52%.
Não se chegou a 100% devido a vários factores como a estiagem, seca e sabendo que em termos de produção agrícola este posto não produz e, os camponeses não produziram o suficiente para poderem vender os seus excedentes, terem dinheiro para comprar as suas mercadoria. A depreciação do metical relativamente a moeda malawiana kwasha que acaba afectando os pequenos importadores, que quando vão comprar a mercadoria no Malawi não tem o lucro desejado então, muitos importadores desistiram da actividade”.
Dificuldades no funcionamento dos postos de Chire e Megaza
“A partir da sede do posto para a travessia do rio Chire para o interior do Malawi. São vias de terra batida e neste tempo chuvoso não são transitáveis, e porque aqui na zona a bicicleta tem sido o meio de transporte usado no transporte de mercadoria, quando chega a época chuvosa a receita baixa e na época seca é viável em termos de colecta de receita, felizmente este ano a situação esta calma, também há cobranças ilícitas por parte dos elementos da policia de guarda fronteira malawiana, isto porque alguns dos moçambicanos não tem passaporte ou permites, são obrigados a pagar multas e só depois é que podem voltar a entrar no País. Em 2010 aqui não tivemos nenhum agente da migração, mas pela informação que tenho esta prevista a colocação de um ainda este ano.
Dizer que para aqueles que desistiram da actividade comercial da comprar mercadorias no Malawi já estão a adquirir produto nacional em Nampula e Quelimane mas tem um outro grupo que continua a usar o Malawi como sua fonte. Neste momento aqui somos dois e não conseguimos cobrir cabalmente as nossas actividades. Falta uma motorizada assim como mais um elemento para facilitar o nosso trabalho de fiscalização no posto de Megaza, diferentemente de Megaza que tem painéis solares e energia 24h-24h, aqui em Chire falta energia eléctrica.

Friends and Global Health



FGH
Estacios Valoi
17/02/11
A principio pareceu me que a fosse uma companhia com uma frota significante de táxis no seu vaivém dentro da cidade de Quelimane assim como no dia-a-dia cruzando o distrito de Nicoadala em direcção a Norte ou Sul do Pais. Mas em entrevista com directora Teresa Mendonza da Friends and Global Health (FGH) a maior na área na luta contra o HIV/Sida na Zambézia, eis o conteúdo.
A quanto tempo operam na província da Zambézia que áreas e distritos?
Desde 2006 e as nossas acções começam em 2007 nos 17 distritos da Zambézia onde uns são abrangidos com actividades através do CDC, fundos do PEFAR na área do HIV/Sida e outros em parceria com a Visão Mundial no projecto Ogumaniha. Em 12 distritos na área do HIV/Sida apoiamos o Ministério da saúde através da direcção provincial da saúde, distritais, em plena expansão dos ‘serviços tarde’, que é tratamento com antiretrovirais, programas da transmissão vertical, aconselhamento e testagem apoiando a ligação HIV e tuberculose, na parte logística, monitoria, avaliação e formação de recursos humanos.
Ate a esta presente fase que balanço faz da vossa presença em Moçambique?
Acho que com muita satisfação o balanço positivo. No inicio em 2007 tínhamos apenas 7 pessoas trabalhando na FGH com um espaço geográfico pequeno para as actividades e nestes três quatro anos a organização expandiu as suas intervenções, um crescimento muito grande e neste momento superando os trezentos funcionários digo cobrindo praticamente todos os distritos na luta contra o HIV/Sida e porque não dizer assim, na luta contra a pobreza.
Concretamente como ‘e que vocês combatem esta pandemia na comunidade?
O nosso trabalho esta mais ligado aos serviços da saúde, não é tanto de intervenção comunitária directa mas também há. Fortalecemos os serviços de saúde com recursos humanos, equipamento, formações, logísticas, reabilitação de infra-estruturas, agua, electricidade para a expansão dos serviços e, por outro lado na área comunitária ligando aquelas pessoas infectadas ou afectada com o seu retorno a comunidade. Há intervenções através de associações, com grupos comunitários e temos uma equipa de intervenção comunitária, isto é algo que esta a desenvolver com maior forca desde 2009/10.
Como que a reintegração do paciente é feita na comunidade?
Um indivíduo com HIV/Sida é um cidadão que merece ser activo, portanto é necessário ver outros mecanismos, outras estratégias. Estamos tentando trabalhar mais directamente para recuperar esses pacientes, na parte clínica, no tratamento, atendimento nos serviços de saúde através das associações de pessoas com HIV/Sida positivas que estão a ser capacitadas na área de desenvolvimento de pequenos negócios, na elaboração de projectos que são bem apresentados a diferentes fontes de financiamento.
Quantas pessoas foram abrangidas desde o ano findo ate aqui?
No momento temos 6 associações com uma media de 40 a 45 pessoas por cada uma delas de maneira activa directa com de cerca de 300 famílias. Desde o inicio da expansão dos nossos serviços na Zambézia temos um crescimento de mais de 200, 300% de abrangência.
Em termos monetários nas vossas intervenções quanto ‘e que já gastaram ate esta fase?
Pergunta difícil de responder porque há diferentes fontes de financiamento e cada ano é diferente. Só sei dizer que na formação, contratação dos recursos humanos, equipamento, logística e tudo que significa o melhoramento das condições dos serviços e saúde tem se investido muito dinheiro. Exemplo tem um financiador que é a associação de laboratórios de saúde pública (HPL) que tem nos apoiado na melhoria das condições laboratoriais. A clínica móvel, também no seu funcionamento que é um apoio directo da Real Medicine Foundation uma organização americana, Plano de emergência do presidente para o alivio do HIV/Sida (PEPFAR). Há anos que os financiamentos são maiores porque tem havido grandes renovações nos centros de saúde como o do distrito de Macuze, de Nawela e vários outros.
Como é que se justifica a subida galopante de casos de HIV/Sida na Zambézia quando se investe muito dinheiro?
O problema do elevado índice do HIV, e a luta para reduzir este índice é de todos, a sociedade civil e o estado e, as ONG’s estão cá para apoiar o governo, neste caso o Ministério da saúde directamente envolvido.
Estou aqui desde 2004 e nessa fase eram poucas as pessoas que tinham acesso ao aconselhamento, tratamento, não havia em todos os distritos. Tratamento com antiretrovirais apenas havia na Cidade de Quelimane, Mocuba e Guruê mas, agora todos os distritos tem estes serviços e expandindo cada vez mais para áreas periféricas as actividades e vão aumentar a área preventiva a nível da tomada de consciência das pessoas, mas é uma luta de todos.
‘ Luta de todos’.Na coordenação parece haver algum desfasamento entre as organizacoes, não?
Não há nenhum desfasamento porque a direcção provincial da saúde e nós temos reuniões periódicas regulares e nenhuma organização que esta aqui a trabalhar na área do HIV faz os planos sozinhos. Os planos vão de acordo com os programas nacionais do governo há reuniões entre as ONG’s e no próprio governo convocadas pela excelência o Governador Itae Meque. Toda e qualquer decisão são tomadas em conjunto.
Reuniões regulares, periódicas.. A FGH é a maior ONG na área do HIV/Sida na Zambézia. Como é que se justifica que não haja antiretrovirais nos hospitais, que vão ou já expiraram porque o governo não canalizou a tempo quando há pessoas carentes desses medicamentos?
Esse é um tema muito critico assim como a falta de outros insumos na cadeia toda de tratamento, atendimento, prevenção. O tema antiretroviral é da responsabilidade do governo e nenhuma ONG esta autorizada a importar directamente, isso são mecanismos do próprio governo para resolver esta situação.
Mas os anti retrovirais não foram canalizados aos hospitais assim como vão ou já expiraram. Qual ‘e o vosso posicionamento como a maior nesta área na Zambézia?
Não esta na minha mão discutir este tema, o que posso dizer é que algum medicamento, produto, material que vai expirar então tem que se fazer um esforço da sua utilização antes que passe o prazo. Isto preocupa a todos nós, seja a falta de testes e há reuniões para discutir esses temas.
Qual é a aderência das pessoas com HIV/Sida nos projectos que vem implementando?
Esta aumentando porque há também acções paralelas para conseguir isso. Um dos objectivos principais da nossa organização é ter maior numero de pacientes a aderir ao tratamento e isto é uma tarefa difícil porque no inicio do tratamento as pessoas precisam de muito apoio conhecimento, informação, sobre a importância de não abandonar o tratamento, alimentação adequada, melhores condições.
‘Também é muito difícil abordar este tema. Mas através de actividades mais ligadas com a comunidade, trabalhar com essas pessoas, suas famílias a aderência tem vindo a aumentar. Houve uma época que eram de apenas 40%, 60% mas nos relatórios esta em cerca dos 80%.
Em termos nutricionais como é que lidam com essas pessoas?
Bom, o máximo que fazemos é promover as associações, as comunidades a abertura de machambas, uma maior solidariedade das pessoas, dos vizinhos. Infelizmente no programa da Zambézia, não falo só da FGH mas de todas outras organizações não há neste momento assistência alimentar. Por exemplo com o PMA, esta se discutindo a nível nacional e havia esperanças para que em 2010 esse programa pudesse abranger a província.
Não será uns os factores que possa contribuir para o abandono tratamento do próprio paciente?
É um dos factores sem dúvida mas não o único. As distâncias. Há que pacientes que vivem longe de uma unidade sanitária, meios de transporte e condições para chegar ao posto de saúde. Mas penso que os programas de combate ao HIV/Sida têm tido muitos resultados positivos. É preciso ver o que havia e o que há agora.
Limitações do FGH?
Temos limitações com orçamento porque há muitas necessidades como remodelação de infra-estruturas e dentro dos nossos financiamentos não podemos fazer construções de raiz. O apoio logístico é importante no transporte do sangue ‘CD4’ que é uma parte das células no organismo humano para fazer análises das amostras que precisam de uma manipulação cuidadosa e não é em todos os lugares que existem laboratórios com máquinas especiais para fazer, então, é preciso uma cadeia de transporte para garantir que o sangue chegue em boas condições.

Navegabilidade do Rio Chire e seus contornos


Navegabilidade do rio Chire e seus contornos
Estacios Valoi
17/02/11
Desde o mês de Fevereiro de 2010 seis tripulante e as suas duas embarcações pertencentes as empresas de navegação kenianas Kénia Marine Constructer e Highkis encontram se retidas no porto fluvial de Marromeu sob altas medidas de segurança apôs terem sido interditas de realizar uma pesquisa sobre navegabilidade do rio Chire - Zambeze pelo governo moçambicano.
Trata se do rebocador ‘Kiboco’ pertencente a companhia Kénia Marine Constructer baseada em Mombaça e Imbe da companhia Highkis Marine guarnecias por cinco elementos da forca de intervenção rápida moçambicana FIR.
Durante a semana finda na tentativa de ouvir o comandante da forca de intervenção rápida FIR no local resultou num fracasso tendo dito que não estava autorizado a falar porque o assunto estava a s resolvido ao mais alto nível entre dos dois governos.
Já pela segunda vez a nossa reportagem esteve dentro das duas embarcações no porto fluvial de Marromeu onde conversou com os tripulantes moçambicanos e kenianos com quem conversamos e na altura o comandante da embarcação ‘ Kiboko Armando Macia Rodrigues na companhia dos outros tripulantes que agastados pela situação foram unânimes e peremptórios nas suas afirmações sobre a sua permanência naquele porto fluvial e logo a primeira disseram ‘queremos ir para casa, ver as nossas famílias’.
“Sobre a embarcação que foi encontrada onde estava o adido militar Malawiano da embaixada do Malawi em Moçambique. Aqui havia uma embarcação malawiana pequena talvez de uns três ou quatro metros com o motor fora de bordo que veio do Malawi via Rios Chire – Zambeze com um Senhor chamado Anthony, a pessoa encarregue de fretar os navios da nossa companhia.
Deu se que o visto deles acabava no dia 23 de Outubro do ano passado e tinham que sair de Moçambique no dia 22 para depois retornar com um visto de mais um mês.
Penso que foi antes da saída deles que em visita a este porto, chega o adjunto do embaixador do Malawi com o adido militar que vinham ver os navios, se não estou em erro chegaram aqui no dia 21 do mesmo mês. Só que no mesmo dia decidiu se que o adido militar iria seguir com eles na boleia, falaram com o Anthony e mais dois tripulantes malawianos, e prontos lá se foram na madrugada o dia 22. Dai nunca mais vimos o Anthony só ouvimos dizer que foram apreendidos algures no Rio Chire”.
Curiosamente, esta semana o Ministro dos transportes e comunicação em entrevista a Rádio Moçambique sobre a navegabilidade dos rios Chire e Zambeze disse, “ há outros estudos que estão a ser feitos por empresas privadas no caso da Riverside que apanha mais o Zambeze. A falta de financiamento que os malawianos têm é problema deles mas nós vamos iniciar um estudo territorial com meios próprios ainda este ano. Os malawianos aguardam o financiamento para iniciar os estudos na totalidade, estimado em cerca de três milhões de dólares. Nós não temos esse valor, mas vamos começar na ordem dos cem, duzentos milhões, provavelmente no segundo semestre.
Algo que contrasta com as informações colhidas no terreno pela nossa reportagem e questionamos: Se são necessários 90 a 120 dias para que o estudo se realize porque é que as duas embarcações que deviam fazer o tal estudo a meses atrás não o fizeram e ainda se encontram naquele local fortemente guarnecidas e sem saberem se o estudo ira avante ou não
Rodrigues, o capitão de uma das embarcações enfatiza sobre a situação que se vive em Marromue e diz, “Os barcos pertencem a uma companhia Keniana baseada em Mombaça onde um fretador veio fretar a nossa companhia, a ‘Kénia Marine Construter’ e a ‘Highkise Marine’ para a tal dita navegabilidade do Rio Chire. Praticamente o batelão Imbe devia fazer uma viagem experimental de ida e volta a Sange, para fazer a sondagem dos dados hidrográficos dos dois rios Chire – Zambeze.
Nós como rebocadores fomos rebocar o Imbe do porto de Quelimane e trouxemos para aqui em Marromeu porque temos licenças de navegação para Chire- Marromeu assim como pela costa moçambicana e o Imbe já com processo de continuar com a sua viagem a Sange já planeada e documentação pronta mas foi impedida de navegar e, não sei se ainda vai se realizar”.
Ainda dos estratos da entrevista de Zucula que afirmou que “na extensão total para o estudo de navegabilidade precisaria de 90 a 120 dias dependendo da resposta que for encontrada pelo caminho S’o as sondagens do Chinde ate Sange são dias mas acreditamos que nesses 120 dias poderíamos ter um conhecimento dos rios Chire e Zambeze dependendo da decisão económica, social, ambiental e politica de se revelar”
Apesar dos dados avançados pelo ministro, por profundo desconhecimento, fazendo alusão apenas a primeira embarcação retida a navegar nas águas do Chire, naquele porto desde a um ano ate aqui as duas embarcações permanecem no mesmo lugar o que de acordo com os nossos interlocutores periga o seu estado de saúde, económico que depois deste tempo todo e espera já visitaram considerável parte do Distrito de Marromeu, hoje só comem e dormem atormentados pela incerteza da sua saída rumo a casa mas que o governo de Zucula recusa a partida dos marinheiros.
“Somos contratados e não permanentes, também não há nenhum tripulante que é permanente mas sim sob regime de contracto de 6 meses e, quando este acaba temos que ir ver as famílias. Neste caso o contrato já expirou e eu faço praticamente 9 meses de contracto que é o máximo que posso fazer mas já estou aqui em Marromeu, no Rio á 11 meses e assim pedi para ir de férias ver a minha família que esta longe em Mombaça no Kénia e a companhia já autorizou mas as autoridades moçambicanas recusam a nossa saída.
Eu e o meu colega Keniano Peter Killow comandante da outra tripulação fizemos cartas que através da FIR a forca de guarnição das embarcações aqui no local, os documentos foram remetidos ao governo moçambicano na Beira para podermos ir de férias, mas ate aqui apenas disseram’ aguardem mais um bocado’.
O problema dos navios estarem aqui parados não tem nada a ver com os tripulantes. O tripulante esta aqui para fazer a manutenção dos navios mas que quando chega a vez de este ir de ferias, tem que de ir de ferias. Temos famílias e não estou a ver o porque de termos que aguardar porque quando um vai de ferias no caso de o navio ter que navegar o comandante é automaticamente no mesmo dia a empresa envia um outro comandante substituto, mas aqui também permanece o meu imediato”.
Paralelamente as estas questões, a execução do processo de avaliação do estudo ambiental, navegabilidade continua sendo um ‘ processo entre os governos de Moçambique, Malawi e com o envolvimento da SADC, contudo os tripulantes em número de cinco estão a mercê da sua sorte.
“Eh. Epa, as condições de vida! Não estamos acostumados a estar assim parados e os navios aqui parados não rendem nada. Graças a deus os patrões ate aqui conseguem mandar nos algum dinheiro para comida e a gente não sabe ate quando porque o navio não esta a render. Aqui no rio em Marromeu temos problemas de mosquitos, cobras, crocodilos. Não ‘e fácil mas está aguentando mas não ‘e boa vida não.
Depois de 6 a 9 meses a tripulação fica completamente saturada e quando isto acontece quer ir para casa ver a família, começa a ver que pode haver distúrbios no seio da família, lutas desnecessárias que a pessoa ainda pode parar na polícia, serem presos em vão. Neste momento que estou aqui a falar contigo temos as nossas mentalidades saturadas, cansados, a família esta a nossa espera”.
“Estamos a um ano fora a família, temos problemas como qualquer outra família por resolver descansar e voltar ao trabalho. Para além disto tenho os meus colegas do Wimbe que são dois kenianos que também querem ir de férias. Praticamente o das máquinas e o comandante deles já devia sair no dia 3 de Fevereiro.
Também ouvi dizer pela Rádio Moçambique que a Zâmbia esta incluída nisto e o caso já esta ao alto nível entre o governo moçambicano e malawiano. Para o Wimbe, as autoridades moçambicanas disseram que não podia continuar com a viagem e, nós como tripulantes respeitamos isso ate que haja solução e não nos queremos meter nos nisso, mas quanto a nossa saída daqui ate a esta altura não há previsão nenhuma, não há nada. A questão dos navios é entre os governos quiçá mais a companhia”.

As planificacoes do Ministerio da Saude


Péssima planificao e falta de coordenação do Ministério da saúde
Estacios Valoi
10/02/11
Distrito com uma população 119 mil habitantes, distribuída em sete ilhotas, igual número de unidades sanitárias, 45 mil habitantes residem na vila Sede, a maior preocupação do serviço distrital de Saúde mulher e acção social do Distrito de Chinde tem a ver com a falta de meio de transporte para evacuar os doentes.
Com 1 medico, 4 técnicos de clínica geral, 5 de medicina preventiva, 6 enfermeiros gerais e um total de 18 enfermeiros, 29 camas, sendo 9 na maternidade e 20 no internamento normal dos adultos e que diariamente atende cerca de 120 a 150 pacientes sem problemas de recursos humanos segundo o Director do Serviço distrital de Saúde mulher e acção social Virgílio Almeida Supinho e que apesar a falta de transporte faz um balanço positivo naquele posto de saúde.
“Em todo o distrito não há problemas de recursos humanos em to do distrito e temos sete unidades sanitárias a funcionarem para vários serviços para alem dos postos socorro que temos nos postos de saúde e na sede do distrito diariamente atendemos cerca de 120 a 150 pessoas em todos os serviços, desde da maternidade ate as consultas externas normais e faço um balanço positivo naquilo que eram as doenças mais endémicas relativamente aos anos anteriores e a tendência é de melhorar.
Temos a malária como a principal causa de internamento, a seguir as doenças crónicas associadas ao HIV/Sida e a tuberculose. Aqui somos vitimas da cólera a três anos, no ano passado tivemos cólera ate o mês de Julho que colmatamos, a qual sempre tem como porta de entrada o vizinho Marromeu. Logo que eclode em Marromeu aqui ficamos em alerta. Não sei se este ano nos vai acontecer o mesmo, estamos a trabalhar no sentido de não haver cólera”.
“Quanto a Malária no ano passado baixamos para 34% porque em 2009 registamos 2400 casos contra 1800 no ano passado e naquilo que ‘e o HIV/Sida a tendência é de aumentar o numero de casos que cada vez mais vem se registando. No ano passado tivemos 240 pacientes em tratamento e actualmente estamos com cerca de 380 pacientes, refiro me 2009, 2010 e este ano os casos tendem a subir.
Quanto a questão do HIV/Sida acho que isto tem a ver com a mudança de comportamento, as pessoas não, percebem a mensagem da prevenção da doença a aderência ao tratamento antiretroviral porque as pessoas fazem o tratamento, vão as comunidade mas na acatam aquilo que é a informação dada nos serviços de saúde relativa as normas básicas de saúde que ignoram e vão se infectando”.
Relativamente a questão dos antiretrovirais de quando em vez escassos nas unidades hospitalares da saúde no País que tem a ver com a falta de planificação, gestão do ministério da saúde que ate chega ao ponto de expirar Supinho disse não há rotura de stock de medicamentos no distrito em que se encontra.
“Não temos problemas de medicamento, temos o ‘stock’ garantido, mensalmente recebemos, mas antes de receber temos para o mês seguinte e caso haja dificuldades de ter na farmácia a nível da província, nós temos os ‘stocks’ para os primeiros quinze dias, portanto nunca tivemos rotura de medicamentos”.
Transporte fluvial e vias de acesso um ‘Calcanhar de Aquiles ‘ num distrito em que de todos os administradores que por lá passaram em todos estes anos andam na boleia dos barcos das ONG’s que operam naquela área. O departamento da saúde também não foge tanto a regra.
“O nosso maior problema tem a ver com as vias de acesso, refiro me a via fluvial que liga a sede as ilhotas assim como com os outros distritos mais na transferência dos doentes e alguns serviços, isto porque a comunidade vive nas ilhas e, as vezes não temos transporte para nos deslocarmos a essas zonas naquilo que ‘e o atendimento das brigadas moveis na comunidade.
No caso de transferência, os nossos doentes são levados para o Distrito de Marromeu porque Quelimane fica muito distante, a via de acesso de Luabo ‘e precária e quando esta a chover como neste momento não se passa. Aqui no Chinde o nosso hospital de referência é o de Marromeu para onde transferimos todos os casos de maior gravidade, o doente que se molha mas chega em menos tempo”.
Quanto a ambulância ’Yate’ com 230 cavalos e capacidade para levar 6 passageiros alocado em 2009 pelo antigo ministro da Saúde Ivo Garrido exactamente na sua primeira e quiçá última viagem para aquele distrito encontra se atracado sem vento nem rio considerando que segundo os marinheiros no cais só navegou três vezes e o actual de lá a esta fase nada fez enquanto o doente vai levando um dia de barco ’Baca, Baca’ para chegar a Marromeu, o mesmo que muita das vezes fica avariado no meu do rio por dois dias ate ser socorrido!
“Temos uma ambulância que recebemos em Setembro de 2009 mas os gastos em combustível não foram bem planificados. Para aquilo temos em combustível para o uso bimensal nos nossos postos de saúde aquele barco gasta numa única viagem a Marromeu o que não ‘e muito rentável e, gastando esse combustível só num mês as outras actividades ficam paradas.
Temos geleiras que usam petróleo, gás para a esterilização, diesel para o funcionamento das viaturas e se comprarmos gasolina para aquele barco fica dois meses reféns e sem poder fazer as outras actividades. Então optamos em usar os meios menos dispendiosos, esses barcos pequenos “Baca Baca”, ou outros a motor dependendo da gravidade do doente. Em casos de maternidade usamos barcos de parceiros, abastecemos e levamos o doente a Marromeu”.
Tamanha hecatombe, o doente a ser evacuado é obrigado a ficar a espera do barco e não o contrario, contudo Supinho enfatiza mas não contorna a situação.
“O barco andou algum período, nos endividamos porque não havia barcos de parceiros, ficamos a dever o pagamento de combustível mas neste momento estamos a negociar a nível do governo provincial no sentido de devolver se o barco a empresa fabricante para que nos dêem um barco com menor consumo em termos de combustível ou que se compre outro barco afirmação do nível provincial. Agora não sei em que estagio esta a negociação do barco. Submetemos a informação e não tivemos o retorno”.

Fundacao Tawn Mastrey



Por uma justa causa
Fundação Tawn Mastrey na luta contra o Vírus da Hepatite C
Estacios Valoi
10/02/11
Foi recentemente lançado em Los Angeles o livro intitulado ‘Comer isto’ da autoria de Tawn Mastrey, assim como esta agendada para este ano uma tournée pelo mundo em prol do combate a erradicação do Vírus da Hepatite C.
Foram mais de 30 anos que Tawn Mastrey, foi considerada a radialista veterana na categoria de musica Rock ‘DJ’, uma das altas personalidades que sempre manteve se na primeira posição no ranking americano dos mais votados e que nos últimos tempos da sua vida passou no canal radiofónico 23 da antena nacional americana, a Rádio Sirius Satelite. Com a sua voz contribuiu no espaço ‘noites com Alice Cooper (Nights with Alice Cooper), mas antes passou pela Palm Beach WPBZ em Fargo na Dakota do Norte. Era a única mulher nesta história de difusão da música, escrever, produzir assim como sindicalizar a sua própria equipa de rádio como Rockzone, abraçou com duas mãos e apresentou ‘WABO Happy hours’ de Sammy Hagars.
Também na sua distinguida carreira teve programas na KNAC 105.5F em Long Beach – Los Angeles, Califórnia, KQLZ 100.3FM, Rádio Pirata (Pirate Radio). Twan também trabalhou extensivamente em televisão. Fez algumas reportagens para a MTV quando em 1980 a estacão foi lançada pela primeira vez. Revista ‘ Metal Head Video Magazine, ‘ Night Flight’, nos filmes actuou como Cameos ‘ The Blues Brothers, Heavy Metal Thunder e Mud e Penélope Sheeris, criticamente aclamado, o Declinio da civilização ocidental, Pt II: os anos do metal (Metal years). Por detrás das cenas produziu vários vídeos musicais incluindo dos Scorpion ‘ Ninguém como tu (No One Like You), ‘Homem Feliz’ de Greg Kihn e, ‘Nunca diga nunca’ (Never say Never) de Romeo Video.

EV- Claro que gostaria que falasses sobre o livro, a tournée que vai decorrer no final deste ano e o lançamento do novo álbum.
CM- Meu deus! Queres que eu escreva um livro. Bem, fiz. Realmente trata se do livro de culinária da Tawn onde juntou algumas receitas de culinária partindo do negocio dos restaurantes italianos da família. Ela pretendia juntar as receitas dos músicos amigos mas apenas conseguiu trazer o Sammy Hagars Cabo Wabo Margaretta, isto porque ela adoeceu e passou o resto anos da sua vida com a família.
O livro de culinária da Tawn intitulado ‘’ Coma isto” (Eat This”, tornou se num instrumento de guia caso padeças do Vírus da Hepatite C. Com base na pesquisa acrescentei um vasto leque de informação, alerta e meios de apoio. A historia da Tawn vem descrita no livro sobre como é que ela contraiu esta doença. Sendo uma questão de saúde individual, cabe a cada um de nós revelar ou não a sua enfermidade para o mundo. Finalmente Tawn foi corajosa em permitir que eu a ajudasse a alertar ao mundo, os seus amigos e fans a entenderem mais sobre o Vírus da Hepatite C.
EV- Qual é o objectivo do lançamento do livro?
CM - O maior objectivo é responsabilizar e controlar o estagio de saúde pessoal assim como prevenir se de doenças maléficas. Isso é o que a Fundação Tawn Mastrey faz, informamos e educamos. Seguramos as mãos de quem esta em doente e através de pesquisas os encaminham para lugares onde possam ser assistidos antes que seja tarde. Tawn queria que todos tivessem ‘uma vida longa de rachar ‘. Isto é o que eu planeei fazer e faço todos os dias.
EV- O mesmo sentimento inspirou te a produzires o álbum preste a lançar?
CM - Acredito profundamente que podemos erradicar esta doença terrível através de uma solicitação aos médicos da testagem de todos, teste de sangue para ver se de facto em a doença ‘ Tirar a limpo’, ‘ aniquilar o Dragão vermelho’, o que significaria ser ou não portador desta doença, ou se tiveste no passado mas que não mais se manifesta no teu corpo se esta incubada a mais de 20 ou 30 anos mas que pode ser ‘ um assassino silencioso’. Se não sabes se és portador desta doença, poderá ser tarde para salvares a tua vida podendo transformar te num novo candidato para a aquisição do transplante de rim. Foi o que realmente aconteceu com Tawn aos 15 anos e o documentário sobre a vida dela, esta na fase das filmagens para a sua produção.
Eu e os outros estamos a entrevistar muitos dos músicos amigos da Tawn RS. Não vou mencionar nomes ate que a produção do documentário esteja no fim. Sou a co-directora com Dianna Briggs e na co-produção com Alan Alan que esta a fazer o alinhamento do texto para ser editado. Tenho um apanhado das filmagens da Tawn quando ia ao seu médico. É triste ver mas as filmagens dela dos anos 80 vão fazer ti rir. É incrível que hoje ela não esteja aqui e os seus 5 mil adeptos sentem sua falta e a maioria não sabem que ela partiu. Mas através da digressão, os álbuns, o livro, outros produtos e apoio dos patrocinadores, estaremos em digressão pelo mundo para alertar e educar as massas através da música, arte, entretenimento, multimédia ate que internacionalmente consigamos ‘ eliminar o dragão vermelho’. E, esse é o título do álbum, a música de apresentação da digressão da Fundação Tawn Mastrey em memória do espírito da Tawn e milhares de pessoas que tenham o Vírus da Hepatite C, mas que não sabem. Passa a palavra.
EV- Quantos músicos farão parte da gravação do álbum?

CM - Neste momento não te posso dizer quem são os músicos. Estou a caminho de Los Angeles para carregar as minhas humildes apresentações e levar comigo para o estúdio. Terei apoio de muitos amigos, ate aqui, estou a produzir um dos álbuns com o meu amigo na composição das músicas, Dodd mas penso que quando chegar a Los Angeles terei uma proposta de alguém e não poderei recusar.
Sei o que quero ouvir mas gosto de trabalhar com mais de quatro orelhas. O meu antigo baixista vai fazer parte do álbum e um leque de músicos especiais para trazerem o seu potencial e sabor nisto. Estou a procura de todos os instrumentalistas, percussionistas, guitarristas, baixistas, talvez violinista, Metálica, Black Sabbath, Marilyn Manson e eu, todos cantando com fervor a musica intitulada ‘ Minha Promessa’ em homenagem a minha irmã Tawn Mastrey de forma que outros não sofram da mesma forma que ela assim como outros que continuam a sofrer, suas famílias desesperadas de terem que cuidar do doente a caminho da morte. O pior é a perca de um ente querido. Tawn era umas delas.
EV- Tawn era uma mulher bem relacionada no mundo artístico e não so, desde ACDC, Metálica, Larry King e muitos outros. Quem fará parte desta digressão e quantos álbuns tens?
CM - Estou nos meados do segundo álbum que será produzido por Shelly Liebowitz, usando as músicas clássicas favoritas da Tawn desfrutando o seu crescimento apenas com artistas femininas da actualidade. Suas e minhas favoritas! Vou cantar uma ou 2; mas quem gostarias de ver neste álbum?
O meu álbum pessoal em memória da Tawn é uma peca de arte em trabalho durante os últimos 30 anos desde que fui cantora e Tawn sendo a minha mãe /irmã de palco. Ponho sempre a família em primeiro lugar e decidi não fazer parte da digressão mas actuar localmente. Antes não lancei nenhum álbum ate 2011. Não vou dar te o ‘ deadline’ porque isto é negativo. Isto é a ‘renascença’ e para quem estiver em Los Angeles quando eu lá estiver será excitante fazer parte porque isto vai rebentar as portas das paredes do Grammas! Poder metálico baby, como a Tawn gostava.
Tenho um CD de aprendizagem vocálica por ai intitulada ‘ Canta com Mastrey’ (Sing with Mastrey), produzido e como técnica de som a própria Tawn. Dou uma porção no apoio administrativo e comunicação para a Fundacao. Tudo o que faca e farei de todas as formas será profundamente em beneficio da fundação. ‘ Como uma vez a Tawn disse sobre mim ‘ Como a Sheila no topo da montanha gritando com sua voz ensurdecedora alertando o vilarejo sobre o que vem do vale, folclore Ceuta”.
EV- Todos estes anos carregando a esperança dentro de ti. Como ‘e que tens enfrentado a questão do Vírus da Hepatite C que ceifou a vida a tua irmã?
CM - Fui enfermeira por pouco tempo, também trabalhei como ama de privada de crianças recém nascidas, cuidei de outras duas pessoas crianças ajudando as na sua infância, tenho uma filha de 16 anos. Detesto vê-la sofrer preocupava me com Tawn e carreguei a quando criança contudo ela era duas vezes mais alta do que eu. Amei e adorei – a, e quando ela estava a morrer mais uma vez tornou se como se fosse uma ressem nascida a qual tentei levar a enfermeira em mim de volta, encontrar um rim e salvar a vida dela. Ela já não podia pensar sozinha.
Era a única que podia dar um cuidado a pormenor, e desde que ela morreu nunca mais parei. Trato de cumprir a promessa que a fiz de encontrar um rim, for fazer com que a vida das outras pessoas possam ser salvas o que eu e ela planeávamos fazer juntas como irmãs. Estou usando ambos os chapéus e agora muitos mais. Para mim seria cruel parar com o trabalho enquanto os outros podem beneficiar Ada minha experiencia. Estou a dar uma alternativa as pessoas, encurtamento de distância para que elas não rastejem no último minuto tentando encontrar ou falar com pessoas que sabiam o que era a dor do Vírus da Hepatite C.
Mesmo a Tawn nunca chegou a ouvir falar! Nunca pensamos que isto fosse tão serio. De forma alguma (NO WAY) iria perder a minha irma. Bom desde que a Tawn faleceu perdeu muitos amigos queridos com o Vírus da Hepatite C. Muitos vieram ao meu encontro através do Facebook e outros meios confidenciando me dizendo ‘ Tenho isto, VHC’. Agradeceram me. Transmito esperança porque eles não têm mais ninguém a que se dirigir. Não tem família que cuide deles, enfermeira caseira um hospício que eles possam pagar, muitos não podem pagar pelos medicamentos ou porque é muito intenso tomar os medicamentos então optam por abandonar e procurar outras alternativas que menciono como sugestão, mas necessitamos de fundos para fazer uma pesquisa mais aprofundada. Pessoalmente sou não gosto de seringas, mas se houvesse uma vacina para VHC que não fosse ‘tóxica ‘ apanharia.
Se em uma semana eles podem encontra a vacina para a gripe porque é que não olham para as mutações no sangue que transfere a doença do VHC? Todavia tenho muitas perguntas que mesmo os doutores não podem responder me. Mas os próprios médicos estão preocupados com todos os ‘ bebes retornados’ da guerra, partilha de agulhas, testes de medicamentos, tatuagens, brincos por todos os lados mesmo um salão impróprio esterilizado pode ser perigoso para contrair o VHC
O actual vírus pode se manter vivo durante semanas contudo se alguém tiver um pequeno corte e utiliza Door knob aquele vírus ficara a espera de mais alguém com uma pequena ferida escorregando para outro corpo hospedeiro, como um dragão de rapina e ira directamente aos seus rins impedir o funcionamento normal, então ai o corpo começa a envenenar se de dentro para fora.’ Eliminar o Dragão’

EV- No ano passado conversamos sobre a tournée. Actualmente em estágio se encontram os preparativos?
CM - Primeiro os nossos planos são realizar uma tournée pela Europa. Sylyana Lisi Francesa/Desenho moda Italiana e tenha agendado um desfile de moda TMF Rock. Ate aqui o que nos tem retardando é que estamos empenhados em solidificar o nosso processo de isenção 501 c3 de forma a velar pelas ofertas generosas de ajuda que temos estado a receber de todo o mundo e convites para actuarmos nos seus Países. Egipto, Isntambul, Bahrain com um elevado índice do Vírus da Hepatite C (VHC) assim como dos veteranos a nível mundial por partilharem as mesmas agulha nas vacinações ou drogas. Muita transfusão de sangue nos conflitos armados.

EV- Olhando para a fundação, qual ‘e o estagio actual em termos de apelo, alerta sobre esta pandemia?

CM - Por favor comprar o livro ‘comer isto ‘(Eat this) para estarem mais informados. Esta ‘e uma forma importante de salvar as nossas vidas de forma individual ‘ qualidade’ livro de mão simples de ter. Mantenha as suas receitas favoritas distante do seu computador e de o livro a um amigo. Diga os para fazerem o mesmo. 1 Em 7 pessoas terá VHC, não sabem disto, caso não sejam tomadas medidas, vão alastrar a doença. ‘Comer isto” (Eat this) é um começo! Obrigado pelo interesse e apoio. Gostaríamos de ir ao teu pai se nos vai nos vai ter. Tocamos a valer. Mais informações virão, nova pagina na internet a qual vai manter te mais informado e actualizado. O meu agradecimento pessoal e da minha agente da comunicação Angela Albee. http://www.archbooks.com/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alerta vermelho e as cheias



Alerta vermelho e as cheias
Texto e fotos: Estacios Valoi

Apesar do alerta vermelho como é sabido, fase mais critica das cheias com alguns círculos mais propensos que outros como a zona sul a ser fustigada e o centro ainda sem casos graves e registo.

De passagem por Caia o Centro Nacional Operativo de Emergência estava quase que as moscas para alem dos cerca e 7 elementos permanentes, onde deveria realizar se um encontro entre os diferentes intervenientes no processo de resposta as cheias o que não se veio a realizar.

Segundo o director regional do instituto de gestão de calamidades Gabriel Bene disse que o encontro agendado tinha a ver com a área de desenvolvimento e que o mesmo tinha sido adiado devido ao alerta vermelho.

Quando quisemos saber mais, Bene disse que contactasse a sede do INGC em Maputo, mas durante a sexta-feira e sábado de manha ainda chovia em Chinde Marromeu, não fosse o banho de chuva em todo o percurso pelo rio Chire de Chinde a Marromeu sob aquela chuva que caia, contudo de olhos postos também pelas margens onde constatou se que havia uma ligeira redução do nível das aguas.

Pouco ou quase nada se estava a fazer e foi o que a nossa reportagem constatou na ultima 5 feira e sábado durante em périplo por algumas zonas de risco na bacia do Zambeze.

O director provincial do INGC Joao Zamissa também encontrava se ausente depois de ter saído ileso de um aparatoso acidente que deixou a sua viatura completamente danificada quando se deslocava a cidade da beira na quarta feira passada.

Segundo o aprovado pela 25 sessão do conselho de ministros a 17 de outro e 2006, diz o seguinte:
Alerta Vermelho Institucional significa activação total do Centro Nacional Operativo de
Emergência (CENOE) e da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) para a
Coordenação das operações de busca, socorro e assistência humanitária às pessoas em
Risco durante e/ou na iminência da ocorrência de uma calamidade natural.
Durante o Alerta Vermelho Institucional, o CENOE funciona com toda a sua rede de
Representações2 e Pontos Focais3 durante 24 horas por dia, sem que isso implique
necessariamente que os outros Sectores do Governo ou instituições parceiras (Agências
do Sistema das Nações Unidas e Organizações da Sociedade Civil) estejam a funcionar
Initerruptamente 24 horas por dia.
No Distrito de Chinde, o cenário não fugiu a regra. Já no Sábado após uma ressaca da sexta-feira dos membros do Conselho Coordenador para gestão de calamidades é que
Decidiu por volta 6h00 da manha convocar uma reunião no contexto do alerta vermelho a ser realizada as 8horas do mesmo dia, mas mesmo assim a pessoa que deveria dirigir o encontro, que é o administrador daquele distrito José Saize e o seu secretário permanente na mesma manha estavam a caminho de Quelimane e que segundo fontes naquela cidade iam participar num outro encontro provincial onde os administradores deviam fazer parte.
O negócio das cheias
O conselho e Ministros aprovou a 14 de Marco de 2006 o Plano Director para a Prevenção e Mitigação de calamidades naturais (PDPMCN) onde estão definidas linhas as linhas com estratégicas gerais e um programa de acção com um horizonte de 10 anos.
Mas uma das questões pertinentes nesta época, e a questão do plano de Prevenção e Mitigação de que tanto se fala mas permanecesse ineficiente porque sempre opta se e implementasse o de Plano de Resposta e com valores avultados provenientes do erário publico e apoio externo. Como de praxe todos os anos temos cheias, mesmo processo em que alguns abutres esperam que estas aconteçam para tirar dividendos desviando produtos, dinheiro gasto sem justificativos em nome
dos directa ou indirectamente afectados. Para quando a implementação real o plano de prevenção e mitigação efectiva e não resposta com muitos tipos a espera de tocai?

Tabela valida ate 3 do mês corrente.

‘Os níveis higrométricos das bacias da região Norte poderão registar oscilações com tendência de subir, sem contudo atingirem o alerta’.
Comunidades e o alerta vermelho
Um dos aspectos contidos no programa de acção do PDPMCN está relacionado com a necessidade de criação e operacionalização de uma Centro Operativo de Emergência com capacidade de agir com rapidez e eficiência em casos de ocorrência de calamidades.
Em conversa com alguns camponeses em algumas ilhotas no distrito do Chinde nomeadamente em Chacuma 1, 2 e em Nhangalaze que iam cultivando a terra apavorados e confusos pelo alerta vermelho e os sensibilizadores que vão dando o seu alerta a partir do escritório algo que movimenta com muitas pessoas não só naquela parcela do País. Naquele distrito alguns camponeses conversaram com a nossa reportagem:
Arlindo Alimo Furuma camponês de Chacuma 2 ‘nós aqui temos o projecto de horticultura e da produção de arroz e recebemos as sementes das mãos da Concerne Worldwide que nos apoia para fazer multiplicação no nosso banco de semente para a comunidade para os que tem e os que não tem semente. Para nos próprios, auto-suficiência que vai beneficiar 60 famílias e vai chegar porque dos 600 quilos que recebemos temos que reproduzir para 1200 que é uma valia. As hortícolas no ano passado conseguimos recolher 18.700.000 meticais. Pegamos aqui e vamos a procura do mercado e vendemos aqui na vila e Chinde, Marromeu assim como Luabo e outros revendedores vem comprar aqui na machamba”.
Luís António Mutepa de Chacuma 1 camponês, “em 2008 recebemos insumos agrícolas como motobombas, bombas xinguzas para hortícolas, pulverizadores, pás, carrinhas, fita metro, panelas. Vamos abrir a associação Safa Fome com 40 membros. Em 2008/9 fomos afectados pelas cheias e perdemos muita coisa. O governo já nos disse para sairmos dessas zonas de cheias, mas assim sempre temos muita coisa por fazer, as cheias ainda não entrou.
Só que estamos um pouco aflitos porque as pessoas que entram no terreno para avisar sobre as cheias, são pessoas que vivem na sede da Localidade de Matilde, então e nós ‘e que estamos a viver aqui, estamos a controlar directamente o nível de água e não somos considerados. Então todos os Comités de Gestão de Risco estão lá. Nós gostaríamos que também metessem os Comités de Gestão de Risco aqui porque somos pessoas da comunidade que conseguimos controlar directamente as situações.
Se vierem as cheias vamos perder uma parte do arroz que estamos a plantar, temos que tirar o arroz para a zona alta porque assim estamos na zona baixa. E todos estamos a plantar arroz. Porque nesta fase é complicada de cheias e é uma cultura que precisa muito de água e milho plantam nas zonas muito altas. Aqui a água ainda não subiu muito para ter cheias”.
Guilherme António um dos camponeses de Nhangalaze, local que não podemos entrar devido a chuva intensa que se fazia sentir naquela zona.
“A gente fez 25 metros quadrados de banco de sementes que vão servir para 80 pessoas, também pode ficar família é mesma coisa que as pessoas que estão a lavrar as machambas e é bom termos esta semente.
Antes não tínhamos esta semente agora já temos esta que nos produzimos que nos foi oferecida pela Concerne e cheias estamos a ver que o sitio vai ser um pouco seguro porque tem um riacho que escoa a agua quando vasa e quando entra então mete também. As cheias tem passado nas zonas baixas e a Concerne que agora esta aqui connosco tem nos alertado que quando existir cheias devemos evacuar aquelas pessoas que estão nas baixas para as zonas altas mas ate agora não temos ameaça de cheias, aqueles estão lá longe e dizem para nos sairmos e irmos para o centro, não vivem aqui nas margens. Lá no centro é para irmos comer mangas como em nas cheias passadas. Aqui não temos cheias”.