sábado, 24 de dezembro de 2016

Multado pelo agente da polícia de trânsito por culpa de um cliente.




Por: Estacio Valoi
“O estado da nação é firme.” Amanheceu como os outros dias, de chuva, sol, vento ou com todos estes elementos atmosféricos a velocidade de cruzeiro. Um  daqueles dias de céu azul, vento a medida, e o roncar dos carros que se  ouvia la mais para o outro lado.
Não fosse o toque do meu celular, logo na matina pus me em sentido, descaindo mais para a terra. Sonhar de olhos abertos.No ecrã do meu cell, estampado estava o nome do tipo, um cliente meu, daqueles que mais parece dormir de pé, com um ouvido e uma orelha abertos.

Atendi o telefone. Naquele momento, desejei voltar aos anos que la vão, ao telefone fixo, época em que os encontros eram marcados as seis horas da manha para as quinze do mesmo dia. Aqueles anos em que no intervalo entre a hora vespertina e a do encosto, nem com bola de cristal vias o parceiro do encontro agendando, nem vivalma, muito menos a sombra do individuo, amigo, amiga, namorada, prostituta para a hora morta, ou mais tarde. Tudo ficava pelo encontro agendado para aquela esquina!
Com a aceleração tecnológica!  Mais vale atender porque o gajo (s) mais ou menos sabe por onde ando. Disse a mim mesmo. E, nada me espantou, só podia ser o gajo, meu cliente da hora a pedir para que mais tarde o fosse buscar, assim que  acabasse de trabalhar mais tarde  quando a noite já vai a meio do encontro do outro  dia.

Meia hora antes reconfirmei minha presença Afinal de contas, precisava daquele dinheiro, já que os outros, lá da equipa de cima, os que andam produzir ou (des) produzir notas, decidiram inventariar umas leis a velocidade de luz, aquelas não previamente anunciada nos megafones da casa do chefe do quarteirão ou no círculo do bairro deixando -me liso. Estas  vieram a socapa, pesadas no ‘Nosso Banco’ traseiro da minha viatura, o banco de  onde sacaram me as molas, não poucas, e hoje, minha clientela senta sobre a chapa.

Não menos arrepiante, como válvula de escape para a próxima época ,das mil e muitas molas, o raio do regime, forçosamente imposto me uns  míseros 20centavos !
Mas, trabalho que é trabalho! Os outros tipos andaram na pesca do ATUM em terra firme, enquanto isso aquelas latas  de agua doce não sentem o rebombar das ondas, vão tomando banho de chuva que aos poucos vai revelando sua cor original, removendo a tinta posta por cima na oficina do bate chapa  Chang.

Voltando...Volvidos uns quantos minutos estava com o cliente. que não se fez de rogado e, num 'aps’, saímos acelerados pela estrada de terra batida, sob a ponte metálica que se faz leve do peso dos carros do gás, do turismo quase que inexistente, mesmo quando se propala presença de 22mil pessoas no festival do Wimbe. Eish! Até o peixe ficou esperto, pós -se ao custo de muitas notas. Só de binóculos.

Sim, pha! Aquela ponte metálica do Tagir que vem desde as últimas cheias em Pemba. Orçadas, (dês) orçadas, abandonadas, sempre relembradas em dias de orçamentos municipal ou aos olhos do doador. Até fala-se de impacto ambiental. Contudo, mansões vão sendo construídas sobre dunas, do outro lado não há acesso a praia, lixo da cidade sem casa própria, as barreiras vão deslizando, engolindo pessoas! Sim. Sempre o mesmo valor orçamental! No hospital provincial até gesso não tem, o sangue que fui doar foi vendido pelo enfermeiro. Mas esta ainda não ‘e minha estória. Deixe-me contar-te!

Faz tempo gritei, disse-te que O ‘El dourado’  tornara-se no El dobrado. Sim. Só se delapida, já não sobram elefantes, do marfim, madeira cruzam oceanos, mariscos, rubis de sangue vão voando,  os tipos do estado vendem muitas terras a troco de quinhentas,  poucos milhares de meticais, o pescador VS virou camponês, nepotismo,corrupcao,-arrogância, conflito de interesse, branqueamento de capitais, pó castanho, mais branco snifados a todo vapor. Em fim, uma lista infindável! De la, sai tudo e mais alguma coisa. Nós taxistas também! Eish! Temos muita lata! Mas, vou calar me quando acabar de contar-vos tudo.

Assim que atravessamos a ponte, pela estrada de terra batida plena avenida Marginal, mais para lá de Pemba Beach, mais uns metros em frente , na esquina de sempre, ponto de encontro da polícia de trânsito e automobilistas em dias de (re) fresco,onde  enquanto uns tentam guardar +a) s mola (s) outros saltam! Desculpe. Digo, alcançar metas diárias pessoais e/ou as do comandante a bel-prazer, outros saltam e, naquela noite não foi diferente.

A uns metros de distância vislumbra-se um sinal luminoso que parecia vir de um agente gigante, mas medida que nos íamos aproximando, a altura reduzia a sua baixeza, parou no baixinho! Eram cinco agentes. Um vulgo “ cinzentinho” e outros quatro de trânsito.
Obedecendo as regras de trânsito, parei e entreguei -o a minha carta de condução, livrete, todas aquelas coisas e outras que a polícia de trânsito destes dias pede. Estava tudo certo, até que o agente procurou os vidros fumados da minha viatura, como tantas outras que roncam pela cidade de Pemba. Andam fumadas!

“O senhor esta a conduzir uma viatura com vidros fumados?”
Retorqui dizendo  que sim perante tamanha inquisicao. Não passaram muitos minutos, foi 'sol de pouca dura'' ate que o meu cliente, de boca larga como se estivesse em sessões de boca livre, perguntou ao agente da noite quantos carros com vidros fumados circulam pela cidade de Pemba e quantos são diariamente multados! Isto é, incluindo o carro do comandante da polícia António Amisse, que circula na sua Toyota 4*4 com vidros fumados, mais escuros, piores que os da minha viatura!

Mesmo após reconfirmação do seu colega sobre os vidros escuros, fumados do comandante deles, arrogantemente o agente  na defensiva, abaanou o  casquete, afirmando que o seu comandante tinha uns papéis, tipo guia de marcha, autorização do chefe de 11 casas ou do quarteirão a Filipe Nyusi;Depois de muito tempo, e perante insistência do meu cliente, o agente sacou do bloco e passou uma multa.

Perguntei-o se a multa era minha ou para o meu cliente. Ao que o agente respondeu: “ Ė  desse teu cliente. De facto a multa era do meu cliente, a ser  multado naquela noite por perguntar, perguntas, exercer seus direitos num estado que se diz ser e/ou julga-se de direito. Pelo menos o meu cliente diz que todas as pessoas são um estado, desde que os sistema funcionem num todo- democrático.
Em menos de cinco minutos outra viatura com vidros fumados foi interpelada, e, de seguida posta em marcha. Nada de multa. Foi-se a  todo vapor, fumando a noite já escura com seus vidros fumados. Desapareceu pela avenida.

Caricato ou não, recebi o talão, li-o em voz baixa, depois li em voz alta para ouvir a sonoridade do nome la escrito. Era o meu,com apelido e tudo, incluindo a chapa de inscricao  da minha viatura! Gritei em silêncio e depois em voz alta! Esta multa é do cliente!? Gritei de verdade apelando ao agente para passar a minha outra multa. Nao passou

No talão vinha o meu nome. Então, perguntei ao agente se eu, simplesmente teria que pagar a multa de 1000 Mets e que a culpa ficaria com o meu cliente ou vice-versa! No mesmo instante o outro agente dizia, que o carro do seu comandante tem vidros fumados. Mas ao agente baixinho de nome Aiuba, passara a multa; O meu cliente questionou-o sobre a quem de facto a multa era imposta e que infracção tinha sido cometida. Isto é, aludindo que a sua bicicleta não tem vidros fumados, que era uma espécie de céu aberto com pedais, assim tipo cavalo galope! Mas afinal, de verdade, de verdade,  o comandante da polícia anda vidrado em fumados e nunca é multado!

Eu, até disse ao tipo da ‘bofia’ de trânsito que não sabia da multa,muito menos do  paradeiro dos milhões de meticais que o Conselho municipal de Pemba pediu empréstado ao Banco BIM e nunca mais devolveu, muito menos do processo de reassentamento das famílias, o forrobodó dos 40.20 milhões de meticais da Anadarko-CPD e, muito menos porque 'e que o director do CPD trancou-se no seu escritório, não falou a imprensa empossando a sua secretária como directora do CPD do momento, para não abrir a porta!

Disse que não sabia das construções que nascem como cogumelos, incluindo as chinesas e outras que mais parecem uma lavadeira de verdinhas! Que sabia sobre o que tinha acontecido ao jornalista John Chekwa, onde cinco matulões desavergonhados, segundo noticia, munidos de AKs 47, aquelas máquinas de guerra, sanguinárias como o mandante, foram a casa do radialista e com a ponta dos fuzis, ameaçaram-no! Até com meu Kung Fu daria uma coça aos tipos. Sem vergonha na cara! Mas disse que sabia que o Centro Cultura Tambu Tambulani Tambu será um dos melhores do País!

Foi assim que expliquei-me ao agente da polícia. Ainda disse o que eu não era o culpado por aquelas atrocidades todas, ate das outras, de uns tipos e o povo que só fala no bar, facebook! Mesmo assim o agente da ‘bofia’ só via meus vidros fumados sem (re) fresco.
Viu o carro vidrado-fumado do seu próprio comandante com uma espécie de guia de marcha passada pelo chefe de 11 casas e /ou do quarteirão. Mesmo assim, palavra dora! Por culpa do meu cliente fui multado pelo agente da polícia de trânsito.

Lembrei me de uns gajos, tipo Nhachote, ‘perguntar não ofende’ e também do harpas e farpas, o Nordine! “Camarada’ Guebuza libertador de agansters.”Era Nyusi perdeu-se no (des) informe da nação

Por culpa do meu cliente, aquele Molwene do Estacio, fui multado pelo agente da polícia de trânsito de nome Aiuba.
Multado pelo agente da polícia por perguntar, perguntas!
Sim. Celso Manguana. Caso para dizer:  ‘ pátria que me pariu.’

domingo, 21 de agosto de 2016

Corrida ao ouro ou Morte/ The rush to gold or to death



 Corrida ao ouro ou a Morte 
4 pessoas morreram sototeradas 

 











Texto e fotos: Estacio Valoi
 21/08/16

O incidente deu – se esta manha nas minas de ouro de Muaja no distrito de Ancuabe em cabo Delgado.Das cerca de  15 pessoas previamenta dadas como mortas segundo nossas fontes no terreno, mais tarde constatou-se que apenas quatro perderam a vida, facto que veio a ser reconfirmado por uma televisao local que referia-se que   25 pessoas continuavam desaparecidas na mina que mais tarde veio a ser oficialmente fechada. Mas que os garimpeiros continuam a frequentar a mina
Entre os mortos, encontram-se Tanzanianos e maioritariamente Moçambicanos que exercem as suas actividades de garimpo naquela área.

Ainda ontem, após presença policial que culminou em tiroteio, a nossa reportagem visitou o campo de mineração onde juntamente com outros garimpeiros permaneceu sobe a superfície da mina que hoje desabou. Na altura mais de 100 garimpeiros encontravam se no túnel de entre 7 a 9 metros de profundidade e, mais de 25 de cumprimento ‘ corcunda.”

Sirenes, buzinas- carros, motas, pessoas a pé, tudo e todos movimentam -se em alvoroço para o centro da mina
Com o medo da brutalidade, como a que ocorre nas minas de rubis por parte das Forças de Conservação Ambiental e Terra do Ministro Celso Correia (MITADER), as pessoas da ou na comunidade, tem medo de ir a mina socorrer as vitimas.

 Uma das vítimas da brutalidade da Forca, em conversa com a nossa reportagem no dia 20/08/16, um dia antes da tragedia enfatizou que a Força do (MITADER) que esteve na mina durante os últimos três dias estava prestes a voltar ao terreno. “Disseram que vão voltar hoje as 19h. Então, como não estão aqui, nós todos estamos a aproveitar cavar e fugir daqui antes de eles voltarem. Só hoje de manha, dispararam mais de 20 tiros”

Das cerca de quinze mortes a principio anunciadas pelas nossas fontes no terreno, desde mineradores artesanais ilegais -Garimpeiros, pessoas da communidade, uma das televisoes locais, ainda na manha de hoje reportava do local e, referia-se a 4 mortes e cerca de 25 garimpeiros desaparecidos na mina em questao!

Durante toda a operacao policial foram confiscadas dos taxistas, garimpeiros   cerca de 27 motos, bicicletas foram apreendidas pela polícia moçambicana de Cabo Delgado ea mina foi fechada.
The rush to gold or to death
4 people died buried
By Estacio Valoi

The incident took place this morning in Muaja gold mines in Ancuabe district of Cabo Delgado.
From the  15  people previous reported dead according to our sources on the ground, later it was found that only four lost their lives, and  this was later reconfirmed by a local television which stated that 25 people were still missing in the mine, later it came to be officially closed. But the miners continue to dig.
Among the dead are Tanzanians and Mozambicans-Majority carrying out their mining activities in the area.

Just yesterday, after police presence which culminated in shooting, our report visited the mining camp where together with other miners remained up the surface of the mine that collapsed today. At the time over 100 miners were inside the shaft   between 7 and 9 meters in depth, and more than 25 long 'hunchback. "

Sirens, cars horn, bikes, people walking, everything and everyone moves in an uproar to the mine center
With the fear of brutality, as occurs in ruby mines by the environmental conservation Forces and land of Ceslo Correia Minister (MITADER), people of the community or near are afraid of going to the mine to help the victims.

One of the victims of the brutality perpetrated by  (MITADER) its security force  in a conversation with  our report on 8/20/16, a day before the tragedy, emphasized that the Force  (MITADER) involved on going  raids on the mine during  the  last three days  was about to return to the land . "They will come back today go at 19 O’clock. So now that the force is not here, we are all digging as much as possible before they return here. This morning they fired more than 20 shots”

From the  about fifteen deaths previous  claimed  by our sources on the ground, from illegal artisan miners -"Garimpeiros" people from  Muaja comunity, Early today ,one of the local televisions reporting from the gold mine  in Muaja, referred to four deaths and about 25 missing miners at the mine ! 

During all the police its operation about 27 motorbikes , bicycles where seized from the motorbike taxi drives, illegal artisan mines by the Mozambican police in Cabo Delgado and the mine was shut down . Disseram fontes no local. 

Corrida ao ouro ou Morte/ The rush to gold or to death



 Corrida ao ouro ou a Morte 
Cerca de 15 pessoas morreram soterradas 

 











Texto e fotos: Estacio Valoi
 21/08/16

O incidente deu – se esta manha nas minas de ouro de Muaja no distrito de Ancuabe em cabo Delgado.
Entre os mortos, encontram-se Tanzanianos e maioritariamente Moçambicanos que exercem as suas actividades de garimpo naquela área.

Ainda ontem, após presença policial que culminou em tiroteio, a nossa reportagem visitou o campo de mineração onde juntamente com outros garimpeiros permaneceu sobe a superfície da mina que hoje desabou. Na altura mais de 100 garimpeiros encontravam se no túnel de entre 7 a 9 metros de profundidade e, mais de 25 de cumprimento ‘ corcunda.”

Sirenes, buzinas- carros, motas, pessoas a pé, tudo e todos movimentam -se em alvoroço para o centro da mina
Com o medo da brutalidade, como a que ocorre nas minas de rubis por parte das Forças de Conservação Ambiental e Terra do Ministro Celso Correia (MITADER), as pessoas da ou na comunidade, tem medo de ir a mina socorrer as vitimas.

 Uma das vítimas da brutalidade da Forca, em conversa com a nossa reportagem no dia 20/08/16, um dia antes da tragedia enfatizou que a Força do (MITADER) que esteve na mina durante os últimos três dias estava prestes a voltar ao terreno. “Disseram que vão voltar hoje as 19h. Então, como não estão aqui, nós todos estamos a aproveitar cavar e fugir daqui antes de eles voltarem. Só hoje de manha, dispararam mais de 20 tiros”

The rush to gold or to death
About 15 people died buried
By Estacio Valoi

The incident took place this morning in Muaja gold mines in Ancuabe district of Cabo Delgado
Among the dead are Tanzanians and Mozambicans-Majority carrying out their mining activities in the area.

Just yesterday, after police presence which culminated in shooting, our report visited the mining camp where together with other miners remained up the surface of the mine that collapsed today. At the time over 100 miners were inside the shaft   between 7 and 9 meters in depth, and more than 25 long 'hunchback. "

Sirens, cars horn, bikes, people walking, everything and everyone moves in an uproar to the mine center
With the fear of brutality, as occurs in ruby mines by the environmental conservation Forces and land of Ceslo Correia Minister (MITADER), people of the community or near are afraid of going to the mine to help the victims.

One of the victims of the brutality perpetrated by  (MITADER) its security force  in a conversation with  our report on 8/20/16, a day before the tragedy, emphasized that the Force  (MITADER) involved on going  raids on the mine during  the  last three days  was about to return to the land . "They will come back today go at 19 O’clock. So now that the force is not here, we are all digging as much as possible before they return here. This morning they fired more than 20 shots”