quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO DE SOFALA

AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO DE SOFALA
Foto e texto: Estacios Valoi
26/01/11
Há 11 anos que a associação ADEL foi criada na cidade da Beira província de Sofala em prol do desenvolvimento de projectos de impacto comunitário e com a vertente urbana com cerca de 13 parceiros como o Fundo da Agencia de desenvolvimento dinamarquesa (DANIDA), Cooperação Italiana, Nações Unidas, Cooperação Irlandesa, a FAO... São fundos diversificados.
A agência trabalha desde 2005 em três pilares principais que são a de microfinancas subdividida em créditos de poupança repetitivas e a segunda de crédito normal individual intitulada fundo de apoio para o desenvolvimento local (FADEL) virado para empreendedores de pequenas iniciativas.
Um dos objectivos da associação concerne se na dinamização da iniciativa do desenvolvimento local assim como estimular a cultura de poupança nas comunidades e a componente da segurança alimentar. Ate o presente momento em termos de poupança cobriu um universo de duas mil pessoas e respectivamente poupados dois milhões de meticais.
Para o director da ADEL Amide Taibo, a fasquia ate aqui alcançada significa uma adesão compreensiva significativa nesta iniciativa em como ‘e possível investir com pouco dinheiro.
“ Na zona rural e urbana a estratégia esta virada para a transferência de conhecimento para grupos ou associações que são os reais operadores, porque agencia por si só não tem capacidade para cobrir toda a província em constante transferência e assistência o que permite alcançar resultados positivos. Mas também temos a terceira componente que ‘e a energia sustentável.
As pessoas começam a perceber que ‘e possível investir com pouco dinheiro e achamos que são as pequenas iniciativas que trazem a poupança e com este dinheiro podem investir em pequenos negócios assim como investir nas suas casas.
Um dos pequenos problemas que constatamos nas zonas em que trabalhamos, ‘e o acesso ao recurso financeiro. Contudo o projecto esta a demonstrar que através de uma pequena organização das comunidades ‘e possível investir e as pessoas percebem que tem algum dinheiro.
‘E transversal para tudo. Pensamos que a metodologia de poupança e crédito rotativo em grupo (ASCA) da azo a uma maior coesão das pessoas que se habituam a estar juntas porque um dos problemas do Pais ‘e a dificuldade das pessoas trabalharem em conjunto e a razão aparece dentro do grupo onde passa a haver probabilidade sustentabilidade maior e o êxito.
Desde meados do ano passado estamos na abertura de centros locais de energia e desenvolvimento, tendo sido lançada a segunda fase cujo objectivo principal dos centros ‘e permitir que as comunidades tenham um auto capacidade técnica, financeira dentro do processo de descentralização das nossas actividades. Isto significa ter como principal implementador a comunidade.
Energia sustentável e pólo de convergência
Na primeira fase do programa energia sustentável (SILAS) para a comunidade, consumiu cerca de 750 mil dólares e vamos para segunda fase mas existem outros projectos de energia sustentável nos quais estamos a trabalhar
A parte deste projecto, ‘e que estas energias sustentáveis sejam integradas em áreas de desenvolvimento no Pais. Quando falamos de energias sustentáveis significa garantir que o uso do recurso que hoje temos também seja utilizado pelas gerações vindouras
Temos a área da biomassa, produção e consumo. A maior parte das famílias moçambicanas usa para cozinha lenha e carvão e o projecto na sua primeira fase vem trabalhando mais no consumo através da introdução de fogões de alta eficiência energética, que poupam carvão ou a lenha assim como o dinheiro das famílias, isto como resultado da primeira fase.
Na Cidade da Beira construímos micro empresas para a produção de fogões poupa carvão e lenha
Enquanto que nas zonas rurais capacitamos pessoas para fazerem replicas destes fogões e, este conhecimento e produto começou a ser uma determinada alternativa para as famílias, sabendo que as zonas rurais tem como base a agricultura, e se ele pode fazer um fogão a 50 ou 30 meticais já são rendimentos que entram para a sua família enquanto na cidade os poupa carvão entram já no ‘ bussiness’ e produzido por um determinado grupo de pessoas centro de produção no Bairro da Cerâmica e posteriormente distribuídos pelas zonas urbanas.
O fogão tem a parte metálica e cerâmica com dimensões diferentes, para pequenas e grandes cozinhas assim como fornos para padarias garantindo o consumo eficiente da biomassa e para a iluminação painéis solares no sistema foto voltagem entre pequenos e médios.
Facto, ‘e que para o pais e mundo as energias alternativas constituem um meio vital alternativo ao aquecimento global que vem aumentando a cada dia que passa, não fossem as altas temperaturas que se registam…etc. Mas que impacto estes projectos ilustram, isto foi o que a nossa reportagem quis saber.
Ate aqui, conseguimos um número de aproximadamente 300 sistemas a serem usados por igual número de famílias mas o objectivo não ‘e apenas fornecer mas estimular o mercado local e demonstrar que ‘e possível criar bases para o desenvolvimento deste. Também localmente criamos capacidade de manutenção destes sistemas de uma lâmpada pequena e outros maiores que levam inversores que se podem ligar para rádios, televisores e, pensamos que será uma alternativa para as zonas que estarão desprovidas de energia eléctrica nos próximos 10, 15 anos.
Na questão da biomassa, só em termos de fogões conseguimos produzir cerca de 11 mil que beneficia aquilo que ‘e o numero de um agregado familiar moçambicano numa residência.
Pouca carvão vendemos cerca de 5000 fogões isto porque não ‘e uma distribuição grátis e os preços variam de 120 a 200 meticais consoante a dimensão.
Uma das questões tem a ver com a limpeza dos recursos florestais em Moçambique deixando não só o Pais de ‘ tangas’ mas também com um insignificante benefício das comunidades onde existem esses recursos, isto comparativamente com o que se tira.
Temos a área gestão de recursos naturais onde trabalhamos na criação de comité apoiando na organização, legalização abertura de contas bancárias no âmbito dos 20% resultantes da exploração madeireira tendo ate aqui formado comités para onde foram transferidos cerca de 7 milhões de meticais. O dinheiro não ‘e nosso mas sim do estado e cabe a este fazer as respectivas transferências.
Outra área ‘e a de reflorescimento que fazemos com o Fundo de Ambiente (JAF) a esteira do programa da UNOPS que esta a ser gerido a nível nacional a partir em Maputo mas este programa não seja apenas um projecto sem continuidade, assim como temos um grande programa de recuperação do mangal em cerca de 60 hectares na Zona de Djalane na Cidade da Beira.
Cremos ser uma área razoável. Apesar de ser algo ainda idealizado e sabendo que a maior parte deste importante ecossistema para a vida já foi destruído, no que concernente ao programa sequestro carbono, estamos a tentar negociar com parceiros para que este projecto seja sustentável.

Zambezia cozinha Chinesa


Zambezia cozinha chinesa
Estacios Valoi
26/01/11
Mais de 120 mil toros de madeira na espécie de Pau-ferro foi comprada pelas maiores empresas do ramo. Green Timber, maior com sete concessões que variam entre 40 a 95 mil hectares e a Olam maior em termos de investimento liquido.
Na Zambézia são em número de 30 os operadores existentes de entre estes de licença simples e concessionários. A Green Timer para além do abate dentro das suas concessões comprou cerca de 35 mil toros enquanto a Olam 85 mil.
Transportados em camiões para o porto de Nacala. No caso da Green Timber boa quantidade foi comprada de operadores furtivos e, ilegalmente transportada da Zambézia mediante guias viciadas ate ao Porto de Nacala de onde foi exportada para a Ásia. A guia que deve ser usada uma vez, a Green usava-a cinco ou mais, subornando e “ludibriando” Serviços de Floresta e Fauna Bravia (SFFB).
No ano transacto segundo o inventario da Marzolli os Serviços de Floresta e Fauna Bravia estipularam uma meta de corte anual de 91200m3, Disse o engenheiro António Chibite.
Ambientalista Carlos Serra Júnior, representante da organização Amigos da Floresta. Que analise fazes do estagio ambiental actual global?
Sj -Temos problemas de vária ordem, preocupantes com os quais devemos pautar neste momento a exemplo do aquecimento global, mudanças climáticas e todas as consequências inerentes deste fenómeno que deve ser preocupação para Moçambique.
Alguns desses temas começam a fazer parte do debate nacional constituindo preocupação para algumas pessoas e algumas organizações, contudo temos problemas terríveis locais, nossos a acontecer todos os dias com tendência ao agravamento e outros para a melhoria os quais constituem também um desafio, mas por de trás disto tudo, encaramos um problema a maior escala que é o défice de informação, consciencialização, educação e sensibilidade para com tudo que seja ambiente.
EV - Que problemas gravíssimos são esses?
SJ -No meu ponto de vista existem dois problemas gravíssimos, um que constitui toda a problemática associada a água que é um bem escasso com uma distribuição deficitária, com pior qualidade em alguns locais e o mesmo vai continuar a ser um recurso escasso em algumas zonas para além da tendência da mudança climática alarmante.
O outro problema seria toda a redução da biodiversidade que o País tem a sofrer, obviamente aqui a questão será a redução da floresta e há muitos factores envolvidos o que reduz a própria biodiversidade com implicações para a fauna bravia, o equilíbrio ecológico nas relações que se estabelecem entre as espécies, a biodiversidade marinha costeira, pesca excessiva, a pressão agudizada sobre alguns recursos, a caca que resulta na escassez dos animais onde actualmente já não encontramos algumas espécies como outrora e por trás disto tudo esta uma forma de ser e de estar que tem que mudar.
A longo prazo a questão da água, o acesso a este liquido precioso por parte da população vai se agudizando, algo que faz parte do direito fundamental do homem a ser violentado.
EV -Que se espera?
SJ -É algo fundamental, contudo não esta escrito na constituição Moçambicana ma sele existe, o direito a água a semelhança do outro que é o direito a alimentação, mas que deviam estar escritos. Grande parte da nossa população não tem acesso, direito a agua e o apoio que os chineses estão a dar fosse trazer maior responsabilidade social e que pudesse ser canalizado através do nosso governo seria plausível, isto para reais necessidades dentro de uma linha sustentável, transparente, sublinhar que a transparência é vital quando se fala de exploração de recursos naturais.
EV -Que políticas governamentais existem no Pais e como alcançar estes propósitos almejados?
SJ - Escrevi sobre algumas propostas as quais gostaria de ver espelhadas no novo governo. Uma das questões que sinto, e que apesar de estes problemas começarem a fazer parte dos discursos ainda não encaramos o ambiente como uma grande preocupação, algo que efectivamente tenhamos que velar.
Em alguns casos constatamos alguns aspectos positivos, penso que um deles foi o papel do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que acabou fazendo um pouco daquilo que nem acabaria fazendo enquanto órgão vocacionado para acção quando há uma situação de emergência. Acabou assumindo papeis que eu acho que deveriam ser do Ministério para a Coordenação Ambiental que existe mas não actua, talvez seja um pouco o reflexo de ainda não assumir - mos institucionalmente o papel do ambiente, começaria - mos por dentro daquilo que é o conselho de ministros atribuindo claramente um papel determinante e fundamental ao órgão responsável pelo ambiente.
Não chamemos coordenação coisíssima nenhuma. Chamemos de acção ou ambiente mas acima de tudo temos que canalizar meios, recursos, para que este órgão funcione de facto.
Falando desses órgãos e essas politicas que acabam no papel, instituições quase que inexistentes e alguns membros do governo usam esses recurso em beneficio próprio. EV -Que acha que esta a falhar?
SJ -Durante muito tempo vigorou uma teoria de abnegação, isto quando surgiram as primeiras vozes, associada a alguma Imprensa criticando em relação a exploração ou ‘saque’ da madeira nestes últimos 15, 16 anos de exploração desregrada de recursos florestais a tendência é refutar, ocultar algo que esta a acontecer, real, grave.
EV- Em termo de numero a quantos hectares devastados o País se encontra?
SJ -São cerca de 217.000 hectares, cerca de 400, 555, 556 campos de futebol anualmente. É importante sublinhar que quando falamos de floresta, as pessoas pensam logo em por o debate em torno da exploração feita por operadores em regime de licença simples ou de concessão florestal
Atenção a floresta tem muitos outros factores de degradação, muitas causas e, é importante que todos esses factores de degradação fossem tomados em consideração. Têm a prática das nossas comunidades que são as queimadas onde actualmente encontramos maior número da população envolvida relativamente ao passado e com muita pobreza ainda associada a este fenómeno.
Queimar floresta é regra e então imaginemos e juntemos o facto de da ausência alternativas energéticas para os mais pobres que não seja a lenha, carvão e outros fenómenos que contribuem para a redução da floresta em Moçambique.
EV- Quão viáveis são os programas de sustentabilidade e de gestão comunitária dos recursos naturais existentes?
Existem vários programas de maneio local de recursos naturais por parte da população a título de exemplo o projecto Tchuma Tchato na Província de Tete que teve o seu inicia na década 90 com o apoio de muitas organizações e ate de Países estrangeiros mas nem todas as experiencias são positivas.
Atribuir a população local poder sobre o recurso é vital, a comunidade local tem actualmente um direito do uso e aproveitamento da terra independentemente de ter ou não um documento, mas o mesmo já não acontece em relação a floresta um aspecto que nós sempre criticamos na legislação.
Qualquer operador entra, corta a madeira, não presta contas a ninguém e vai embora perante o olhar impávido desta mesma comunidade a qual não tira benefício nenhum e isto continua a acontecer. Obviamente aqui temos aquele fenómeno chamado de armadilha da pobreza onde a pobreza provoca a maior degradação ambiental. Mais pobreza. Basta de entrarmos em discursos floreados, românticos.
EV -Degradação ambiental, pobreza ou ‘armadilha da pobreza. Moçambique continua sendo o berço madeireiro para os chinocas não?
Naturalmente que sim. A falta de controlo, do conhecimento dos recursos naturais, não nos preocupamos em saber o que temos em termos de recursos antes de emitir licenças desenfreadamente da espaço para que encaremos a este fenómeno do crescimento da economia chinesa a um ritmo incrível mas que carece de matéria-prima para alimentar toda esta maquina gigantesca industrial emergente e viraram se para a madeira não só em Moçambique.
Neste momento o maior mercado fornecedor da madeira a China é a Amazónia no Brasil e os chineses que estão sediados naquela área vão fazendo o mesmo que estão a fazer aqui em Moçambique. De ‘mão beijada’ começaram a cortar a floresta a grande e a francesa e muita madeira saiu da pior maneira. Nós não conseguimos controlar esta entrada de operadores asiáticos no mercado assim como aplicar ou garantir a real implementação da lei ainda que esta tenha buracos.
EV- Mas quem exactamente permitiu esta entrada isto para além de uma legislação que exclui a comunidade local no controlo e aproveitamento florestal?
É a tal incongruência que sinto que existe na lei. Existe uma diferença significativa no tratamento da terra como recurso principal, tanto no tratamento de recurso florestal. Significa que nós permitimos que muita desta floresta fosse abatida com dividendos económico, social, ambiental insignificantes, o que se resume num completo desastre para a população local.
Da década 90 e no princípio da actual 2000, verificamos que as coisas chegaram ao ponto de descontrole total num processos em que estava envolvido o operador nacional e gente muito grande que basicamente trabalha para os chineses. A madeira de primeira classe que vendiam a ‘preço de banana’.
Resultado foi a intervenção governamental, houve medidas legislativas, uma politica de redução de licenças simples que é um regime mais simplista de exploração florestal e menos rigoroso. Registou se uma subida gradual de contratos de concessões florestais que se traduz num regime com mais implicações sociais e técnicas. Contudo pouco se alterou.
Os Chinês passam a ser concessionários florestais e recebem uma vasta área de exploração com a possibilidade de ele próprio sendo empresário concessionário de operar em Moçambique a seu bel-prazer e já dentro da área o mesmo continua a funcionar com o regime de licença simples.
EV -Como é que se faz a reposição das espécies?
SJ- A concessão florestal tem obrigações como plano de maneio que estabelece que por exemplo que ao longo de 50 anos vai se cortar tanto de madeira mas que a mesma deve ser repovoada e muito trabalho já foi feito e este repovoamento não vislumbra, salvo raríssimas excepções, o que se planta neste pais é insignificante. Cortar sim.
A China ramificando se a uma velocidade estonteante pela África e com um acréscimo de 10 bilhões de dólares direccionados a África para os próximos 3 anos. EV -Como é que vê este processo de expansão na caca ao tesouro?
A mim não me assusta, o único aspecto é que qualquer programa de cooperação tem sempre contra partidas. Ninguém oferece dinheiro por oferecer e naturalmente que a China esta interessada em tirar algo de Moçambique.
Com este programa de auxilio mas a questão é como é que nós podemos tirar máximo proveito deste apoio que pode não vir de outras formas, mas sem que com isso tenhamos que abdicar das regras fundamentais num estado de direito, sem que tenhamos que entregar de ‘mão beijada’ recursos que são essências na construção do desenvolvimento que se pretende sustentável ou nos endividarmos eternamente num processo que hoje pode parecer ofertar mas amanha não.
EV- Sempre que se fala do gás natural, do petróleo a sempre um debate em torno da transparência no sentido de se ver a real aplicação da receita, na construção de um desenvolvimento que seja justo, onde exista distribuição de riqueza mas, já não notamos o memo quando de se fala do básico que é a floresta que é a fonte de vida que tanto se cortou e eu questiono o que se fez com todas as receitas que a floresta terá gerado em termos de desenvolvimento sustentável?
SJ- O que sei é que nunca se plantou uma árvore, nenhum tostão que a floresta rendeu foi aplicado em seu benefício.
Era vital que houvesse transparência, controle onde o processo de tomada de decisões fosse aberto e feito com envolvimento do cidadão com mecanismos de controlo independente. Esta tem sido uma das linhas que defendemos. A nossa floresta vai desaparecendo e ninguém sabe quantas licenças são emitidas, ninguém controla, sabe se o operador tem perfil, o que esta a fazer na floresta, de quem são os camiões que transportam a madeira, quem autorizou a sua saída do porto, quanta madeira esta no contentor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Secretario da OJM defrauda sector da educação em Quelimane


Secretario da OJM defrauda sector da educação em Quelimane
Estacios Valoi
30/12/12
O secretario da Organização da Juventude Moçambicana em Quelimane na Província da Zambézia Momade Juízo defraudou o sector da educação local durante um ano.
Juízo, membro do partido no poder, sob contrato eventual para leccionar na Escola Industrial e comercial 1 de Maio, apenas compareceu a aquela instituição de ensino dois dias. Contudo, no leque de presenças falsamente outorgadas, tudo confirma que o suposto professor comparecera todos os dias assim como conscientemente auferiu o seu salário mensalmente a ordem do dia. Todavia ainda não sabemos dos montantes.
A denúncia feita por uma turma do 4 ano na disciplina de contabilidade industrial e que a posterior teve foi seguida por uma inspecção da educação enviada de Maputo para aquele estabelecimento de ensino
Contrariamente ao pronunciado pelo governador Itae Meque “breaking news” numa das sessões recentes do governo local e difundido pela Rádio Moçambique em como o caso dera-se na Escola Pré - Universitária 25 de Setembro e aparecer em primeiro, foi pela contra mão.
Juízo em contacto com a nossa reportagem veio ao nosso encontro mas recusou se dar entrevista, apelando para mais tarde o que não se concretizou. Contudo antes refutou as alegações que sobre ele recaiem afirmando que aquela instituição, pagou-o mas que ainda tem em divida para com ele, o seu salário em atraso.
Ate que ponto a direcção da escola estará envolvido nesta falcatrua que levou um ano e quem são as pessoas que encobriam o “ camarada” nas suas encruzilhadas?
De que Juízo a seu bel-prazer ia recheando os seus bolsos com o trabalho dos outros, constitui um facto irrefutável. Tudo leva a percepção que ciente do esquema montado, pôs se a fresco e consequentemente revisava a sua conta bancária para confirmar se o montante mensal já tinha sido ou não depositado pela direcção da escola que aparentemente ia se conformando com a prestação do ‘ professor’ (sem) Juízo no cartório. Mas o director da Escola Comercial e Industrial 1 de Maio Eugénio Candeeiro falando a Rádio Moçambique disse não saber de nada.
Por sua vez o Director provincial da Educação e Cultura na Zambézia José Luís Barbosa Pereira em contacto com a nossa reportagem disse que todos os implicados serão investigados julgados e punidos de acordo com o regulamento de ensino.
‘O que o correu nesta escola na disciplina de contabilidade industrial foi um facto detectado durante o período dos exames numa das nossas rondas inspectivas na turma de contabilidade do 4 ano nocturno que se recusou a fazer o exame da disciplina que alegou não ter tido aulas suficientes. Realmente constatamos que o professor Momad Juízo não tinha dado a matéria que vinha para aos exames e, desencadeamos a um processo a luz dos nossos regulamentos e neste momento quer o professor da contabilidade industrial quer todos os implicados directa ou indirectamente neste caso estão sendo investigados para tomarmos medidas de acordo com o que reza o nosso regulamento’.
Tudo levar a crer que há um pouco de verdade naquilo que os nossos estudantes dizem, mas como vê, nos estamos a apurar os factos e de certeza temos que dar resposta quando tivermos todos os elementos. Podia esperar este comportamento de uma escola diferente desta, agora um instituto industrial, realmente é algo que nos deixa a reflectir. Para além desde caso temos outros semelhantes já detectados e estamos a averiguar os casos. Posso voz garantir que todos os casos detectados terão o seu tratamento com base no nosso regulamento, disse Pereira.
Quanto ao aproveitamento escolar e a distribuição do livro gratuito na província da Zambézia, o timoneiro da educação e cultura José Luís Barbosa Pereira faz um balanço positivo, contudo reconhece que poderiam ter feito mais.
‘ Em termos de avaliação preliminar, em relação a primeira época houve uma subida significativa e tudo leva me a crer que vamos ter um aproveitamento acima dos 50%. Mas só posso dar uma informação mais precisa quando tiver todos os dados provenientes de todos os distritos. Sinto que podíamos ter feito um pouco mais e, com profissionalismo podemos fazer coisas bonitas.
“ Vamos perceber da DINAME o que esta a acontecer e que medidas vamos tomar para garantir que realmente os livros cheguem atempadamente a todos os estudantes. Para o próximo ano lectivo pensamos em distribuir de primeira a sétima classes cerca de 4.419.648 livros, com uma meta de distribuição de 3.541.174 comparativamente a 3.51.216 em 2010 o que representa um aumento de cerca de 13,8%.
“Também compreendo o problema desta distribuição tardia do livro, o ano 2010 foi um ano atípico em todos os pontos de vista e isto também acabou afectando o nosso prazo de aquisição de manuais, de livros e, estamos a fazer esforço para ver se no dia 14 e Janeiro a maior parte das escolas primárias já tenham o seu livro com prioridade a aqueles distritos de difícil acesso. Ex: a Zona do Chinde, Mopeia, Murrumbala, como sabe no tempo chuvoso ‘e muito difícil fazer a cobertura”.
“Verdade que vamos ter estudantes da 8 e 10 classes fora do sistema. Neste momento estamos a procurar da melhor estratégia para podermos ocupara esses estudantes e uma das saídas ‘e direccionar os nossos estudantes para o ensino técnico profissionalizante.
No ensino a distância, Nampula já aprovou ser positiva, na nossa experiencia piloto nossos alunos foram a Nampula e tiveram maior desempenho que aqueles que estiveram no ensino pré-residencial e, portanto vamos apostar no ensino a distância, domestico e porque não introduzir a questão do explicador, como sabe tem agora exames em Julho e porque não. Mas, a nossa preocupação do momento é com os graduados da 8 classe 10 classe “.

Procuradoria em profundo silencio


Caso Millenium-Bim em Quelimane Procuradoria em profundo silêncio
Estacios Valoi
06/01/11
Desfalque de 14 milhões de meticais no Millenium BIM na de Quelimane na província da Zambézia ainda no segredo da procuradoria.
Segundo fontes o facto foi despoletado por uma equipe de auditoria na maior sucursal do BIM nesta cidade Novembro última apôs se ter constatado anomalias no seu arquivo de dados informáticos relativamente as movimentações de fundos feitas internamente.
O rombo que envolve cinco funcionários, nomeadamente O gerente Cristóvão Harris, Tesoureiro Caetano, caixa Victor, Gordinho e Laurentina Arroz substituta eventual na gerência após a suspensão de Cristóvão, na sua maioria libertos mediante o pagamento de caução num processo que alegadamente vinha sendo encetado por alguns funcionários naquela instituição bancária a já algum tempo mas que só recentemente veio ao de cima.
Segundo apuramos de fontes credíveis, o gerente daquela instituição, suspenso do seu cargo em Novembro deste ano, continua detido desde semana finda, tendo sido libertos os restantes arguidos.
Constatou se que um dos funcionários de nome Caetano foi liberto mediante o pagamento de caução no valor de 100 mil meticais, enquanto que Laurentina Arroz, isto, segundo os eu advogado Olímpio Pedro, a sua constituinte foi posta em liberdade sem condicionalismos por insuficiência de provas. Quanto aos outros 3 ainda não temos dados por avançar.
Em contacto com o Juiz da sessão de Instrução criminal do tribunal provincial naquela Cidade, este disse que nada tinha a dizer isto porque o processo tinha sido reenviado a Procuradoria provincial.
Em contacto com um dos técnicos, entendidos na matéria informática bancária existem três possibilidades que tenham originado o sucesso deste desfalque.
1- Viciar os dados: Quando se conferem os montantes a diários ou semanais, estes são feitos por mais de um funcionário que a posterior colocam o dinheiro no ATM ate a registo do valor em causa, e não a maquina que diz quanto existe.
Os funcionários podiam inserir valores superiores ou inferiores segundo os seu esquema montado mas que no registo informático geral podiam dizer que temos X quando não era isso e, ia levantando os valores através dos ATMs por eles conhecidos. Mas no registo geral tudo continuava certíssimo, nem um tostão a mais ou a menos.
2- Via interna com o uso de cheques e por fim alteração dos dados relativamente aos valores diários disponibilizados para o pagamento geral do público cliente.

Universidade ‘Arco Íris’ a ser construída em Cabo Delgado


Universidade ‘Arco Íris’ a ser construída em Cabo Delgado
Fotos e texto: Estacios Valoi
20/01/11
Brevemente a provincial de Cabo Delgado terá uma nova Universidade na Cidade de Pemba que será construída pelo Centro Arco Íris projectada para 2013 vai custar cerca de quatro milhões de dólares a serem desembolsadas pelo sempre através dos seus apoios provenientes de vários quadrante do mundo.
A instituição de ensino superior terá como prioridade leccionar as crianças de hoje e de amanha do centro e outras carenciadas do centro actualmente representado em trinta países a nível mundial e em Moçambique por todas as províncias deste vasto território onde em cada uma delas assiste 10 mil crianças na sua maioria órfãs, território onde encontra se a implementar as suas actividades nas várias áreas sociais e de desenvolvimento a cerca de nove anos.
Segundo a fundadora do centro Heidi Backer em conversa com a nossa reportagem aquando da passagem por aquela província apesar de não ter adiantado muitos dados sobre a construção da universidade ‘Arco Íris’ garantiu que ate 2013 a instituição que dirige vai abrir uma Universidade.
“Vamos construir uma universidade e pensamos em abrir em 2013 por ser um grande projecto, terá como prioridades os alunos do centro e pessoas sem posses e vai custar cerca de quatro milhões de dólares.
Precisamos de pagar os professores, ter computadores, escritórios, todo o apetrechamento, infra-estruturas e esse dinheiro vem das igrejas, somos crentes, nos não pedimos dinheiro, sim declaramos coisas que nos já fizemos e as pessoas em muitos países nos ajudam. Em Moçambique realizamos abertura de escolas, furos de Agua, postos de Saúde, Machambas”.
Quando de rompante encontramos a fundadora do centro na praia de Wimbe em pleno sábado rodeada de centenas de crianças e voluntários de várias nacionalidades em mais uma sessão de baptismo dos pupilos, a palavra lindo era a que mais soava da sua boca e rosto carregado de tanta alegria e emoção confirmava. Era tudo alegre, o mar, o céu, o vento que deleito deixava o microfone e a câmara tirar as suas imagens.
“Actualmente temos uma escola primária com 1200 alunos que custou cerca de 250 mil dólares. Temos uma secundária com 9 salas e estamos com a fundação completa para a construção de mais salas. É muito lindo, e depois temos a escola da missa onde pessoas de 28 Países vem aqui para Pemba se reúnem para apreender como fazer coisas, como ajudar as pessoas que sofrem com qualquer problema e ficam aqui três meses e aprendem como fazer.
Temos a escola de costura com 350 mulheres muitas das quais viúvas, um programa de artesanato de missangas de troca pela comida, dança, teatro, artes coisas como cruzamento cultural e trabalham directamente com os nossos obreiros, pastores”.
Já de visita ao centro com uma extensão de aproximadamente 15 hectares, em conversa com algumas crianças após a missa Dominical, estas mostraram se, na sua inocência felizes da vida por estarem naquele centro que de facto pelo que constatei tem feito muito em prol do desenvolvimento, não só das crianças de Cabo Delgado. Algumas peripécias com os meninos de palmo e meio.
“ Mama Backer é boa, ela nos da todas as coisas que temos aqui. Estamos a estudar, dançamos, cantamos, fizemos teatro, brincamos com cavalos, baloiços, jogamos bola e outras coisas”.
Segundo “Mama Backer” como é carinhosamente tratada por todos na sua maioria crianças disse que as crianças são criadas nas igrejas dentro do centro em número de 14 espalhados por cada província do Pais onde cada alberga cerca de 200 a 300 pessoas.
“Essas crianças são cuidadas nas nossas igrejas. Em Moçambique temos 14 centros como este e Arco-íris é junto na comunhão da colheita e trabalhamos com moçambicanos em todas as áreas. São moçambicanos que entram nas salas e ajudam aos outros professores estrangeiros que vem de outros países a aprender coisas.
Estamos felizes que com a ajuda de deus tiramos muita tristeza, aliviamos a pobreza e agora temos mais que 400 mulheres que por dia tem comida, muitas crianças conseguem estudar, crianças que anteriormente não tinham nada. É muito lindo”.
Abertura de furos
A província de Cabo Delgado que vem enfrentando problemas de fraca pluviosidade a título de exemplo o que constatamos no distrito de Chiure de terra seca carente de agua, população de ‘bidões’ a cabeça os outros distritos não fogem muito a esta realidade. Ou diria mais agua salgada que a doce num vasto percurso de costa estonteante pela sua beleza.
Enquanto as nossas obras públicas e habitação com dinheiro para tal levam um ano para construir cinco furos há os que de facto tem vontade e fazem.
Porque aqui não chove muito, por isso abrimos furos de água e no ano passado construímos 32. Duas vezes por semana vamos as aldeias e ficamos lá, tenho uma casa de Matope. São lugares difíceis onde tem problemas e é simples ver que com água as pessoas podem viver, ter machambas, deixar a criança ir a escola.