sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alerta vermelho e as cheias



Alerta vermelho e as cheias
Texto e fotos: Estacios Valoi

Apesar do alerta vermelho como é sabido, fase mais critica das cheias com alguns círculos mais propensos que outros como a zona sul a ser fustigada e o centro ainda sem casos graves e registo.

De passagem por Caia o Centro Nacional Operativo de Emergência estava quase que as moscas para alem dos cerca e 7 elementos permanentes, onde deveria realizar se um encontro entre os diferentes intervenientes no processo de resposta as cheias o que não se veio a realizar.

Segundo o director regional do instituto de gestão de calamidades Gabriel Bene disse que o encontro agendado tinha a ver com a área de desenvolvimento e que o mesmo tinha sido adiado devido ao alerta vermelho.

Quando quisemos saber mais, Bene disse que contactasse a sede do INGC em Maputo, mas durante a sexta-feira e sábado de manha ainda chovia em Chinde Marromeu, não fosse o banho de chuva em todo o percurso pelo rio Chire de Chinde a Marromeu sob aquela chuva que caia, contudo de olhos postos também pelas margens onde constatou se que havia uma ligeira redução do nível das aguas.

Pouco ou quase nada se estava a fazer e foi o que a nossa reportagem constatou na ultima 5 feira e sábado durante em périplo por algumas zonas de risco na bacia do Zambeze.

O director provincial do INGC Joao Zamissa também encontrava se ausente depois de ter saído ileso de um aparatoso acidente que deixou a sua viatura completamente danificada quando se deslocava a cidade da beira na quarta feira passada.

Segundo o aprovado pela 25 sessão do conselho de ministros a 17 de outro e 2006, diz o seguinte:
Alerta Vermelho Institucional significa activação total do Centro Nacional Operativo de
Emergência (CENOE) e da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) para a
Coordenação das operações de busca, socorro e assistência humanitária às pessoas em
Risco durante e/ou na iminência da ocorrência de uma calamidade natural.
Durante o Alerta Vermelho Institucional, o CENOE funciona com toda a sua rede de
Representações2 e Pontos Focais3 durante 24 horas por dia, sem que isso implique
necessariamente que os outros Sectores do Governo ou instituições parceiras (Agências
do Sistema das Nações Unidas e Organizações da Sociedade Civil) estejam a funcionar
Initerruptamente 24 horas por dia.
No Distrito de Chinde, o cenário não fugiu a regra. Já no Sábado após uma ressaca da sexta-feira dos membros do Conselho Coordenador para gestão de calamidades é que
Decidiu por volta 6h00 da manha convocar uma reunião no contexto do alerta vermelho a ser realizada as 8horas do mesmo dia, mas mesmo assim a pessoa que deveria dirigir o encontro, que é o administrador daquele distrito José Saize e o seu secretário permanente na mesma manha estavam a caminho de Quelimane e que segundo fontes naquela cidade iam participar num outro encontro provincial onde os administradores deviam fazer parte.
O negócio das cheias
O conselho e Ministros aprovou a 14 de Marco de 2006 o Plano Director para a Prevenção e Mitigação de calamidades naturais (PDPMCN) onde estão definidas linhas as linhas com estratégicas gerais e um programa de acção com um horizonte de 10 anos.
Mas uma das questões pertinentes nesta época, e a questão do plano de Prevenção e Mitigação de que tanto se fala mas permanecesse ineficiente porque sempre opta se e implementasse o de Plano de Resposta e com valores avultados provenientes do erário publico e apoio externo. Como de praxe todos os anos temos cheias, mesmo processo em que alguns abutres esperam que estas aconteçam para tirar dividendos desviando produtos, dinheiro gasto sem justificativos em nome
dos directa ou indirectamente afectados. Para quando a implementação real o plano de prevenção e mitigação efectiva e não resposta com muitos tipos a espera de tocai?

Tabela valida ate 3 do mês corrente.

‘Os níveis higrométricos das bacias da região Norte poderão registar oscilações com tendência de subir, sem contudo atingirem o alerta’.
Comunidades e o alerta vermelho
Um dos aspectos contidos no programa de acção do PDPMCN está relacionado com a necessidade de criação e operacionalização de uma Centro Operativo de Emergência com capacidade de agir com rapidez e eficiência em casos de ocorrência de calamidades.
Em conversa com alguns camponeses em algumas ilhotas no distrito do Chinde nomeadamente em Chacuma 1, 2 e em Nhangalaze que iam cultivando a terra apavorados e confusos pelo alerta vermelho e os sensibilizadores que vão dando o seu alerta a partir do escritório algo que movimenta com muitas pessoas não só naquela parcela do País. Naquele distrito alguns camponeses conversaram com a nossa reportagem:
Arlindo Alimo Furuma camponês de Chacuma 2 ‘nós aqui temos o projecto de horticultura e da produção de arroz e recebemos as sementes das mãos da Concerne Worldwide que nos apoia para fazer multiplicação no nosso banco de semente para a comunidade para os que tem e os que não tem semente. Para nos próprios, auto-suficiência que vai beneficiar 60 famílias e vai chegar porque dos 600 quilos que recebemos temos que reproduzir para 1200 que é uma valia. As hortícolas no ano passado conseguimos recolher 18.700.000 meticais. Pegamos aqui e vamos a procura do mercado e vendemos aqui na vila e Chinde, Marromeu assim como Luabo e outros revendedores vem comprar aqui na machamba”.
Luís António Mutepa de Chacuma 1 camponês, “em 2008 recebemos insumos agrícolas como motobombas, bombas xinguzas para hortícolas, pulverizadores, pás, carrinhas, fita metro, panelas. Vamos abrir a associação Safa Fome com 40 membros. Em 2008/9 fomos afectados pelas cheias e perdemos muita coisa. O governo já nos disse para sairmos dessas zonas de cheias, mas assim sempre temos muita coisa por fazer, as cheias ainda não entrou.
Só que estamos um pouco aflitos porque as pessoas que entram no terreno para avisar sobre as cheias, são pessoas que vivem na sede da Localidade de Matilde, então e nós ‘e que estamos a viver aqui, estamos a controlar directamente o nível de água e não somos considerados. Então todos os Comités de Gestão de Risco estão lá. Nós gostaríamos que também metessem os Comités de Gestão de Risco aqui porque somos pessoas da comunidade que conseguimos controlar directamente as situações.
Se vierem as cheias vamos perder uma parte do arroz que estamos a plantar, temos que tirar o arroz para a zona alta porque assim estamos na zona baixa. E todos estamos a plantar arroz. Porque nesta fase é complicada de cheias e é uma cultura que precisa muito de água e milho plantam nas zonas muito altas. Aqui a água ainda não subiu muito para ter cheias”.
Guilherme António um dos camponeses de Nhangalaze, local que não podemos entrar devido a chuva intensa que se fazia sentir naquela zona.
“A gente fez 25 metros quadrados de banco de sementes que vão servir para 80 pessoas, também pode ficar família é mesma coisa que as pessoas que estão a lavrar as machambas e é bom termos esta semente.
Antes não tínhamos esta semente agora já temos esta que nos produzimos que nos foi oferecida pela Concerne e cheias estamos a ver que o sitio vai ser um pouco seguro porque tem um riacho que escoa a agua quando vasa e quando entra então mete também. As cheias tem passado nas zonas baixas e a Concerne que agora esta aqui connosco tem nos alertado que quando existir cheias devemos evacuar aquelas pessoas que estão nas baixas para as zonas altas mas ate agora não temos ameaça de cheias, aqueles estão lá longe e dizem para nos sairmos e irmos para o centro, não vivem aqui nas margens. Lá no centro é para irmos comer mangas como em nas cheias passadas. Aqui não temos cheias”.

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