quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Friends and Global Health



FGH
Estacios Valoi
17/02/11
A principio pareceu me que a fosse uma companhia com uma frota significante de táxis no seu vaivém dentro da cidade de Quelimane assim como no dia-a-dia cruzando o distrito de Nicoadala em direcção a Norte ou Sul do Pais. Mas em entrevista com directora Teresa Mendonza da Friends and Global Health (FGH) a maior na área na luta contra o HIV/Sida na Zambézia, eis o conteúdo.
A quanto tempo operam na província da Zambézia que áreas e distritos?
Desde 2006 e as nossas acções começam em 2007 nos 17 distritos da Zambézia onde uns são abrangidos com actividades através do CDC, fundos do PEFAR na área do HIV/Sida e outros em parceria com a Visão Mundial no projecto Ogumaniha. Em 12 distritos na área do HIV/Sida apoiamos o Ministério da saúde através da direcção provincial da saúde, distritais, em plena expansão dos ‘serviços tarde’, que é tratamento com antiretrovirais, programas da transmissão vertical, aconselhamento e testagem apoiando a ligação HIV e tuberculose, na parte logística, monitoria, avaliação e formação de recursos humanos.
Ate a esta presente fase que balanço faz da vossa presença em Moçambique?
Acho que com muita satisfação o balanço positivo. No inicio em 2007 tínhamos apenas 7 pessoas trabalhando na FGH com um espaço geográfico pequeno para as actividades e nestes três quatro anos a organização expandiu as suas intervenções, um crescimento muito grande e neste momento superando os trezentos funcionários digo cobrindo praticamente todos os distritos na luta contra o HIV/Sida e porque não dizer assim, na luta contra a pobreza.
Concretamente como ‘e que vocês combatem esta pandemia na comunidade?
O nosso trabalho esta mais ligado aos serviços da saúde, não é tanto de intervenção comunitária directa mas também há. Fortalecemos os serviços de saúde com recursos humanos, equipamento, formações, logísticas, reabilitação de infra-estruturas, agua, electricidade para a expansão dos serviços e, por outro lado na área comunitária ligando aquelas pessoas infectadas ou afectada com o seu retorno a comunidade. Há intervenções através de associações, com grupos comunitários e temos uma equipa de intervenção comunitária, isto é algo que esta a desenvolver com maior forca desde 2009/10.
Como que a reintegração do paciente é feita na comunidade?
Um indivíduo com HIV/Sida é um cidadão que merece ser activo, portanto é necessário ver outros mecanismos, outras estratégias. Estamos tentando trabalhar mais directamente para recuperar esses pacientes, na parte clínica, no tratamento, atendimento nos serviços de saúde através das associações de pessoas com HIV/Sida positivas que estão a ser capacitadas na área de desenvolvimento de pequenos negócios, na elaboração de projectos que são bem apresentados a diferentes fontes de financiamento.
Quantas pessoas foram abrangidas desde o ano findo ate aqui?
No momento temos 6 associações com uma media de 40 a 45 pessoas por cada uma delas de maneira activa directa com de cerca de 300 famílias. Desde o inicio da expansão dos nossos serviços na Zambézia temos um crescimento de mais de 200, 300% de abrangência.
Em termos monetários nas vossas intervenções quanto ‘e que já gastaram ate esta fase?
Pergunta difícil de responder porque há diferentes fontes de financiamento e cada ano é diferente. Só sei dizer que na formação, contratação dos recursos humanos, equipamento, logística e tudo que significa o melhoramento das condições dos serviços e saúde tem se investido muito dinheiro. Exemplo tem um financiador que é a associação de laboratórios de saúde pública (HPL) que tem nos apoiado na melhoria das condições laboratoriais. A clínica móvel, também no seu funcionamento que é um apoio directo da Real Medicine Foundation uma organização americana, Plano de emergência do presidente para o alivio do HIV/Sida (PEPFAR). Há anos que os financiamentos são maiores porque tem havido grandes renovações nos centros de saúde como o do distrito de Macuze, de Nawela e vários outros.
Como é que se justifica a subida galopante de casos de HIV/Sida na Zambézia quando se investe muito dinheiro?
O problema do elevado índice do HIV, e a luta para reduzir este índice é de todos, a sociedade civil e o estado e, as ONG’s estão cá para apoiar o governo, neste caso o Ministério da saúde directamente envolvido.
Estou aqui desde 2004 e nessa fase eram poucas as pessoas que tinham acesso ao aconselhamento, tratamento, não havia em todos os distritos. Tratamento com antiretrovirais apenas havia na Cidade de Quelimane, Mocuba e Guruê mas, agora todos os distritos tem estes serviços e expandindo cada vez mais para áreas periféricas as actividades e vão aumentar a área preventiva a nível da tomada de consciência das pessoas, mas é uma luta de todos.
‘ Luta de todos’.Na coordenação parece haver algum desfasamento entre as organizacoes, não?
Não há nenhum desfasamento porque a direcção provincial da saúde e nós temos reuniões periódicas regulares e nenhuma organização que esta aqui a trabalhar na área do HIV faz os planos sozinhos. Os planos vão de acordo com os programas nacionais do governo há reuniões entre as ONG’s e no próprio governo convocadas pela excelência o Governador Itae Meque. Toda e qualquer decisão são tomadas em conjunto.
Reuniões regulares, periódicas.. A FGH é a maior ONG na área do HIV/Sida na Zambézia. Como é que se justifica que não haja antiretrovirais nos hospitais, que vão ou já expiraram porque o governo não canalizou a tempo quando há pessoas carentes desses medicamentos?
Esse é um tema muito critico assim como a falta de outros insumos na cadeia toda de tratamento, atendimento, prevenção. O tema antiretroviral é da responsabilidade do governo e nenhuma ONG esta autorizada a importar directamente, isso são mecanismos do próprio governo para resolver esta situação.
Mas os anti retrovirais não foram canalizados aos hospitais assim como vão ou já expiraram. Qual ‘e o vosso posicionamento como a maior nesta área na Zambézia?
Não esta na minha mão discutir este tema, o que posso dizer é que algum medicamento, produto, material que vai expirar então tem que se fazer um esforço da sua utilização antes que passe o prazo. Isto preocupa a todos nós, seja a falta de testes e há reuniões para discutir esses temas.
Qual é a aderência das pessoas com HIV/Sida nos projectos que vem implementando?
Esta aumentando porque há também acções paralelas para conseguir isso. Um dos objectivos principais da nossa organização é ter maior numero de pacientes a aderir ao tratamento e isto é uma tarefa difícil porque no inicio do tratamento as pessoas precisam de muito apoio conhecimento, informação, sobre a importância de não abandonar o tratamento, alimentação adequada, melhores condições.
‘Também é muito difícil abordar este tema. Mas através de actividades mais ligadas com a comunidade, trabalhar com essas pessoas, suas famílias a aderência tem vindo a aumentar. Houve uma época que eram de apenas 40%, 60% mas nos relatórios esta em cerca dos 80%.
Em termos nutricionais como é que lidam com essas pessoas?
Bom, o máximo que fazemos é promover as associações, as comunidades a abertura de machambas, uma maior solidariedade das pessoas, dos vizinhos. Infelizmente no programa da Zambézia, não falo só da FGH mas de todas outras organizações não há neste momento assistência alimentar. Por exemplo com o PMA, esta se discutindo a nível nacional e havia esperanças para que em 2010 esse programa pudesse abranger a província.
Não será uns os factores que possa contribuir para o abandono tratamento do próprio paciente?
É um dos factores sem dúvida mas não o único. As distâncias. Há que pacientes que vivem longe de uma unidade sanitária, meios de transporte e condições para chegar ao posto de saúde. Mas penso que os programas de combate ao HIV/Sida têm tido muitos resultados positivos. É preciso ver o que havia e o que há agora.
Limitações do FGH?
Temos limitações com orçamento porque há muitas necessidades como remodelação de infra-estruturas e dentro dos nossos financiamentos não podemos fazer construções de raiz. O apoio logístico é importante no transporte do sangue ‘CD4’ que é uma parte das células no organismo humano para fazer análises das amostras que precisam de uma manipulação cuidadosa e não é em todos os lugares que existem laboratórios com máquinas especiais para fazer, então, é preciso uma cadeia de transporte para garantir que o sangue chegue em boas condições.

1 comentário:

  1. Houve um monte de dúvidas sobre a cura da aids hiv, eu também estava duvidaram, mas agora eu tenho a acreditar que o milagre que eu recebi também pode ser de grande ajuda para o mundo. Meu nome é Angela meu email é angelafreeeman@gmail.com Eu vivi com esta doença mortal por mais de um ano, o meu marido descobriu que estávamos ambos HIV positivo. Tentamos por todos os meios para viver nossas vidas, apesar de essa coisa no nosso corpo é somente quando nós tropeçavam este poderoso herbalista que ele retratou cura. No início, estávamos mais cético, mas meu marido insistiu em dar-lhe uma tentativa e pedimos para algumas de suas ervas e algumas semanas após a conclusão do processo devido a este fitoterapeuta, fomos para um teste como também dissemos, nós foram esmagados felicidade quando recebi os resultados na clínica. A taxa de vírus no corpo e caiu dentro de algumas semanas, fomos completamente cicatrizado. Também perguntou por que ele não veio para o mundo que ele tinha a cura e ele disse que fez em 2011, mas foi rejeitada pela equipe de pesquisa internacional. A coisa mais importante é para você ser curado, se você quer saber sobre esta chamada fitoterapeuta em +2349032913215 ou e-mail: odincurahiv@gmail.com Deus te abençoe. .

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