sexta-feira, 27 de maio de 2011

Water Aid prevê a construção de mais fontes de água

Water Aid prevê a construção de mais fontes de água
Texto e fotos:
27/05/11
Prevê arrecadar 21.000.000 de meticais, mesmo montante gasto no ano passado para dar vazão aos seus projectos na água e saneamento na construção de 48 fontes de água e 1100 latrinas melhoradas e ecológicas na Zambézia
Ate a esta fase a desenvolver as suas actividades na cidade de Quelimane nos bairro de Munhaua e 7 de Abril, também esta nas zonas rurais no distrito de Namacurra e Namarroi faz um balanço positivo das suas actividades.
Segundo Titus Queiroz oficial do Programa Urbano daquela instituição na Zambézia, a esteira do previsto no ano passado relativamente a construção de 18 fontes de água e 800 latrinas melhoradas para Namacurra e em Namarroi 30 de água e 1200 latrinas, tiveram um alcance de 100%
“Tivemos um alcance positivo. Na área de saneamento em Namacurra conseguimos cumprir a 100% e devo evidenciar que aqui temos duas zonas, a comunidade de Modou e Vulai que tem o saneamento também a 100%. Quanto a água, das 18 fontes planificadas apenas temos 3 e referenciar que as outras 15 fontes ainda não foram construídas devido a morosidade do empreiteiro, mas estão em curso faltando apenas a colocação de bombas e passeios. Vai ser resolvido a curto prazo”.
Das 1200 latrinas planificadas para Namarroi, conseguimos 750 e quanto as fontes de agua construímos todas, isto é, 100%. De uma maneira geral estamos a falar de um número de beneficiários de 10.298 e este vai aumentar assim que as 15 fontes de água de Namacurra estiverem prontas e a funcionar.
Em Namacurra prevemos a abertura de 11 furos de água e 3 poços, 800 latrinas melhoradas, já em Namarroi com a existência de muitas nascentes serão 27 fontes de água e 700 latrinas.
Temos também o projecto a nível urbano arredores da cidade de Quelimane no bairro de Manhaua e 7 de Abril onde prevemos a construção de 200 latrinas ecológicas e 200 melhoradas. Referir que destas no ano transacto conseguimos construir 156 melhoradas e 130 ecológicas e se fizermos um o cumulativo perfazem cerca de 172 latrinas ecológicas que existem nestes dois bairros”.
Para alem de fontes de agua e latrinas, a Water Aid encontra se envolvida na promoção de caleiras, um sistema de colecta de agua da chuva tendo ate aqui instalado 100 para igual numero de famílias, entre valas de agua, numa cidade propensa a inundações em todos cantos e sempre que chove, mesmo com a recente reabilitação de algumas estradas, menos de um ano e construção de valas que muito deixam a desejar.
“Também fazemos a promoção de caleiras que são sistemas de colecta de água das chuvas onde já construímos e instalamos cerca de 100 caleiras para igual número de 100 famílias, limpeza de valas de drenagem, o bairro de Manhaua propenso a inundações devido a águas fluviais e constantemente limpamos 1500 metros de vala e no mesmo bairro fizemos a construção de 16 pontecas que são passadeiras muito simples mas que são uma mais-valia para a população”
Agua
Devido a falta de condições para a abertura de furos ou poços de água, a Water Aid recorre ao Fundo de promoção de Abastecimento de Agua (FIPAG) na gerência deste liquido através da celebração de contratos formais com o Fundo.
“Nos dois bairros não existem condições para a abertura de furos e de poços. Através dos conselhos comunitários incentivamos a população destes bairros para terem contratos formais com o FIPAG algo que esta a ser feito porque notamos que as fontenárias que são geridos por um comité de água não tem funcionado muito bem porque a pessoa que fica a gerir e o grupo que faz a supervisão e manutenção, muitas das vezes querem algum fundo de subsistência e a água não do muito lucro para sustentar essas pessoas. E com um contracto com o FIPAG eles podem dar água aos seus vizinhos e garantimos que a água que eles bebem é segura”.
Para este ano vamos continuar a incentivar mais as populações para que estabeleçam contratos com o FIPAG, mais latrinas melhoradas e ecológicas em cerca de 300. Sabemos que para uma população de cerca de 16 mil habitantes não vão chegar. Mas vamos fazer em jeito de promoção, mesmo com as caleiras para a colecta de água e também apoiar na colocação de depósitos de água, para que seja armazenada e construir mais pontecas.
Raimundo Vinte Presidente da associação de Sangavira 7 de Abril disse que os blocos feitos pela associação que dirige para a construção de latrinas melhoradas e ecológicas que a posterior são oferecidas população a custo zero, no seu circulo antes a população recorria ao mangal, fecalismo a céu aberto, mas que nos dois últimos anos estas garantidas.
“Os problemas reduziram e não é como dantes que era um cheiro mesmo esquisito. Pedimos mais apoio para as pessoas que ainda não tem latrinas, no meu centro estão 10 membros e 10 pedreiros e esses todos já tem latrinas, assim como caleiras e copas. Nos bairros a sensibilização é feita por nós duas vezes por semana nos bairros.
Por sua vez Castro Geme presidente do conselho comunitário de Manhaua para além a promoção de higiene também enfrentavam a problemática dos comités de água que por vezes desviavam os montantes para a manutenção das fontes.
“Em termos de agua tínhamos a possibilidade de gerir 5 fontenárias e mais tarde começaram a existir constrangimentos com os próprios cobradores, comité de água que as vezes não faziam chegar os valores e achamos dar a responsabilidade ao FIPAG e, é o que estamos a fazer. Os poços tem água imprópria para o consumo, só para lavar a roupa e furos anteriores que eram da empresa Agua Rural não estão a funcionar”.

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