sexta-feira, 27 de maio de 2011

UNIVERSIDADE POLITECNICA COMECO DO FIM!


POLITECNICA COMECO DO FIM!
Texto e fotos: Estacios Valoi
27/05/11
A Universidade Politécnica em Quelimane realizou recentemente um seminário no âmbito da revisão e implementação de novas estratégias de forma a adequar se a novas realidades na província da Zambézia.
A mais antiga instituição de ensino superior nesta urbe actualmente sem leccionar os cursos de Informática de gestão, gestão de desenvolvimento e ciências sociais alegadamente por falta de pessoas ou estudantes interessadas nestas disciplinas, visa despertar a esteira da concorrência imposta pelas outras instituições de ensino superior nesta província.
O Director da biblioteca da Universidade politécnica em Quelimane Aurélio Ginja após uma década de existência a instituição da qual faz parte esta a entrar numa nova fase.
É do conhecimento que se trata da primeira instituição de ensino superior a funcionar e a instalar se na cidade de Quelimane e neste momento estamos numa fase de perspectivar o nosso futuro, novas estratégias de forma a dar continuidade a um trabalho que se iniciou a mais de uma década e agora estamos a entrar numa nova etapa institucional.
A projecção envolve vários elementos. A grande tradição inerente a existência da nossa Universidade nesta província tem a ver com dois factores: Uma resposta a necessidade completa de colaboração com o sistema de ensino que tinha a ver com o alargamento e expansão do ensino superior por outras parcelas do Pais e houve uma certa primazia que levou que a universidade politécnica na altura ISPO, pouco depois do seu surgimento em Maputo fizesse com que se expandisse a esta província.
Uma instituição que fosse aberta no que concerne a dinâmica da própria cidade de Quelimane, em todas as vertentes cultural, politica, sócia congregados no desenvolvimento da nossa sociedade na Zambézia.
Adormecida
A Universidade Politécnica ficou a espera enquanto as outras surgiam, apelando para tamanha hegemonia territorial nesta província. Mas Ginja prefere dizer que tratava se de potenciar novos caminhos.
Acontece que a partir de uma determinada fase, temos que enfrentar novos desafios na medida que há novos estudantes, nova instituições de ensino que vão surgindo e a faixa etária que tínhamos na fase em que surgiu não é a mesma que temos hoje. Temos estudantes fundamentalmente mais novos, vindos do nível secundário. Outrora tínhamos estudantes já inseridos na dinâmica sócio profissional eram na maioria deles quadros que já estavam integrados em varias organizações e que queriam reforçar os seus conhecimentos, desafios profissionais que tinham que atravessar.
Há sempre necessidade de se parar em algum determinado instante, verificar o estagio, situação, contexto cultural, espaço em que estamos inseridos e dai potenciar novos caminhos dentro daquilo que é a tradição.É um seminário que tem a ver profundamente com a necessidade de perspectivar o futuro em termos culturais, académicos, cursos a formação que se deve dar aos estudantes.
Um conjunto de acções
Ginja não se refere as reais mudanças a serem operadas naquela instituição de ensino cingindo se a retórica.
“Hoje fundamentalmente o seminário permitiu diagnosticar o ponto da situação relativamente ao tipo de estudantes e pessoas que temos hoje que apostam na nossa instituição e qual é o perfil dos professores que temos.
Cursos descartados
Gestão informática, desenvolvimento e gestão, ciências de comunicação consideradas preponderantes para uma Zambézia ainda entregue a mãos alheias, todavia não se sabe para quando a sua reintegração naquele sistema de ensino obrigando algumas pessoas a procurar tais cursos em outras províncias.
“Há uma linha de complementaridade de acção das várias instituições de ensino superior no espaço em que estão inseridas. Em circunstancias destas em que temos varias instituicoes as vezes é estratégico. Nem sempre o facto de se fechar um curso significa que esse curso deixe de formar pessoas para aquele lugar, aquele espaço.
Alinha é mais de complementaridade e deve se a abertura de novos espaços, possibilidades, oportunidades. A perspectiva é dar oportunidade e discutirmos o retorno desenharem projectos culturais que possam estar mais ligados a verdadeiras necessidades que a província tem.
No âmbito desses cursos que hoje não estamos a dar mas outrora sim, há duas possibilidades que se abrem. Repensar em estratégias que permitam que os cursos possam ir mais ao encontro daquilo que é um determinado perfil de profissionalismo ou pessoas que se devem formar para essas áreas e a outra tem a ver com a possibilidade de podermos ofertar outros cursos.
Falta de estudantes para esses cursos?
“ Fechamos esses cursos não por causa do problema da falta de estudantes. A prioridade foi mais voltada para aqueles cursos que tem maior possibilidade de oferta e se calhar o leque de candidaturas é menor ao leque de opções.
Também serviu para ver se os cursos que encerramos podem ser uma aposta para o futuro ou podem ser uma oportunidade a oferta de novos cursos. Ainda carece de um estudo do mercado, potencias candidatos, verdadeiros interesses que as pessoas têm.
Marketing
Quelimane tem as suas especificidades. Em 2000 o panorama de Quelimane era diferente, foi se tornando progressivamente uma cidade universitária. Hoje temos varias instituições de ensino, maior leque é natural que um marco diferencial que tínhamos outrora que tinha a ver com a nossa singularidade, já dava logo a partida um protagonismo institucionais hoje fica diluindo entre outras instituições.
O que acontece ‘e que em termos de necessidade podermos criar condições para que tenhamos o nosso leque diferencial em relação as outras universidades. Penso que é uma questão que nós tentamos responder com o seminário. O aspecto estratégico.

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