sexta-feira, 27 de maio de 2011

Falta de medicamentos nas unidades sanitárias na Zambézia


Falta de medicamentos nas unidades sanitárias na Zambézia
Estacios Valoi
27/05/11
Falta de medicamento nas unidades hospitalares e farmácias incluído da Malária na Zambézia continua a ser uma questão pontual onde para além desta problemática o paciente é obrigado a ficar meses a fio a espera de ser assistido
Só na cidade de Quelimane onde segundo boletim epidemiológico na cidade de Quelimane o número de casos registados reduziu de 7410 registados nos primeiros meses do ano transacto para 4.383 de Janeiro a Abril, uma redução de 41% contudo esta a semelhança de outros distritos esta continua sendo considerada e risco
O Director provincial da Saúde nesta província Alberto Baptista que reconhecendo que a Zambézia vive momentos preocupantes em relação a falta de medicamentos tendo os obrigado a restringir o seu fornecimento afirma ter no momento stock garantido para colmatar tal situação.
“ Vivemos momentos preocupantes em relação a situação de medicamentos ao nível da nossa província, estávamos numa situação de restrições no fornecimento de medicamentos. Neste momento temos no nosso armazém a providência de medicamentos, Kits e unidades sanitárias para os próximos três meses e sem restrição na sua distribuição”.
O que existe é a rotura do Quinino oral que não é muito utilizado, mas o injectável propriamente a ultima linha do tratamento da malária grave, de internamento, a principio esta assegurada a nível do depósito provincial de medicamentos . Com o Coarctem , neste momento não há casos que tenham sido reportados de resistência a primeira linha de tratamento da malária. Portanto reserva se o Quinino injectável para casos graves que precisam de internamento. Há pouca necessidade de se recorrer ao Quinino oral por resistência ao medicamento a primeira linha”.

Baptista enfatiza e afirma que “Não há rotura de medicamentos para o tratamento da malária, aquilo que é a linha base. Primeiro o Coarctem e em segundo o quinino. Quanto ao injectável não temos roturas e posso apresentar ao nível do depósito provincial. A nível da província temos o Coarctem 6 por 1 com 1843 tratamentos, Coarctem 6-2, 18.510 tratamentos e o Coarctem 9-4 com 8.270 tratamentos.
Em relação ao Kit unidade sanitária, que também contem anti malaricos, temos 736. Temos o anti-malarico AP 668 e quinta unidade sanitária com 1.674 o que significa que a nível da província o nosso consumo médio mensal em termos de Kits de medicamentos anda por volta dos 375 mensal e neste momento temos um stock de pouco mais de 1600. Temos medicamentos assegurados para os próximos três meses”.
“O que antes confirmei é que houve escassez de medicamentos mas esta a ser resolvido e se faltarem vai ser devido a questões organizacionais de cada unidade sanitária nos distritos pelo que nós incentivamos a todos os gestores das unidades sanitárias a estarem atentos na gestão dos medicamentos, temos os stocks mínimo, máximo e de segurança”.
Diabetes
Para alem da malária, o seu sector que dirige também vê se a braços com a falta de fitas de glicemia para detectar ou despistar as diabetes contudo o timoneiro daquele sector, a semelhança da questão da falta do Quinino oral tenta minimizar a situação.
“ Não temos fita. Recorremos a glicemia ao laboratório. A fita é um teste rápido que se faz na hora mas pode se fazer quando há indicação num laboratório normal e penso que apesar de haver escassez da fita as analises para detectar a diabetes estão asseguradas pelo menos ao nível do hospital provincial
Superlotação
A questão da espera durante meses para ser assistido no hospital provincial, aliada a questão da restrição e falta de medicamentos, a disputa de camas entre recem nascidos e mulheres após o parto tem deixado agastados os pacientes obrigando alguns a terem que viajar a outras províncias a procura de tratamento adequado mas que para Batista é de bom grado ter estas situações.
“ As duas coisas podem estar a acontecer, penso que por um lado isto agrada-nos porque pode significar que a qualidade do atendimento da assistência ao parto, melhoria do Hospital Central provincial esteja a melhorar, razão pela qual a muita afluência mas não vamos travar o afluxo e as pessoas vão continuar a vir. O que tem de ser feito é redimensionar a capacidade da própria unidade. Não ‘e muito correctos que as pessoas se sobreponham as mesmas camas, mas neste momento são as condições que existem e a maternidade ‘e pequena”.
Para além do hospital provincial, existem maternidades nas unidades sanitárias periféricas a nível de Quelimane, temos o 17 de Setembro, a de Cualane. São três a nível da cidade de Quelimane. Tem que se potenciar mais de modo a diminuir a pressão sobre a maternidade do hospital provincial, reservando a para casos que são referidos pelas unidades periféricas.
Isto pode requerer a construção e abertura de mais maternidades na cidade ou a potenciação das poucas existentes. Há um estudo que estamos a fazer para ver qual será a melhor medida de modo a melhorar cada vez a assistência aos partos institucionais”.
Abertura de bancos de socorros
“Estamos a fazer a abertura de bancos de socorros como forma de diminuir a pressão sobre os bancos de socorro dos hospitais provincial de modo a reserva-lo para questões mais complexas e penso que foi a primeira situação que verificamos , é que o banco de socorros provincial andava carregado e muitas vezes por patologias banais que podiam ser resolvidas a nível periférico dos centros de saúde. Em principio o plano é abrirmos os bancos de socorro durante 24horas
Abrimos o do centro de saúde 17 de Setembro e de Cualane. Pensamos que tenha reduzido a pressão sobre o banco do hospital provincial. Neste preciso notamos uma superlotação da maternidade, ai é que temos que começar a pensar num redimensionamento das maternidades ao nível a direcção da saúde da cidade de Quelimane e em relação a Issidua tem que ser feita alguma intervenção na infra-estrutura. Estamos a espera da aprovação da nossa proposta que submetemos aos nossos parceiros.
Salários e horas extras
No sector da saúde e não só na Zambézia os funcionários passado ano e meio sem auferir seus retroactivos algo que veio a verificar se porem com a excepção de alguns recentemente com a visita do presidente da república Armando Emílio Guebuza e por conseguinte os primeiros foram os habitantes das zonas ou distritos em que este visitou e os outros abandonados a sua sorte ate o dia 20 do corrente mês altura em que as ‘ ATM’ começaram a andar abarrotadas de gente mas que Baptista afirma ter começado no mês de Marco em diante.
“O assunto salário não é do nosso nível. No que diz respeito aos pagamentos de salários ao nosso pessoal nós não temos muitas situações irregulares. As únicas que tínhamos diziam respeito a um certo grupo e trabalhadores do Hospital provincial no que diz respeito a honorários que desde o mês de Agosto do ano passado houve suspensão no seu pagamento mas que neste preciso momento desde o mês de Marco e princípios de Abril a situação ficou resolvida.
Neste momento os honorários estão a ser pagos com regularidade pode existir um e outro caso isolado, particulares de cada um dos trabalhadores. São casos que tem estado a merecer a nossa atenção mas como um assunto generalizado do pagamento de salários honorários não temos a nível do nosso sector.

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