segunda-feira, 9 de novembro de 2009

LURA CANTOU CABO VERDE


Lura cantou e encantou
Estacios Valoi foto: Ismael Miquidade
07/10/09
Abertura da época Verão Amarelo deste ano a 1 de Outubro passado sob a égide da companhia de telefonia móvel mCel teve como convidada a cantora cabo cabo - verdiana Lura em mais um concerto em Maputo realizado semana finda no Centro Cultural Universitário e com a assinatura de autógrafos no espaço ‘Big Brother’ Domingo.
Apesar da viagem transcendental que fazia no meu inconsciente ou consciente, menos reconhecia o espaço em que me encontrava. Apenas conseguia discernir o branco do branco, contudo atormentado pelo escuro, por vezes a falar sozinho ou com alguém que não lhe via o rosto. Despertava no meio da noite talvez estivesse a sonhar de pé a espera do concerto. Só anoitecia no alvoroço e com o relógio como único recurso para saber que o ponteiro já estava mais para o sol do que para a lua ou quando depois de uma longa jornada o corpo diz nos que são horas de dormir.
Já passavam das 22 horas quando o tão esperado concerto da Cantora cabo verdiana começou no Centro Cultural Universitário relativamente ao tempo previsto 21h30 minutos, e de tanta aflição para os que se fizeram ao local que apenas não pagaram o bilhete de entrada que estava a um bom preço ainda tiveram que pagar ‘o imposto de tempo acrescentado’ para de seguida verem Lura rasgar o palco como sempre nos habituou com aquela voz cintilante que pôs sala toda ‘ hipnotizada a cantar cabo verde.
‘O dia a dia é a minha fonte de inspiração, as coisas mais pequenas e grandes da vida, sobretudo cabo verde que é o percurso que estou a fazer de regresso as minhas origens cantando. Há coisas que tem a ver com a minha cultura, estoria dos meus país, avos.’
A sala este em efervescência, afinal de contas a menina da morna do, Funana … que canta temas clássicos dos seus conterrâneos todavia a procura do porto certo uma vez que mais tempo passou em Portugal e agora despertou a procura do outro pedaço ou pedaços da sua historia através da musica entrando pela ilha adentro trouxe alguns temas do seu novo álbum intitulado ‘eclipse; e para alegria dos espectadores que em decore conhecem o seu reportório iam cantando em coro, aplaudindo ate ao final da sessão e a espera de mais uma. Mas tudo que é bom acaba ‘ temprano’
‘ São temas originais de cada um dos compositores cabo – verdianos. Não são músicas inéditas, canto um pouco da história de cabo verde num espaço em que existem grandes compositores cabo-verdianos jovens e outros clássicos que ao longo do tempo vão ficando pelo caminho e essas obras clássicas junta as no meu álbum.’
‘Os compositores mais antigos vão nos ensinando e fazem parte das nossa terra, cultura, coisas das quais nos orgulhamos. O que é natural tem que vir e a música jovem demonstra isso’.
‘São vários os compositores grandes que fizeram e continuam fazendo parte deste movimento a exemplo de compositores mais jovens como o Michel com temas também carregados retratando o dia-a-dia do cabo-verdiano passando por compositores como Mário Luso, António Viena com temas do compositor italiano que é jalan pediche’
A viagem da Lura a procura da outro do outro ou das suas raízes continua que estas coisas as vezes são meio complicadas.
‘Eu sinto que sou africana, porque as ilhas de cabo verde estão a margem da costa africana ao lado do Senegal. Sou negra. Digamos que sou uma mistura de culturas como a maior parte dos meus conterrâneos onde cada um vai dizendo o que lhe vai na mente onde uns se sentem mais africanos, do continente e outros divididos.’
‘Não posso dizer se sou cabo verdiana ou portuguesa ou as duas, mas digo que sou africana apesar desta imaginação das duas raças. É complicado’!
‘Ingleses, franceses, portugueses. Passaram por cabo verde desde a fase da escravatura, e essa abertura existe ate hoje com a mesma divisão de sempre.
‘Vou procurar a minha estoria da vida, os meus pais avos contavam me estorias sobre cabo verde e é para lá onde revivo esses episódios ‘
Orgulhosa por estar mais uma vez em Moçambique onde segundo ela se sente em casa em casa ‘sitio’onde pessoas são muito acolhedoras gostam e conhecem o trabalho dela trás consigo algum cheirinho de alguns músicos moçambicanos como os kapa deck, Astra Aris com quem teve o prazer de trabalhar, o Costa Neto um guitarrista e baixista ‘exemplar’.
‘Gosto da música no geral, brincar com estes engenhos que nos temos e penso que Bana e a imagem masculina de cabo verde enquanto a Cesária são a feminina.
Apesar do atraso a cantora lembrou se de pedir desculpas ao público que lá se encontrava.

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