segunda-feira, 9 de novembro de 2009

McCOY MRUBATA 2



JAZZ
Estacios Valoi
07/03/09

O Festival Internacional de Cape Town realiza se no Convention Centre (CTICC) na Cidade do mesmo nome naquilo que se considera ‘ mãe de todas as celebrações’.

Na minha longa caminhada a procura do outro cruzei me com o saxofonista vencedor do premio Award McCoy Mrubata


O mais recente trabalho de McCoy ja na banca: The Brasskap Sessions Volume 1
Quem ‘e McCoy Mrubata homen, o musico e sua forma de estar na vida?
M- McCoy o saxofonista, flautista líder musical e compositor nasceu no subúrbio de Langa - Cape Town na África do Sul em 1959. Mrubata cresceu com sons da música africana. Do ritmo soul da igreja Zion Crista, os cantos e rimos soltados pelos médicos tradicionais e brasa acesa do agrupamento Merry Macs que ensaiava ao lado da sua casa. McCoy apenas acredita na simplicidade e humildade.
Segundo o musico, este de facto não escreve musicas, estas vão ao seu encontro porque todos os dias desperta com uma melodia cabendo o apenas trabalhar nela assim que acorda ‘ sonha’. McCoy também e produz, lecciona e passa a maior parte do tempo com a família, conforme elucida’ simplesmente homem de família.
‘A minha ambição e manter vivo o nosso estilo de musica aqui em casa. Tudo o que faço converge no estabelecimento do laco entre o agora e os anos todos de vida com a comunidade de onde venho (Langa) e partilhar a minha experiencia na África do Sul com o resto do Continente e o mundo através da musica
A quanto tempo na arena musical e a quantas cozinhas?
Não escrevo as minhas musicas estas aparecem em mim porque todos os dias acordo com uma melodia, falando apenas lima-la quando estou desperto.
Quando e que raiar do sol te encontra e decides apanhar este comboio musical?
Consequentemente Quando a escola tornou se impossível no ardente levantamento de 1976, o jovem McCoy na altura tocando flauta aliada ao estudo informal em Langa sua terra natal a semelhança de Madoda Gxabeka, Winston Ngozi, The Nacukanas, Ezra e Dube, mais ainda com Blackie Tempi e Robert Sithole. Mas foi exactamente em 1976 quando pela primeira vez pegou na flauta vertical.
McCoy ou apenas Mrubata também este envolvido em outras viagens. Em 1989 formou a banda Brotherhood, na qual se inclui o guitarrista Jimmy Dludlu, o pianista Nhlanhla Magagula e Lucas Khumalo. Em 1990, o agrupamento ganhou o premio para o vencedor da musica africana Gilbey. Em 1992 começa a fazer digressões com o ícone da musica sul-africana Hugh Masekela acompanhado do guitarrista Lawrence Matshiza e o posterior pianista Mosses Molelekwe e outros mais. Também cria a sua banda do ‘ Cabo ao Cairo (Cape to Cairo) e ‘Mcoy e amigos’. Nos meados dos anos 90 fez uma serie de álbuns como líder para spots musicais. Lágrimas de alegria (Tears of Joy), os amigos da turma (The personnel of Friends) incluindo o pianista Paul Hammer, o baixista Adre Abrahamse, e o trombonista Jabu Magubane. Entre outros na sua longa lista de colaboradores destacam se nome como Phosa Nagasemwa, Hoelykit, Face the music vencendo o premio 2003 Award sul-africano do festival tradicional de Jazz na mesma categoria e também arrecadou o premio Icamagu Livumile em 2005 assim como a compilação do Cd ‘ Best of the Early Years’.
Para te tornares no musico que hoje és, quais foram e continuam sendo as tuas fontes de inspiração? É o fumo e o álcool?
M - Nunca bebi ou fumei. O que me inspira e a forma de estar das pessoas na vida, lugares e situações por esta s vividas.
Quantos álbuns levas na tua sacola e qual seria o teu favorito quem estará contigo no palco nesta 10 edição do Internacional ‘fest’ Cape Town?
M -Tenho oito álbuns lançados a solo e outros cinco na colaboração de outros músicos. Realmente, não tenho uma única faixa favorita, Adora as todas. Amo a musica mas a musica jazz e a minha preferida, lidero algumas bandas McCoy and Friends, a grande banda Brasskap, uma outra a Vivid Africa com Greg Georgiades.
Neste festival vou actuar na companhia de alguns amigos especiais como Louis Mlhanga, Paul Hanmer, Marcus Whyatt, Kesivan Nidoo e Herbie Tsoaeli.
No prelúdio dos anos 80 Mrubata tocava com agrupamentos como Fever, Touch e Airborn onde cruza seus caminhos com Lois e Jive. Após um declínio e um empurrão que lhe e dado por Sipho Hotstix Mabuse a transformar Joburg em sua casa, trabalhou com varias bandas de Pop Jazz. Em 1988 McCoy ou Mrubata sob tutela do produtor Koloi Lebona que lhe propõe um acordo de gravação com uma companhia produtora britânica Zomba Records. A mesma companhia que produziu a musica de Jonathan Butler Billy Ocean e outros. O álbum de McCoy veio a ser lançado no ano seguinte.

Nao e a primeira vez que és convidado para fazeres parte de um festival desta magnitude. O que é que o publico pode esperar de ti e como descreves a tua presença em festivais anteriores?

M- Ésempre um privilegio fazer parte de um festival destes e desfruto todo o minuto.
Os voos de Mrubata não param por aqui. Também colaborou com outros músicos sul-africanos ‘Jazzistas’ assim como alem fronteiras com artistas como Airto Moreira e Flora Purim. Esteve envolvido numa peca dramática na criação de marcas para produtores sul-africanos sobre o jornalista Bloke Madisane e o lendário saxofonista Kippie Moeketsy e em 2001 touca numa produção Norueguesa baseada na vida de John Coltrain. Mais tarde cria na África do Sul o que ele chama de Young Fariends ‘ jovens amigos’ uma colaboração com a futura geração de músicos de jazz sul-africanos
Quando estas no palco a rebentar o ‘ sax’ ou a flauta em que pensas?
M- Quando estou a tocar encontro me fora da ilha para além do espaço físico em que estou. Não posso explicar, mas e maravilhoso e sinto me livre.

Antes de subires ao palco quantos duplos de ‘ Whisky ou outra substancia usas se é que utilizas?
M- Bebo agua
Que bagagem levas para o festival?
M - Meus trompetes, Laptop, cell phone, camera de filmar e roupas
McCoy simples homem de família. Qual seria o teu maior medo neste mundo?
M - Deixar minha família entregue a sua sorte.
O que tens lido e em que obras literárias vens navegando?
M- Biografias são as minhas favoritas, por exemplo do Hugh Masekela, Miles Davis e John Coltrain.
Falas-te de roupas. Que traje para os dias 3 e 4 naqueles palcos?
M-Nao faço a mínima ideia; e segredo. Mas nada especial, vou estar limpo, puro e apresentável.
Anos anteriores actuaram em Mocambique. Faras parte das estrelas que vão desfilar no Moçambique Jazz festival?
M-A ultima vez que toquei em Moçambique foi em 1989 com a Brenda Fassi. Gostaria de fazer parte do Moz Jazz Festival.
Próximo e novos projectos?
M- Celebrar o aniversaria pelos meus 50anos de vida na companhia da minha banda, amigos e familiares Junho próximo.

Actualmente o outro projecto de McCoy conta coma participação de Kulturation e Vivid Africa. Kulturation é um álbum duplo com o pianista Wessel Van Rensburg explorando novas interpretações das tonalidades africanas assim como das suas comunidades Africkaaners. Este projecto acasala tonalidades da cultura Zulu Xhosa e o folk Afrikaans em versões contemporâneas locais, sul-africanas. A colaboração da Vivid África com múltiplos instrumentalistas como Georgiddis, usando um instrumento como Oudh e Bauzouki a mistura do saxofone na exploração das especiarias musicais da costa oriental africana.

Actualmente McCoy vive em Johannesburg com a sua Familia. Casado com Zawa e com seus quatro ‘putos’. Dois rapazes e duas meninas.

Do outro lado fica mais uma estrela do Jazz, mas a minha viagem continua. Certamente que hoje o ‘outro ‘não se encontra nas terras do Mandela. Melhor e cruzar a fronteira para a cidade das acácias, para um outro próximo voo ao encontro das ‘ andorinhas’ da Paulina Chiziane.

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