quarta-feira, 11 de novembro de 2009

GLANDE PEITROS



Glande Claudine Peitros
Estacios Valoi
28/10/09
De Suriname a Holanda para onde se deslocou na companhia de seus pais e duas irmãs já nos anos de 1968 com um objectivo em mente ‘ ser aceite ‘.
Proveniente de uma família humilde, pobre, contudo na casa sempre havia comida para manter o seu interior quente ‘ assim dizia a mãe.
Quando é que começas a cantar e o que te levou a trilhar este caminho?
Começo a cantar ainda na tenra idade, na casa dos 6 anos de idade imitando várias estrelas que apareciam em televisão, por essa razão tornou se mais fácil estar mais por dentro da música apesar da falta de meios financeiros para que a minha família pudesse pagar aos professores para a minha educação musical. Adoro a música,
Fui sendo auto didacta aprendendo comigo mesma, a partir do meu quarto, mas fazia tudo com uma tonalidade na qual transparecia a minha determinação de cantar e um dia também fazer parte da televisão, passando por ela a exemplo de algumas cantoras negras que tenho como ‘mastro’ a Tina Turner, Diana Ross que as amo e pensei que um dia pudesse ser como elas.
Quando é começas a sentir te integrada no panorama musical cultural aqui na Holanda?
Após ter ganho muitos prémios em concursos musicais aqui na Holanda, em 1984 da se a primeira viragem, tinha chegado o momento de dar o ‘ salto’ para um outro nível. Foi quando um suposto produtor musical ou organizador veio ter comigo e disse me que estava a procura de pessoas, um candidato para uma posterior selecção em um programa televisivo perguntando me se estaria interessada estaria interessada.
Qual era o nome do show televisivo musical?
O nome era ‘Stars on your eyes’, estrelas nos teus olhos, um programa que percorreu o mundo todo a semelhança do ‘Idols’, ‘Ex Factor’, mas isso foi muito antes da criação destes dois últimos, falo de cerca de 25 anos atrás no qual ganhei, ocupei a primeira posição, sabes o que é isso! Fui a primeira rapariga negra a aparecer na televisão com um título do género. Venci e para a minha família foi muita alegria, prazer, festa, porque podia. Tinha dinheiro, podia fazer algo, dar mais o mundo a minha mãe, para mim e para as minhas irmãs, todos estavam satisfeitos por me ter tornado famosa, mas a fama não é tudo sabes!
Tanta alegria jubilação, fama, não te perdeste no estrelato pois não?
Comecei a ver espectáculo nas pessoas, a forma como me abordavam e não gostei tanto de me ter tornado famosa.
Porque é que o facto de ser famosa já não te ‘agradava tanto’ não tinhas controle sobre ti?
Claro que estava no meu estágio consciente e nada de viagens alucinantes. Nunca usei nenhuma droga e muito menos fumar um cigarro, sou forte.
Então qual era o cerne da questão?
Não gostava das pessoas em meu redor naquele mundo da fama, não gostei mesmo porque eram falsas, mas falsas, sempre queriam algo de mim e nunca quiseram conhecer a verdadeira pessoa dentro de mim e sou sensível.
Essa sensibilidade permitiu te que encontrasses todas as mulheres no teu interior?
Hoje na Holanda, e em um espectáculo aqui próximo de Flood Gans em Rotterdam, significa o meu retorno, mais ainda porque antes de ontem compus uma canção para a África do Sul… penso que é para a copa mundial de futebol a ser realizada próximo ano. Gravamos a música e é bonita.
Qual é o titulo da canção?
Não te posso dizer porque a companhia pediu me para que não divulgasse, mas já esta gravada e foi fantástico incluir as línguas africanas como 'background', o fundo musical, cantando com aquelas crianças numa canção com mensagem e isto é o que realmente sou. Hoje canto aquilo que é o meu suporte, que me da sustentabilidade, coisas que posso enviar, partilhar com orgulho e posso dizer que depois destas palavras, quando me expresso, dizem tudo é isto que sinto e é isto que eu sou.
A musica que anteriormente fiz, transpareciam vozes de outras pessoas, o cantar das pessoas em uníssono ‘ coro’, não era eu mas talvez o produtor que queria que eu ficasse no lugar dele ou que representasse os seus sonhos de infância fracassados em que o mesmo se sentia ou via se famoso.
Quando estava em palco era como se não fosse eu mas sim o meu produtor, arruinando o meu espectáculo. Era muito jovem mas forte ate que o disse que nunca mais queria que ele se intrometesse ou que tentasse cantar por mim em palco, fui sentar me no acento de trás do carro e mandei o passear.
Em vês de decidir, estavas furiosa com aquelas pessoas ‘ aves de rapina’
Agora estou carregada de mais sabedoria, forte e é o momento de trazer ao de cima aquilo que me dignifica, a verdadeira pessoa em mim provar a mim mesma quem sou, minha família, meus filhos que estão a crescer lindamente e tenho um marido fabuloso que me apoia e conhece me muito bem afinal de contas estamos juntos desde a nossa adolescência. Glande Peitros esta de Volta!
Disseste que gostas da Tina Tunner, Diana Ross e que cantas muito as musicas destas duas divas. Relativamente as suas próprias composições a que estagio te encontras?
Trago aqui uma banda mas venho cantando a solo e actualmente com um leque de 30 composições
A maioria das minhas musicas as quais escrevo versam sobre amor, relações sociais, forma de estar de se relacionar com as pessoas, o que podes fazer por ti também podes fazer pelos outros, saber partilhar o prazer da vida, cuidar, apoiar o seu homem de excelência e não ser ganancioso, glutão porque a cobiça põe nos solitários. Acabamos sozinhos sem ninguém a espera na próxima esquina.
Ate aqui 30 canções.
Não compus ou gravei tantas porque decidi parar, mas hoje estou de volta e com as minhas próprias pernas.
Estão todas no mercado discográfico e como banda a que ventos sopram?
Não todas. Como banda com o nome de ‘’ Middle Last Time’ tive que escalar um outro nível, esta coisa de ‘Rock and Roll’ não faz parte de mim. Tenciono fazer algo mais sério, as minhas próprias composições assim como produção. He’, recentemente fez um curso e fui aprovada, tenho os papéis.
Que curso?
Um curso televisivo que também engloba um pouca da área técnica da qual também gosto. ‘Não preciso de mais ninguém’ a fazer por mim aquilo que posso fazer, posso fazer as minhas próprias coisas e ter o controlo da minha produção pessoal.
A quanto tempo actuas como banda?
A sensivelmente 4 anos carregado de muitos concertos e sem nenhum álbum no mercado.
Atingi a fama neste espaço aqui na Holanda com mérito e algumas das pessoas mais velhas tem me em suas mentes e tratam me com amor, carrinho como acabaste de presenciar. São entusiastas, maravilhosos e tem boas memórias, boa relação assim como tenho para com elas e que encontram em mim a sua juventude, um tipo de espelho mágico.
Quanto a banda para mim é como se fosse uma aventura assim como uma forma de me encontrar e continuo a gostar da turma que a compõe.
Actualmente com dois filhos.
Claro. As crianças foram as primeiras a nascer, continuam crescendo, sempre precisam da mãe e quando estou com eles a criança dentro de mim acorda, adoro.
Alguns músicos ou digamos neste caso mais do sexo feminino ter um filho, babe durante a sua carreira artística consideram um ‘peso’?
Mais uma vez. Não escolhi ter os filhos, ou ficar a espera para os ter mas tarde porque o meu corpo pediu. Sou uma mulher e deveria ter filhos quem sabe se quando estiver mais velha poderei não estar capaz de conceber! Talvez mas não é isto que quero, tenho dois rapazitos saudáveis, são a minha alegria e estou satisfeita.
Próximo projecto?
Tenho uma banda no feminino, composta por 3 jovens adolescentes com os seus 15 anos, as quais estou a educar, formar na forma-las na área musical, da composição e outras ferramentas necessárias a qual ostenta o nome de ‘Blush’, escrevo as músicas para elas e são o futuro, são jovens.
Quanto a mim tenho alguns projectos organizados talvez visite Moçambique. Vais ouvir falar de mim, verdade.

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