segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EMILY BRUCE


APENAS JAZZ ‘CAPE TOWN’
Estacios Valoi
14/02/09
O festival que e realizado nos próximos dias 3 e 4 de Abril em Cape Town na vizinha África do Sul, na sua decima edição no qual nomes sonantes da musica mundial e africana estarão presentes nos palcos montados naquela urbe, a qual se espera receber mais de 32 mil de pessoas. De acordo com a organização estão já criados todos os requisitos para que a festa seja de arromba. Outros géneros do jazz que estarão disponíveis no cardápio deste ano são o afro-pop, funk, blues, Latin e Hip-Hop.
Em conversa com Jeni Fletcher membro da organização e acessora de Imprensa do evento’ espAfrica
, Perdida na sua explanação em termos de números disse que sao esperados milhões e milhões de espectadores durante os dois dias de ‘ loucura’ que geralmente caracteriza a magnitude deste evento. O evento que ‘e patrocinado não só pela SABC que acredita no apoio e promoção de talentos rumo ao desenvolvimento da industria musical. Mas para o sucesso deste festival outras mãos deram a palmatória, como a corporação sul-africana dos caminhos de ferro. Departamento de arte e cultura da África do sul, a Grolsch, o conselho municipal de Cape Town, o departamento de assuntos culturais e desportivo do cabo ocidental, desenvolvimento distritrital central do cape, Departamento de turismo, a Aliança francesa, embaixada da Espanha, republica da Franca, a representação Flemis na África do Sul, Samro, etc.
Na tabela de músicos a contabilizar, vislumbram músicos de renome que nos fazem saltar os olhos.
Dentre eles, Diana Reeves, Peter White, o lendário Hugh Massekela que aparece neste festival em celebração dos seus 70 anos, Kile Eastwood, Freslyground, Emile Bruce,
Para aqueles que preferem o jazz mais tradicional podem esperar o discípulo do Jonh Coltrain Dave Liebaman, o baixista do Miles Daves Al Foster, New Yorque Voices, o Quarteto Maurice Gawronsky, Jonathan Rubain e outros mais como o Moçambicano Stewart Sukuma pela primeira vez convidado a estar presente num dos cinco palcos projectados para o evento, Napalma, 340mil, Mc Coy Mrubata e Special Friends, Gold Fish, Carlo Mombelim e Prisoner of Strange, Cape Town Jazz Orquestra, Abeligali Kubela, Incognito-Uk, Jonathan Buhter e Dave Koz Collaboration, Kyle Shepherd, Mike Del Ferro e Sibongile Khumalo, Sahanon Monday, Dr Philip, Robert Glasper e The RCDC experiment, Ndumiso Nyovane, Shakatak-UK, South Spaw, Mosh Def, Siphokazi, The Stylistic, Zap Mama e outros.
Mas não ‘e exactamente do festival que quero deambular, mas um pouco daquilo que se vai beber durante dois dias e duas noites, e neste caso um dedo de conversa com a outra. Quem ‘ a outra’ para hoje? Emily Bruce.
Aquele que se considera quarto maior festival de jazz a nível mundial esta de vento em pompa na sua decima edição a ser realizado na cidade sul-africana de Cape Town nos dias 3 e 4 de Abril.
A vocalista Emily Bruce formada pela Universidade de Cape Town e que na sua curta longa carreira vem passeando sua classe entre os palcos de casa e não só mas também os de outros cantos do mundo como de Dubai, Turkia vem encantando o mundo não só em palco mas com o seu primeiro álbum intitulado ‘ This love we share’ lancado em 2007.
Quem é Emily Bruce, a mulher, a cantora e qual é a sua filosofia de vida?
Emily Bruce em conversa exclusiva disse que acredita ser uma pessoa de carácter difícil como a maioria dos músicos. ‘somos uma alma sensível e muitos transparecem ser muito sociáveis mas são de facto intensos e introvertidos. Também tenho sido abençoado com muito talento e adoro o que faço.
Para mim, cantar é uma extensão da alma, uma infindável libertação e expressão da condição humana., o Jazz, a linguagem, as canções, as líricas, é tudo sobre sentimento, e é no que mergulho quando canto, um sentimento profundo devido a sensibilidade que nele transborda.

Para além da sua brilhante carreira musical, Bruce também é uma artista plástica. Segundo ela, as suas telas são rasgadas em óleo libertando nelas imagens que só sua mente vê. Mais ainda, a Emily actriz, anda envolvida em teatro e outras coisas mais, mas, particularmente fervilha quando se trata de pecas inspiradas nas obras de Shakespeare. Conforme ela me confidenciou, este tem sido o seu maior sonho.

Na décima edição do festival internacional de Jazz Cape Town, Bruce diz ser um grade privilégio, uma honra poder estar presente nos cinco palcos do festival ‘ Neste momento estou a preparar o meu reportório na companhia de um banda excelente e será um a experiencia musical inesquecível para todos os que vão embarcar nesta viagem.

E mais uma realização da vida assim como muitas ainda por vir e isto faz me bem. Tenho muitas afirmações as quais se entre cruzam na minha filosofia de vida, como por exemplo, ‘ não importa o quanto alguém tenha experimentas algo, continuamos a aprender’.
‘Não é o que dizes, mas como dizes’ ser leal para com os outros que estes também serão’
‘Chore sempre que necessário’
‘Primeiro ama - te a si mesmo’

A quantas noites e dias vens cozinhando a tua musica, isto é, com todos os ingredientes?
Emily Bruce começou a cantar em 1998, isto apos findar os seus estudos do nível secundário xactamente no primeiro ano na Universidade de Cape Town. De acordo com Bruce ‘ não fazia ideia do que realmente era o Jazz, apenas sabia que podia e que queria cantar. ‘A primeira vez que escutei Ella Fitzgerald, um ‘click ‘clicou na minha cabeça e lá estava mas viva! Sabia que tinha encontrado o que tanto procurava. Queria cantar como ela, Ella Fitzgerald. Dias e noites foram passando e fui ouvindo outros músicos como, Sarah Vaughan, Billie Holliday, Shirley Horn, Nancy Wilson, etc.’não acreditei nos meus ouvidos! Perguntei me. Em todos estes anos em que buraco andava esta música? Estudar Jazz não tarefa fácil. No meu caso nunca antes tivera estudo de música no ensino secundário; aprendi a ler musica a partir de um piano velho que andava em minha casa, e como criança passei algum tempo nele ’criando distúrbios’, contudo pude cantar em todas as oportunidades que tive na igreja, na escola, no jardim da infância enquanto esperava o autocarro para me levar para casa. Também no carro, com amigos, no banho! Mas foi realmente na Universidade onde realmente comecei a cantar.

Durante estes 11 anos, tenho sido inspirada, motivada e apoiada por muitas pessoas e músicos que conheço, realmente não teria atingido o estágio em que hoje me encontro se não fosse este conjunto de pessoas. Uma das coisas mais bonitas que tenho na minha vida e o relacionamento com as pessoas, e nós como banda partilhamos conforme o estipulado pela mesma, não existe nada tão brilhante e comovente como ‘partilhar’, A conecvtividade existente no nosso seio, compreensão e o amor que partilhamos.

Quando ‘e que te aprece a primeira luz e faz te embarcar no mundo da música?
EB - Sempre cantei. Lembro me de ter feito alguns ‘shows’para os meus pais aos meus 4anitos de idade. Nunca imaginei que o que carregava dentro de mim fosse algo especial. Sempre pensei que todos pudessem cantar, cantar’. Mas creio que este talento veio ao de cima durante o meu périplo pela Igreja, isto, quando tinha 15 anos de idade. Nunca estive confidente quanto a seguir um a carreira musical ate o dia em que ouvi Ella Fitzgerald cantar no meu primeiro de Universidade em 1998.

Qual ‘e a tua fonte de inspiração?
EB - São várias as coisas que me inspiram. Maioritariamente, arte, teatro, filmes, poesia, os bons músicos dos antigamente assim como os actuais. Mas encontro também a inspiração quando visito o mar encharcado de sol. Nas noites de luar e o brilho das lâmpadas na rua, só as luzes de Cape Town. As montanhas, em especial a ‘table mountain’ quando estou no topo, próximo a ela onde possa realmente apreciar as cores e a magnitude do espaço, a inspiração de uma empregada doméstica, e por certa razão, encontro inspiração ao lavar a minha roupa!

Realmente quantos álbuns tens e qual é a sua faixa favorita?
EB - Actualmente tenho um álbum intitulado ‘This Love we Share’, e estou a cozinhar na pos produção de um álbum com dois outros músicos. Para o meu segundo álbum já tenho a concepção delineada e sei exactamente o que quero fazer. As paragens são basicamente arrastadas pelo financiamento tempo e espaço. Neste momento as minhas energias e preparação estão viradas para o festival. Estou segura de que o meu segundo álbum ainda possa sair este ano.

Deciding on a favourite track is always tricky. When asked that question I feel like a mother who must decide who her favourite child is! It is impossible but I will say that one of my favourites is ‘If You Never Come To Me’

Do meu album ‘This Love we Share’! Optar pela faixa mais favorita é sempre uma partida que posso pregar me. Quando me fazes esta pergunta ‘sinto me como uma mãe que deve
Decidir escolher o favorito de entre os seus filhos. É impossível, contudo, digo - te, ‘‘If You Never Come to Me’ é uma das minhas faixas favoritas.

Porque da escolha destes músicos para juntos abrilhantar o festival?
EB - Trabalho com uma vasta diferenca de combinações, músicos quando se trata de banda. Em Cape Town somos todos Freelancer e como líder da banda acho interessante trabalhar com certas misturas, para certos ‘gigs’. No meu caso também é produtivo porque traz algo diferente e magico nas minhas músicas, actuações, cresço com cada ‘gig’ devido aos vários desafios que se impõem. Torna se difícil manter uma banda porque somos todos Freelances e espero que um dia tenha a minha própria banda e que possa dizer que é minha. Contudo para o festival tem uma equipe composta por Mark Fransman (piano) Charles Lazer (Duplo baixo), Kevin Gibson (bateria) e Buddy Well (sax e flauta), a razão de unir esta turma e simples. Anteriormente trabalhamos juntos em outros concertos e sinto me confortável poder partilhar mais este momento grandioso na sua magnitude. Mark foi o produtor do meu primeiro álbum par além de seremos grandes amigos. Ele será mais como um director musical direccionando a banda toda. Creio que é conveniente manter a banda mais reduzida de forma a dar mais espaço e permitir que o os músicos possam respirar livremente e para mim uma oportunidade de brilhar.

Na noite em que pisares um daqueles palcos o que ‘e’ que o public poderá esperar de ti?
EB - Esta será a primeira vez que vou actuar no festival internacional. Estou a preparar me para fazer algo espectacular e alcançar a expectativa do publico. A maior parte do tempo é dedicada a pesquisas e decisões sobre o reportório. Esta é a oportunidade de fazer cancoes, musicas ligeiramente diferente das que geralmente faço e incrementar novas tonalidades que a tempos estão guardadas

O que te vem em mente quando estas no palco?
EB- Assim que entro no palco concentro me na musica e oiço a banda. No meu caso as vezes a visualização funciona como refugio do barulho dos espectadores e o que acontece na sala ou no espaço. E realmente assustador ter uma audiência de ouvidos bem abertos, sentada e silenciosa. Pessoalmente isto mexe comigo devido ligação emocional com as líricas, porque enquanto canto as canções tornam-se reais e revivo as minhas anteriores experiencias, os meus fantasmas, medos, amores.etc.

O que mais te atormenta neste mundo?
O medo de nunca encontrar o verdadeiro amor.

Qual foi o livro que mais te marcou?
EB - Há poucos, mas o único que vem ao de cima é ‘A Mestria do Amor’ do escritor Don Miguel Ruiz.

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