segunda-feira, 9 de novembro de 2009

POETA 'MOR' JOSÉ CRAVERINHA

FOLCLORE MOCAMBICANO E SUAS TRADICOES
Estacios Valoi
14/10/09
Folclore moçambicano e as suas tradições obra do ‘poeta Mor’ José Craverinha já lançada semana finda num dois Hotéis desta urbe pela Alcance editora.
A mais recente obra em termos de lançamento e não de escrita ‘nasce por razoes específicas quando Craverinha sai da cadeia nos anos 60’ a qual faz parte de umas das viagens do poeta durante a fase colonial, versando algumas peripécias daquela fase ‘negra’ que marcou e todavia com sequelas para os moçambicanos. Afinal de contas nenhum tipo de colonialismo deveria existir.
Para as pessoas que acorrerem ao lançamento encontravam se algumas que com o poeta ‘cruzaram pontes’ para alem de outros curiosos que sempre que se fala do ‘José’, aparecem par ‘In loco’ ovar a sua grandeza e contributo por este dado para a literatura deste pais e não só. Antes que me perca a tentar falar do Craverinha melhor é deixar para os outros como Aurélio Rocha amigo do poeta que segundo ele confessou nos que
‘ainda pelas suas deambulações desportivas merecidas no seu interno clube o desportivo de Maputo também recordo das muitas noites passadas em tertúlias que acabavam com o dia raiva a dizer poemas de craverinha magistralmente recolhidos em livros por Calane da Silva grande conhecedor e amigo de Craveirinha e já nos anos 60 e finais de 80 recordo me da sua presença assídua na associação dos naturais em saraus da associação Africana neste livro em posfácio por Manuel Lemos, por ventura um das pessoas que melhor conhecia o polivalente. Falar de Craveirinha tem enormes riscos
O livro foi prefaciado por José Luís Cabaço que na altura da apresentação disse que nesta obra de arte encontra se uma fantástica digressão sobre a cultura do sul de Moçambique em particular Ronga não só, mas também a reconstrução desse bairro importantíssimo junto a Lourenço Marques, bairro que rendeu artista, grandes músicos, dançarinos conjuntos musicais futebolista, é um bairro de grande riqueza marcou a cidade de Lourenço Marques, o Bairro da Mafalala.
‘Quando se fala de Lorenço Marques sente se um pouco o contra ponto dela, a sua ligação, o questionamento como cidade de gente privilegiada satisfeita com ela própria para os colonos o a sua ‘repudia’ era o momento sempre de ironia de libertação mas também de grande reflexão e de grande inovação.
‘Penso que neste livro se pode ler com atenção e assim como compreender um pouco sobre alguma dinâmica da sociedade colonial, muito sobre as origens na qual existe a diferença da cultura e o folclore exótico’.
Não é fácil falar do poeta falando, pior ainda quando não se tem ou leu se o livro porque a senhora responsável pela imprensa no local que ia vendendo e bem o livro que custa 600 meticais disse ‘ eu já trabalho a muito tempo com jornalistas, vocês só tiram notas do livro não precisam deste! Perguntei a como é que seria possível escrever sobre o poeta sem ler a sua obra, fazer o trabalho para casa “TPC”! Deixem os vossos contactos que depois vos enviamos o livro!
Mas a história do livro é outra e com uma dimensão astronómica num olhar profundo e sem limites por Lorenço Marques que afinal de contas é o ‘objecto’ do livro cruzando o folclore moçambicano e suas tradições.
‘A literatura se opôs a saída do Craverinha, a poesia que era o caminho para a revolta num livro que esta destinado a fazer historia’.
Ainda na alocução de José cabaço prefaciador do Livro este encontra dois mundos, o tradicional colonial e moderno de uma cultura importada pelos colonos onde vislumbra a questão do místico biológico a ‘procura do outro’ da sua libertação a mistura da Marra mais Benta como dizia o poeta com proveniência da escola antropológica difusa.
‘A Mararrabenta nasceu do estilo Madgika que era Marra mais Benta e por fim Marrabenta com uma dimensão transcultural na dialéctica e confronto entre duas culturas, a dança ocidental com o pé no ar e a africana com esse bem firme e assente na terra.
Segundo o director comercial da editora Sérgio Santos esta pretende alcançar o mercado cabo verdiano e outros ate 2010 também não deixou de salientar os feitos desta e por mais uma vez ‘por a nu’ mais um livro no mercado nacional.
‘O livro vai fazer historia’.

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