segunda-feira, 9 de novembro de 2009

KUNLE AYO

KUNLE AYO

Estacios Valoi

No meio tantos acontecimentos que grassam este mundo eis um dedo de conversa exclusiva com o Musico Nigeriano Kunle Ayo.
AYO de renome internacional na arena musical e com uma carreira promissora em contacto com o nosso jornal a partir da Nigéria falou mos dos seus mais recentes feitos nesta área.

Como traduzes o festival de Jazz Cape Town considerando que não foi a sua primeira mas sim a quarta a pores os pés naqueles palcos?
Momento mágico difícil de descrever na sua total dimensão, talvez dizer que é sempre um ritual espiritual mágico perdido naquela mistura de vozes, som, luz e cores, uma oportunidade de estar no palco perante o calor humano de milhões de pessoas que anualmente se fazem presentes naquele que é o considerado o quarto maior festival de Jazz no Mundo.

Á quantas noites de estrada nesta carreira?
A tempos que rasgo as lides da musica, primeiro bebendo dela e hoje a minha musica tornou se dos outros. Não é um processo estático, portanto é uma contínua procura do novo do desconhecido. Apesar de ter tocado e continuar a tocar com vários e diferentes músicos todavia não me sinto realizado há sempre algo que nos falta, as vezes torna se difícil de descrever mas sempre salta nos a alma e dizemos o som não esta perfeito.

Não sei se poderia fazer uma breve análise sobre um festival desta magnitude assim como outros. É uma viagem transcendental onde todos se entre cruzam. Mas frisar que é o espelho do estagio da musica que se faz no continente e não só.

Segundo Kunle Ayo é preciso entender que a boa música é aquela em que nos encontramos reflectidos nela.

Presentemente com quatro álbuns entre os quais o seu mais recente trabalho intitulado ´Take a Vow´ onde divaga sobre o seu cotidiano global na forma mais profunda expondo os seus anseios, medos, amores naquilo que se considera de uma boa cozinha, isto é, com todos os ingredientes a medida certa.
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O teu último álbum intitulado ´Take a Vow´., este título parece sugerir uma certa esperança para a Africa. É disso que se trata?
É um álbum que transporta alegria, medos, paixão, paz e amor, mas mais do que isso comporta um conceito global de arte enraizada em africa, do conflito dos meus eus, os Kunles dentro de mim e eis aqui que mais uma vez me encontro e espero que outros possam também neste se encontrem.

Não seria possível olhar para este festival em miniatura por ser algo que não cabe num ecrã televisivo´ caixa´. Esta mistura de sons, luz cor apenas cabe nas nossas vidas e que permanece ate aos nossos últimos dias.
Contudo os meus reportórios sempre acomodam um pouco dos quatro álbuns com a soma das minhas outras vivências que não fazem parte destes e que levaríamos horas a fio a conversar. Será uma surpresa para os que cruzarem os meus sons, porque não um dia em Moçambique

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