terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Rombo de 14 milhoes no BIM


Rombo de 14 milhões na maior agência bancária do BIM em Quelimane
Estacios Valoi
23/12/10
Sob auspício do Ministério publico seis elementos do Banco Internacional de Moçambique em Quelimane semana passada recolheram aos calabouços alegadamente implicados no desaparecimento de cerca de 14 milhões de meticais dos cofres daquela agência na Zambézia.
De entre os anteriormente detidos, constam, o Gerente do Banco, Cristóvão, Caetano tesoureiro, empregados de caixa, Victor, Gordinho e mais uma funcionaria Laurentina Arroz em investigação num processo de pergunta resposta em averiguação da profundidade do envolvimento destes indivíduos no desfalque.
Segundo fontes internas, este hecatombe é o culminar de actividades ilícitas que vem decorrendo a já algum tempo, por fim despoletado Novembro ultimo.
Ate as 19h00 de sexta-feira última, fontes credíveis afirmaram que cinco dos seis detidos tinham sido soltos mediante o pagamento de caução, apenas permanecendo por detrás das grades o gerente. Contudo não nos foi possível saber os montantes caucionados para a soltura dos elementos em causa, assim como os mais dados relacionados com este desfalque. Ate a esta fase foi confirmada que apenas o gerente permanece nas celas da polícia enquanto os outros foram soltos mediante o pagamento de caução.
Perante tal facto, é do sabido que os indiciados foram detidos a mando da procuradoria, mas tentativas de falar com a procuradora chefe Angélica Napica Tembe, pariram um rato. Aquela declinou prestar quaisquer declarações a imprensa sobre o desenrolar do caso que anda de boca em boca nesta urbe, onde o cidadão esta ávido de saber o que realmente se passa no BIM. Andamos pelo BIM em Quelimane, telefonamos para a central em Maputo, mas mesmo assim nem os apelidos nos foram facultados.
As incongruências, Incompetência e arrogância da procuradora chefe na Zambézia.
“A procuradora veio da Província de Cabo Delgado, transferida para Quelimane durante o mandato do antigo governador Carvalho Muaria na sua boleia. Aqui na procuradoria muitos processos estão estagnados, talvez pela própria incompetência e favoritismo da procuradora chefe, acho que este será mais um de entre muitos casos”.
Com muitos processos de índole desfalca rio, pendentes e apinhados, como os dos 7 milhões para o desenvolvimento do Distrito segundo o governo, onde se destacam alguns administradores e de outros casos mal parados, a procuradora chefe durante o dia todo de sexta-feira passada, mostrou se incapaz de ate autorizar o seu porta-voz Amâncio Zimba a falar sobre o rombo no BIM, submetendo-nos a um jogo de ‘ping ping’, hora tínhamos que falar com os representantes do BIM, ora o porta-voz da procuradoria. Etc.
“ A chefe mandou dizer para irem ao BIM”, disse um dos funcionários de nome Bie e a enfatizou secretaria.
Nas primeiras horas da amanha a nossa reportagem esteve no BIM. A semelhança do que aconteceu na procuradoria, na instituição bancária não fugiu a regra.’ Vão a procuradoria’.
Contactou-se o porta-voz que disse não estar autorizado pela procuradora a dar qualquer informação a imprensa, tendo agendado um encontro para 14h30 no seu escritório, e que possivelmente ate a essa altura fosse autorizado. Encontro marcado.
Retornamos ao encontro da procuradora chefe na Av. Josina Machel, desta vez quase todos os órgãos de comunicação em Quelimane, Rádio Moçambique, STV, Diário da Zambézia. Mais uma vez solicitamos o encontro com a procuradora ou que esta desse luz verde ao seu porta-voz e, foi nos dito que estava em reunião consultiva, o que segundo fontes não era verdade. Uma tentativa de nos ludibriar.
Na altura, o repórter da STV Jorge Marcos foi ameaçado por um dos funcionários de nome Bie, porque o repórter afirmou: ‘Não nos querem deixar subir para falar com a procuradora’, e, arrogantemente o funcionário questionou: Quem é que não vos quer deixar subir’. Como quem diz sou a lei disse: Vou abrir um processo de difamação contra si.

Água de pouca dura que ainda sabemos algo sobre a constituição e a lei de imprensa neste ‘sitio’. O repórter disse: Estão, e, não estas! No léxico português significa outra coisa. Voltemos ao epicentro da questão.
14horas, novamente na procuradoria, onde após a procuradora sair da sua viatura, paga pelos impostos do bolso do povo, no corredor daquela instituição onde a nossa reportagem estava a espera Angélica Tembe mais umas vez recusou se a falar delegando a sua secretaria para encaminhar a nossa reportagem ao, dizem ’ Doutor Tomo’, não sei se fez doutoramento! Aquele peremptoriamente afirmou que a sua chefe não estava apta a pronunciar se, mas que, uma vez que tínhamos o encontro agendado com o porta-voz para as 14h30 na PIC, aquele iria falar. ‘ Ele vai falar, há concertações que se fizeram entre a chefe e porta voz’.
Questionei o para que reconfirmasse o que dizia. ‘ Não é preciso’. Senhor confira. Telefone a sua chefe. “ Ele vai falar. Não é preciso telefonar a chefe” e, lá disse o empregado da procuradora.
A equipe de jornalistas deslocou se ao edifico da policia de investigação criminal (PIC) para o dito encontro com o porta-voz Zimba. Equipamento montado e preparado, eis que o porta-voz reafirma ainda não ter sido autorizado a falar a imprensa, facto que nos deixou estupefactos.
Fizemos um ‘U’ e, 15h00 estávamos na porta da procuradoria para confrontar a chefe que desde a manha de sexta-feira tinha estado no seu local de trabalho não reunida conforme iam dizendo os seus subordinados, apenas saído quiçá para o almoço.
Um autêntico vaivém. Contrariamente ao horário normal de expediente na república de Moçambique no que se refere ao sector público do qual segundo fontes Angélica não abdica nunca, desta vez refugiou-se, refém de si mesma no seu escritório onde permaneceu ate as 18h00.Tudo para não encarar os órgãos de informação. Enquanto isto, os outros funcionários findavam mais um dia de trabalho.
Varias as manobras para tentar despistar a imprensa. Pelos seus funcionários, a procuradora foi trancada nos seus escritórios, sua viatura removida da frente da procuradoria, duas assistentes ficaram de fora, cerca de 20metros da porta que iam relatando a chefe via celular sobre o movimento dos reporteres.
O nosso almoço foi naquele local e por conseguinte em voz alta veio me a ideia de solicitar umas panelas a vizinhança para ali cozinharmos caso a procuradora não saísse. As informantes da chefe ouviram e presumivelmente esta chegou aos ouvidos da chefe. Mas, nesta de trancar e destrancar das portas pelos empregados do público, apercebemo-nos que um deles entrara com um bilhete de avião, e, cogitando a percepção foi de que ela iria viajar e que não poderia dormir no escritório. Consultamos o horário dos voos para aquela sexta feira passada onde o avião só partia de Quelimane as 21h00. Então tarde ou cedo tinha que deixar de ser refém da sua própria consciência e incompetência.
Enquanto permanecíamos no local, as caixas de ressonância iam informando a chefe, e diziam nos: ‘ A procuradora já saiu” logicamente a mando desta. E mais uma vez de viva voz disse que as panelas já estavam a caminho, para uma sexta naquele local e, claro a informação foi canalizada a procuradora.
A nossa reportagem, STV, Rádio Moçambique, Diário da Zambézia, continuávamos a espera da (dês) representante do ministério público que, cansada de ser refém, arrogantemente decidiu sair e partir para um outro refúgio com uma escolta improvisada constituída por alguns funcionários seus fiéis, que tinham sido obrigados a permanecer no local de trabalho ate aquelas horas fora do expediente. Não se pronunciou a imprensa, muito menos para dizer, não tenho nada a declarar!
Sobre o caso do desvio dos 14 milhões de meticais no BIM em Quelimane, a informação oficial continua a reboque na casa da procuradora chefe da Zambézia Angelina Napica Tembe. Porquê, para quê, ou o que tenciona ocultar, só ela pode responder.

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