quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

No Distrito de Alto Molocue sementeira a espera da chuva



No Distrito de Alto Molocue sementeira a espera da chuva
Texto e fotos: Estacios Valoi
02/12/10
A campanha Agrícola 2010/11 lançada a 16 de Outubro último na provincial da Zambézia encontrasse na fase da lavoura apesar da sementeira estar dependente da chuva.
A falta de um sistema de regadio não só nesta parcela do País, assim como nos outros quadrantes tem sido uma problemática ainda longe de ser solucionada.
Arsénio Candua Director dos Servicos das actividades económicas do Distrito de Alto Molocue reconhece tal facto.
”Neste momento os produtores de Molocue ainda estão envolvidos na lavoura das áreas e segundo a nossa ronda de monitoria dentro do plano de lavrar 94.970, para esta campanha já atingimos mais ou menos 60 mil o que significa 60 % das áreas planificadas. Nesta primeira época as lavouras vão até o mês de Janeiro e, ainda estamos a aguardar as chuvas para iniciar com as sementeiras.
Em termos de de áreas e produção estamos a prever um crescimento de 3,38% comparativamente a época passada, no seu global um crescimento de 7%. Na época passada, alcançamos uma produção efectiva de 2029. 400 Toneladas colhida numa área de 93.460 hectares num Distrito onde a maior concentração dos nossos pólos de produtores e potencialidade estão no posto administrativo de Nawela.
A espera da chuva e novas tecnologias por implementar. Candua prefere mencionar a introdução de novas culturas enquanto a água fica para segundo plano
“Vamos introduzir algumas culturas novas como a de Soja em grande escala. Temos um parceiro que é a Cluser, uma associação que trabalha com outras associações provedoras de serviços agrários que são financiados pela Tecnoserve que recebe fundos da USAID que apostam mais na cultura de Soja, e, nós achamos que esta cultura deve ser a aposta no nosso Distrito porque há condições climáticas favoráveis, mercado e com bom preço garantido.
Nesta primeira fase vamos iniciar com cerca de 600 hectares da cultura de soja. A título experimental também queremos introduzir a cultura de trigo numa área de 10 hectares. Temos os produtores identificados, assim como de um produtor local de semente de trigo, um grande produtor que vai trabalhar connosco numa área ínfima a 10hectares”.
“É correcto, estamos a espera da chuva mas se o sistema de irrigação estivesse operacional neste momento já estaríamos a fazer a sementeira. Digamos que não temos um sistema de irrigação de realce. O nosso Distrito continua a depender das chuvas, um limitante que não pode ser resolvido em pouco tempo. Sabemos que qualquer sistema de irrigação acarreta custos elevados mas temos o de pequena escala como o uso de motobombas e alguns produtores utilizam, contudo para uma cultura centralizada de hortícolas em pequenas áreas”.
Versando sobre as novas tecnologias, Candua mais uma vez conjuntura.
“Tecnologias novas que vão contribuir para o aumento da produção em cerca de 7%, estamos a contar com a Agra parceira directa do Ministério da Agricultura que tem a componente da introdução da semente melhorada e fertilizantes, também através do IFDC um dos provedores que vai implementar a provisão de insumos agrícolas, sobretudo na componente de fertilizantes para aumentar a produtividade. Temos a semente melhorada num leque das melhores o PAN 67, a do milho de Matuba que neste momento já esta na posse dos agricultores e vamos intensificar a acção da atracção animal.
Sabemos que é uma nova tecnologia, ate aqui com um ano de vida introduzida no Distrito na campanha passada, pese embora não tenha tido resultados na abertura de grandes áreas. A maioria dos produtores está praticamente a ver isto pela primeira vez. Houve fraca aderência porque pensam que as áreas onde estão são de declive com uma altitude acima de 500 metros e, os animais não conseguem trabalhar a terra.
Este ano estamos a continuar a treinar as mesmas pessoas do ano passado, isto os produtores para ver qual será o impacto e se de facto a tecnologia pode ou não servir para o distrito e nos próximos anos vamos recomendar”.
Relativamente as vias de escoamento que tem sido o ‘ Calcanhar de Aquiles”, o que da azo a acumulação assim como a deterioração de produtos agrícolas em alguns focos, segundo Candua o sector que dirige tem o apoio de vários parceiros.
“Estamos a trabalhar com vários parceiros que nos estão a apoiar na agregação de valores da produção, isto é, escoamento, mercado justo que ofereça um preço competitivo e deixe os produtores e comerciantes tranquilos. Na campanha passada trabalhamos com o Programa Mundial da Alimentação (PMA), que através de um fundo do AGAPI apoiou alguns produtores. Foram comprar cerca de 200 toneladas de milho e 144 de feijões aos produtores e, por sua vez o PMA absorveu aquela produção toda e o grupo que estava a fazer compras ficou com os seus lucros, depois o dinheiro foi devolvido ao AGAPI. Queremos continuar com esta politica que há muita aderência.
O Preço do milho não tem sido reconfortante para os produtores de cinco seis hectares, não ganham mais do que 60, 70 mil meticais, por isso estamos a introduzir culturas com melhor rendimento e preço como a soja, e, incentivar a produção do feijão que esta ganhando o preço de campanha para campanha.
Em termos de produção real as culturas do distrito em que nós apostamos, até este momento tem sido o feijão manteiga, milho e os restantes feijões. Temos alguma produção de fruta sobretudo a banana e a laranja que em épocas de colheita há muita produção.
Onde é que andam as fabricas de processamento!?

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