quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Azafama na construção de estradas



Azafama na construção de estradas
Texto e fotos: Estacios Valoi
Distrito do alto Molocue situado a cerca de 390 quilómetros da Cidade de Quelimane actualmente com cerca de 42.200 mil habitantes aparentemente o seu desenvolvimento vai de vento em popa. Enquanto em Quelimane o governador da Zambézia Itae Meque vai mentindo e/ou justificando se em nome de pedras e cimento para a conclusão e entrega da construção das estradas faz tempo,
Sertorio João Mário Fernando presidente do concelho municipal de Alto Molocue, no pulsar das actividades consagradas no seu manifesto eleitoral a completar o período de um ano e oito meses faz o seu balanço.
“Desde que tomamos posse privilegiamos a reabilitação das vias urbanas assim como perurbanas quer através de fundos de estradas assim como a partir das receitas do concelho municipal. Quanto ao asfalto ate este momento em parceria com o governo no âmbito da reabilitação da estrada nacional número um e aproveitado a mobilização do empreiteiro vamos ter quatro quilómetros de estrada asfaltada e o trabalho já começou.
Numa primeira fase foram já asfaltados cerca de 500 metros mas já estamos por volta de 1 quilómetro e alguns metros. Quanto ao prazo de entrega das a princípio era de 3 meses, mas para o assentamento do asfalto se não forem as chuvas provavelmente ate dia 22 de Dezembro deste ano teremos a primeira parte reabilitada e faltarão outros trabalhos que serão a parte da montagem de Assis assim como a feitura de valas de drenagem da água”.
Com uma receita mensal que ronda os 60 e 200 mil meticais, a compensação autárquica recebida este ano foi de três milhões de meticais.
“No inicio, isto Fevereiro do ano passado, no primeiro e segundo mês estávamos por volta de 60 mil meticais mês, mas nos últimos estamos por volta de 200 mil meticais o que em termos de ganhos para as nossas contas ‘e muito pouco. Seria bom se mensalmente conseguíssemos 300 mil meticais nesta primeira fase. E penso que com a ploca municipal que formamos a receita vai subir significativamente.
Os desafios são enormes, desde água, estradas, salários. precisamos de redobrar os esforços e aplicas as taxas previstas. Verdade que neste momento não podemos sufocar o munícipe. A municipalização no Distrito de Molocue ‘e uma experiencia nova. Estamos a introduzir as taxas gradualmente. Gostaríamos de resolver muita coisa”.
Os 7 bilhões propalados pelo regime guebuziano para o Distrito como pólo de desenvolvimento, em Molocue ainda são vistos de binóculos
“A nivel dos Municípios de Moçambique em Junho ou Julho tivemos um encontro com o presidente da república e há probabilidades de nos próximos anos sermos contemplados nesses fundos mas ate agora nada transpirou. Contudo de 2008 a esta fase penso que muita coisa esta a melhorar.
Estamos a praticamente um ano e oito meses do nosso mandato e muitas coisas fizeram: a começar por um carro funerário, um carro para a recolha do lixo, construímos um posto de saúde na margem direita do rio Molocue e durante o ano passado conseguimos reabilitar quatro quilómetros e trezentos de estrada urbana e cerca de quatro quilómetros de estradas perurbanas e, este ano estamos a reabilitar cerca de três estradas periurbanas e a fazer a asfaltagem de cerca de quatro quilómetros de estrada”.
“Verdade que temos muitos desafios e a agua ‘e uma das prioridades do nosso mandato. No ano passado através do conselho municipal e nossos esforços conseguimos construir cinco poços melhorados, este ano mais cinco, assim como através do governo provincial e distrital fomos contemplados nos cinco furos de água. Ate ao presente momento abrimos cerca de três.
Em termos de cobertura estamos muito abaixo com cerca de 22% que ‘e muito pouco num universo de 42.200 habitantes mas pensam que ate próximo ano teremos uma solução para água. A ideia ‘e tentar melhorar o número de cobertura e pensamos que ate 1013 no fim do mandato terão melhorado a questão da água”.
Apesar dos avanços por Fernando mencionados, num processo de construção e reabilitação das rodovias onde o peão assim como os automobilistas não sabem onde circular porque a maior parte das vias estão bloqueadas a questão da água um dos cavalos de batalha do seu mandato contínua sendo um problema urgente por resolver.
Tempo de mandato 1 ano e cerca de oito meses a espera do fim do mandato para solucionar a questão da agua de um concurso lançado em 2008 mas que ate aqui não surtiu o efeito desejado para o povo que recorre a agua imprópria para o consumo, muita gente no rio a tirar agua para beber, lavar e tomar banho. Foi o que constatei.
“A nível central em 2008 foi lançado um concurso para uma empresa vir fazer o estudo sobre como seria o abastecimento de água para Alto Molocue. Adiantar que por aquilo que pude ouvir, esperava-se fazer a captação da agua a partir da nascente dos montes Rupi que distam a aproximadamente vinte e cinco quilómetros daqui, mas pelos estudos feitos aquela agua não será suficiente para abastecer a vila, com os estudos a serem feitos poderá se definir de que fonte a agua será captada.
Ate aqui vamos tentando através de furos e poços e temos um pequeno sistema que esta em estado absoleto de onde a agua era directamente retirada do rio o que acarretava muitos custos. Água do rio para banho sim, mas para beber pensa que temos fontes alternativas. Estamos tentando fazer, mas não ‘e o suficiente para fornecer água de qualidade”.
Diferentemente da cidade capital da Zambézia Quelimane onde o índice se assaltos roubos na via publica assim como em residências com recurso a catanas se agudizou diante de uma policia doente, obrigando os munícipes a refugiarem se nas suas casas a partir das 19horas em diante em Molocue respira se a ‘granel’
“Nestes últimos meses partindo do ano passado não tiveram casos graves apesar de ser um corredor que temos aqui a estrada nacional número 1 mas aqui tem a polícia da república de Moçambique (PRM) e, recentemente a camarária desde o dia 24 do mês passado. Avaliando isto que conseguimos fazer neste período de um anão e oito meses significa que o ambiente ‘e salutar”.

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