sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Montepuez Ruby mining produção agendada para Outubro próximo

Texto e fotos: Estacios Valoi 20/09/12 Trata se de uma sociedade ‘ Joint venture” entre a empresa de capital britânico Gemfields com 75% e a sua contra parte Moçambicana Mwiriti.Lda com 25% num investimento de 25 milhões de dólares americanos nesta primeira fase, instalada no na localidade de Namanhumbiri, no distrito de Montepuez na província de Cabo Delgado. O montante já investido, contempla apenas a fase piloto da concessionária em processo de prospecção, a qual numa primeira fase tenciona produzir 10 toneladas das 3 mil toneladas almejadas por dia nos próximos anos de exploração do rubi numa área que ocupa 21220 hectares. No seu segundo ano de actividades nesta parcela do país, a Gemfields que também encontra se a operar na Zâmbia, numa parceria com a Kagen, uma sociedade estatal daquele país da África Austral, em Moçambique espera empregar cerca de 500 trabalhadores na fase da produção. Segundo Asghar Fakhr, sócio gerente e engenheiro em representação da Mwiriti, actualmente sociedade conta com capital humano e técnico para que se comece com a produção, assim como vai se responsabilizar por toda a cadeia produtiva, desde a exploração, a colocação do mineral nos mais cotados mercados da especialidade no mundo, passando pelo seu processamento. Infra-estrutura física “Fizemos uma “Joint venture" com Gemesfild britânica, numero um mundial em pedras preciosas de cor. Agora começa com uma produção de 10 toneladas dia mas com um objectivo marcado para alcançar 3 mil toneladas dia, Conector, bulldozer,tudo já esta aqui, só estamos a espera da estacão de tratamento de minérios, onde se faz a separação das impurezas dos minérios necessários (Lavaria), de raiz, tecnologia Alemã mas fabricada na África do Sul que chega em finais deste mês de Outubro, a qual será montada pela equipa técnica fabricante. Com aproximadamente 20 dias de experiencia posso dizer que, mais ou menos finais de Outubro estarão a produzir e dentro de dois, três meses a primeira exportação no mês de Dezembro de 2012 e venda em Março próximo em Singapura na feira mais importante de gemas a nível mundial”. “Estamos a preparar um acampamento muito próximo de Namamhumbiri, dentro da área mineira para hospedar 15º técnico superiores sénior e juniores para 150 pessoas. Pelo tempo é impossível a construção de todo o aparato necessário, ter um refeitório para 400 a 450 funcionários que vamos ter a partir do mês de Outubro, mesmo número de refeições dia e noite. Não ‘e fácil neste momento em Cabo Delgado, não existe uma organização para tal, e logicamente vamos lançar um concurso mas isto precisa de uma logística que não é tão fácil. Temos casas tipo comboios convencionais de cimento, construídas para albergar a força de segurança privada ARK. O mais importante que é a área onde vai se instalar a Lavaria, planta de lavagem que leva de oito a nove tampas de reciclagem de água, porque a água que se vai usar será reciclada para voltar a usar”. Responsabilidade social “A empresa estava na fase de prospecção, durante dois anos fizemos uma reabilitação de raiz de uma escola, com casas de banho convencionais de alvenaria com todas as condições, tanques de água, reabilitamos o mercado de Namamhumbiri, campo de futebol e uniforme das meninas avaliada em cerca de 6 milhões de meticais. Neste momento a empresa iniciou com a reabilitação de todos os furos de água, seja bomba, filtro, o que não estiver a funcionar a nível do posto administrativo avaliado entre de 10 e 12 milhões. Ainda não começamos com a produção mas existem programas, neste caso para carpinteiros, criação de frangos para a população local que poderão vender-nos aqui mesmo, futuramente a criação de estufas para que durante ano todo existam verduras, esta semana foram contratados outros 27 trabalhadores e dentro de pouco tempo a empresa vai contratar outros 60 nas varias áreas que nos interessam, desde da lavandaria até meninas que pedimos para aprender gemologia”. Segundo estes técnicos gemologos as jovens entre os 20 -27 anos são as melhores, tem o “feeling”, vista perfeita, uma espécie de contacto com as pedras, vão aprender e trabalhar com os técnicos na selecção das pedras; temos um professor e cerca de dez técnicos, é uma profissão que vão aprender. Na fase da produção teremos aproximadamente 450 trabalhadores directos e, sem nos esquecermos que, lamentavelmente a província de Cabo Delgado tem deficiências na parte técnica, temos que formar o pessoal local, operador de máquinas. Neste momento, 90% não são desta província, temos que traze-los de Tete, Maputo, Zambézia Inhambane, Nampula, é a única saída que há dentro do que há em Moçambique. Disse Fakhr. Impacto ambiental “O aspecto que se esta a controlar muito, todo desastre que se registou com garimpo ilegal, as crateras que foram abertas, tentar recuperar, limpar bem a área. Esta previsto por exemplo o uso de uma espécie de viveiros, estufa para a criação de plantas autónomas, uma vez que termina a área poder plantar aquelas árvores, próprias da zona. Precisamos de água e muita, mas como a própria água se vai reciclar, não será tanta água assim, o consumo será inferior nas nove tampas espécie piscinas que vamos colocar, onde a água vai assim que sai das tampas, reciclada e volta a reintroduzir se na Lavaria. Não sabem quanto a capacidade mas já fizemos furos suficientes para o consumo de água no acampamento principal dentro da mina, os técnicos que estão lá a trabalhar com geofísica, estão a encontrar lugares adequados e, acho que este problema é algo menor.

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