sábado, 9 de junho de 2012

Inflação vai continuar em Cabo Delgado

Fotos e Texto: 04/06/12 Cabo Delgado em especial a cidade de Pemba maior epicentro da província em termos de trocas comercias de produtos de varia ordem com ênfase para o básico ainda a quem de responder a demanda d mercado local. A problemática da fraca resposta a demanda do mercado tem com pilar principal a falta de infra-estruturas, o regadio de Nguri adormecido, problemas a milhas de serem solucionado pelo governo de Eliseu Machava e enquanto isso e a longo prazo o índice inflacionário vai disparando dia após dia. Relativamente a esta questão e outras de índole comercial que no fim do dia são a causa para os atropelos em termos de preços, o impacto negativo na vida das pessoas numa província que pouco produz em termos agrícolas, pesqueiro para alimentar a prior toda a província chegando a depender na sua maioria de importações de outras partes de um pais com políticas agrárias a deus dará, a nossa reportagem contactou ex-o Director provincial da Industria e Comercio de Cabo Delgado Mateus Matusse. Constrangimentos “O constrangimento básico que é resolvido, tem a ver com infra-estruturas, centro de tudo o resto. Se terminar com a estrada que liga Montepuez a Ruassa, que esta em zonas altamente produtivas, um grande regadio de Nguri, então esse problema de vegetais, legumes, resolve - se. A quem vai até Malema cerca de 500 quilómetros comprar tomate para vir vender aqui. Há uma serie de constrangimentos e as medidas administrativas não são a base em relação ao controlo dos preços. Em Cabo Delgado tem que ser visto em dois extremos: Produtos agrícolas que são produzidos aqui e a província tem excedentes e industrializados de vegetais em que a produção não é local, e se é, muito baixa. Em termos de cereais, tubérculos temos excedentes e claramente temos preços mais baixos a nível nacional. Produtos nossos agrícolas, saem daqui para outras províncias porque a mais-valia do comerciante que leva esses produtos para lá”. “Na componente de vegetais, tomate, cenoura, cebola, a província não tem a cultura de produção desses produtos, é uma cultura que vai sendo introduzida. O nosso camponês quando chega o tempo para preparar o campo para plantar mandioca, milho … Deixa tudo e vai concentrar se naquela produção que tradicionalmente se habituou. Maior produção, baixa de preços”. Medidas “Há um trabalho ao nível do sector da agricultura de fomento, promoção distribuição de insumos ligados a essa componente de hortícolas a nível dos distritos onde há baixas. Exemplo zona de Mieze na época fresca, de hortícolas que vamos entrar agora, pode encontrar o quilo de tomate a 10,15 meticais porque nessa altura todo o mundo produz e há uma quantidade excessiva, a demanda é menor em relação a oferta. Nesses locais há projectos de promoção de produção de hortícolas, acontece apenas naquela época. Ai sim é que recorremos a produtos de fora de Cabo Delgado. Como se as hortícolas fossem apenas consumidas numa única época assim como são produzidas por ano numa província em que os niveis de mal nutrição aguda são assustadores, quisemos saber onde conservar esses produtos. “ Há varias acções que estão sendo levadas a cabo pelo governo no sentido de garantir que esses produtos na fiquem nas mãos dos produtores, a parte da conservação é uma das componentes mas por si só não é suficiente. Temos a componente das vias de acesso para escoamento. Nestes últimos três anos temos uma componente que tem trazido muita diferença que é o financiamento com uso do fundo do desenvolvimento distrital de acordo com o grupo alvo, desde pequeno, médio produtor, facilita com que os distritos escolham os agentes económicos a nível local que são financiados para que eles comprem os produtos no produtor e depois comercializem para outras regiões, é informal que anda na sua bicicleta, compra os produtos, armazena e na época de falta vende para as populações locais”. “Componente de comparticipação onde a conservação é expandida ao nível do governo, trabalho feito essencialmente pela direcção provincial da agricultura que é a promoção de celeiros melhorados, locais que os camponeses usam para conservar os seus produtos mas também temos a componente de silos que a construção começou no princípio deste ano com os silos de Nhajua em Mieze no distrito de Ancuabe com capacidade de três mil toneladas e armazéns com mesma capacidade. Vai continuar em Montepuez e cidade de Pemba. Tem a componente de financiamento ligado a outras organizações dos agentes económicos para garantirem a componente da comercialização, tem a melhoria do ambiente de negócios que é a melhoria do licenciamento, a formalização dos estabelecimentos económicos ao nível distrital. Por exemplo se há um processo de compra de cereais a nível local, é possível que os distritos adquiram esses produtos para hospitais, centros de internatos ao nível local. Tudo para ver se pode se melhorar a componente de conservação de excedentes agrícolas”. Vias de acesso “Aspectos que tema maior peso nesta questão de preços. A via de Quissanga para aqui é uma via que esta com problemas sérios, ir a aquela zona significa aumento em termos de custo de transporte. Felizmente, ate ao na passado já esta electrificado quase todo o distrito da zona costeira a zona onde se produz e achamos que isso vai ter maior valia no desenvolvimento daquela área pesqueira, a tirar peixe do mar a pessoa já tem onde conservar. Os nossos grandes armazenistas da praça tem feito as suas compras em Nacala ou fazem directo de Maputo e fazem via terrestre. Esses produtos que vem de fora, a província já não tem o sistema de cabotagem, resta a ligação marítima a nível nacional, estamos a falar de um navio que sai de Maputo, Pemba, Nacala. Temos uma comissão provincial de estradas que envolve os sectores económicos da província e participam todos os administradores províncias em que se define quais são as zonas, estradas prioritárias”. Produto pesqueiro Apesar de tantos projectos, feitos a velocidade de cruzeiro, facto é que a tendência dos preços dos produtos, principalmente de primeira necessidade vão aumentando. Mesmo o pesqueiro numa vasta costa e, passados todos estes anos ainda anda a artesanal e outros refugiam-se na carne. “ A nível de Cabo Delgado, cidade de Pemba é maior consumidora. Cada três pessoas que vem de Maputo a Pemba quer voltar com pescado, também tem aqui indústrias hoteleiras, barracas e em termos de consumo a pressão ‘e maior. Conversando com meu colega das pescas é que nós estamos a fazer pesca artesanal, não é industrial ou semi- industrial. A quantidade de pescado produzido pelo menos aqui a nível de Pemba não satisfaz o consumo, mesmo juntando com o que vem de outros distritos. O Peixe é que vendido aqui a nível dos talhos, peixaria não é proveniente da cidade de Pemba mas de outros pontos da província. A luz do balanço do Plano económico-social (PES) e OE relativo ao ano de 2011 de Cabo Delgado, no qual o governador da província Eliseu Machava, perante a sociedade civil, associações e organizações não governamentais que operam naquela província, considerou de positivo, com um desenvolvimento na casa dos 106%, a margem da nona sessão do governo provincial onde de entre vários temas, versou se sobre a politica económica social, quisemos saber sobre o desenvolvimento da agricultura, pesca… o factor inflação naquele ponto do Pais. Vagueando e sem apresentar factos, o porta-voz do governo João Motim, e , por sinal director provincial do trabalho, foi pelo politicamente correcto. Pior ainda a estilo ‘” Copy past” do comunicado de imprensa, vazio distribuído no fecho da sessão com conteúdo referente a iniciativa presidencial “um aluno uma planta”e a mola que mal chega aos professores. Agricultura Este não é apenas um desafio do governo mas de todos. Queremos dizer que todos temos que nos envolver no desenvolvimento da nossa província, produzirmos e produzirmos cada vez mais com qualidade. Há alguns anos atrás nós até dependíamos de alguns produtos das províncias vizinhas, como é o caso do tomate, cebola, verduras. Verdade que a capacidade de produção ainda não satisfaz aquilo que é as necessidades reais de consumo, mas pensa que paulatinamente estamos a melhorar. Precisamos de produzir muito e para todos com qualidade. “ O sector da educação foi atribuído pouco mais de 18 milhões de meticais, mas o grande constrangimento, é o facto de alguns professores não terem na hora alguns documentos para a sua nomeação e, também é preocupação do governo o cumprimento de metas neste sector em particular. Planeamento e ordenamento territorial, Cabo Delgado é uma referencia turística obrigatória. Neste momento a grande preocupação é saber o que implantar e aonde e tendo cuidado sobre as zonas costeiras, sobretudo de erosão, sejam aquelas zonas de perigosidade, em termos de habitação”.

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