quarta-feira, 2 de maio de 2012

Turismo em cabo delgado ainda por nascer

Texto e fotos: Estacios Valoi 02/05/12 Num périplo feito pela nossa reportagem por algumas instâncias turísticas pela cidade de Pemba o nível de turismo parece estar longe de alcançar as suas expectativas numa província com muito potencial várias instanciais uma de forma organizada e outras não. Com a pesquisa e prospecção do gás natural por estas partes de Cabo Delgado onde chega a faltar alojamento para o verdadeiro turista, isto pela falta e porque o que existe na sua maioria foi alugado a turma do gás alguns operadores turísticos afirmaram que o governo esta mais preocupado pelo gás e não pelo turismo alguns até apontando o dedo para o que outrora fora considerado cartão-de-visita da cidade’ o restaurante, casino náuticos que esta a cair de podre. Em contacto com o timoneiro do turismo da província de Cabo Delgado Francisco Loureiro contrariamente aos operadores turísticos considera que o desenvolvimento do turismo esta a um nível satisfatório. “Em termos de investimento, neste momento temos cerca de 20 projectos de média dimensão a curto prazo avaliados em cerca de 60 milhões de dólares americanos em curso com capacidade de trazer 600 novas camas, é mesmo a curto prazo e alguns vão abrir ainda este ano, no próximo e dois em 2014.Quanto a chegada de turistas estamos relativamente bem com nos últimos dois, três anos com uma média anual de 5& a 6%, o que significa que recebemos 58 mil turistas e este ano esperamos alcançar 60 mil. Há falta de alojamento sim. Devido a prospecção e pesquisa do gás temos tido uma pressão muito grande nos nossos estabelecimentos hoteleiros mas, isso também esta a trazer um valor acrescentado também para as outras actividades e o turismo faz parte disso. Então temos isso como grande desafio”. Relativamente aos alegados investimentos, questionado sobre a sua localização o estagio em que se aqueles se encontram e o “Nautilus Beach Resort”, onde a gente cá da terra dizia que naquele complexo era como “dançar sobre mar” que esta a cair de podre, Loureiro sem poder indicar poder dar indicação com exactidão sobre os tais projectos contradiz-se e, tenta palmilhar Pemba. “Naturalmente que estão mais concentrados em Pemba, mais não tem mais 50% dos estabelecimentos. Os outros estão nos distritos. Quanto ao Náutilus esta a acontecer aquilo que continua a acontecer normalmente no comércio, indústria. Quem se mete neste tipo de negócios, uns dão e outros não. Esta é uma crise que essa empresa em particular esta a passar e não do sector, o que é absolutamente natural. Não nos devemos alarmar por causa disso e penso que a unidade como unidade em si vai prevalecer, os donos, a gerência pode mudar e haver um período de certo modo complicado mas tem a certeza que se ultrapassará o assunto. Ė Um serviço público e tem que continuar a ter este serviço, com qualidade”. Estradas De hoje ou não, facto ‘e que nos últimos três anos pouco ou quase nada se fez em termos de construção, reabilitação de estradas, se não “ tapa-burracos” e sem se saber ao certo o que se faz com o dinheiro que das receitas do turismo resultam, mais e segundo varias pessoas inqueridas pela nossa reportagem, “as estradas estavam melhores a cinco anos atrás e hoje vão piorando cada vez mais algo que Loureiro tentou mentir ao dizer que agora estão melhores do antes. “Temos interagido com o Conselho Municipal de forma consequente, metodológica. Temos estado a resolver em conjunto algumas situações, e chamar atenção sobre o estágio das estradas, lixo, poluição sonora, uma seria de coisas que não são boas para o turismo. Temos resolvido algumas de solução a curto prazo e outras não. Estradas, lixo, são questões mais complicadas e com a capacidade que nós governo, Município temos não é fácil resolver isto num dia mas estamos a tomar medidas. A questão das estradas penso que é uma questão dos últimos anos e não dos cinco anos, mesmo do lixo. São situações que acontecem e estão a acontecer agora. O turismo ainda não é uma das principais fontes de receita mas sim, um grande potencial. Mas aquilo que são as estatísticas na província, nosso sector já esta contribuindo com cerca de 10% do orçamento provincial”. Mas não é só a questão das estradas que enferma o sector do turismo na província principalmente na cidade de Pemba, isto é não fosse o presidente do município Tagir Assimo Carimo a tentar de porta a porta arrecadar 40 milhões para cobrir as estradas da sua cidade, onde actualmente apenas arrecada anualmente 10 milhões para o sistema de ponta “ tapa-burracos”, que ai cair da chuva os mesmos transforma se em crateras. “Temos mais a questão da formação do pessoal para o sector, o acesso a este ponto turístico, fundamentalmente por via aeria que esta muito oneroso e muito complicado. Vir da Europa ate aqui demora se muito tempo e os preços internos, as passagens ainda estão altos. Tem também a questão da competitividade, nós temos uma única companhia aeria, não sei se de facto poderemos alternar com outras companhias, mas julgo que sim. Há muita procura de turistas e a há vontade de vir para aqui. Algumas vem e outras não devido a essas dificuldades todas. Falou se sim que ia se melhorar o aeroporto. O aeroporto que nós temos esta com uma serie de dificuldades para responder a demanda então precisamos de um aeroporto maior e equipamento moderno para dar mais vazão aos turistas, passageiros que naturalmente precisam de uma modernização do aeroporto e o governo esta com esse programa. Se o governo esta a fazer ou não facto é que numa visita que se realizou ao aeroporto sobre a sua modernização e que culminou com uma conferencia de imprensa, isto a cerva de três anos em que a nossa reportagem esteve presente, o director dos aeroportos Manuel Veterano apresentou projectos ambiciosos”publicidade” a imprensa mas que até aqui, isto no caso de Pemba, não passou de uma promessa”. Praias privadas. Loureiro admite a existência do caso de género mas tenta minimizar e apela a legislação “Não. Nós temos legislação que tem que ser cumprida. Não há praias privadas. A gente não permite que se faca isso, na há permissão nenhuma e quando isso acontecem e tem acontecido porque não vamos dizer que não, nós actuamos directamente. Ultimamente foi o caso de uma praia aqui na cidade de Pemba e penso que não da aqui para estarmos a particularizar porque o assunto foi resolvido e aconteceram outros casos. Desde que estou aqui a cinco anos aconteceram quatro casos e resolvemos o assunto, houve casos em que tomou se medias drásticas, a gerência foi mudada. Relativamente a inflação em Cabo Delgado e impacto sobre o turismo que contribui com 10% para o orçamento provincial, com o quilo de tomate a 150meticais e a cenoura a 250, o peixe que sai aqui do mar é outra estoria questões que Loureiro considera complexas, complicadas e pelo que constatamos sem solução a vista.
“Essa questão dos preços também é outra multissectorial, complicada, muito complexa de maneira que todos os sectores têm que interagir, fundamentalmente na questão da produção, produtividade, qualidade de trabalho, ai a gente pode trazer poupança; Mais investimentos, competitividade, só a partir dê a gente pode inverter a situação, caso contrário isto não vai ser possível”.

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