domingo, 27 de maio de 2012

Hassan'adas de Mafalala a Cape Town

Hassan’adas da Mafalala a Cape Town
Texto e fotos : Estacios Valoi 22/05/12 Jonassan ou Hassan’adas nome que da ao seu mais recente projecto apôs anos de experiencias, momentos desde que nasceu, partiu do bairro da Mafalala arredores da capital moçambicana Maputo, de onde mais tarde partiu ao encontro de outros sonhos ate que foi parar a cidade sul-africana de Cape Town onde actualmente reside. Desta vez, não com Moreira Chonguica, Jimmy Dludlu e outros músicos de renome com os quais nos habituamos a ver, desta vez foi a Hassan’adas seu novo projecto que veio ao de cima no Cape Town International Jazz Festival no meio de tantas estrelas do jazz como Hugh Masekela& e seus convidados celebrando Mama “Africa” (SA) Moreira Project (Moçambique), Marcus Miller (USA), Dave Koz &Patti Austin com convidado especial (USA), Unathi (SA), Allen Stone (USA, HHP (SA), Zakes Bantwini (SA), Nouvelle Vague (Franca), Ill Skillz (SA), Atmosphere (USA), Jean Grae (USA), Good Luck (SA), Pharoane Monch (USA), James Ingram (USA), Zahara (SA) que recentemente esteve em actuação em Maputo, Moçambique, Zamajobe (SA), Herbie Tsoaeli (SA), Dorothy Masuka (SA), Adam Glasser (UK/SA), Patti Austin Trio (USA) Kevin Mahogany (USA), The Andre Petersen Quintet (SA, USA, BL), Donald Harrison the trio/Ron Carter& Lenny White (USA), Brubecks Play e convidado especial Mike Rossi (USA/SA), Steve Dyer (SA), Sophia Foster (SA) Xia Jia Trio (China), Victor Kula (SA), Alfredo Rodriguez (Cuba), Jason Reolon Trio em performance com Buddy Wells (USA), David Sanchez e seu convidado especial Lionel Loueke (Porto Rico/Benin) Steve Dyrell (SA), Unathi (SA), Allen Stone (USA) Hassan’ adas (SA), Mike Stern& David Weckl (USA), Alexander Sinton High School Jazz Band (SA) Gabriel Tchiema (Angola), Lindiwe Suttle (SA), Virtual Jazz Reality (USA), Third World Band (Jamaica), Zakes Bantiwi (SA), Miller. Mas também foi lá onde com Jonassan cruzamos caminhos, palavras e eis no que deu. Antes de entrar neste tapete rolante que é o Cape Town International Jazz Festival e também falar sobre o teu mais recente trabalho, Faz tempo que na pões os pés em Maputo! Penso que estaremos lá nos meados deste ano. Estava a espera deste Show, para poder tocar com uma banda maior, isto porque sempre toco quatro pez mas, desta vez vão ser seis e duas dançarinas para aquecerem mais o momento. Que trazes neste teu novo projecto? Trago o que sempre quis fazer. Cantar as minhas musicas, composições, também toco guitarra, canto toco percussão, é um projecto anteriormente ambicionado então acho que esta foi a melhor altura para implementar. Que te leva a entrares por este projecto digamos que a Hassan’das e não com as outras bandas com as quais vinhas actuando? Já toquei com muitos artistas, ganhei muita experiencia. Achei que era o momento de fazer um projecto destes, minha própria coisa. As vezes ‘e difícil trabalhar com músicos, as vezes queres fazer as tuas coisas. O meu projecto, não importa se os outros músicos estão ou não, não há problema, canto, toco guitarra, faço tudo. Quantas pessoas compõem o teu projecto e o que trazes em termos de ritmos? Tragos mais ritmos lá de casa (Moçambique), jovens lá de casa, tirando um bocadinho de Fanny Mfumo, Dilon Djinge, Alexandre Langa e uma mistura de Português, Changana, Zulu, Dloza, também para todo o povo entender. Essa mistura destas línguas vernáculas, oficiais, será uma forma de exaltar também Moçambique deste lado da fronteira? Ė. A ideia é trazer todos esses nossos ritmos para aqui e dar a conhecer mais, para saberem que temos os nossos e como estavas a perguntar, a base da banda são quatro instrumentos. Duas guitarras, baixo, bateria, mas aqui para o festival serão seis. Que te vem na alma quando já te consideras amadurecido e pela primeira vez com teu próprio projecto num festival desta dimensão que ‘e o Cape Town International Jazz Festival? Estou um pouco nervoso. Cantar, essa é que é a parte mais difícil porque com a percussão não tenho problemas, agora cantar ‘e que vão ser elas. Mas com digo que a experiencia vai prevalecer e farei de tudo para ter um bom show. Olhando para as tuas viagens, os artistas com quem tocas-te até esta fase. Que memorias, principalmente daqueles que julgas terem sido suas influencias? Hoo. Yes. Tive muita influência do agrupamento Stimela quando tocava com Rei Piri e Miriam Makeba, quando toquei com Hugh Masekela, John Cleck mas o Stimela e a Miriam Makeba são experiencias a considerar. Essas experiencias de que modo encontram se reflectidas neste teu projecto? Sim. Há uma musica intitulada “I know that” a qual é dedicada a eles, fala da Miriam Makeba, Hugh Masekela, esse pessoal todo, como Fanny Nfumo, Alberto Mutcheka, todos eles. “I Know that” como quem diz “ sei disso ou conheço..) Dependendo do contexto. O que sabes no meio disto tudo? (Risos) diz se que “if you wanna something don’t give up” não desista daquilo que queres”. Sei que sempre que quiseres alguma cena vais um dia alcançar. Jonassan ou hassan’ das, horas depois já se encontrava em palco, perdido no meio daquelas seis congas cuja altura dos batuque e do musico se confundiam, em alguns momentos apenas os braços sobressaiam e ele, no meio deles ribombando. No fim tudo correu bem, pelo menos não engoliu a voz. E assim o baixinho saltou do palco. Disseste que tencionas levar este projecto a Moçambique. Esperas actuar com algum músico em particular? Tocando em Maputo gostaria de convidar o Salimo Mohamed, sabes, para vir cantar uma, duas músicas quando estivermos em Moçambique.

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