quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ministro da defesa reage as afirmações do líder da Renamo Afonso Dhlakama



Texto e fotos: Estacios Valoi
09/08/11
Em mais uma visita de trabalho rotineira o ministro a defesa Filipe Nyesse semana passada escalou a província da Zambézia após um périplo que levou a sua equipe a província de cabo delgado no âmbito do patrulhamento do Pais e enquadramento nos trabalhos que estão sendo levados a cabo a nível dos Países da SADC na província do Niassa em torno da segurança nestes países.
A equipa que acompanhou o ministro, dividida em duas partes que são a politica e a militar interventiva no apoio as logístico e politico as forcas armadas de defesa de Moçambique num roteiro normal mas desta vez pela costa moçambicana, isto depois da Tanzânia nas celebrações do dias dos heróis daquele pais, também esteve no distrito de Mocuba como ponto de desembarque final.
Relativamente aos recentes pronunciamentos do líder da Renamo Afonso Dhlakama durante a sua visita pelo Centro e Norte do Pais, para além de ter dito que vai afastar o partido Frelimo do poder ate o mês de Dezembro próximo também prometeu abrir quartéis, disse que tem armas.
Para Filipe Nyusse as afirmações do líder da ‘ Perdiz’ não passam de distracções e que toda a violência tem linhas de actuação.
“Toda a violência tem linhas de actuação e se continuar nos modos que estão, ainda na primeira linha, a da ordem pública, os nossos colegas do interior tem sabido estar. Se for guerra, é uma ameaça a um estado, a um Pais. Agora porque temos as forcas armadas!? Eles estão preparados para trabalhar. Não interessa se vieram da Renamo ou do governo. Estão preparados para poder defender aquilo que juraram a bandeira.
Não há-de acontecer quartel nenhum, não tem que acontecer. Onde é que se vai fazer quartel neste Pais!? Para aquartelar a quem!? O bocado foi aprovado o estatuto do desmobilizado e estão enquadrados no ministério dos combatentes. Tem preocupações, acções, actividades que tem que acontecer e as pessoas não podem continuar a ser feitas reféns nas bases e depois não tem oportunidade de trabalhar, estudar. Ai ate vou lhe confessar.
Nós como governo, como políticos, as forcas armadas estão sempre a questionar, mas o que esta a acontecer aqui! Aquartelar a quem! Estão preocupados. Mas também não se compreende que universo de população de militares se refere porque. Vamos ver bem. Quando se diz militares”.
Militares da Renamo acantonados
“Houve momentos, talvez posso dizer três grupos diferentes, o primeiro é no âmbito do acordo geral de paz, as forcas do governo e Renamo que vinham da guerrilha foram enquadradas. Há gente que passou a reserva ou a desmobilização que teve enquadramento no âmbito da ONUMOZ e compôs se as forcas armadas numa proporção de 50 por 50 e depois o grupo de jovens que estão a ser integrados que passados dois anos uns optam ou não por ficar.
Os que saem. Não sei se há aí pessoas que dizem que são da Renamo ou da Frelimo. Quando incorporamos nem se quer sabemos. Agora se há alguém que saiba que neste grupo de jovens ainda há pessoas que são da Renamo neste Pais, nós não estamos preocupados com isso e vamos ter dificuldades de controlar. Aplicando o estatuto do militar, as pessoas passam a reforma e porque não estamos em guerra e estatisticamente começamos este processo em Maio de 2010 e, ate Abril tinham passado a reserva 212 pessoas e dessas só seis vieram da integração da Renamo. Há registo. Só são seis, os restantes não o são”.
“ Temos o comando da reserva que foi criado exactamente para acompanhar essas pessoas durante seis anos e quando saem tem um período de seis anos com o mesmo salário. O governo aprovou um pacote de reinserção, não sei se é feliz ou infelizmente. Grande parte daquele grupo de pessoas que me referi de 50 por 50 que integraram as forcas armadas de Moçambique, os da Renamo eram muito jovens, não tinham idade para passar a reserva, por isso eles ainda têm algum tempo de dar a sua contribuição, desta vez para defender Moçambique e não para criar confusões.
Estamos satisfeitos, envolver na formação em missões dentro e fora do Pais, elevar o nível porque são ambiciosos, é o exército que nos agora quero para enfrentar os actuais desafios. As forcas de defesa de Moçambique que vinham do governo grande parte já tinham dado a sua contribuição em diferentes lutas de libertação deste Pais. Então chegou o momento de passarem a reserva e não temos tido problemas com esses”.
Quanto ao referenciado pelo líder da ‘ Perdiz quando diz que os seus homens da Renamo são os mais visados neste processo de reservistas, Filipe Nyusse discorda e enfatiza.
“Não confirmo porque, podem conversar com os meus oficiais que vieram da Renamo, estão connosco. Há pouco estava na Tanzânia, viajei com esses oficias, participaram e fomos celebrar a cerimónia do dia dos heróis da Tanzânia, outros estão na formação em Portugal e China, não há essa questão. Isso é que estou a dizer, que dos 212 são só seis e, essas pessoas têm nomes.
Na orgânica das forcas armadas temos três ramos, só pode ter um general que é o comandante, o chefe do estado-maior não podem ser dois. Agora se a Renamo tinha aparecido com muitos generais, não existe como comandar porque o poder militar é vertical, não pode posicionar se um grupo de pessoas, não é possível ao mesmo tempo ficar no sistema um comando de ramo com dois generais, tem que ser um.
Deixem nos trabalhar para proteger este Pais, há desafios sérios. Estamos a trabalhar desde ontem numa rotina normal a vir da ponta do Farol onde começa o verdadeiro Cabo Delgado a descer, agora trabalhamos em Moma para ver os empreendimentos económicos do Pais. Não nos distariam com coisas que não tem lógica porque o militar verdadeiro este e quer trabalhar”.
Armamento bélico ou não
Não vamos embarcar na onda de comentários, é normal que as pessoas comentem, sabemos que também houve comentários que tinham armamento sofisticado. São comentários que qualquer cidadão faz em momentos de laser, de divertimento. Mas a honestidade de algumas pessoas ate ajuda. Dizer que eu tenho faca, arma e posso matar. Se alguma coisa acontecer neste pais esta claro, identificado. Facilitou o trabalho da inteligência.
O povo não vão admitir que as pessoas tenham aramas e podem fazer mal as pessoas. Se há discussão, problemas de querer o direito disto ou daquilo, acho que sabe muito bem que nestes pais há espaço nos parlamentos. Não metam muito as armas, as forcas armadas porque as forcas armadas têm uma missão específica. Esta soberania tem que ser defendida, é a nossa concentração, disse Nyusse.
Discurso um atraso
“ Os quartéis estão a ser reabilitados para ficarem soldados no activo. Vais se reestruturar o comando de reservistas que tem a suas missões como existe em toda a parte do mundo. Classificamos o aquartelamento de pessoas como um atraso. Se tem dinheiro, quer escolher o universo das pessoas da Renamo, que ajude para outras coisas, estudar mas aquartelar, fechar as pessoas, acho que foi um discurso mal equacionado. Estamos satisfeitos com as forcas armadas que temos. O governo não anda a chancelar opinião e pessoas. Trabalhamos com as leis.

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