quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ilha de Matemo a espera de melhores

Estacios Valoi 07/02/13 É onde se localiza a estancia turística Matemo Lodge erguida desde 2004 numa das 27 ilhas que compõem o arquipélago das Quirimbas na província de Cabo Delgado estendendo se pelo no norte de Moçambique numa costa de 425 km. São seis comunidades que constituem a ilha de Matemo com cerca de duas mil pessoas, desde a de Palussansa, Misaula,Ngamba,Nwanacombo,Lueculo, Bilanba que ao longo da costa se estendem entre bancos de areia, corais, varias espécies marinhas, florestais, aguas cintilantes, os raios do sol mergulham mar adentro perdendo se nas profundezas expondo algumas espécies marinhas vistas a seis ou mais metros de profundidade sem que se tenha que mergulhar. São marcas de areia naturalmente traçadas pelas águas, caminhos que só ela consegue fazer, permitindo e oferecendo espaços para a prática de desportos aquáticos e outras actividades em dias de preguiça, de tradições seculares desde que aquele povo existe, a penetração árabe, indiana portuguesa, a escravatura. Muito pode se dizer ainda sobre a ilha de Matemo, a minha lente de 300 milímetros, a uma altitude de cerca de 5000 mil pés de voo, conseguia penetrar o azul e/ou verde do mar ao encontro da areia branca. Na nossa passagem por aquela ilha durante alguns dias a nossa reportagem entrou pelo Matemo Lodge e por coincidência estavam lá os administradores daquela instância turística Janson & Karen de Plessis que pode nos explicar um pouco mais sobre aquele pedaço insular guardado pelo Ibo a espera de Cahora Bassa. “Matemo Lodge composto de 24 bungalows, um restaurante, bar, uma seria de actividades, claro na sua maioria aquáticos como mergulho, pesca, vela, caíques, Wind Surf, Barquinho de pedais e outros, viagens de barco para Ibo, o lodge com cerca de 78 trabalhadores tem capacidade para albergar 27 hóspedes. Dos nossos trabalhadores cerca de 56 são aqui da ilha de Matemo e os restantes vindos de Pemba, Maputo e África do sul. Recebemos vários turistas, 40% sul-africanos, 30% portugueses, o resto italiano, moçambicanos e de outros países, como da Europa, um pouco dos Estados Unidos e Austrália. Temos a I ilha de Rola que é mais para snoorckling com corais muito bonitos, também para piqueniques, mergulho, mas que também se fazem fora de Matemo, do Ibo, mais para cima em Zala. As nossas actividades são basicamente desenvolvidas em torno das ilhas de Matemo, Ibo e Rola. Aqui a maioria dos nossos trabalhadores são das comunidades aqui de Matemo. Temos comunidades que trabalham com o Lodge e ate aqui construímos um posto de saúde, salas de aulas, mesquitas e durante o mês de Ramadão recebem alimentos como arroz, agua nas celebrações do IDE. Não tenho certeza quanto aos montantes mas é um valor considerável”. Mas nem tudo é um mar de rosas em Matemo. “ Aqui temos desde a falta de água potável, energia electrica. Quanto a agua potável, aqui usamos o processo de dessalinização da agua do mar o que custa nos muito, é um processo oneroso. Aqui há praticamente nada, a maioria dos nossos produtos vem de pemba. Temos um fornecedor em Pemba, todo o nosso combustível também vem de Pemba. A única coisa são mariscos que provem dos nossos pescadores locais. Desde 2004 que ainda não temos energia electrica de Cahora Bassa. Para a nossa iluminação por dia gastamos 4.500 litros de diesel é muito caro. Mas se tivéssemos energia de Cahora Bassa íamos poupar muito dinheiro, não teríamos que transportar combustível par a Ilha. Temos a problemática dos preços dos voos o que faz com que muitas pessoas que queiram visitar o Lodge não o façam. Há poucos voos de Pemba para Johannesburg, os da LAM são três ou quatro por semana e o preço que se pagam para um voo directo Pemba Johannesburg na Africa do Sul é o mesmo que se paga de Johannesburg para a Europa; Exemplo o problema do mercado europeu tem a ver com o custo de voo para chegar a Moçambique que o custo é elevado, tem que ir via África do sul, excepto de Portugal que se pode voara directamente a Maputo, o custo do bilhete limita as pessoas de viajarem para aqui Mas temos clientes ao nosso nível, temos camarão, lagosta, lulas, caranguejo, também os nossos clientes fazem viagens a Ibo durante a fase de observação de baleias, mergulham, outros fazem pesca desportiva”. Projectos em vista Tencionamos desenvolver, construir mais algumas salas de aulas, manutenção do posto de saúde, construir a maternidade. No momento o que temos é algo básico, a escola tem duas salas de aulas grandes com três turmas e, a terceira estuda por baixo de uma árvore, então esperamos construir mais uma sala de aulas para minimizar esta situação. A nossa reportagem deslocou as cinco comunidades de Matemo em especial a Dade Resort na comunidade de Palussansa onde conversou com Saudade Sulemane Jabu Matemo, proprietário do Resort quem nos levou a palmilhar a ilha. Saudade ou Dade apos ter trabalhado como fiscal no parque das Quirimbas, em Matemo Lodge, formado no Parque Nacional de Gorongosa e suas viagens pela ilha de Zanzibar decidiu construir a sua instância turística que hoje acolhe um bom número de turistas que se fazem por aquelas praias. “Aqui aos poucos comecei no turismo área em que andei envolvido durante muito tempo. Fui ver o tipo de Bungalows em Zanzibar na Tanzânia mas antes trabalhei como fiscal no parque das Quirimbas, eu Saudade Sulemane Jabu Matemo, trabalhei na fiscalização aqui em Matemo, também no assunto de conservação de tartaruga marinha. Apreendi como fazer natação, mergulho, Snoorckling, Aprendi turismo em zanzibar, andei com muitos turistas Mas em Matemo Lodge apreendi carpintaria, trabalhei cinco anos como fiscal comunitário em Matemo Lodge depois levaram me para ir treinar em Sofala no parque de Gorongosa e quando voltei fiz fiscalização no parque nacional das Quirimbas depois pensei em fazer turismo assim. O York e Hélder de Mitimwiri no Ibo que vão me ajudando e mandam clientes para aqui e fazem minha publicidade na Internet”. Dade hoje tem um barco e emprega 16 trabalhadores e no seu Resort com cinco bungalows casal, uma cozinha, restaurante, tendas esticadas, por ambos os lados uma vista de não tirar os olhos. “Aqui construi cinco bungalows, um restaurante, quando não há mais bungalows, tenho tendas e este ano estou a pensar em construir um restaurante de verdade, tenho um barco e emprego desaseis pessoas, uma rede de pesca, as vezes levo clientes para travessar para Mucodjo, Ibo Eu como guia turístico levo os clientes para mostra a história aqui de Matemo na zona Sul tem a Ilha Sagrada, umas antiga casa de Vasco da Gama os clientes compram coisas para as crianças mas o mais importante é que quando aqui chegam encantam se com a população. As vezes vão ver baleias, golfinhos Aqui ainda tem tartaruga, peixe para fazer snoorckling, corais é mesmo bonito, tinha um sítio que era protegido, de conservação, o Santuário, havia muito peixe, polvo mas hoje saímos para fazer snoorclking e lá já não vejo muito peixe, temos que ir para outras zonas como a ilha ade Rola, para Misauna, estragaram o santuário, aqui, também não tem fiscal. Estou preocupado com conservação porque é uma coisa importante porque assim o turismo também vai crescer e eu também estou a ajudar na conservação”. Pelos pratos a gosto turístico, tradicional, do Arroz de casca, papaia, banana, frutas de Matemo, caril de polvo, peixe, lula, matapa, ostras, caranguejo, lagosta e, menos o camarão que por la, muitas das vezes só o visto de binóculos e pela língua, o preço é outro! Dade de olhos postos no seu congelador que vai caindo de podre por falta de corrente electrica realça o apoio que as comunidades têm tido de Matemo Lodge “O lodge ajuda com muitas coisas aqui na comunidade, quando tem um doente grave pode ajudar em avião, barco para Ibo, quando é Ramadão dão na tâmara, arroz, açúcar, agua. Aqui tem problema de água, só temos cisterna e quando chove apanhamos aquela água e serve até próximo ano, tem aldeia Ngamba que tem hospital para onde todos vamos depois, tem que sair daqui para Ibo. Aqui energia de Cahora Bassa ainda não chegou, só gerador, gasta muito e nós trabalhamos até 21h00, 22h00, qui tenho congelador e sem energia de Cahora Bassa esta a ficar podre”. Sublinhou Dade.

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