quarta-feira, 18 de julho de 2012

VIII Festival Nacional de Cultura sob lema “Unidade Nacional” Nampula

texto e fotos :Estacios Valoi 18/07/12 Caiu o pano domingo passado na capital do Norte mais a VIII edição do Festival Nacional de Cultura com viagem marcada para a Província Inhambane escolhida para acolher a IX edição Um festival com a participação vários artistas a escala nacional, da África do Sul, Zâmbia, desde, musica, dança, teatro, gastronomia, exposições de artes plásticas, livro e disco, fotografia nos diferentes pontos da cidade, a Nacala, périplo pela ilha de Moçambique movimentou milhares de pessoas que se fizeram a Nampula para presenciar a efeméride, assim como um grupo de voluntários japoneses. No fecho do evento que teve lugar no campo 25 de Setembro na cidade de Nampula, o ministro da Cultura Aramando Artur fez questão de informar sobre o próximo epicentro cultural assim como” “ Inhambane vai acolher em 2014 o Festival Nacional de Cultura”. Para uma dimensão nacional conforme se pretendeu, muito faltou em termos organizacionais, desde a programação dos espaços onde os eventos iriam ter lugar, higiene pública. Falta de profissionalismo por parte de alguns artistas. Promoveu se fecalismo a céu aberto. Exposições, literatura As salas de exposição como a de fotografia e não só, estiveram praticamente fechadas, tamanha era a insatisfação das pessoas que quiseram ver a exposição exposta numa das salas do museu. Nós outros tivemos que espreitar pela porta vidrada e gradeada. Bonita foi a exposição de artes plásticas, artesanato exposta no pavilhão de desportos. Foi lançado um livro que versa sobre a Ilha de Moçambique património mundial. Música No campo 25 de Setembro ao havia sequer uma casa de banho, as necessidades biológicas eram feitas ao ar livre, fecalismo a céu aberto em promoção, sobreposição dos eventos o que fez com que o publico ficasse sem saber para onde se deslocar, durante dois dias faltou combustível para o publico abastecer as suas viaturas. No múseu coube aos músicos mais consagrados como Zé Mucavele que dedilhando fez e facto a unidade nacional rasgando os dedos sobre a sua acústica viola, diferentes ritmos a mistura e, por vezes o público perdia se no som apanhando o, mais tarde. “ Para os que não percebem a minha música, toco ritmos tradicionais moçambicanos”. Mas foi mais tarde já no momento mais efervescente da sua actuação com um público a altura que Mucavele ficou com os dedos da mão esquerda contraídos e não podia mais continuar, até tentou. O publico, esse ficou preocupado porque não percebia o que tinha acontecido com o músico. Hortêncio Langa, o público com ele vibrava e cantava, Nondje incompleto fez as suas maravilhas. Mas não foram apenas estes e alguns com o Jazz presente em Nampula com bandas da capital moçambicana, os Masukos do Niassa escalaram Nampula actuaram perante uma plateia considerável no Estádio 25 de Setembro, mas na hora do regresso apanharam uma ‘seca’ de mais de três horas com a Linhas aéreas de Moçambique LAM, avião esse não chegava. As bandas no tradicional, umas ausentes, os géneros, temas musicais na bagagem deixaram alguns espectadores desiludidos. “ Não trouxeram as músicas e músicos que deviam”. Participação do público foi imensurável. Teatro, dança Faltou o profissionalismo de alguns grupos, quiçá derivado da falta do profissionalismo, algumas pecas apresentadas sua mensagem perdia se entre os actores no palco. Ao som dos batuques e outros instrumentos trazidos, o balanço dos corpos, em fim as danças, foram também um ponto a considerar. Não podemos ver todas devido a desorganização na sua programação. Gastronomia Umas mais cheias que as outras. A de Gaza, da Xiguinha, Caril de amendoim, Xima, do outro lado a de Cabo Delgado, tambem com Xima. Andaram lotadas.infelizmente naquela zona também na havia sanitários. Deu para comer, só visto que os voluntários japoneses andaram sempre por lá. Cair do pano do festival Comparativamente ao estágio cultural em Nampula durante o ano, por um minuto era tudo cheio de cor, luz, som, movimentos, traços, tatuagens, espíritos soltos vivos em tambores alegres e outras num silêncio profundo a espera do próximo dia e Nampula voltou a normalidade cultural. Na despedida Armando Artur dissera que “ o elevado grau de participação popular no VIII Festival Nacional da Cultura, desde a fase comunitária a fase nacional contribuiu para que o evento tivesse um grande impacto a nível nacional e internacional” Ao ministro Armando Artur . Sim. “elevado grau de participação”. Mas ficou Nampula em ressaca já anunciada numa província em que reina a (In) cultura durante quase o ano todo onde os eventos culturas são, digamos uma vez improvisados. Falta tudo. Os artistas reclamaram relativamente a tamanho dos palcos que eram pequenos. Não fizeram digressão a locais históricos como a ilha de Moçambique, apenas umas poucas dúzias seleccionados a rigor. Reacções unânimes do publico em especial de Nampula “ Foi bom ter estas muitas pessoas aqui, a nossa cidade nunca tinha tido um evento igual. “Talvez vamos aprender como organizar as nossas actividades culturais” “Uma oportunidade de visitar Nampula”.” A província não esta bem preparada outros nem sabiam para onde ir ver as actividades. “ Não tinha gasolina”. O lixo já destapou as peneiras que tinha posto por cima, as estradas e os carros continuam no seu festival diário, buracos, poeira a mistura e de sobra na capital do Norte. “Aqui. Quase que não temos exposições, musica, lançamento e livros … manifestações culturais. Agora que acabou festival. hahaha. Voltou tudo na mesma. Localmente não se olha para a cultura.faltam apoios, formação, salas para nossos eventos, equipamento…adeus festival também adeus a cultura em Nampula” dizia um dos espectadores a nossa reportagem. Muito faltou para aquilo que se pretendia ser o Festival Nacional de Cultura. Mas também foi um espaço de campanha pré eleitoral do partido Frelimo no poder para as próximas eleições autárquicas.. A Seu bel- prazer, camisetes, bonés.do partido iam sendo distribuídos, a venda no estádio, no local escolhido como área gastronómica na efeméride.

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