quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desenvolvimento versus protecção ambiental



Desenvolvimento versus protecção ambiental
Texto: Cengiz Aktar Dr. professor de ciências políticas na Universidade de Instanbul

Fotos: Estacios Valoi
28/01/11

DZ (Istanbul Turkia) Desenvolvimento versus protecção do meio ambiente é certamente o maior desafio que o mundo hoje enfrenta. Conciliar interesses económicos e ao mesmo tempo proteger a natureza nas décadas vindouras não será tarefa fácil e permanecerá como principal problemática dos políticos, burocratas, técnicos e as sociedades.

Conceitos como crescimento, décadas atrás desenvolvidos, estão agora a ganhar terreno tanto na forma de sustentabilidade e desenvolvimento, um oximoro.

Sabemos que ‘e uma tarefa árdua... Hoje os seres humanos parecem incapazes de tirar lições das experiências passadas de países desenvolvidos

"As pessoas acreditam que os “ males ambientais” são o preço que devemos pagar para um desenvolvimento económico" bens ". No entanto, não podemos, e não precisamos de continuar a agir desta forma como se essa troca fosse “trade-off” inevitável" afirma o Director Executivo do PNUMA Achim Steiner,

Pelos actuais padrões, de hoje a 40 anos a humanidade consumiria cerca de 140 bilhões de toneladas de minerais, minérios, combustíveis fósseis e de biomassa por ano, três vezes mais do que agora, a menos que a taxa de crescimento económico seja "dissociado" da taxa do consumo de recursos naturais.

Cidadãos dos países desenvolvidos consomem uma média de 16 toneladas desses quatro principais recursos per capita (que vão até 40 ou mais toneladas por pessoa, em alguns países desenvolvidos). Em comparação, a média das pessoas na Índia de hoje consome quatro toneladas por ano.

“Com o crescimento da população e da prosperidade, especialmente nos países em vias de desenvolvimento, a perspectiva dos níveis de consumo de recursos ‘e muito maior "esta muito além do que é provável e sustentável" se nos cingirmos que todo o recurso no mundo não ‘e infinito.

No mundo as fontes de qualidade baratas e caras de alguns materiais essenciais, como petróleo, cobre e ouro já estão a esgotar-se, e por sua vez os suprimentos sempre exigem volumes crescentes de combustíveis fósseis e de água doce para produzir, melhorar a taxa de produtividade dos recursos ("fazer mais com menos") mais rápido do que a taxa de crescimento económico é a ideia por de trás da "separação ", diz o painel do PNUMA Recursos Internacionais.

No entanto, esse objectivo exige uma urgente mudança de pensamento, repensar nas relações entre o uso de recursos e a prosperidade económica sustentada por um investimento maciço em inovação tecnológica, financeira e social, e pelo menos congelar o consumo per capita nos países ricos e ajudar as nações em vias de desenvolvimento a pautarem pautar pelos meios sustentáveis.
O Capitalismo pode ser infinito mas o mundo não

Questão do modelo de desenvolvimento: Nós não nos podemos limitar a reduzir a velocidade de poluição, ou seja, emissão de gases verde de casa. Esta é uma questão de desenvolvimento, de escolha de energia e estilo de vida. Cada país em desenvolvimento quer agir como os Estados Unidos e ser como os Estados Unidos e isso é fisicamente impossível.

Todo o Pais desenvolvido quer agir e ser como os Estados Unidos e isto ‘e fisicamente impossível e segundo com a Global Footprint Network, por conseguinte a capacidade-bio total esta na casa dos 1.5., o que significa que se toda a humanidade vivesse como os turcos vivem precisaríamos de duas terras, planetas.

O sociólogo francês, Alain Gras no seu livro intitulado "As Escolhas de Fogo: publicado em 2007,” A Origem da crise climática", com a Revolução Industrial, o mundo ocidental acentuou se no petróleo e carvão, mas a avalanche tecnológica
Não foi resultado de uma evolução técnica ou de um determinismo histórico. Indo na direcção do termo indústria, foi uma escolha arbitrária, mas consciente.

Nesta fase, contrariamente a crença comum, o preludio desta época deu se em 1830 com a invenção das locomotivas, os trens mudaram completamente a nossa cultura social através do momento preciso e sua capacidade de viajar longas distâncias e ao mesmo tempo tornaram-se um pilar do capitalismo e do futuro da sociedade de consumo.

Curiosamente, os trens têm nos ajudado a ir de encontro a comunicação virtual ao longo dos pólos ferroviários, começando com as tecnologias de guerra, os aviões as telecomunicações e a tecnologia de informação tem se multiplicado a velocidade vertiginosa. Todos estes desenvolvimentos ocorrem num curto espaço de tempo o que tem dando azo para que os humanos controlem a natureza de forma inédita


Esta orientação tecnológica não era e não será o destino da humanidade. Para a produção de electricidade, a humanidade poderia ter tentado beneficiar se de turbinas transformando a energia eólica como o uso de moinhos de vento medieval em vez de usar carvão.

Hoje, estamos a pagar o preço e as mudanças climáticas nos advertem que devemos sacrificar o nosso conforto em detrimento da Natureza. O livro de Alain Gras de forma subtil enfatiza esses factos cruciais para uma mudança radical necessária.

Mudanças radicais precisas

Portanto, a questão não se cinge na menor poluição mas contribuir para a protecção ambiental compensando a quantidade de carvão utilizado com o dinheiro. O objectivo é abandonar os combustíveis fósseis por repudiarem o estilo de vida que estamos acostumados. A longo prazo, podemos olhar o custo económico da tal mudança de paradigma por benefícios consideráveis.
Sobre esta questão referindo se ao Ocidente disse: "enquanto se desenvolve destroem o meio ambiente. Agora é a nossa vez, no futuro podemos cuidar do meio ambiente ", pode não resultar. Mas simplesmente generalizar a escolha do desenvolvimento Ocidental do uso do fogo, de extensivas fontes de energia fóssil para todo o mundo e as consequências duradouras actualmente torna se impossível.

O resultado dramático do nosso domínio sobre a natureza, exige que sejamos humildes para com à terra. Na nova era, certamente que os Países desenvolvidos nunca se vão beneficiar dos bens que os Países em vias de desenvolvimento apreciam e consomem. Facilmente serão capazes de se adaptar às novas restrições do que países industrializados porque todavia não se esqueceram de ser humildes.

Os governos precisam de reavaliar o modelo de desenvolvimento que esta ultrapassado e começar imediatamente a lucrar com as oportunidades, alternativas e ouvir o que especialistas nacionais e internacionais dizem. Finalmente ser sensível na questão do clima, não se exige que seja um cientista ou um astrólogo, basta olhar para o tempo bizarro que enfrentamos há anos...

Arrogância

A mania do crescimento “Growthmania” sempre me faz lembra de um livro de um livro nos anos universitários, Pequeno ‘e maravilhoso, "Small is Beautiful" publicado em 1973 do economista alemão de descendência Britânica Fritz Schumacher. O livro, no culto da consciencialização ambiental é um dos de vanguarda

Num dos trechos do livro lê se " o padrão de vida para um economista moderno é medido pelo consumo anual, aquele que consome mais é melhor do que quem consome menos. Um economista budista vai de encontro a tal abordagem e faz uma aproximação totalmente sem lógica, pois o consumo é uma ferramenta simples para o bem-estar do homem cujo objectivo é alcançar o máximo bem-estar através do consumo mínimo.

Para um economista moderno, isso é difícil de entender. Eles se acostumam com a medição do nível de vida por valores de consumo anual; supõe se que um homem que consome mais comparativamente ao que menos consome está em melhor forma "O homem que menos consome não é necessariamente pobre, mas humilde… Actualmente a grande ‘e: Como ser menos ganancioso e com ciúmes? Certamente, resistindo do luxo para se tornar uma necessidade, e, progressivamente, simplificar e diminuir todas as nossas necessidades!

Em Moçambique a quantas andamos com o delapidar progressivo de recursos naturais, a apatia para com o meio ambiente!? Nota do editor.
(Editado por Estacios Valoi)

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