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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Armando Inroga defende politica em 3D de Armando Guebuza

Estacios valoi Texto e fotos: 11/10/12 Dias antes do verão escaldante de Muxara em Pemba Cabo Delgado na corrida a 3D, desintegrar, desestabilizar e desmontar do presidente Armando Emílio Guebuza na corrida ao controlo dos recursos, a margem do encontro do centro de promoção de investimentos CPI e CTA realizado no Pemba Beach Hotel a nossa reportagem conversou com Armando Enroga Vice-Ministro da Industria e comercio e trouxe a de cima alguns substratos de alguns académicos da praça e não só. O encontro tinha como ponto fulcral a instalação de uma delegação do CPI com o intuito de desenvolver a indústria, comercio naquela parcela do país que todavia não tem sequer uma sapataria. Segundo o Inroga “o país tem igual dimensão e importância. Nós pretendemos desenvolver projectos parte integrante e inclusivos da discussão em relação onde os projectos estão a ser desenvolvidos. Neste caso especifico a CTA e o CPI tendo em vista que vai ser inaugurada uma delegação do CPI em Pemba acharam por bem chamar a comunidade empresarial com apoio e orientação do governo no sentido de se poder dar informação discutir de forma inclusiva e abrangente a possibilidade do desenvolvimento da indústria petroquímica de produção de gás através das pesquisas e descobertas de gás que se registaram na província de cabo delgado mas concretamente em palma e Mocimboa da praia”. Gás e não agricultura!? Há aqui duas questões. Uma é as coisas que nós fazemos como governo no âmbito da revolução verde foi a criação e um plano estratégico no sector agrário que sustentasse a concepção da revolução verde e esse plano de desenvolvimento do sector agrário discrimina a nível nacional as regiões agro ecológicas, apontando aquelas as quais o potencial de desenvolvimento agrário permitira uma rápida evolução de Moçambique com défice de produção agrícola nomeadamente de cereais para um pais produtor e exportador regional de cereais, igualmente nessas mesmas regiões as quais o plano de desenvolvimento do sector agrário indica como sendo as regiões propensas ao desenvolvimento da agricultura. Ainda a agricultura tendo a chuva como fonte de irrigação, assumiu se que seria nessas regiões onde se desenvolveriam silos para a conservação da produção e é nessas regiões que de forma gradual vamos implementar a bolsa de mercadorias de Moçambique para impulsionar a comercialização agrícola nessas regiões e permitir as ligações entre os locais de produção aos mercados de consumo que são nomeadamente os três grandes mercados a nível do pais que são Nampula, Beira e Maputo”. Inroga apela pela fracassada “revolução verde” e perde se na enxada de cabo curto “Foi aprovado um plano de acção, nomeadamente fertilizantes e sementes para que se tenha uma agricultura competitiva na qual em 1.2 hectares de terra que é a quantidade de terra e meia que as famílias moçambicanas produzem em agricultura poder ter mais que duas a cinco toneladas de Arroz, milho o mínimo aceitável para ser competitivo e, nós podermos assumir Moçambique como um pais produtor capaz de sustentar a sua população, exportar, tínhamos que ter uma estratégia, um plano de acção orientado para sementes e fertilizantes porque a agricultura não pode ser feita exclusivamente com base em chuva e enxada de cabo curto. “Acreditamos que tudo será facilmente visível ate 2014 porque a bolsa e mercadorias é um elemento que vai assegurar a comercialização dessa produção que já começou a crescer em 2012, tivemos durante este ano uma relativa estabilidade de nível de preços de produtos alimentares com alguma queda nas principais praças em resultado da combinação entre a agricultura nacional que já consegue produzir e aquilo que é importado para equilibrar o défice da falta de produção nacional”. Portanto a agricultura a comercialização agrícola, o agro processamento e a industrialização alimentar continuam a ser para o governo os sectores prioritários para o desenvolvimento económico. Temos como desafios assegurar que Moçambique deixe de crescer 7/8% e passe a crescer acima dos dois dígitos por forma que com o crescimento populacional nós tenhamos maior rendimento nas famílias e de forma mais breve possamos reduzir a pobreza “. O reboque da palestra do Professor Dr. João Mosca a qual a nossa reportagem presenciou em Quelimane na Zambézia e seus estratos em órgãos de informação da praça, incluído o economista moçambicano Dr. Firmino Mucavele…e o nosso périplo pelo país real… Mosca- “As políticas agrícolas são incoerentes. Estabilidade económica de Moçambique é falsa a nossa economia vive acima das suas capacidades, os doadores querem fazer propaganda com o falso sucesso de Moçambique, os corruptos não investem esse dinheiro no sector produtivo, o estado não pode ser da Frelimo. A Frelimo não é o povo, o povo não é a Frelimo. A produção em Moçambique era melhor nos anos da guerra.” 11 Ministros da agricultura em 32 anos revela instabilidade”. Na agro-indústria, produzia-se melhor nos anos 80. Por exemplo, chá, copra, algodão, sisal, arroz, carnes, leite, todos esses produtos hoje produz-se menos do que nos anos 80, em tempos da guerra. Então, isso significa que alguma coisa está mal! Mas também há algumas culturas que temos hoje melhor produção: o milho, a mandioca, gergelim, tabaco, açúcar, tiveram respostas positivas, embora nem todos atingiram os níveis dos meados dos anos 70. Agricultura é a base de desenvolvimento”, é uma não verdade que se vai verificando há 30 anos! Digo porque, neste momento, a agricultura, cuja dita é a base desenvolvimento, tem apenas um investimento de apenas 4% do Orçamento do Estado. Do investimento total da economia, apenas cerca de 10% é que é para a Agricultura; E, se nós retirarmos dessa percentagem, o algodão, o açúcar, o tabaco, a madeira, o resto que fica nas chamadas culturas alimentares é quase imperceptível. Os preços são permanentemente desfavoráveis aos produtores agrícolas. Os salários no meio rural são, em média, 30% inferior ao salário praticado nos outros sectores da economia”. Mucavele defende reformas profundas ao sector agrário em Moçambique, com adopção de uma estratégia pragmática e realística capaz de transformar a agricultura de subsistência em comercial. “Em consequência, nenhuma acção ou política tem sucesso. Se há financiamento de semente, não há financiamento de transporte nem de armazenamento. Se há uma linha férrea, não há agro-processamento. Não há ligação entre a produção, processamento, armazenamento e distribuição”, disse Mucavele. Por sua vez o Banco Mundial através no seu último relatório sobre o desenvolvimento mundial apresenta serias dúvidas sobre a garantia da agricultura moçambicana na produção de alimentos. “Em Moçambique, a média das explorações agrícolas é inferior a 1,5 hectares. À medida que diminui a área cultivada face ao tamanho da população, a produção alimentar em volume suficiente torna-se num grande problema, a menos que ocorram alterações tecnológicas que permitam aumentar o rendimento” Na mesma altura a nossa reportagem questionou ao vice ministro da industria e comercio Armando Inroga sobre a concentração da cúpula governamental em Pemba já vinda em 3D, desintegrar, desestabilizar e desmontar do presidente Armando Emílio Guebuza na corrida ao controlo dos recursos com muitos a procura de um baldinho de gás. “A tentar por o gás num baldinho evaporaria num instante. Creio que eventualmente que se quererá dizer é que a quantidade de gás pesquisado e descoberto ‘e suficiente para dinamizar projectos os quais a industria petroquímica, a de fertilizantes, de energia poderão ser dinamizadas através do gás que Moçambique tem, quer nas bacias do Rovuma, Zambeze em Sofala, Pande Temane; Neste momento três grandes pólos potenciais de produção de gás que se espera que com novas descobertas nestas bacias possam dinamizar processos novos de desenvolvimento tendem o gás como recurso energético principal”. Sublinhou Inroga. Contudo tais afirmações para alguns analistas estão desconexas e Mucavele apela pela aposta na agricultura e diz: “70-80 por cento do investimento em recursos minerais é estrangeiro e dos retornos só 20 por cento ficam em Moçambique”. Os recursos minerais) não vão servir para combater a pobreza. Se fosse por mim, deveríamos desacelerar a exploração dos recursos minerais. Andamos a 200 quilómetros por hora e devíamos andar a 10 por hora. Disseram-me que estou a criar agitação, mas como académico eu penso assim. Sem critérios, qualquer um anuncia a descoberta de recursos minerais ”, “Moçambique vai ficar com buracos e outros vão levar dinheiro”.Na década 70 havia muito carvão no país e os russos e alemães falavam destes fenómenos. Mas agora, qualquer um anuncia as descobertas, o que é perigoso” Mosca vai mais longe ao afirmar que os “Recursos naturais beneficiam a minorias”A elite não esta interessada em sair da dependência porque beneficia com isso, governantes viajam na classe executiva, doadores viajam na classe económica” No mais recente Relatório sobre o Desenvolvimento mundial 2013 que analisa o papel do emprego no processo de desenvolvimento dos países põe em causa a geração de empregos da indústria extractiva assim como a capacidade da agricultura moçambicana na produção necessária de alimentos. “Os investimentos nos sectores extractivos podem representar uma grande fracção do produto interno bruto (PIB) de um país em vias de desenvolvimento e levar a aumentos espectaculares nas receitas das exportações, mas não criam muitos empregos”, diz o BM, no seu Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2013, que analisa o papel do emprego no processo de desenvolvimento dos países”. O BM destaca Moçambique - e o caso do investimento do gigante mineiro anglo-australiano Rio Tinto na mina de carvão de Benga - para ilustrar o reduzido efeito da aposta nas indústrias extractivas no emprego. O investimento na mina de Benga representa 13,6 por cento do PIB moçambicano e emprega na actualidade 150 pessoas, podendo chegar a um máximo de 4.500, no futuro. Recentemente a Rio Tinto disse que vai produzir 20 milhões de toneladas de carvão de coque por ano a partir de 2015. Inronga disse não perceber os fundamentos do Dr. Firmino Mucavele, João Mosca e uma sociedade indignada com o curso do actual cenário contemporâneo moçambicano. E, com razão mas pela negativa e vitupera. “Eu não consigo entender esse tipo de abordagem por uma razão simples. Não conheço nenhum dos grandes professores a que se referiu que seja especialista no sector do gás, que a dez, quinze anos tenha estudado a pesquisa, o desenvolvimento de projectos de gás com expectativa de ter emprego em Moçambique.
Tanto eles quanto nós nos surpreendemos com os resultados da pesquisa mas para que houvesse pesquisa era necessário ter a visão estruturante de abrir o pais a empresas que tem esse conhecimento para que elas cá viessem, fizessem a pesquisa e trouxessem hoje os resultados essa pesquisa para de forma integrada, inclusiva desenvolver Moçambique e trazemos a essas pessoas que hoje discutem Moçambique dessa maneira também o espaço suficiente para darem as suas opiniões e, nós como governo tomamos em consideração porque Moçambique é de todos nós e só com a unidade nacional podemos ser participantes nesse processo de desenvolvimento”.

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