Páginas

terça-feira, 12 de junho de 2012

Em Cabo DelgadoCentro de saude Sem água sem cozinha

Estacios Valoi 13/06/12 Centro de saúde do posto administrativo de Metoro no distrito de Ancuabe na província de Cabo Delgado com capacidade de atendimento e mais de 150 pessoas dia num universo populacional de 41.318 habitantes enfrenta graves problemas da falta de água e cozinha desde da sua construção em 2007. O centro que se localiza a cerca de 90 quilómetros da cidade de Pemba teve com prelúdio da sua construção o mês de Agosto de 2007 numa parceria entre o governo moçambicano em colaboração com a agência espanhola de Cooperação e Internacional, Colégio oficial de médicos de Madride e Medicus mundi. Actualmente com três blocos, com o terceiro concluído em 2011 com o objectivo de realização de pequenas cirurgias, mas que ainda não foi oficialmente inaugurado quiçá a espera das autoridades para tal fim, tem um banco de socorros, sala de internamento, um laboratório, maternidade e outros serviços mas também atende pacientes provenientes do distrito de Chiuri. Enquanto a inauguração oficial do novo bloco destinado a pequenas cirurgias, único cujo na sua fase de construção contemplou uma “ Cozinha”, também sem equipamento, os pacientes continuam entregues a sua sorte. Num centro de saúde que também atente pacientes provenientes do distrito de Chiure, a água vai sendo adquirida com recurso a latas ou recipientes de 20 litros a cerca de 300 metros do hospital por parentes dos pacientes a 1 metical e assim a confecção de alimentos é feita a mesma ordem. A nossa reportagem no local, ao aperceber se do vaivém de algumas senhoras de e para o hospital, num percurso de cerca de trezentos metros carregando recipientes contendo o precioso liquido adquirido numa fonte ao lado da casa do administrador ao preço de um metical, conversou com elas e deslocou se a unidade hospitalar onde encontrou não só vários pacientes sentados no chão frio a espera de serem atendidos também viu o fumo que se espalhava pelo ar. Nas traseiras da unidade hospitalar, com sistema de abastecimento de agua inexistente, a cozinha, essa foi outra hecatombe que nos saltou aos olhos. Uma “cozinha”, ao relento, produtos adquiridos aos olhos da cara, o fervilhar a intensidade do produto lenhoso, a poeira, cinza, expostos ao sol, quiçá também a chuva, as panelas, saúde pública, sem as mínimas condições de higiene, dançam a mesma música a espera de melhores dias. Contudo, a data do fim da dança, continua no segredo da direcção provincial da saúde de Cabo Delgado. Sem Água e sem cozinha “Água nos levamos ali no poço perto da casa do chefe, pagamos quinhentos ou mil (quinhentos centavos ou um metical) todos dias de manha a tarde, no hospital na sai agua. Levamos para os doentes e hospital também todo. Não sabemos quando vai sair água, não falaram nada". “Nós cozinhamos aqui para os nossos doentes, nossa comida. Aqui não temos cozinha desde muito tempo. Temos nossas panelas”. Desde muito tempo, não temos cozinha aqui, dizem que estão a organizar mas até aqui não vimos. Mas temos que cozinhar todos os dias. Não tem sombra, nem vedação, água temos, mas temos que ir levar lá perto da casa do administrador no poço.” Desabafaram as senhoras. No total foram cerca de nove senhoras, e todas unânimes relativamente a problemática da água e a cozinha ainda por vir. Mas segundo Júlio Sibro Reque técnico de medicina geral naquela unidade hospitalar afirmou que ainda se espera a resposta dos seus superiores. Ate lá, mais promessas e realizações! “Segundo os nossos superiores dizem que vão resolver e aguardamos a resposta. Nesta unidade sanitária dizer que há um problema muito grave. Temos falta de água e a direcção distrital assim com a provincial tem conhecimento. Várias vezes fizemos o pedido de canalização de água. Até agora temos falta de água na nossa unidade sanitária. Temos dois blocos. Aqui funciona o banco de socorros, temos internamentos de pediatria assim como adultos. Naquele local onde estávamos temos a maternidade é onde se fazem as primeiras consultas e segundas de mulheres grávidas. Temos o novo bloco que até agora não esta em funcionamento porque não foi entregue oficialmente e inaugurado, apenas o laboratório esta em funcionamento a espera de sermos entregues. O ultimo bloco de 2011 fez se a entrega provisória, na cozinha sem equipamento e sem cozinheiros”. Capacidade do centro de saúde “Por enquanto a capacidade esta um pouco normal, tem oito camas. Exemplo aqui na pediatria é oito, assim como no internamento de adultos são oito camas. No novo bloco tinha se feito para pequena cirurgia, mas os dirigentes quando vieram, chegaram naquele local e viram que não é ideal para se fazer uma pequena cirurgia, nessa parte os chefes da direcção provincial estão a dar seguimento. Estavam aqui no mês passado, dizem que se esta a procura de um novo lugar para se fazer um novo bloco”. “Quanto a cozinha, é preciso que nós que somos aqui da unidade sanitária arranjar meios possíveis depois de arranjar a comida na direcção distrital, procurarmos acompanhantes para fazer um pouco de comida. Não temos cozinheiro para cozinhar para os doentes, há falta de pessoal. Patologias “As patologias mais frequentes, no primeiro ponto é a malária, anemia, problemas respiratórios, bronco pneumonias, asma e ma nutrição que tem entrado mas não é como em outras unidades sanitárias. Por dia nas consultas de pediatria é normal a malária tingir cerca de 15 crianças, feito e confirmado o teste no laboratório e, no banco de socorro é normal encontrar outros 17 ou mais casos para serem confirmados. Ė normal num dia fazer se mais de 30 analises de malária e positivo serem 20 confirmados no laboratório. Significa que a malária é mais frequente na nossa unidade sanitária. Anemia por dia quatro a cinco casos e, como a nossa unidade sanitária não tem capacidade para se fazer a transfusão sanguínea, depois de confirmar no laboratório transferimos para o centro de saúde de Ancuabe Elevado índice de Malária “ O que se encontra é que os activistas, colegas, sempre nas manhas fazem palestras sobre essas áreas, queimar lixo, fazer limpeza nas nossas residências. Há uma ONG que costuma disponibilizar redes mosquiteiras e nós distribuímos a nossa comunidade, mas quando passamos das aldeias, naquele tempo de campanha encontramos as pessoas a usarem a rede como vedação para casa de banho. Usam para outros fins e nós quando perguntamos eles não nos dão nenhuma resposta. Anemia, é a deficiência de ferro, alimentação não adequada. A má nutrição não são casos consideráveis” Medicamentos Quando há falta de medicamentos mandamos o doente para comprar na farmácia e se não encontra, vai outras unidades sanitárias. Agora que estou a falar não há falta de medicamentos porque acabamos de receber. A margem do curso de capacitação de jornalistas organizado pela direcção província da saúde em colaboração com organização não governamental norte-americana Pethfinder Internacional, com temas sobre a cólera, malária, planeamento familiar Hiv-Sida… sobre o funcionamento daquela unidade hospitalar de Metoro em Ancuabe a nossa reportagem ouviu a directora da saúde de Cabo Delgado Sãozinha Paula Agostinho “Infelizmente estou a tomar conhecimento agora em relação a esta questão. Mas o que podemos dizer é que vamos trabalhar com o distrito para perceber melhor porque existem condições logísticas para de facto nós possamos oferecer a dieta alimentar aos doentes. Ė primeira vez que estou a ser deparada com a informação, agora mesmo passo por lá para perceber melhor”. Afirmou Sãozinha. Esperemos que tenha passado .

Hugh Masekela-Zolane Mahola

Estacios Valoi 13/06/12 Estávamos nós, isto depois de uns voos em cape Town para cobrir o Cape Town International Jazz Festival, um dos maiores eventos do género jazz do continente e quarto a escala mundial. Estava eu com a Nil Aktar, assistente fotografa que de quando em vez ia fazendo algumas fotos enquanto eu brincava de entrevistar aos músicos. Antes, na sabíamos onde pernoitar que as ofertas eram muitas, uma em casa da Sylvia Vollenhoven, em casa da Margoux parente da Nil em Simon’s Town, ou da Zolane. Esta bem. Ficamos dois aqui, acolá e ali. Assim foi. Mas por fim acabamos ficando em casa da Margoux, não estivemos com a minha querida Sylvia que a correria era tanta. Conferencia de imprensa quase o dia todo e depois os concertos. Tentar estar em todos o que não era possível. Os últimos dias passamos em casa da Zolane que era mais próximo do Convention Center, o epicentro dos concertos, nos porque os outros lugares fossem distantes, afinal de contas estávamos e era nos concertos e depois os jantares…onde nos encontrávamos.o Frederico Jamisse, Machado da Graça ,Reginaldo, Junior, Helder … Até o Mavel Pinto e a Simoneta lá da embaixada da Itália, sempre metida nos festivais de Jazz Itália/Moz, lá estivam no ponta pé de saída do festival. Mas vamos ao que mais interessa. Duas gerações Zolane Mahola dos Freshlyground (FG) -Hugh Masekela EV -Estiveste em palco com Hugh Masekela celebrando “Mama África tributo a Miriam Makeba”. Hugh sempre faz menção a questão da perca dos nossos valores culturais. Para ti estares no palco Kippies com Hugh, Vusi Mahlasela, Thandiswa Mazwai, músicos de ontem, hoje e de sempre. Achas que estamos de facto a perder a nossa cultura? ZM -Penso que não. Não acho que estejamos a perder a nossa cultura. Penso que, é como daquelas coisas, o Hugh Masekela esta a prestar homenagem a Miriam Makeba. O papel que ele teve na divulgação da informação a público relativamente a que estava a acontecer na África do Sul, a fase do Apartheid, uma representante como mulher africana, sabes. Representar a África para todo o mundo. Então o Hugh esta a lembrar nos dessa tradição, raízes sobre a nossa cultura. Penso que enquanto nos forem lembrando, pessoas que como o Hugh a tocar aquelas músicas, canções antigas, entao não nos vamos esquecer da nossa cultura. EV -Que foi para ti estares em palco com aqueles ícones da música sul-africana, e de renome no mundo? ZM – Fantástico. Hooo. Quero dizer que mesmo cantando uma só musica com Hugh, é algo fenomenal. Para mim foi incrível, significa muita coisa. EV -Muita coisa. Foi mais por estares no festival ou no palco com o Hugh? ZM – Claro que é parte do festival que é um grande evento para a África do sul e penso que também para o continente. Então fazer parte deste e, é algo especial. EV -Ontem voltei a tua casa, vi te com um corte de cabelo e hoje estas diferente, com um novo corte e no palco quando actuaste com Hugh a outra tinha um corte semelhante. Quando é que decidiste e porque nesta fase? ZM -Hahaha. Bem tive um corte diferente e estava para mudar o meu penteado. Quando dei por mim, o corte era um pouco similar ao da Thandiswa e, estava um pouco envergonhada. Ninguém das duas comentou mas também é meu cabelo que poderia ela fazer. EV -Mas a forma como a audiência as encarou pensou que fosse o corte para a ocasião e muito longe de pensar que tinha sido um acaso bem sincronizado! Um abração a Hugh Masekela e ai foi, digamos ”este é o meu mundo”. Foi? ZM -Hahaha. A Thandiswa trazia e bom estilo e eu também. Mesmo se me parecesse a ela, para mim é bom, e um complemento. Totalmente fantástico. Ė o Hugh Masekela, que podes dizer!? Cantar com hg no palco. EV -As pessoas, os fans perguntam pelas paragens dos FG, sem saber onde vos encontrar? MZ -Lançamos quatro álbum e acabamos de lançar o "best off" destes quatro, e no momento estamos no estúdio a escrever, a trabalhar no nosso sexto álbum. (Risos) Penso que.sempre que ouves uma coisa boa, trate de ficar feliz e sem stress com a música. A música é arte. Para se fazer arte não há tempo limitado. Enquanto vasculha a casa da Zolane, livros, CD’s, geleira, a cozinha onde estávamos e lugar onde a nossa entrevista teve lugar, isto é, a primeira parte, minutos depois entramos pelas panelas adentro, hum, para praticar a outra arte, a de cozinhar e, Zolane já estava de mãos dentro das panelas que já fervilhavam. Também ajudei! ZM -Estou cozinhar, pedaços de carne de ovelha, os temperos já estão dentro, espero que na esteja muito cozido. Parece estar um pouco mais cozido do eu devia. EV –Ė um prazer tomar de assalto a tua cozinha e, agora vamos experimentar, há não. Digo comer das tuas mãos. Mas é desta forma que cozinhas as tuas composições, música? ZM - Penso que sim. Nestas panelas tiveram a colaboração do meu namorado o Nick e, como FG temos muita colaboração. Não é apenas uma pessoa que escreve as musica, juntamo-nos num quarto, sentamos e escrevemos. Jam session. Sabes! Para mim é um Jam session (Risos) EV -Na mesa também têm um pouco de salada, uma mistura de vários vegetais, queijo outras coisas mais e claro uma garrafa de vinho branco fabricado aqui na África do sul? ZM -Hho yes. A África do Sul tem um dos melhores vinhos do mundo e, seria imperdoável não ter uma garrafa de vinho Ana mesa para acompanhar a nossa refeição. EV hoje, a caminho do tal local onde vão actuar no “Hervin Wine”, um vinhal. Vai ser copofonia a serio, umas boas garrafas? ZM – Hehe. Aguenta aí as goelas. Vamos actuar lá sim. Ė o fim de uma tournée de bicicleta que durou sete dias, percorrendo algumas partes da província de Cabo e não só. EV -Estiveste a pedalar? Tournée de sete dias e os sete elementos d FG em palco Surpresa! ZM –Hufff. Pedalar, não (Risos). Não tenho feito parte da corrida, mas hoje vi algumas pessoas que estavam a pedalar na corrida. Nós os sete estaremos a pedalar de forma diferente, no palco durante uma hora de tempo. EV –Depois do concerto perguntamos a Zolane qual tinha sido a melhor pedalada. A que durou sete dias ou a dos sete elementos da banda em palco? ZM –O concerto deveria ter a duração de 90 minutos mas eu estava doente. Acho que foi bom porque os concorrentes do outro lado, os ciclistas estavam cansados, apenas queriam ter um gostinho da música, um pé de dança. Era a última coisa do dia, as pessoas já estavam a conduzir de volta as suas casas. Sabes. Só queriam ouvir um pouco dos FG, e dizer obrigado, apanhamos a viagem. EV –A quanto tempo não pões os pés em Maputo e os teus fans? ZM - A última vez, não muito tempo atrás estivemos no Coconut e esperamos lá ir, quiçá no fim do ano, entre Agosto e Setembro quando lançarmos o nosso álbum. Espero que possamos ir e promover o nosso álbum. EV – Estamos aqui em tua casa, a “Table Mountain” em frente, boa comida assim como o vinho. Próxima vez que fores a Moçambique já terás o teu álbum o qual esta ainda a ser temperado e cozinhado no vosso estúdio? ZM -Espero que sim. Tínhamos 48 faixas e agora descemos para as 14 com mais impacto. Talvez destas catorze vamos apenas gravar 12 e encaixar 10 no álbum. As melhores e com certeza que o álbum ser'a quente sem duvida. Fantástico.Hello bebés vamos comer. Tchau (Risos)

Capacitação de jornalistas na área da saúde

Textos e fotos: Estacios Valoi 13/06/12 Realizou se semana finda no posto administrativo de Metoro na província de Cabo Delgado um curso de capacitação de jornalistas organizado pela direcção provincial da saúde de Cabo Delgado em parceira com a sua congénere Pathfinder Internacional uma organização não governamental norte americana. Com participação de cerca e 20 jornalistas na sua maioria baseados naquela província teve como objectivo fulcral dinamizar um maior ímpeto na colaboração, divulgação de informação para o público, com temas a mesa como o plano multissectorial de prevenção e combate a doenças diarreicas, endémicas como HIV/Sida, malária, cólera assim como a questão do planeamento familiar, matérias da acção social e outros. Num evento agendado para as 7h00 mas que só teve a sua ponta pé de saída oficial por volta das 13horas quando a directora provincial da saúde Sãozinha Paula Agostinho se fez presente depois de atender questões partidárias do partido Frelimo no poder. A outra abertura não oficial foi feita pelos técnicos da saúde designados para a capacitação. A apresentação dos temas seguidos de acesos debates entre os participantes, elementos da saúde e o representante da Pethfinder Internacional, tiveram como uma das questões principais em reflexão o tipo de mensagem, forma, impacto, contexto que devem e são transmitidas ao público. Na abordagem destas áreas, também foram tomadas em consideração questões culturais, sociais. Até que ponto é benéfico, que impacto tem a mensagem dentro de uma certa comunidade, a questão da contra informação que muita das vezes constatamos quando há um surto de cólera.aspectos da sensibilização das comunidades. Conclui-se que era preciso fazer se um trabalho mais profundo no sentido de levar a informação certa ao ponto certo. Foram várias as sugestões por parte da média que foram unânimes relativamente a esta questão com ênfase para o maior envolvimento das comunidades locais, média e outros vectores da sociedade na elaboração de algumas mensagens. Representante da Penthfinder Internacional Randinho Tongai apresentou os temas ligados aos requisitos legais e de políticas do governo dos EUA para Programas de Planeamento Familiar enquanto os temas estiveram sob a égide dos elementos da saúde, acção social. Na altura Tongai disse que o planeamento familiar ‘e um direito da mulher, cabendo a esta a escolha do tipo de planeamento familiar que pretende. “ O sistema nacional de saúde por ser muito dependente as vezes por falta de controlo também aceitam que venham parceiros que dão incentivo, capulanas… as mulheres para fazerem o planeamento familiar (PF) e, isto aconteceu antes da nossa existência. Agora entrando com a politica do governo norte-americano é que na se pode dar incentivo. Planeamento familiar é um direito da mulher que tem que escolher que (PF) quer. O provedor da saúde tem que explicar, informar as mulheres na sua escolha”. A directora provincial da saúde de cabo delgado Sãozinha Paula Agostinho satisfeita com o curso de capacitação “Ė um balanço positivo pelo entusiasmo dos próprios participantes na capacitação e formação. Acreditamos que o jornalista vai sair com uma bagagem daquilo que é a sensibilização das nossas comunidades para poder aderir a aquilo que são os programas da saúde”. Que também o nosso jornalista esteja capacitado, saber responder a aquilo que é as preocupações da nossa população porque é o intermediário, de certa forma entre os anseios da população, de facto a demanda que nós como sector recebemos. “Daquilo que conseguimos perceber hoje como primeiro dia de capacitação e formação, vimos que os jornalistas da nossa província estão disponíveis para apoiar o sector na resolução daquilo que são os problemas da nossa população. A maior parte das coisas de que estamos aqui a falar o jornalista tem conhecimento. Simplesmente o que ele precisava era ter o domínio com mais detalhe daquilo que é a percepção tanto da sociedade e daquilo que são as linhas de trabalho do próprio sector. O jornalista precisava disto. Verdade que eles já ouviram falar muito sobre o HIV-Sida, planeamento familiar, mas precisavam de ter maior percepção para que no seu dia-a-dia, exemplo fazer melhores reportagens e interagir melhor com as próprias comunidades. Saio daqui muito satisfeita porque de facto ultrapassaram a minha expectativa”.Sublinhou Sãozinha Os homens da pena , também mostraram se satisfeitos com a capacitação e formação, contudo meio constrangidos quanto a organização". Jornalistas “ Foi bom, nestes dois iam podemos apreender mais sobre questões inerentes a saúde pública. Positivo. Apenas os constrangimentos relativamente a organização, mas foi produtivo” afirmaram alguns jornalistas.

sábado, 9 de junho de 2012

Inflação vai continuar em Cabo Delgado

Fotos e Texto: 04/06/12 Cabo Delgado em especial a cidade de Pemba maior epicentro da província em termos de trocas comercias de produtos de varia ordem com ênfase para o básico ainda a quem de responder a demanda d mercado local. A problemática da fraca resposta a demanda do mercado tem com pilar principal a falta de infra-estruturas, o regadio de Nguri adormecido, problemas a milhas de serem solucionado pelo governo de Eliseu Machava e enquanto isso e a longo prazo o índice inflacionário vai disparando dia após dia. Relativamente a esta questão e outras de índole comercial que no fim do dia são a causa para os atropelos em termos de preços, o impacto negativo na vida das pessoas numa província que pouco produz em termos agrícolas, pesqueiro para alimentar a prior toda a província chegando a depender na sua maioria de importações de outras partes de um pais com políticas agrárias a deus dará, a nossa reportagem contactou ex-o Director provincial da Industria e Comercio de Cabo Delgado Mateus Matusse. Constrangimentos “O constrangimento básico que é resolvido, tem a ver com infra-estruturas, centro de tudo o resto. Se terminar com a estrada que liga Montepuez a Ruassa, que esta em zonas altamente produtivas, um grande regadio de Nguri, então esse problema de vegetais, legumes, resolve - se. A quem vai até Malema cerca de 500 quilómetros comprar tomate para vir vender aqui. Há uma serie de constrangimentos e as medidas administrativas não são a base em relação ao controlo dos preços. Em Cabo Delgado tem que ser visto em dois extremos: Produtos agrícolas que são produzidos aqui e a província tem excedentes e industrializados de vegetais em que a produção não é local, e se é, muito baixa. Em termos de cereais, tubérculos temos excedentes e claramente temos preços mais baixos a nível nacional. Produtos nossos agrícolas, saem daqui para outras províncias porque a mais-valia do comerciante que leva esses produtos para lá”. “Na componente de vegetais, tomate, cenoura, cebola, a província não tem a cultura de produção desses produtos, é uma cultura que vai sendo introduzida. O nosso camponês quando chega o tempo para preparar o campo para plantar mandioca, milho … Deixa tudo e vai concentrar se naquela produção que tradicionalmente se habituou. Maior produção, baixa de preços”. Medidas “Há um trabalho ao nível do sector da agricultura de fomento, promoção distribuição de insumos ligados a essa componente de hortícolas a nível dos distritos onde há baixas. Exemplo zona de Mieze na época fresca, de hortícolas que vamos entrar agora, pode encontrar o quilo de tomate a 10,15 meticais porque nessa altura todo o mundo produz e há uma quantidade excessiva, a demanda é menor em relação a oferta. Nesses locais há projectos de promoção de produção de hortícolas, acontece apenas naquela época. Ai sim é que recorremos a produtos de fora de Cabo Delgado. Como se as hortícolas fossem apenas consumidas numa única época assim como são produzidas por ano numa província em que os niveis de mal nutrição aguda são assustadores, quisemos saber onde conservar esses produtos. “ Há varias acções que estão sendo levadas a cabo pelo governo no sentido de garantir que esses produtos na fiquem nas mãos dos produtores, a parte da conservação é uma das componentes mas por si só não é suficiente. Temos a componente das vias de acesso para escoamento. Nestes últimos três anos temos uma componente que tem trazido muita diferença que é o financiamento com uso do fundo do desenvolvimento distrital de acordo com o grupo alvo, desde pequeno, médio produtor, facilita com que os distritos escolham os agentes económicos a nível local que são financiados para que eles comprem os produtos no produtor e depois comercializem para outras regiões, é informal que anda na sua bicicleta, compra os produtos, armazena e na época de falta vende para as populações locais”. “Componente de comparticipação onde a conservação é expandida ao nível do governo, trabalho feito essencialmente pela direcção provincial da agricultura que é a promoção de celeiros melhorados, locais que os camponeses usam para conservar os seus produtos mas também temos a componente de silos que a construção começou no princípio deste ano com os silos de Nhajua em Mieze no distrito de Ancuabe com capacidade de três mil toneladas e armazéns com mesma capacidade. Vai continuar em Montepuez e cidade de Pemba. Tem a componente de financiamento ligado a outras organizações dos agentes económicos para garantirem a componente da comercialização, tem a melhoria do ambiente de negócios que é a melhoria do licenciamento, a formalização dos estabelecimentos económicos ao nível distrital. Por exemplo se há um processo de compra de cereais a nível local, é possível que os distritos adquiram esses produtos para hospitais, centros de internatos ao nível local. Tudo para ver se pode se melhorar a componente de conservação de excedentes agrícolas”. Vias de acesso “Aspectos que tema maior peso nesta questão de preços. A via de Quissanga para aqui é uma via que esta com problemas sérios, ir a aquela zona significa aumento em termos de custo de transporte. Felizmente, ate ao na passado já esta electrificado quase todo o distrito da zona costeira a zona onde se produz e achamos que isso vai ter maior valia no desenvolvimento daquela área pesqueira, a tirar peixe do mar a pessoa já tem onde conservar. Os nossos grandes armazenistas da praça tem feito as suas compras em Nacala ou fazem directo de Maputo e fazem via terrestre. Esses produtos que vem de fora, a província já não tem o sistema de cabotagem, resta a ligação marítima a nível nacional, estamos a falar de um navio que sai de Maputo, Pemba, Nacala. Temos uma comissão provincial de estradas que envolve os sectores económicos da província e participam todos os administradores províncias em que se define quais são as zonas, estradas prioritárias”. Produto pesqueiro Apesar de tantos projectos, feitos a velocidade de cruzeiro, facto é que a tendência dos preços dos produtos, principalmente de primeira necessidade vão aumentando. Mesmo o pesqueiro numa vasta costa e, passados todos estes anos ainda anda a artesanal e outros refugiam-se na carne. “ A nível de Cabo Delgado, cidade de Pemba é maior consumidora. Cada três pessoas que vem de Maputo a Pemba quer voltar com pescado, também tem aqui indústrias hoteleiras, barracas e em termos de consumo a pressão ‘e maior. Conversando com meu colega das pescas é que nós estamos a fazer pesca artesanal, não é industrial ou semi- industrial. A quantidade de pescado produzido pelo menos aqui a nível de Pemba não satisfaz o consumo, mesmo juntando com o que vem de outros distritos. O Peixe é que vendido aqui a nível dos talhos, peixaria não é proveniente da cidade de Pemba mas de outros pontos da província. A luz do balanço do Plano económico-social (PES) e OE relativo ao ano de 2011 de Cabo Delgado, no qual o governador da província Eliseu Machava, perante a sociedade civil, associações e organizações não governamentais que operam naquela província, considerou de positivo, com um desenvolvimento na casa dos 106%, a margem da nona sessão do governo provincial onde de entre vários temas, versou se sobre a politica económica social, quisemos saber sobre o desenvolvimento da agricultura, pesca… o factor inflação naquele ponto do Pais. Vagueando e sem apresentar factos, o porta-voz do governo João Motim, e , por sinal director provincial do trabalho, foi pelo politicamente correcto. Pior ainda a estilo ‘” Copy past” do comunicado de imprensa, vazio distribuído no fecho da sessão com conteúdo referente a iniciativa presidencial “um aluno uma planta”e a mola que mal chega aos professores. Agricultura Este não é apenas um desafio do governo mas de todos. Queremos dizer que todos temos que nos envolver no desenvolvimento da nossa província, produzirmos e produzirmos cada vez mais com qualidade. Há alguns anos atrás nós até dependíamos de alguns produtos das províncias vizinhas, como é o caso do tomate, cebola, verduras. Verdade que a capacidade de produção ainda não satisfaz aquilo que é as necessidades reais de consumo, mas pensa que paulatinamente estamos a melhorar. Precisamos de produzir muito e para todos com qualidade. “ O sector da educação foi atribuído pouco mais de 18 milhões de meticais, mas o grande constrangimento, é o facto de alguns professores não terem na hora alguns documentos para a sua nomeação e, também é preocupação do governo o cumprimento de metas neste sector em particular. Planeamento e ordenamento territorial, Cabo Delgado é uma referencia turística obrigatória. Neste momento a grande preocupação é saber o que implantar e aonde e tendo cuidado sobre as zonas costeiras, sobretudo de erosão, sejam aquelas zonas de perigosidade, em termos de habitação”.

1 de Junho em Macomia

Governo apela a não discriminação da criança Estacios Valoi 05/06/12 As cerimónias centrais do 1 de Junho dia internacional da criança na província de Cabo Delgado tiveram o seu epicentro na vila sede de Macomia na zona centro da província no mesmo dia em que aquela parcela do país celebrava os seus 47 anos de elevação a categoria de Vila Numa cerimonia pouco concorrida o governador da província Eliseu Machava no seu discurso de abertura após ter visitado hospital da vila onde ofereceu um enxoval a um casal de bebes recém nascidos, isto entre as 8h e 10 horas do mesmo dia, a feira de saúde entrou pelo discurso. Mas facto não menos curioso e merecido é que no hospital Provincial de Cabo Delgado, na semana finda uma mãe deu parto a três gémeos, onde a senhora com seu marido desempregado, clama por apoio para poder sustentar aqueles bebes. Quiçá o governador e pelo discurso que fez em Macomia e outros que se lembrem dela. “Nos próprios os pais precisávamos nessa altura de cuidados agora é nossa vez de cuidarmos das nossas crianças. Algumas pessoas nascem crianças e depois vão deitar fora, esquecem que a criança tem direito a vida, é uma pessoa e precisa de viver como nós vivemos. Outros criminosos matam as crianças e deitam no lixo. Ė crime. Aquela idade precisa de todo carinho, uma boa educação, conselho, nossa paciência. Aquelas crianças que tem deficiência no corpo são crianças que tem mesmo direito, não devem ser descriminadas, viver escondidas, não é problema ter deficiência, são pessoas como nós, precisam de estar junto das outras crianças”. “A estudar, a apreender da mesma maneira, os professores não podem ter a ideia de descriminar aquela criança, o mesmo com pessoas adultas. Devemos educas as nossas crianças, ensinar quais os seus direitos e deveres. Vimos aqui que temos muito talento, viram aquela criança pequena a ler bem, aquelas coisas da língua portuguesa? Estava a ler bem. Porque apreendeu, demonstrou que tem talento. São estas crianças que nos precisamos para amanha. Tempo de rito de iniciação, de ir a machamba mas nunca esquecer a escola. Viemos falar da nossa criança. Agora falaram de banco. Há um banco que há-de acontecer aqui. Nós que estamos a trabalhar sabemos que Macomia vai ter banco”. Disse Machava Numa cerimonia pouco concorrida a mensagem dos pupilos centrou se na falta de agua assim como no melhoramento da unidade sanitária local e, Manuel Sande um dos pupilos dos seus 11, 12 anos que leu a mensagem, e bem lida, melhor que o administrador que tentou abocanhar o microfone para fazer o sue informe sobre o estado do desenvolvimento da vila. Sande referenciando ao dia da criança que se celebrou sob o lema “Pela promoção dos direitos e atendimento inclusivo da criança com deficiência”não deixou seus créditos em mãos alheias. “ Ė nesta data que o nosso distrito de Macomia também celebra 47 anos desde que foi elevada de Vila em 1965. Recorda-se que em 1949, quatro anos depois da segunda guerra mundial a associação democrática internacional das mulheres determinou efectuar a campanha em todos os estados para que melhorasse as condições de ensino e tempo livre e tratamento livre para as crianças. Desta forma, para consolidar os direitos da criança neste globo terrestre, sugeriu consagrar o dia 1 de Junho de cada ano, dia internacional da criança. Por ocasião desse dia foi a 1 de Junho de 1950 em diversas nações, depois da independência nacional do nosso pais, a data foi replicada excelente e legitimamente. Papa administrador do distrito saudamos esta grandiosa data e estamos cientes dos nossos direitos, ter família, protecção, segurança, cidadania, nacionalidade, alimentacao e habitação, educação para todos e ser defendidos de epidemia incluindo HIV-sida. Neste ano festejamos calorosamente com o lema “Pela promoção dos direitos e atendimento inclusivo da criança com deficiência” além disso estimamos os nossos professores pelo óptimo empenho, ainda lembramos a violação doméstica e o conflito homem fauna bravia e ainda lembramos coisas que provocam o fim da vida de muitas crianças em vários pontos do mundo e em particular no nosso país com as quais celebraríamos dia de hoje”. Enfatizou Sande O administrador por sua parte, a esteira da cerimónia central do dia 1 de Junho segundo programa do governo puxou a sardinha a sua brasa para apresentar o informe sobre o estado da Vila. “De 1949 absorvendo 18.198 alunos da primeira a decima classe sendo 8.181 mulheres. De 1975 a 2012, foi introduzido e sistema de ensino secundário geral do primeiro e segundo ciclo e, uma escola Professional, introdução de três centros de recursos para a formação contínua dos professores, sendo dois do nível médio e um do nível superior. Para além deste funciona o programa de ensino secundário a distância. Construção de 27 casas para funcionários e reabilitação de nove, construído a linha de subsistência de energia de Cahora Bassa que da corrente aos distritos da zona centro da província, construção de uma escola profissional com capacidade de 250 alunos internos, construção de um mercado retalhista de pesca na zona de expansão da vila sede onde o pescado será vendido”. “ No âmbito do fundo do desenvolvimento distrital foram financiados 924 projectos, dos quais 378 de produção de mais comida, 432 de geração de rendimento e 114 de criação de emprego desde 2007/12. Estamos cientes que há um por fazer para a satisfação das necessidades da colectividade e dos moradores desta grande vila de Macomia. Ė desta feita que projectamos a construção de um banco comercial, um mercado central, um hotel na zona da expansão”.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lindiwe Satlle

Texto e fotos: Estacios Valoi 28/05/12 A Cantora compositora que fez a sua primeira entrada em grande no concerto a solo cantando na copa mundial realizado na África d Sul concerto tocando o “ homem fez a lua” (Man made Moon), uma carreira que foi florescendo, também conhecida como a cantora que sabe combinar a beleza da moda e o poder da musica, abrangendo várias audiências que o usual. Com raízes nos seus progenitores. Filha do produtor e acolhedor de Felícia Mabuza, “provou que a maça na cai distante da arvore. Cresceu ouvindo seus pais a soul, rolando com Michael Jackson, Cindi Lauper, graduou na moda e trabalhou como estilista para pessoas como Beyoncé …Nos seus primórdios actuou em pequenos clubes de Cape Town e actualmente com seu estilo e moda. Mas também foi ao género, estilo das andanças com e da cantora norte americana Beyoncé que Sutlle encontrou suas linhas., primeiro como estilista da artista norte americana e depois desenhando suas roupas. Como cantora e compositora até o lançamento do seu primeiro álbum, sua entrada triunfal da se quando ela é descoberta por uma lenda da musica alemã Marius Muller- Westernhagen que impressionado com a sua actuação depois de a ter visto em Cape Town o que mais tarde levou a uma colaboração musical com o produtor Ivan Georgiev que fez a dobra na retaguarda vocal da cantora com sons contemporâneos de Berlim. Na sua infância contam se experiencias com a escrita de líricas, rabiscando inspirações de mestres na arte de contar, estorias como Tori Amos, Bjork e PJ Harvey, as suas músicas tem a ver com o “ser formatado nos colégios” o seu amor pela moda e justiça social. No seu álbum Kamikaze que fez questão de levar ao Cape Town International Jazz Festival 13 edição, na companhia do baterista moçambicano Texito Langa, em mais uma promoção do recente trabalho da cantora que acredita na música, em que cada canção é profundamente pessoal aberta e honesta intitula o álbum, Kamikaze “ penso que nele dei tudo de mim”. Para alem de Texito Langa, a cantora que cresceu na industria da moda trabalhando com agencias de renome como DKNY e Kenneth Cole tendo mais tarde optado pela carreira da musical também esteve em palco acompanhada por duas bandas – ZPYZ de Berlim, seus convidados especiais “ Kamikaze Art e o engenheiro de som Dave Kutch que fez as misturas do álbum o qual descreve como sendo “ soul electrónico orgânico”, álbum este escrito pela cantora em Berlim. Apesar de ter “ deixado” o mundo da moda, hoje conscientemente continua profundamente ligada a moda adicionando partes dos modelos de Beyoncé nos seus espectáculos. “Os meus shows. Se fechares os olhos são um teatro, cresci com isso e entro de mim adoro estar profundamente na indústria de moda, para mim ‘e uma experiencia. Para mim a música é o coro e envolta dela têm os costumes, moda. Não quero sugerir. Sabes quando estas lá. Não quero sugerir. Certamente é muito forte seguir, mas constatamos mudanças positivas. Podemos ver, nos apercebemos que o que pões lá fora, esta lá”. “ Ė Curioso. Isto leva me de volta a outras épocas. O meu primeiro trabalho no mundo a moda estava a trabalhar como a pessoa que vestia a Beyoncé, estar ao lado dela. Não se trata de ter estado com a artista naquela ou esta fase, a estrela que ela era, a sua personalidade, em geral estar com pessoas. Naquela fase com ela aprendi, porque ela era uma pessoa forte, estar com ela, mais do que estar é a forma amável como ela trata as pessoas e isso aprendi com ela”. “A razão porque deixei de trabalhar no mundo da moda é as vezes quando estava a trabalhar, algumas pessoas, celebridades com quem trabalhei não se comportavam da mesma forma que a Beyoncé. Trabalhar como estilista era muito difícil porque as pessoas consideram o estilo, a moda como algo pessoal. Pessoalmente, achei que trabalhava melhor estando do lado de fora e mudava com as diferentes formas da moda, os estilos dos meus diferentes fans. Quando criança queria estar no palco e cantar as musicas da Whitney Houston. Para ser sincera quando a Houston perdeu a vida, novamente comprei todos os álbuns dela, e apercebi me que enquanto cantava e saltava queria cantar dela. Penso que tive a minha primeira lição das músicas da Whitney cinco anos atrás.” Seu estilo musical electrónico género num evento de musica Jazz “A música que actualment e faço, e uma fusão de viagens diferentes, talvez tenho duas músicas em que tenho um pouco de Jazz, também soul e outra Rock ‘n roll. Se é fusão, é fusão! Por isso o festival deve abrir se mais, não ter apenas o Jazz tradicional mas viagens diferentes. Penso que isso é o que esta a acontecer pelo mundo com os outros festivais de Jazz ”.

Dinamizar o turismo no distrito

-Ministro do Turismo Texto e fotos: Estacios Valoi 28/05/12 Realizou se semana finda na vila da Mocimboa da Praia o IX conselho coordenador do sector do turismo sob o lema “ Dinamizando o turismo no distrito” onde fizeram se presentes representantes do sector de todo o pais. Foram dois dias de análise profunda, debate de questões inerentes ao desenvolvimento da área, sua contribuição para o desenvolvimento económico-social no País. Sob lema “ Dinamizando Turismo no Distrito”, o ministro do pelouro Fernando Sumbana que em jeito de apelo e a esteira do sistema da “ Carrinha de quatro rodas”, isto é, o envolvimento de quatro sectores, o publico e privado, o sindicato dos trabalhadores de hotelaria, turismo e similares e as comunidades locais, no contexto de uma planificação harmonizada e coordenada a todos os níveis partindo do distrito, abriu a sessão. A questão da coordenação multissectorial na área no País, tem sido uma problemática, uns levantam casas e pensam que já estão a fazer turismo, o recente caso reportado por um jornal local relativamente a limpeza de espécies marinhas no Tofo na província de Inhambane, onde o sector das pescas com o apoio do banco mundial adquiriu uma embarcação pesqueira para uma certa comunidade mas que a mesma serve a interesses chineses, coagindo ao pescador a pescar tubarões, raias..espécies de atracção turística para a posterior vender aos chineses e outros. A luz do Organismo responsável pelo Marketing do turismo na SADC e dados do Banco de Moçambique, Sumbana afirma que o turismo foi um dos principais sectores na exportação. “Do distrito, pólo de desenvolvimento, devem ser implementados os projectos de desenvolvimento. No nosso Pais o turismo assume um papel preponderante no desenvolvimento socioeconómico e na preservação dos recursos naturais”. Enfatizando, disse que enquanto a madeira é exportada com um único benefício e entrada de capital uma única vez, o elefante permanece, é muitas vezes visitado, o turista paga varias vezes para ver o mesmo elefante…” “Em 2011 em termos de receitas provenientes do turismo internacional aumentou para 231 milhões de dólares comparativamente aos 197.3, um crescimento em 17.1%. Em termos de investimentos, de entre hotéis e agências de viagem, no ano transacto foram aprovados projectos na ordem de 540 milhões de dólares americanos, contrariamente aos 740 em 2010, menos 27.1%. Hoje o sector emprega cerca de 42 mil trabalhadores, incremento da estabilidade socioeconómica nos locais onde os investimentos estão implantados” Sumbane destacou com entusiasmo algumas estâncias turísticas em cerca de cinquenta e duas nas diversas áreas de actuação em todo o pai, e fez alusão a visita do Secretario Geral da Organização Mundial do Turismo que saudou o “ Papel proactivo” para o desenvolvimento do turismo em Moçambique, a recente adesão de Moçambique como membro executivo da organização mundial do turismo (OMT) e sua participação na XIX assembleia da organização. Assumpção a presidência do organismo responsável de Marketing do turismo (RETOSA) a nível da SADC. Nos debates acesos realizados durante os dois dias, que iam desde período da manha noite adentro, com planos, perguntas, respostas, o elenco do turismo e seu timoneiro também analisou em pormenor o projecto Capula que desde a sua implementação não produziu resultados satisfatórios Fracasso do projecto Capula “Fomos confrontados com alguns constrangimentos nos distritos que não permitiram a implantação do projecto Capulana ao ritmo desejado e a criação de infra-estruturas básicas nas zonas de Interesse Turístico para a viabilização dos projectos integrados”, mas não detalha os constrangimentos e apela pela positiva. Recursos minerais vs turismo “ Associam se a estes sectores as pesquisas do petróleo, as recentes descobertas do gás natural aqui na província de Cabo Delgado e a exportação do carvão de Tete que oferecem grandes oportunidades para o desenvolvimento do nosso sector” Necessidades Formação profissional do sector, atracão de investimentos para o sector e em particular para as zonas de interesse turístico, promoção do turismo domestico, introdução do licenciamento electrónico, promoção de investimentos na área de jogos de fortuna e/ou azar em casinos”. “ Introdução de novos elementos positivos como “ a liberalização do espaço aéreo nacional para voos intercontinentais directos, atribuição de licenças especiais em todas as áreas de conservação permitindo a formalização e arrecadação de receita adicional, implementação do estatuto do fiscal”, que aos olhos de Sumbana também servirão para catalisar o sector do turismo no pais. Já no relatório do balanço do sector realizado um dia antes do lançamento do conselho ilustra mais dados que sustentam o desempenho “ satisfatório” do sector. Análise global Num conjunto de cerca de 25 páginas com a abordagem dos programas do Plano Económico social(PES) de 2012, análise global do desempenho do sector, receitas provenientes das áreas de conservação, projectos de investimento, execução orçamental (Gestão da qualidade, promoção do desenvolvimento integrado das áreas prioritárias para o investimento em turismo, turismo ambiental, Moçambique destino turístico de classe mundial, sistemas de gestão de informação turística), as contribuições foram: “Receitas das áreas de conservação com 15,0%, nível de aprovação de projectos 93,2%, volume de investimento 7,9%, grau de execução do orçamento de funcionamento 24% e grau de execução do orçamento de investimento 5%. Volume de chegadas internacionais cresceu em cerca de 10%, de 1.836.143 em 2010 para 2.012.640 em 2011. As áreas de conservação geraram 71 milhões de meticais referente a cobrança de receitas de caca, senhas de abate, taxas de exploração do ecoturismo nos parque e reservas, a capacidade de alojamento de oferta de alojamento turístico de 18.412 camas em 2010, passou para 37.550 em 2011, um crescimento de 104%. Da analise global do trabalho realizado durante os dois anos podemos afirmar que as acções previstas no programa quinquenal do governo para o sector d turismo estão a ser cumpridas”. Mas no conselho, também esteve presente o governador da província de Cabo Delgado Eliseu Machava, que se deslocou de Pemba a Mocimboa da Praia apenas para ler o seu discurso e voltar a Pemba, numa fase em que naquela província apenas faz se turismo de negocio, com falta de alojamento e, o gás salta lhe aos olhos. Desafios “A formação e capacitação dos recursos humanos, a divulgação do nosso potencial ao nível nacional e internacional, a facilitação do acesso a província, o desenvolvimento de outros sectores, em particular o das minas, pesquisa de hidrocarbonetos dos dois últimos anos, influenciaram no aumento significativo do nível de ocupação da capacidade existente na província” Reconhecendo a falta de alojamento na província, Machava disse que esta em curso a construção de mais infra-estruturas. “Neste momento estão em curso obras para a construção de 17 unidades de hotelaria e similares avaliados em 1.6 bilhões de meticais, previsto 610 quartos, 600 camas e 831 novos postos e emprego directo “ Em 2010 a esta fase entraram em funcionamento na província 17 novos estabelecimentos turísticos avaliados em 401 milhões de meticais, com 317 camas, criando 335 postos de emprego um aumento da capacidade de alojamento a 24.8% e de trabalhadores 20.8%”. Relativamente a Cabo Delgado e, a esteira dos números apresentados e seu potencial, a realidade ilustra que muito tem que ser feito, numa província ainda a procura do seu espaço no turismo, isto, nas suas mais variadas necessidades, a implementação de facto do sistema de “Quatro rodas”, interacção multissectorial, bandeira de eleição de Fernando Sumbana para alavancar o turismo em Moçambique. Muito deve ser feito no sector, isto não fosse o ministro a insistir na sessão de perguntas e resposta durante as sessões, “há dúvidas? Esta claras?”. Apelou Sumbana como quem diz, se não fazem, cabeças vão rolar para depois anunciar o fim da sessão. “Tivemos calorosos e acesos debates penso que saímos daqui com a dimensão dos desafios que ainda temos que ultrapassar de forma a contribuir cada vez mais para o rápido desenvolvimento económico do pais, com vista a erradicação da pobreza”, sublinhou Sumbana.

Governo VS ONG’s

VII sessão do observatório de desenvolvimento da Província de Cabo Delgado Texto e fotos: Estacios Valoi 24/05/12 Recentemente sob a égide do governo de Cabo Delgado destapou a tampa na oitava sessão do desenvolvimento daquela província no Norte do pais. Numa cerimónia presidida pelo governador de Cabo Delgado Eliseu Machava na presença da sociedade civil, associações e organizações não governamentais que operam naquela província a luz do balanço do Plano económico-social (PES) e OE relativo ao ano de 2011, o governador considerou ser positivo. Na sessão estiveram presentes cerca de 200 participantes, membros do governo provincial, administradores, alguns presidentes dos conselhos municipais, sociedade civil, representantes das ONG’s, parceiros de cooperação, representantes ministério das finanças, empresas públicas, privadas, do PNUD, Sindicatos dos trabalhadores, instituições religiosas, etc. Segundo o sumario executivo da província a produção global registou uma execução de 106% e um crescimento de 15,8%. Os sectores da agricultura, industria, pesca e transporte continuam a ser os sectores que maior peso tem na produção global. Com a implementação do PES a força de trabalho cresceu em 20%, receita publica 36%. Destaca-se ainda a segurança alimentar relativamente a disponibilidade de alimentos que passou de 1.860.461 para 1.896.997 toneladas, aumento da taxa de abastecimento da água de 66,9% para 74% e a transitabilidade de 92,4% da rede varia em todo o ano. “Concluímos quando juntos analisávamos cada um dos assuntos, identificávamos o que foi realizado com sucesso, alistávamos aquilo que constitui novos estrangulamentos e adiantávamos com propostas e soluções. Este deve ser o objectivo que deve nos guiar porque este fórum é para permitir que caminhemos com firmeza”. “Esta questão das organizações não governamentais que a s vezes aparecem no distrito e não obedecem aquelas formalidades exigidas, devemos compreender que a nossa organização para este tipo de actuação começou a fazer se sentir a cerca de 2 anos atrás, e encontramos casos já consumados e o trabalho que esta sendo feito permite nos que estejamos cada vez mais próximos de todas as organizações. Este é um desafio que tem que produzir resultados. Não fica bem que uma organização chegue e não seja conhecida pelo dirigente do distrito, mesmo depois de se apresentar a província, vai chegar a um território, esta lá o governo do distrito, tem os seus programas e precisa de saber se chegou uma mão para ver como adicionar ao esforço do distrito. Apesar do pronunciamento do governador, a existência de ONG’s e a seu ‘Modus operandi” naquele ponto do pais, em que algumas organizações não se apresentam ao governo local assim como as suas administrações, limitando se apenas a exercer as suas actividades sem o conhecimento das estruturas de direito, Machava, apreensivo com a falta de interacção entre estas e o governo rematou. “Demos passos significativos. Depois da análise concluímos que há aspectos que devem ser melhorados em relação a nossa intenção, aprofundamento do diálogo, análise profunda do trabalho que estamos a realizar. Temos que avaliar o nosso trabalho olhando para aquilo que havíamos planificado, o que realizamos e o que significa o realizado em termos de cumprimento, o impacto do que estamos a fazer”. Quanto apoio das ONG’s, uma das questões levantadas pelo timoneiro de Cabo Delgado foi ate que ponto esse apoio reflecte - se na comunidade ou será mais uma espécie de apoio fatal “Dead Aid” como diz escritora Dambisa Moyo” “Há uma organização que esta a trabalhar na área do saneamento do meio. Se disser que a X numero de aldeias que são consideradas livres de fecalismo a céu aberto, vamos encontrar exemplos que nos encorajam bastante, pode se ir para lá e, vai se ver como é que as populações tratam as latrinas, como é que as crianças tratam da saúde, lavam as mãos e como é que dominam as técnicas criadas e deixadas lá na aldeia. O que gostaríamos ver era de um lado o governo a cumprir com os seus programas e do outro, as organizações não governamentais, essas que nos apoiam no cumprimento ou que participam no cumprimento dos programas, a realizarem acções visíveis com impacto, como é este caso”. “Não quero dizer que aquela organização já tenha feito tudo, mas tem coisas visíveis que nós podemos chegar e ver que aqui de facto a pratica é esta. Gostaríamos de ver isto nas nossas acções, esta maneira de conviver, dialogar. Se olharmos, dois anos atrás, como era o nosso trabalho e o que é hoje. Podemos dar-nos por satisfeitos porque estamos a crescer gradualmente de parte a parte, mas queríamos crescer e produzir resultados, não há razão para distanciamentos, cada um tem o seu papel “. Sublinhou Machava FOCADE Em reacção as alusões do governador, Cheia Inglês representante do fórum das ONG’s (FOCADE), questionado pela nossa reportagem sobre a inserção das ONG, s e os atropelos cometidos por esta segundo governador, disse que o cenário vai melhorando e que foi uma boa participação. “Penso que de ano para ano o cenário vai melhorando. As organizações estão, abertas, predispostas a disponibilizar informação, por exemplo o que aconteceu hoje algumas podem não ter ficado satisfeitas pela gestão do tempo. Penso que foi muito boa a participação”. E, faz uma apreciação do desempenho do governo. “A nossa apreciação é positiva mas queremos mais e é necessário que o governo, sempre que nos encontremos nestes fóruns, preste atenção naquilo que são as nossas recomendações para melhorar as suas intervenções e também capitalizar a contribuição das ONG’s. No geral não há inquietações, pelo contrário mais inquietações tem o próprio governo, organizações, associações locais que muitas vezes não se sentem envolvidas nas acções das ONG’s. Essas inquietações existem. Particularmente as ONG’s, tem seus programas, equipas, não é fácil integrar num determinado trabalho, organizações que não estavam previstas no seu programa. Agora a tendência, é que a maior parte das organizações internacionais, procura transmitir capacidades e desenvolve competências nas nossas organizações nacionais mas, não encontramos terreno fértil em muitas organizações pequenas nacionais onde esse conhecimento é capitalizado. O problema é esse”.Disse Inglês Sobre os projectos a serem implementados, segundo as próprias necessidades da população, e se as ONG’s estão ou não dentro daquilo que é projecto central, plano estratégico do governo, Antoninho alega que as organizações que estão a operar em Moçambique são alimentadas por doadores, com seus projectos já desenhados. Na importa se é aquilo que o povo quer, necessidades. Ė preciso percebermos um aspecto. As organizações que estão aqui em Moçambique, são alimentadas por doadores, não são elas as donas dos dinheiros. Muita das vezes grandes organizações que aqui temos, concorrem para certos fundos no plano internacional e, ao concorrer normalmente colocam lá uma proposta baseada numa matriz. Para prestar contas aos seus doadores tem que usar, obedecer aquela matriz, mas essa matriz nunca coincide com a matriz do governo e mesmo a nível da planificação interna na província, raramente nos conseguidos conciliar, alinhar a planificação do governo a partir do distrito até a província com aquilo que acontece nas ONG’s. Ė preciso que se faço um alinhamento para a harmonização dos planos, onde o governo consegue convidar a maior parte das ONG’s que estão no terreno e, mostrar esta oportunidade que as ONG’s têm de poder intervir em alguns programas mas com antecipação. Se não for com antecedência de um ano, a ONG’s dificilmente consegue acertar o passo”. Relacionamento Governo VS ONG’s Resultados a serem alcançados “Quase que tenho certeza que esses choques, vão ser ultrapassados dentro de cinco anos. Agora o governo e a sociedade civil têm que procurar harmonizar os planos. Esta a melhorar um pouco mas ainda tem que se fazer mais isso tem uma explicação. A disponibilização dos relatórios. As associações que temos muitas vezes não produzem relatórios e quando os produzem partilham muito tarde. Em algum momento quando se esta a fazer o relatório do balanço do PES, nós estamos a falar de um determinado período, horizonte e a associação vem com um relatório que esta fora daquele contexto, então não ‘e possível enquadrar, acertar o passo”. Reconheço que em relação ao governo, nós nunca vamos acompanhar o passo porque a maquina do governo esta organizada, quando as associações não tem, se quer recursos humanos que podem acompanhar este processo, essa velocidade, isto, vai levar tempo para poder se fazer um alinhamento de todo um processo de planificação, acompanhamento, monitoria e avaliação. Afirmou Cheia Inglês

domingo, 27 de maio de 2012

Hassan'adas de Mafalala a Cape Town

Hassan’adas da Mafalala a Cape Town
Texto e fotos : Estacios Valoi 22/05/12 Jonassan ou Hassan’adas nome que da ao seu mais recente projecto apôs anos de experiencias, momentos desde que nasceu, partiu do bairro da Mafalala arredores da capital moçambicana Maputo, de onde mais tarde partiu ao encontro de outros sonhos ate que foi parar a cidade sul-africana de Cape Town onde actualmente reside. Desta vez, não com Moreira Chonguica, Jimmy Dludlu e outros músicos de renome com os quais nos habituamos a ver, desta vez foi a Hassan’adas seu novo projecto que veio ao de cima no Cape Town International Jazz Festival no meio de tantas estrelas do jazz como Hugh Masekela& e seus convidados celebrando Mama “Africa” (SA) Moreira Project (Moçambique), Marcus Miller (USA), Dave Koz &Patti Austin com convidado especial (USA), Unathi (SA), Allen Stone (USA, HHP (SA), Zakes Bantwini (SA), Nouvelle Vague (Franca), Ill Skillz (SA), Atmosphere (USA), Jean Grae (USA), Good Luck (SA), Pharoane Monch (USA), James Ingram (USA), Zahara (SA) que recentemente esteve em actuação em Maputo, Moçambique, Zamajobe (SA), Herbie Tsoaeli (SA), Dorothy Masuka (SA), Adam Glasser (UK/SA), Patti Austin Trio (USA) Kevin Mahogany (USA), The Andre Petersen Quintet (SA, USA, BL), Donald Harrison the trio/Ron Carter& Lenny White (USA), Brubecks Play e convidado especial Mike Rossi (USA/SA), Steve Dyer (SA), Sophia Foster (SA) Xia Jia Trio (China), Victor Kula (SA), Alfredo Rodriguez (Cuba), Jason Reolon Trio em performance com Buddy Wells (USA), David Sanchez e seu convidado especial Lionel Loueke (Porto Rico/Benin) Steve Dyrell (SA), Unathi (SA), Allen Stone (USA) Hassan’ adas (SA), Mike Stern& David Weckl (USA), Alexander Sinton High School Jazz Band (SA) Gabriel Tchiema (Angola), Lindiwe Suttle (SA), Virtual Jazz Reality (USA), Third World Band (Jamaica), Zakes Bantiwi (SA), Miller. Mas também foi lá onde com Jonassan cruzamos caminhos, palavras e eis no que deu. Antes de entrar neste tapete rolante que é o Cape Town International Jazz Festival e também falar sobre o teu mais recente trabalho, Faz tempo que na pões os pés em Maputo! Penso que estaremos lá nos meados deste ano. Estava a espera deste Show, para poder tocar com uma banda maior, isto porque sempre toco quatro pez mas, desta vez vão ser seis e duas dançarinas para aquecerem mais o momento. Que trazes neste teu novo projecto? Trago o que sempre quis fazer. Cantar as minhas musicas, composições, também toco guitarra, canto toco percussão, é um projecto anteriormente ambicionado então acho que esta foi a melhor altura para implementar. Que te leva a entrares por este projecto digamos que a Hassan’das e não com as outras bandas com as quais vinhas actuando? Já toquei com muitos artistas, ganhei muita experiencia. Achei que era o momento de fazer um projecto destes, minha própria coisa. As vezes ‘e difícil trabalhar com músicos, as vezes queres fazer as tuas coisas. O meu projecto, não importa se os outros músicos estão ou não, não há problema, canto, toco guitarra, faço tudo. Quantas pessoas compõem o teu projecto e o que trazes em termos de ritmos? Tragos mais ritmos lá de casa (Moçambique), jovens lá de casa, tirando um bocadinho de Fanny Mfumo, Dilon Djinge, Alexandre Langa e uma mistura de Português, Changana, Zulu, Dloza, também para todo o povo entender. Essa mistura destas línguas vernáculas, oficiais, será uma forma de exaltar também Moçambique deste lado da fronteira? Ė. A ideia é trazer todos esses nossos ritmos para aqui e dar a conhecer mais, para saberem que temos os nossos e como estavas a perguntar, a base da banda são quatro instrumentos. Duas guitarras, baixo, bateria, mas aqui para o festival serão seis. Que te vem na alma quando já te consideras amadurecido e pela primeira vez com teu próprio projecto num festival desta dimensão que ‘e o Cape Town International Jazz Festival? Estou um pouco nervoso. Cantar, essa é que é a parte mais difícil porque com a percussão não tenho problemas, agora cantar ‘e que vão ser elas. Mas com digo que a experiencia vai prevalecer e farei de tudo para ter um bom show. Olhando para as tuas viagens, os artistas com quem tocas-te até esta fase. Que memorias, principalmente daqueles que julgas terem sido suas influencias? Hoo. Yes. Tive muita influência do agrupamento Stimela quando tocava com Rei Piri e Miriam Makeba, quando toquei com Hugh Masekela, John Cleck mas o Stimela e a Miriam Makeba são experiencias a considerar. Essas experiencias de que modo encontram se reflectidas neste teu projecto? Sim. Há uma musica intitulada “I know that” a qual é dedicada a eles, fala da Miriam Makeba, Hugh Masekela, esse pessoal todo, como Fanny Nfumo, Alberto Mutcheka, todos eles. “I Know that” como quem diz “ sei disso ou conheço..) Dependendo do contexto. O que sabes no meio disto tudo? (Risos) diz se que “if you wanna something don’t give up” não desista daquilo que queres”. Sei que sempre que quiseres alguma cena vais um dia alcançar. Jonassan ou hassan’ das, horas depois já se encontrava em palco, perdido no meio daquelas seis congas cuja altura dos batuque e do musico se confundiam, em alguns momentos apenas os braços sobressaiam e ele, no meio deles ribombando. No fim tudo correu bem, pelo menos não engoliu a voz. E assim o baixinho saltou do palco. Disseste que tencionas levar este projecto a Moçambique. Esperas actuar com algum músico em particular? Tocando em Maputo gostaria de convidar o Salimo Mohamed, sabes, para vir cantar uma, duas músicas quando estivermos em Moçambique.

Policia cabo delgado confiante no seu trabalho

Texto e fotos: Estacios Valoi 27/05/12 A polícia da república de Moçambique na província de cabo delgado no seu mais recente informe semanal considera que o nível de criminalidade reduziu relativamente ao ano transacto. Numa cerimónia em que estiveram presentes parte considerável dos quatros daquela corporação que recentemente recebeu mais apoio em termos de meios de circulação vem como problema a considerar o maior fluxo de imigrantes na sua maioria tanzanianos. Segundo a comandante da polícia daquela província Dora Manjate os imigrantes ilegais estão envolvidos na caca furtiva, garimpo assim como a pesca ilegal “Tanzânia. Não são imigrantes ilegais virem para o garimpo assim como ao nível de caca, pesca furtiva, madeira. Temos tido esse tipo e imigrantes. Dos Países do corno da África, a maioria desses imigrantes ilegais do Pais vizinho, Tanzânia. Temos problemas sérios com eles mas em relação a isso há um trabalho que estamos a fazer em coordenação com as autoridades tanzanianas que é para minimizarmos esses problemas” Relativamente à redução ou aumento do índice de criminalidade Manjate não apresenta dados que possam sustentar tais afirmações o que contrasta com aquilo que seria um informe sobre a matéria e perante a insistência da nossa reportagem Manjate, sem apresentar dados apenas disse “Vamos continuar a trabalhar como estamos. Se a população que é o nosso termómetro, esta a dizer que estamos a trabalhar, significa que estamos no caminho certo, apenas vamos intensificar as nossas acções operativas de forma a reduzir cada vez mais a entrada de imigrantes ilegais em coordenação com todas as forcas que estão na linha da fronteira. Pensamos que no futuro vamos minimizar a entrada de imigrantes ilegais, em particular da Tanzânia”. Facto, e pelo que se assiste naquela província, mais do que o respeito da população para com a policia, a mesma tem pavor aos vulgo cinzentinhos e não só que por detrás do uniforme de defensor da legalidade e ordem publica, vai revistando aos transeuntes dia e noite, quer estudantes uniformizados, veículos na maioria das vezes com o propósito de extorquir o cidadão. A título de exemplo, não só aconteceu com alguns dos colegas da profissão mas com varias outras pessoas. Antes do agente da polícia exigir qualquer identificação ao cidadão, limita se a pedir dinheiro. “ Tem dinheiro. Vou te revistar. Esse dinheiro é meu”. Diz o elemento da polícia enquanto prossegue apalpando, metendo as mãos aos bolsos do indivíduo. Os automobilistas, esses são outras vitimas eleitas pelos homens da policia e a comandante alega estarem a procura de catanas e outros objectos contundentes e afirma ser trabalho da corporação. “ Talvez não estejam habituados. Nós, nas nossas acções precisamos de desconfiar alguns que achamos que devemos fazer revista e nós revistamos, mas depois deixamos o cidadão circular em paz. Nem todos são honestos, alguns transportam objectos proibidos e são esses objectos que nós procuramos. Como sabe temos o problema das catanas. As nossas revistam ao peão é mais por causa das catanas, de armas proibidas. Ė esse o nosso trabalho. Valores monetários vs identificação
“ A polícia esta a trabalhar internamente, nós detectamos e tomamos medidas, nossas internas para disciplinar a forca, como sabe, num conjunto de pessoas que somos e num trabalho como este, alguns enveredam por uma conduta que não é legal e quando tomamos conhecimento, tomamos medidas. Há alguns que tomamos medidas e outros que resistem as tentações. Casos dos elementos do trânsito, nós temos números ali de 10 que tem tido esses problemas, os próprios automobilistas indiciam aos polícias, então há esse problema”.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Kan Ndlozi a menina de Mulazi

Texto e fotos: Estacios Valoi 08/05/12 Mulazi é um dos bairros periféricos que fica localizado na cidade de Durban na África do Sul que, assim como viu Ndlozi nascer também a viu partir quando tinha oito anos a procura de outro chão por pisar num sonho traçado mas que era necessário ir alimentando a cada dia e noite. Vivendo ao som a musica desde a sua tenra idade com a turma do bairro metidos em canto e dança para as pessoas, musicas da Bum Shaka como “ it’s about time” uma das suas favoritas, são coisas com as quais cresceu e claro, a primeira influenciada pela mãe “Mabi”, que ao som de vários sons juntas iam cantando em casa a mesa, nos funerais, nas orações, em fim cantavam em tudo, sempre que a ocasião lhes permitisse,”Sabia que queria fazer musica como carreira e, é isso que agora estou a fazer, actualmente não tenho banda”. Mas foi no palco do Green Squere market num concerto sem bilheteira do Cape Town International Jazz Festival onde a encontramos apôs ter feito um brilhante concerto com uma banda formada em menos de uma semana no mesmo palco em que estiveram Dave Koz, Petti Austin, Allen Stone, Alexander Sinton High School Jazz band, em fim escolas de jazz. Uma voz cortante numa banda que se agrupou a menos de uma semana do festival. Como e que tiveram uma boa sincronização? Ė incrível. Trabalho com amigos e são profissionais, respeito, amo os, fazem e querem o melhor para ti e foi fácil. Mas no começo, estávamos stressados porque estavam muito ocupados. Um dos membros é trombetista, técnico de som que neste verão foi nomeado para três prémios, o baixista tocou na anterior edição o festival. Apesar do tempo não ter estado a nosso favor e porque ‘e difícil nos encaixarmos em tudo, há uma química, ensaiamos, a música estava boa, tocamos como uma banda. Diverti me imenso. De onde vens e quem é a pessoa por de traz da cantora ou artista? Haaahaaa.Uau. Sou de Durban. Mudei me para Cape Town quando tinha oito anos de idade, isto a quinze anos atrás. Por detrás da música esta uma jovem de um bairro pacato de nome Mulazi em Durban que apenas quer cantar.Com Mabi, minha mãe cantávamos em casa, na mesa quando rezávamos.Em tudo, estava em volta da música. Com os meus amigos costumávamos criar danças, cantar apara as pessoas, gostava de cantar a musica da Bum Shaka “it’s about time”, sabia que queria fazer musica como carreira e, é isso que agora estou a fazer. Então a música não te arrastou pelo caminho adentro não? Tenho uma música que escrevi, original na qual tinha estado a trabalhar faz tempo mas tinha medo de cantar para qualquer um.Uau. Uau.. Escrevo as minhas próprias músicas. Vou aprendendo, ouvindo as diferentes musicas e filtrar o que quero e assim estou a preparar um álbum contudo não posso dizer para quando mas é para breve. No concerto cantaste quatro temas. Quais eram os temas e porque esta escolha? A primeira é da Malaika que todos conhecem, depois a da K Semenha interpretada por Letha Mbulu, a outra ‘e Kaya de Luenha Cogwana e a ultima da minha autoria intitulada Saudades de Casa. Sinceramente estou com saudades de casa. Escolhi estes temas porque acho que não te cansas de ouvir a tua própria música, há algo que toca dentro de ti quando ouves algo que vens ouvindo desde criança, alguém que conheces que te podes ti identificar com ele. Ė maravilhoso ter pessoas como Dave Koz, Petti Austin, é fantástico mas a uma coisa com a nossa música, o facto de ser africano, a música que o nosso povo escreveu, há uma estoria no teu coração, são clássicos. Malaika já se canta desde tempos mesmo antes do meu nascimento,”music in the air “’ veio dos anos 80 e tem sido cantada desde então, versões. Não te cansas da melodia, da mensagem. Disseste que uma das tuas escolas de música foi a tua mãe e as outras? Estudei na Universidade de Cape Town, graduei no ano passado e actualmente trabalho como artista Freelancer, é o que faço para viver. Qual é o teu musico favorito que continua a empurrar te mais para cima? Hoo, my gosh!’E muito difícil responder a tua pergunta mas, posso dizer te de forma excitada que a Lauren Hill vem cá, mas primeiro Joy Scott, ouvi, quis dançar e morrer porque ela é uma das minhas favoritas. Ela sabe? Não. A Lauren Hill é uma delas, mas penso que não tenho uma única pessoa favorita, são coisas diferentes de diferentes pessoas, mas há muitos internacionais, aqui da África do sul, França. Não quero ficar 100 minutos a mencionar 100 pessoas e esquecer me dos outros. A tua forma livre.. No palco. Compões? Compor é assustador. Ė uma actividade vulnerável porque és forçada a dar algo que pessoalmente tenhas feito, estar a aberta as pessoas para fazerem critica porque não te vais tornar melhor até as pessoas te critiquem positivamente, não queres ficar no mesmo lugar. Mas também é como estar núa no meio de uma de uma multidão. Sei que não é algo do meu domínio total, estou a aprender, aberta a novas pesquisa e exploração, ser ensinada. Seria bom ter pessoas que pensassem por mim (risos) Isso querias tu!!“Compor é assustador”. Que mais te atormenta neste mundo? Ei shooo. Tenho medo de não fazer algo porque estava com medo, como a ideia de viver no medo. Penso que toda a gente tem, tenho medo de estar sozinha. Agora que terminaste a tua actuação e olhando para o publico. Achas que meteste água? Hahahaha, não! Como cantora sempre tens aquele olhar crítico, e dizes..oops ..Poderia ter feito melhor, mas para mim ter estas pessoas todas satisfeitas, a divertir, rir, para mim essa é a coisa mais bela. Projectos pela frente? Haaa. Vou juntar me a Sibonguile Khumalo que vai realizar alguns concertos em Julho, estarei a trabalhar com ela num coro de dose pessoas, parte de uma mega banda. Estou muita excitada. Vou continuar a compor, tocar mais piano, crescer e crescer, fazer estas pessoas felizes. Gostei do teu vestido. Como foi para ti escolher este vestido e os acessórios? Este vestido escolhi hoje. Foi má ideia, estou muito cansada. Estive toda a manha a procura de algo para vestir, andei por um par de lojas, não encontrei o que queria e finalmente voltei para casa, agarrei me a este vestido, juntei as pecas, espero que esteja bem. No corpo trago três coisas. Quanto tempo temos que esperar até que o teu álbum venha ao mercado?
Digamos que no próximo ano, até lá talvez tenha a metade do meu álbum.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Jazz é Vida

Duas vozes um palco Dave Koz&Patti Austin Texto e fotos: Estacios Valoi 02/05/12 Dia internacional do jazz é celebrado a 30 de Abril. A data foi criada pela UNESCO e anuncia pelo pianista e embaixador da boa vontade da Unesco, Herbie Hancock. 2012 Marca as primeiras celebrações do dia cujo objectivo ‘e relembrar a importância do género musical e o contributo na promoção de diferentes culturas e povos a longo dos últimos anos. Alguns estratos da mensagem da directora geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião d dia internacional d Jazz. “ Martin Luter King Jr. Disse uma vez que “ Jazz expressa a vida”. Este ‘e o espírito do primeiro ia Internacional do Jazz. O Jazz tem desafiado quase todas as tentativas de definição. O crítico musical John Fotrdham pode ter chegado mais perto quando escreveu a musica de Milles Davis como “ o som da batida do coração, da respiração ofegante, do sorriso súbito “ O Jazz tem sido uma forca para a transformação social positiva ao longo da sua história e permanece assim até hoje é por isso que a UNESCO criou o dia Internacional do Jazz. Desde suas raízes na escravidão, esse género musical tem levantado uma voz apaixonada contra todas as formas de opressão. Ele fala uma linguagem de liberdade que é significativo para todas as culturas”. Mas não é do dia Internacional do Jazz anunciado que vos quero falar, mas sim, do outro não anunciado, do dia-a-dia que por si só já se anunciara e ainda pela 13 edição do Cape Town International Jazz festival onde várias foram as formas como alguns músicos por nós entrevistados tentaram descrever o Jazz “ “Sons do espaço”, “circunstâncias”…; No raiar do sol, vento sopra, canta o mar, céu, que dança a areia, respira a natureza, simbiose do além, é como a mecânica que constitui os ser humano, complexo em fim, Jazz é vida mesmo, são todos os dias de Jazz e vice-versa. Os músicos, publico que deram vida a esta edição, como: Hugh Masekela& e seus convidados celebrando Mama “Africa” (SA) Moreira Project (Mocambique), Marcus Miller (USA), Unathi (SA), Allen Stone (USA, HHP (SA), Zakes Bantwini (SA), Nouvelle Vague (Franca), Ill Skillz (SA), Atmosphere (USA), Jean Grae (USA), Good Luck (SA), Pharoane Monch (USA), James Ingram (USA), Zahara (SA) que recentemente esteve em actuação em Maputo, Mocambique, Zamajobe (SA), Herbie Tsoaeli (SA), Dorothy Masuka (SA), Adam Glasser (UK/SA), Patti Austin Trio (USA) Kevin Mahogany (USA), The Andre Petersen Quintet (SA, USA, BL), Donald Harrison the trio/Ron Carter& Lenny White (USA), Brubecks Play e convidado especial Mike Rossi (USA/SA), Steve Dyer (SA), Sophia Foster (SA) Xia Jia Trio (China), Victor Kula (SA), Alfredo Rodriguez (Cuba), Jason Reolon Trio em performance com Buddy Wells (USA), David Sanchez e seu convidado especial Lionel Loueke (Porto Rico/Benin) Steve Dyrell (SA), Unathi (SA), Allen Stone (USA) Hassan’ adas (SA), Mike Stern& David Weckl (USA), Alexander Sinton High School Jazz Band (SA) Gabriel Tchiema (Angola), Lindiwe Suttle (SA), Virtual Jazz Reality (USA), Third World Band (Jamaica), Zakes Bantiwi (SA) Dave Koz o saxofonista.Desta vez foi, no concerto não anunciado do Cape Town Internanational Jazz festival no Green Squere Market em que Dave Koz e Petti Austin, isto dias antes do epicentro do festival no “ Convention Center” daquela cidade brilharam e abrilhantaram os “Concertos Livres” levados a cabo pela organização do evento espAfrica para a comunidade daquela urbe. Sem bilheteira são convidados alguns artistas de entre estes alguns do renome, como que para um aquecimento antes do dia “D” Foi lá onde Koz com cerca de 12 álbuns publicados e outros ainda na manga fez o seu maior concerto daquela edição do festival e não necessariamente no palco “ Kippies” dentro do “ Convenction Center”, O concerto não anunciado em que esteve no palco com a sua convidada especial Petti Austin, foi o melhor levando os milhares de espectadores presentes ao delírio com o seu smooth Jazz. Para não falar do cruzamento de vozes daquele dueto. E, o publico sempre pedindo mais uma. O duo fechou o concerto daquela sexta-feira em apoteose. Dave em duas décadas da sua careira, com um numero considerável de álbuns, na linha do seu Smooth Jazz tornou se num dos músicos de renome, o que recentemente fez com que tivesse uma estrela no ambicionado “Pátio da fama em Hollywood”. O seu mais recente álbum “ Hello Tomorrow lançado em 2011 com a participação de Jonathan Butler e Ray Parker, com “Alo amanha” (Hello Tomorrow), álbum este que Koz fez questão de brindar ao público com alguns números, na sua alocução, tenciona alcançar algo para o seu renascimento, refrescar o som que o tornou famoso, como se fosse o Poeta Eduardo White a dizer “ Até amanha coração”. Patti Mas a convidada especial de Koz, Patti Austin de Harlem-Nova Yorque já de 1969- 1991 andava por alguns números, como 20 musicas R&B, fez o dueto com Michael Jackson na música intitulada “ Ė estar apaixonado” (it’s the falling in love) do álbum Off the Wall, não deixou seus créditos mãos alheias. Em 2008, 53 anos depois de ter sido contratada para cantar na sua primeira gravação, ao longo do tempo atingiu nove nomeações na categoria e finalmente atribuída o premio de melhor álbum vocal de jazz pela Avant Gershwin. Actualmente, Austin trabalha e faz um dueto com James Ingram quem em 1981 gravou a musica que a levaria aos diferentes cantos deste mundo intitulada “Baby Come to Me, também com o apoio de Quincy Jones. A sua actuação foi de encantar, a sensualidade, exuberância, tecnicismo naquela voz em tom maior, menor, a audiência bem conhecedora da sua forma de ser e estar no palco, alguns presentes por nós entrevistados foram unânimes nas suas afirmações. “ Não imagino com ela era ainda na sua juventude, acho que era fenomenal, mas mesmo agora parece que não mudou nada, claro exceptuando a sua fisionomia, era como que dizer “ panela velha faz comida boa”. A diva esta bem nova. Jazz é vida

Patrono do DZ Manuel de Araujo burla jornalistas

Texto: Yohko Ndunko 01/05/12 Jovens que se empenharam na produção, edição e publicação do jornal Diário da Zambézia, sobretudo no formato tablóide mensal, lançado na cidade de Quelimane nos finais do ano transacto, acusam o patrono da publicação, Prof. Doutor Manuel de Araújo de os ter burlado, não honrando os seus compromissos na remuneração deles. A prior, depois de constituir uma equipa, o actual edil de Quelimane, nomeou um chefe de redacção, o qual nunca chegou a paga-lo, isto para não falar de jornalistas que se encontravam dentro e fora de Quelimane e que iam contribuindo com o seu saber para o sucesso do jornal. Durante a produção do primeiro numero, o titular da redacção, isto é, passados três anos de tentativa por parte do patrono em fundar e produzir um tablóide, tendo fracassado solicitou ao mais tarde eleito chefe da redacção Estacio Valoi, para que fundasse esta parte daquele órgão de informação antes difundido apenas por via de correio electrónico email. Todos os requisitos inerentes a fundação do jornal foram tomados em consideração, a prior ,tendo o chefe da redacção a partida solicitado ao patrono para que no mínimo tivesse um orçamento para o funcionamento do jornal, a prior, para um período de três meses e o mesmo disse que sim. Compilação Dai em diante, foi trabalhar em todas as áreas que compõem o jornal. Contactos feitos com colegas da área dentro e fora do pais, para que enviassem os seus trabalhos com a garantia de pagamento por cada artigo num montante que varia entre 200 a 250 meticais. Em menos de seis meses o jornal estava feito, com gralhas foi a impressão tendo sido produzida a primeira no dia 25 de Maio e lançada no dia 30 de Junho de 2011, cujo textos vieram de vários quadrantes, de pessoas que queriam ver a iniciativa ir além e o jornal nas mãos dos leitores, mas principalmente depois do lançamento do primeiro número com dezoito páginas o qual foi na totalidade produzido pelo chefe da redacção e publicado com o dinheiro do patrono, começaram os atropelos do patrono Doutor Manuel de Araújo. O segundo número ainda com dezoito páginas e mais tarde o terceiro com 24 páginas com uma tiragem de cerca de 3000 mil exemplares, também tiveram o mesmo processo de elaboração, não fugiram tanto do que se fez para que as primeiras duas edições fossem a rua, a maioria dos textos foram elaborados pelo chefe da redacção, outros jornalistas dentro e fora do Pais, assim como de pessoas interessadas em escrever para o jornal, os quais na sua maioria o chefe de redacção os solicitou para que o enviassem os seus artigos. O projecto traçado consistia na produção do jornal todos os meses. Postos de distribuição identificados, ardinas, contractos publicitários, agentes interessados... Tudo feito com e no transporte, graças a “bicicleta de guerra” do chefe de redacção que ia pedalando Quelimane a torto e direito com expectativa. Lembrar que o primeiro e segundo número foram distribuídos a nível nacional até ao distrito de Chinde o jornal foi parar, em Alto Molhe e outros distritos o jornal esgotou, mesmo em Quelimane. Dizer que o patrono, esteve pessoalmente, em algumas vezes envolvido na distribuição do jornal pela cidade e para alguns distritos da Zambézia. Atraso nas publicações O patrono apenas queria ver o jornal na banca, enquanto o chefe da redacção recolhia os textos, editava, a distribuição encarregue a este e ao Desenhador Gráfico que para além de montar o jornal, também tinha que contactar aos ardinas, controlar as vendas e se possível saber das receitas da venda do jornal, isto feito na maior parte das vezes por ambos, maquetizador e/ou desenhador gráfico Arlindo Navaia...até a requisição do dinheiro para a compra do papel para a impressão do jornal e ou mesmo simples impressão. A 3 edição produzida no dia 25 de Novembro de 2011, impressa e entregue nos escritórios do jornal na residencial Palmeiras na cidade de Quelimane cinco dias antes das eleições intercalares, só veio ao publico depois das eleições intercalares de 7 de Dezembro em Quelimane na Zambézia Devido a intromissão do Director, patrono jornal Manuel de Araújo que pensou que era jornalista quando da área menos percebe, queria ao mesmo tempo escrever, editar, escolher os títulos..Por vezes o jornal já estava pronto para ser enviado a gráfica e lá estava o patrono e de forma arrogante cancelava o envio a impressão porque queria meter mais um texto e/ou porque queria que o jornal fosse publicado numa data festiva, digamos que “no seu aniversario” e outras incongruências do doutor ‘sabe tudo”. Administração..vieram depois Os outros colegas, a equipa administrativa.. Vieram depois, isto, já na segunda edição assim como o próprio patrono “entrou”, o editor que nunca chegou a editar sequer um texto, mas apenas para constar na ficha técnica. Apôs o segundo encontro do alegado corpo directivo realizado durante a produção da 2 edição, isto no ano em que o Jornal Diário da Zambézia distribuído via email celebrava cinco de existência, produção esta que não fugiu tanto ao processo do primeiro numero, apesar de já se ter escolhido o elenco, nomes para o corpo directivo do jornal, o que não passou apenas de mais nomes, a recolha de artigos foi feita pelo chefe de redacção que teve que andar, contactar jornalista da praça enquanto o próprio director do DZ via email António Zefanias, que antes do primeiro numero sair, pessimista, vociferava que o jornal não seria produzido, mas provou se o contrario e aquele foi publicado mesmo sem que o mesmo em três edições tenha escrito, editado um único artigo para o jornal (tablóide). Pompa e circunstancia no hastear da bandeira. Quando se soube que o jornal já tinha sido impresso, ate ao distrito do alto Molocue foi se a velocidade de Luz de carro para trazer o jornal a cidade de Quelimane onde o publico, assim como o governador da província Itai Meque, esperavam para o lançamento do jornal. Atraso devido as Linhas aéreas de Moçambique que não meteram o jornal a tempo no avião apesar do mesmo ter lhes sido entregue e pago com antecedência para que este fosse entregue em Quelimane a tempo e horas. O Jornal foi recebido em Alto Molocue vindo de Nampula das mãos do Jornalista Aunicio da Silva. Foi tudo fantástico, mas era preciso trabalhar mais, a administração, publicidade, redacção, distribuição não podia estar nas mãos de um só indivíduo, era preciso encontrar pessoas capazes. Situação minimizada aquando da produção da terceira edição, quando o irmão do patrono Arcénio de Araújo prontificou se em apoiar o jornal na administração, isto por insistência do patrono, também esteve na área da distribuição onde também continuou a trabalhar com o chefe de redacção. Mas na essência tudo continuara nas mãos do chefe da redacção, mesmo com a tal equipa já “constituída”, a reboque de alguns funcionários da residencial e não do jornal até a produção da terceira edição que chegou a Quelimane três dias antes do processo de votação face as intercalares realizadas naquele distrito de Quelimane, e que teve como vencedor o PHD Manuel de Araújo. Outras edições não vieram ao publico devido aos deslizes do patrono o qual por varias vezes fora alertado pelo Chefe da redacção , relativamente a sua arrogância, ego..e que apesar de serem amigos o jornal era um negocio como aquando da sua fundação e não do Partido do qual mais tarde o patrono veio a fazer parte, até hoje. Contratos fictícios Manuel de Araújo sempre disse que os contratos seriam assinados em papel com todos os jornalistas e colaboradores que iam dando vida ao Tablóide mensal, na expectativa de que o mesmo um dia fosse diário, algo que não veio a acontecer. Manuel de Araújo, dizia que estava ocupado e ia enviando algumas mensagens como “ mapuntando, em Tete, Londres e outras semelhantes para dizer que estava fora de Quelimane, mesmo quando se tratasse do pagamento de salários que algo que nunca veio a acontecer, o cenário era o mesmo e por fim dizia em mensagem telefónica” quando voltar”. De volta a mesma música, mesmo quando os outros criaram bancos e nós solicitamos a abertura de contas bancárias…. Apôs seis meses de exigência dos nossos honorários, isto na fase das intercalares o proprietário não se pronunciou. O jornal já estava em Quelimane dias antes das eleições e o nosso espanto foi não vermos o jornal na banca. Só saiu a rua cerca de duas semanas depois do anúncio dos resultados das intercalares. Não sabíamos porque é que o Jornal não tinha saído na data prevista. Arrogância de Manuel de Araújo Eis que o patrono do Jornal envia uma mensagem para o chefe da redacção com o seguinte teor: “Vai pedir Aboobacar para pagar te pelos dois textos” não me enche a cabeça. Surpreso o chefe da redacção questionou o sobre a mensagem e Manuel de Araújo disse apenas que não iria pagar porque os dois textos fazem referência a Frelimo e a pessoas ligadas ao partido no poder. O teor do texto, isto é, a entrevista conduzida pelo jornalista Estacio Valoi sobre o manifesto eleitoral do na altura Lourenço Aboobacar, candidato a presidência pelo município de Quelimane num frente a frente para o jornal entre os dois candidatos, sendo o segundo Manuel de Araújo e o outro texto retirado do jornal notícia a esteira da sondagem que fora feita pela Universidade Apolitécnica veio no primeiro plano do PHD. Curioso é que as entrevistas estavam agendadas com os dois candidatos, do conhecimento do Director do Jornal Diário da Zambézia (tablóide) Manuel de Araújo, quiçá para não pagar o leque de jornalistas, arrogância, falta de conhecimento na área Jornalística, porque pode se perceber que tudo mudara. Já não se tratava do director do Jornal mas sim do politico, candidato ao município de Quelimane pelo MDM. “ Aqueles dois textos são um insulto para o MDM, um insulto aos membros do MDM que morreram no acidente de viação, insultaram ao partido”vociferou De Araújo. A resposta dada ao Dr. Manuel de Araújo foi a seguinte: Somos jornalistas e não políticos. Apôs várias tentativas fracassadas. Finalmente um encontro teve lugar com o patrono do Jornal Diário da Zambézia (Tablóide), já presidente do município de Quelimane na Zambézia no seu escritório no Conselho Municipal de Quelimane onde mais uma vez prometera pagar mas que até aqui nem água vem nem água vai. Na ocasião apôs mas um malabarismo de Manuel de Araújo, mais uma promessa adiada, o ex. chefe da redacção disse mais uma vez que não era politico mas sim Jornalista e caso o patrono quisesses dar continuidade ao jornal para que pagasse aos jornalistas ou que o próprio patrono levasse mais uns anos e que produzisse o jornal sozinho ou que arranjasse outras pessoas, neste caso com amor a camisola do patrono. Usamos o mesmo lema do DZ (tablóide) “não vamos vacilar..” Até que os nossos honorários sejam a nós canalizados. Assim, e até hoje o Jornal Diário da Zambézia (Tablóide) ficou no ego do Dr. “Sabe Tudo” Manuel de Araújo.