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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Zalala Beach Lodge and Safaris Cartão-de-visita


Zalala Beach Lodge and Safaris Cartão-de-visita da província da Zambézia.
Texto e foto: Estacios Valoi
03/05/11
Disse o governador da Província Itai Meque, aquando da sua visita efectuada a aquela estância turística no âmbito da sua governação aberta pela província, a segunda mais populosa do Pais.
Zalala Beach Lodge and Safaris fica localizado a 60 Quilómetros da Cidade de Quelimane numa extensão de 25 hectares de costa marítima pretende abrir as suas portas no entre Junho e Julho próximo num investimento misto com dois sócios sendo um britânico e outro moçambicano
Com um investimento de cerca de 3.000.000 dólares americanos, o complexo turístico esta sendo construído em três fases, estando concluída a primeira fase que inclui dez casas do tipo bungalow, uma piscina, um restaurante, uma sala de jogos, um sistema de abastecimento de água, uma estufa para além da criação de animais de pequeno porte como galinhas, perus, ovelhas, cabritos entre outros. A segunda fase, que dependera da reacção do mercado, inclui a construção de mais dez casas do tipo dois, uma sala de conferências, enquanto a terceira contara com a construção de 10 casas do tipo três, para além da construção de uma pista para aeronaves ligeiras, jogos aquáticos, pesca fluvial e marinha, e surfing.
A ZBLS contempla a organização de excursões turísticas a vários locais turísticos da província e não só como o são a reserva do Gile, as águas quentes de Nhafuba, Muzo e Pinda, turismo de mangal, Parque Nacional de Gorongosa, Lago Niassa entre outros.
Neste momento com cerca de 85% das obras concluídas, a viagem pela costa a partir da praia de Zalala até Supinho, o epicentro, abarca uma extensão de 15 quilómetros de praia ate ao ponto de convergência entre oceano indico e o rio Namacurra, um horizonte único vislumbra no infinito que nos deixa contemplar uma paisagem estonteante, quer de dia ou noite, ao encontro das areias e aguas de entre Quelimane e o distrito de Macuse.
Pela primeira, desde da sua tomada de posse como governador da Zambézia, Meque visitou a maior estância turística na província que dirige e o bonito fez parte do périplo tendo apelado pelo maior investimento no ramo.
‘’Trata-se de um investimento que envolve britânicos e gregos e a parte moçambicana que neste caso é representada pelo Sr. Araújo, com um investimento de mais de três milhões de dólares. ‘É a primeira vez que chegamos aqui para ver e, a nossa grande impressão é que há um trabalho muito bonito que esta a ser feito. Acho que o Zalala Beach Lodge promete para o melhor e é isso que nós queremos, afirmou Itai Meque a jornalistas que se fizeram ao local para testemunhar o evento.
De facto o projecto é muito grande, encorajamos que continuem a trabalhar para permitir que tenham mais camas nos tempos de pico e que apareçam mais investidores. Zalala é conhecido como o sítio mais bonito em termos de turismo, sobretudo por causa da bela praia que tenho aqui, e a nível internacional via internet. Então encorajamos o investimento com coisas muito claras. Zalala Beach Lodge é o cartão de visita para a Província da Zambézia”.
A ZBLS tem um outro investimento nas águas quentes de Nhafuba que dista a cerca de 90 quilómetros da Cidade de Quelimane e 58,5 quilómetros da vila de Nicoadala. As vias de acesso continuam sendo uma problemática por solucionar.
Estrada Zalala Supinho será reabilitada em breve
No comício realizado em Supinho, Itai Meque prometeu a população que a estrada que liga Quelimane a Zalala será reabilitada e que os problemas de vias de acesso tem dias contados.
‘ Já existe um investimento e o concurso para a reabilitação da estrada foi lançado. Ontem esta estrada que vem a Zalala Beach Lodge and Safaris não estava assim. Uma das tarefas que os investidores têm ‘e melhorar as vias de acesso e outros serviços sociais que possam beneficiar as comunidades. Veja só que acabamos de inaugurar uma unidade sanitária com maternidade que foi criada pelo Instituto de Desenvolvimento de Pesca de Pequena Escala (IDPP).
‘Nesta entrada ninguém entrava, mas hoje sim. Estavam a dizer me que os investidores gastaram cerca de 2 milhões de meticais que é para preparar a estrada para vir para aqui. Também não pode ter um investimento como este e não preparar a estrada’ Itai Meque
Papel do governo
O governo permite que os investidores venham para aqui, cria todas as condições favoráveis para o desenvolvimento do negócio. O governo deu espaço, criou condições, facilitou, e temos aqui uma infra-estrutura. Os empresários são parceiros fortes do governo. Este pais é nosso e precisamos de pessoas como estas que trazem investidores, são moçambicanos que estão lá dentro e não a ser moçambicano como empregado, mas também com capacidade de ser sócio de um empreendimento como este com Araújo. Este pais é nosso. Disse a dado momento Meque.

terça-feira, 12 de abril de 2011

For truth purpose





Tawn Mastrey Foundation in the fight against Hepatitis C Virus: An Eyewitness Interview
Interviewer: Estacio Valoi –Freelance Writer, Blogger, Journalist
www.valoie.blogspot.com
February 10, 2011

The cookbook, Eat This!, authored by Tawn Mastrey, was recently launched in Los Angeles and is scheduled this year for a world tour in the fight to eradicate Hepatitis C.

Tawn Mastrey was a veteran radio broadcaster in rock and metal music for more than 30 years as one of the dignitaries who was always ranked as one of the top American radio DJs, and more recent times of her life spent on Hair Nation Channel 23 of the American national dish, Sirius Satellite Radio. She contributed her voice to Nights with Alice Cooper, was the long time imaging voice of WPBZ in West Palm Beach, FL, produced several music videos for MTV and was the only woman in the history of broadcasting music to write and produce a syndicated radio show as she did with Sammy Hagar’s Wabo Happy Hours with the Rock Zone radio team.

Also in her distinguished career was 105.5FM KNAC in Long Beach and Los Angeles, California’s KQLZ 100.3FM (Pirate Radio). Tawn also worked extensively in radio beginning at the young age of 17 at KSAN, then KSJO, KNAC, KUFO, Westwood One syndicated, 93X and more. She also did some television and reported for MTV in 1980 when the station was first launched. She appeared in Metal Head Video Magazine and Night Flight, and had cameos in films such as The Blues Brothers, Heavy Metal Thunder and Mud, and Penelope Sheer’s critically acclaimed The Decline of Western Civilization, Pt II: The Metal Years. Behind the scenes, she produced several music videos including the Scorpion’s “No One Like You”, Greg Kihn’s “Happy Man” and Romeo’s “Never Say Never”.

EV - Of course you like to talk about the book, a tour that will take place later this year and the launch of the new album.

CM - Actually this is Tawn’s cookbook, where she put together some recipes from our Italian family world re-known restaurants we had growing up as children. Tawn was the chef, I waitressed and played hostess. We were just babies. Mama Rosa’s, Mama Angelina’s, Antonios, Valentinos, all in the Midwest. When putting the book together in the 90s, Tawn only managed to bring her good friend, Sammy Hagar, to donate a recipe, Sammy Hagar’s Wabo-Rita (Margarita). She then fell ill and spent the rest of her last years of life with her loving family. The Tawn Mastrey Foundation (TMF) volunteers (the TMF/HCV Bitches as we “bitch” about Hepatitis C) and I gathered more recipes from Tawn’s friends to complete the book. The cookbook of Tawn’s, titled Eat This!, became an instrument to guide sufferers of Hepatitis C and their friends and families. Based on Hepatitis C virus researched studies and surveys, we’ve added a wide range of information, alerts and support means. Another added chapter is based on tributes from fans found in an Internet history of what happened to Tawn. I promised Tawn that I would seek her fans to let them know what was happening to Tawn while she was still alive. After 4 years, since her death in 2007, I continue to seek her fans of 5 million worldwide who still today may have not heard the news of her passing. Tawn wanted the information about HCV (Hepatitis C Virus), Hep C, Hepatitis C, The Red Dragon, all names for the same disease to urge everyone to get out and get tested. I continue to keep my promise to my sister. As a matter of individual health, it behooves each of us to or not to disclose this illness to the world. Tawn was courageous in allowing me to help her and I needed to understand and learn more about Hepatitis C at top speed. At first, she didn’t want anyone to know she was sick. She hid it well, even to her family at first. She was ashamed, felt like a leper and was fearful of becoming a burden to anyone. She wanted very much to live. She became depressed while desperately hanging onto life. Tawn loved life and everyone in it. Life loved Tawn. TMF invited Tawn’s friends, fans and people in the industry to send in recipes for the book in 2008. Rudy Sarzo (Ozzy, Quiet Riot, Whitesnake, BOC, bassist) donated his famous delicious Cuban Flan, Tom Morello’s (Rage Against the Machine, Audioslave, Night Watchman) Christmas Tacos, Ronnie Montrose’s Pork Stew, George Lynch’s (Dokken, Lynch Mob) Spaghetti Tacos and Pesto Pasta, Nadir D’Priest’s (original London singer) Shrymp Ceviche Tostadas (Baja Style), Jeff Pilson’s (Dokken) Rock ‘n Rolly Guacamole, Terry Ilous’s (XYZ) Pasta a la Terry Ilous, Dodd’s (co-writer, producer “Slay the Dragon” album, musician) Crock-Pot Chicken Casserole and Robbie “Razor” & Luz Mary Robfogel’s (Metal Knights) Razor’s Headbangin’ Shrimp Ceviche to name a few.

EV - What is the purpose of the book launch?

CM - The major goal is to encourage others to take charge of their own personal health, preventing diseases. Knowing how to deal with HCV if health does fail, who and where to turn to. That’s what the Tawn Mastrey Foundation does, informs and educates. We hold hands of those who are in need of information or just someone to talk to, to tell their hidden secret to with no fear of judgement. We hope to erase fears and taboos and refer people in need to places where they can be assisted now rather than later when it may be too late. Tawn wanted everyone to “Rock Hard Live Long”. This is what we do every day. We try to save lives and help ease suffering for the families and victims of this horrible life threatening silent killing disease, HCV.

EV - The same sentiment inspired you to produce the album you’re about to launch?
CM - I believe deeply that we can eradicate this terrible disease through a request for medical testing. Hepatitis C is a blood borne disease, carried from one person to another through blood and can incubate in the body manifesting for more than 20 or 30 years, and could be a Silent Killer if not caught early enough. If you do not know if you are a carrier of this disease, you could be spreading it to others, unknowingly. Sometimes a liver transplant might be necessary, as in Tawn’s case, but, by the time she became eligible to be on the organ donor list, it was too late for her. Her body was not strong enough to endure a liver transplant. Tawn began documenting herself living with HCV during the last years of her life. I and others are interviewing many musician/rockstar friends of Tawn’s for her life documentary. I will not mention names until the production of the documentary is finished but I can promise you will not want to miss it. I am the co-director with Dianna Briggs and co-producing the piece with Alan Goodall. I located one film piece of Tawn where she went to her doctor. It is sad to see her age in such a short time, but the footage of Tawn during her prime will make you smile. It’s amazing that she is not here today. Her 5 million supporting fans feel her absence and many still do not know that she’s gone. But through the tour, albums, books, products, Hepatitis C information, with the development of self test swabs (Orasure), coming out onto the market, where people can test for HCV in the privacy of their own homes. The Foundation also will begin receiving support from sponsors, grants and personal donations to tour the world to alert and educate the masses through music, art, entertainment, multimedia, until we succeed internationally to “Slay the Dragon”. This is also the album title and theme song appropriately titled, “Slay the Dragon”, my promise to my sister. The music of the tour presentation will represent Tawn Mastrey in bright lights in memory of the spirit of Tawn and what she did for the music industry as a pioneer, and for the millions of people who have Hepatitis C, are suffering from it, and/or who have it but do not know they have it, and to their families who are needed to care for their suffering. We aim to end the suffering. Pass the word.

EV - How many musicians will be part of the album?

CM - “A” list artists, your favorite musicians in the world are offering to play and tour with us. Right now I cannot reveal who the musicians are due to contractual liabilities. I’m heading to Los Angeles to upload my humble presentations and will be lead into the studio, where I have great support from many friends there. I’m producing “Slay the Dragon” with my co-songwriter partner, Dodd. I have a proposal for various male singers to join me on a duet, an offer they cannot refuse. I can only choose one.

My old bassist and guitarist will be part of the album and a special range of musicians will help to bring in the thunder and power, I can almost taste it. I am looking for all instrumentalists, percussionists, guitarists, bassists, maybe violinists and cellists, with influences such as Metallica, Black Sabbath, Marilyn Manson, Korn, Foo Fighters, Chris Cornell, with a chick singer. Slash suggested that I put this album together for Tawn. She is very much loved and very much missed.

EV - Tawn was a woman well-connected, not only from helping to launch 100s of bands in the US, such as AC/DC, and Metallica, but also interviewed celebrities such as Jerry Seinfeld, Larry King and many others. Who will be part of this tour and how many albums will you have?

CM - I will be co-producing my personal album to Tawn, “Slay the Dragon”, Power Rock/Metal/Alternative, and also a second album to be produced by Veteran Producer, Shelly Liebowitz (produced with all the classic, greatest female singers), using songs from classic favorites Tawn enjoyed growing up. Also, Shelly’s and my favorites, which were Tawn’s, too!

I will sing one or two songs on that album, but who would you like to hear in this 2nd album? My personal album in memory of Tawn, “Slay the Dragon”, is a piece of art and something I’ve been writing and waiting for the right time to record and release it, since I first became a singer some 30 years ago, and Tawn was like my mother/sister of the stage. She would insist I do what I do. I’ve always put family first and decided not to join in on the tours in past years and perform locally in the US and abroad. Plans are to release the album in 2011, but I will not give you the deadline because it is not in good light to do so. This is a new era of renaissance! Whoever is in Los Angeles when I will be there will be excited to take part in the music for Tawn. The album will blow the doors off the hinges! Power and metal baby, just how Tawn liked it.

I have a CD out now which teaches other singers how to sing, get to the high notes, power vocals and breath control, titled “Sing with Mastrey” (can be purchased at http://www.cdbaby.com/singwithmastrey), co-produced by Tawn which gives support to administration and communications for the Foundation. Tawn said about me, “You’re like the jungle drums, Sheila on the mountaintop, with your voice shouting, singing warnings to the village about what comes ahead” (Gaelic Ceuta folklore).

EV - All these years of carrying the hope within you, how have you have faced the question of the Hepatitis C that claimed the life of your sister?

CM - I was a nurse, (ORNA), for a short time, also worked as a private nurse for newborn children, taught children art, music and dance, and I have a teenage daughter. I hated seeing my strong, big sister Tawn suffer, but also worry about me as I cared for her as though she was my child. I couldn’t find a liver to save her life. She could not think for herself due to the toxins of the disease that affects that brain. She depended on me completely along with one of our other sisters and our 80 year old Mother.

I tried to keep the promise I made to find her a liver but a liver never came. We were planning to do a lot together as sisters, in helping to help others with HCV. I’m wearing both hats and many more now. For me, it would be cruel and selfish to stop work while others may benefit from my experience. I am giving people an alternative, shorter distance so they do not crawl in the last minute trying to find or talk to people who know about the pain of Hepatitis C. Tawn and I didn’t even know about HCV until she got it! We never thought this would be so serious. NO WAY was I going to lose my sister. It was a nightmare and a complete shock. Since Tawn died, I’ve lost many dear friends to Hepatitis C. Many contacted me through Facebook and other means confiding in me saying, “I have this HCV.” They thank me. They have nowhere else in which to turn. They may have no family to care for them or a hospice nursing home they can afford. Many cannot afford the drug treatments, may not have health insurance or it is too intense to take the drugs, so they choose to go outside and look for other alternatives that are suggested. Funds are also needed to further research and to change meld score laws, and organ donations to be better organized and more humanly distributed.

Hepatitis C Virus lives inside of blood. I have many questions that even doctors cannot answer. But doctors themselves are worried about all the baby boomers, Vietnam veterans, the kids returning from war, sharing needles, drug testing, tattoos, body piercings, may be affected with the virus and will be finding out soon that they have been carrying the disease for many years and it may be too late for treatment. Everywhere can be a possible danger in contracting the blood borne virus, even a beauty salon lounge where improper sterilization might take place, or sharing a toothbrush, comb or razor to shave can be dangerous for possibly contracting HCV. The current virus can stay alive for weeks outside the body. If anyone has a small cut on their hand, perhaps even a doorknob could have some blood on it and HCV could be in the blood waiting to slip into another body to host, like a dragon of greed and hunger heading directly for the liver to stop its normal function as the poison begins to devour the body from the inside out. Slay the Dragon. No amount of hand sanitizer or soap and water can kill this virus. The only thing that can kill the virus outside of the body is high heat, fire, sterilization alcoves and bleach. There is no known cure for HCV, though there are treatments of all kinds, but one must know if they have the disease before it becomes too late to treat. This is where TMF comes in we suggest everyone get tested once a year.

EV - Are there any preparations currently on the stage?

CM - First our plans are to carry out a tour of Europe, preferably kick starting off in Paris. French / Italian fashion designer Sylyana Lisi and I have been planning to do a fashion show/TMF Rock event. We’ve been receiving support from all over the world and calls to action in countries such as Egypt, Istanbul, Bahrain, all with a high rate of Hepatitis C Virus (HCV). There’s also lots of blood transfusion in armed conflicts.

EV – How can one get informed about the HCV pandemic and where can they turn for help?

CM - Please buy the book Eat This! to be better informed. It is important to take individual responsibility for one’s health to enjoy the good quality of life. People do not know that, if no measures are taken, they may be spreading HCV without knowing it. Eat This! is a great start to Slay the Dragon! It’s more than just a cookbook filled with mouthwatering recipes (secret family, rockstars and more), but it’s is also a survival guide providing many links and resources. Thanks for your interest and support. More information will come, as well as the fully revamped, new www.tawnmastreyfoundation.com website which will keep you more informed and updated about the Foundation, products, auctions and events. My personal thanks goes out to all the TMF “Bitch” Angel volunteers (Angela Albee - #1 Bitch, Communications Manager; Diane Anderson - #2 Bitch, Manager, Product Management; Shannon Stang-Holets - #3 Bitch - Band Coordinator/Hostess, Sexy Librarian; Laura Lou Tveite - #4 Bitch, Personal Management Assistant, Memorabilia, Hostess; Hollie Olson - #5 Bitch, Sassy Chef; Rachelle Alberts Thorpe - #6 Bitch, Assistant to Hollie, Hostess; Jennifer Torkelson - #7 Bitch, Staff Communications; Lien-Sherry S. Doan - #8 Bitch, Masseuse, Healer, Product Inventor; Adriana Rubio - #9 Bitch, Publicity and Promotions; and Tara Lynn Grealish - #10 Bitch, Band Hostess); as well as our Baby Angel Bitch Xaria, Alpha Angel Bitch K. Ginger Rothchild, Golden Bitch Angel Nancy Marcus Golden; and also Matt Erwin - Managing Director, Personal Assistant; Remy Maxwell - Personality, Musical Director; Wally Devlin - Executive Producer; David Helfant - Legal Advisor; Pat Hunziker - Product Manager; Rick Silva - Silent Auction Manager; and Robbie “Razor” Robfogel - Survivor and Friend; Archbooks (www.archbooks.com) for donating their time in publishing and binding each book personally by hand and giving TMF 100% of the proceeds from the book sales for the cause; Scales Advertising (St. Paul, MN) for their promotional tools and printing; and everyone who helped us to make this book possible.

This was Tawn’s wish…a beautiful hand-bound book…a gift, helping to save lives, a keepsake for every home. Purchase your copy of Tawn Mastrey’s Eat This! cookbook at www.archbooks.co/ContactTMF.

Visit www.tawnmastreyfoundation.com to learn more about the foundation and to stay informed on events, auctions, medical breakthroughs, news, tributes, concerts, updates, products and more.

Rock Hard Live Long!
Cara Mastrey
Founder/Chairman TMF.
Singer, Actress, Songwriter Performing Artist, Vocal Coach, single Mom, concerned citizen.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

' Cheias' em retrospectiva


"Cheias" e as estorias de sempre na Zambézia
Estacios Valoi
07/04/11
Devido ao fenómeno com efeito de ‘El Nina’, que significa muita água em que aquece e chove subdividido em três vertentes como o anticiclónico, de baixas pressões e o de frentes frias que este ano vem incidindo sobre o Pais que causou cheias nas zona sul e pelo centro algumas enchentes que puseram em risco cerca de 20 mil pessoas divididas pelas 10 províncias de Moçambique
Na altura o director do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades João Ribeiro disse que o Fenómeno ‘El Nina’ deu azo ao alerta vermelho e que indubitavelmente todas as instituições inseridas na gestão de risco, desde do governo, parceiros tinham que estar atentos ao desenrolar destes fenómenos.
“O alerta vermelho institucional significa que todas as instituições do governo e parceiros que trabalham connosco na gestão de risco tem que estar mais atentos no desenvolvimento dos fenómenos. Porque estamos com o efeito ‘ El Nina’, um fenómeno que em resumo quer dizer muita água. Como pode ser água do sistema ou do outro sistema.
Este ano Moçambique esteve rodeado de três fenómenos, o Intercontinental, aquelas chuvas do centro do hemisfério para o Sul, próprio do efeito ‘El Nina’, portanto aquece e chove, o anticiclónico baixas pressões, o terceiro ‘e das frentes frias. Quando as frentes frias do hemisfério vem, em centras-te das temperaturas pode criar ventos fortes ciclones e geadas.
Houve momentos em que os tês fenómenos estavam concentrados no centro e sul e isso deu muita precipitação o que fez com que não só em Moçambique mas também nos países vizinhos que são os que mais contribuem com água para a jusante e tivemos inundações no rio Maputo Incomati e no Limpopo.
Relativamente ao plano de mitigação que geralmente a prior deve ser implementado antes que se alcance a fase de resposta por conseguinte a ultima depois do alerta laranja Ribeiro arredondou simplificando o plano de acção da sua instituição. Contudo não fez menção a aspectos como a retirada dos camponeses das zonas baixas para as altas como no caso do Distrito de Chinde carregado de um vasto coqueiral pertencente a Madal sem uso a décadas, introdução de culturas como a batata-doce e outras. Mas frisar que as terras da Madal são assunto do governo de Itae Meque.
“Temos o plano de prevenção que é feito de Abril a Outubro que são as capacitações junto dos comités, dos governos locais e da sociedade civil em si para saberem como agir quando estamos num sistema de alerta. Ex: no Limpopo 30.000 pessoas ficaram afectadas mas só houve necessidade de resgate de 250 pessoas “.
Na zona centro vai haver um abrandamento de chuvas e isto vai possibilitar que a barragem de Cahora Bassa possa reduzir a quantidade de água que vem mas contudo era preciso estarem atentos porque um desastre leva por ai 20 minutos e este alerta vermelho é exactamente para isso. Evitar surpresas. Os maiores desastres são nos primeiros 20 minutos e para uma pessoa que esta a ficar afogada ou surpreendida bastam cinco minutos. É uns exemplos que vemos pelo Brasil”.
Ainda de acordo com Ribeiro os cenários encontrados este ano estavam muito abaixo relativamente aos anos anteriores com o distrito de Chinde ainda hoje com apenas cinco linhas de telefone fixo, quatro na administração, sete rádios transmissores nas zonas mais recônditas mas mesmo assim naquele local não existe comunicação entre a sede e os locais recônditos porque o secretário permanente e o rádio transmissor não fazia uso daquele instrumento.
“ Os cenários que encontramos estão muito abaixo dos acontecimentos que tivemos e temos 20 mil pessoas em risco. Não queremos óbito de ninguém. Por isso é que temos que agir, nem que seja uma pessoa precisamos de agir e os rios neste momento estão a subir e só vamos ficar sossegados quando a agua não transbordar, que esteja no seu leito normal.
Entre o CENOE e o COE Penso que não há uma falta de comunicação. O que pode estar a surgir ‘e que houve uma avaria na rádio de Chinde e a curto espaço de tempo vamos mandar um técnico para fazer a reparação. Mas não é só Chinde, temos comunicação com toda a bacia, também temos fontes alternativas de comunicação e isto ‘e um problema pontual que vai ser resolvido dentro de um curto espaço de tempo. Há celulares. Disse Ribeiro
Os primeiros socorridos das cheias na Zambézia
Por mais caricato que pareça ou ironia do destino e, apesar do próprio INGC ter alertado sobre as zonas de risco, inundadas ou interrompidas devido a subida das águas, o delegado provincial João Zamissa e a do Distrito do Chinde do INCG, foram os primeiros a serem socorridos na localidade de Chissamba entre o distrito de Mopeia e Luabo, sem barco e muito menos combustível, isto não fosse o único barco pertencente a uma ONG’s que opera naquela região.
Segundo as nossas fontes na altura, a questão territorial teve muito peso porque os dois barcos que se encontravam no porto fluvial de Marromeu com os militares da UNAPROC informados na altura sobre a situação dos delegados do INGC não se fizeram ao local. Mais ainda é que o próprio director regional que chegou a aquele porto numa Toyota Hilux branca com um barco atrelado com destino a Chinde para se encontrar com Zamissa e Francelina pôs se a fresco.
Apesar destas peripécias, quanto a nossa reportagem questionou ao director Nacional o INCG João Ribeiro sobre as vias de acesso e transporte, que aparentemente não estava a par da situação disse.
“O delegado foi fazer a monitoria daquela região por emergência. Homens que lidam com a emergência têm que ter a capacidade de arrumar esse caos sem criar óbitos, estar minimamente em condições para tal. ‘E um processo e emergência é exactamente isto. Eu já fiquei varias vezes e, ficar significa que nós que lidamos com a emergência temos que ter as nossas condições de segurança da nossa vida e dos outros.
Dos 27 milhões de meticais alocados e descentralizadas ao nível das províncias, a Zambézia teve o bolo de 2.400 milhões algo que comparativamente aos dados apresentados a nível nacional ‘Plano Mãe contrasta com o plano elaborado na Zambézia mas que o dinheiro segundo Ribeiro era suficiente.
“Penso que é suficiente. Mas também é preciso saber que temos parceiros que estão em Moçambique para a gestão de risco. Há uma contribuição do governo e também dos parceiros. Até agora o dinheiro é suficiente.
Negocio das cheias
Ausência total do programa de gestão de riscos nos vários sectores, como a educação, saúde e outros no pais com um mínimo de 10% do orçamento o que seria gerido pelo INGC antes que se atinja os estágios que se verificam anualmente. Alerta vermelho faz com que o INCG esteja apenas virada para resposta e não mitigação, prevenção de risco.
Enquanto o plano mãe nacional operacional elaborado e reajustado pelo Conselho Técnico de Gestão de Calamidades em Maputo a 7 de Fevereiro de 2011, ilustra o Distrito de Chinde com maior população em risco na Zambézia, e diz o seguinte:
‘População em risco - 5,610 para o primeiro cenário, para o segundo - 10350 com o orçamento de 2.400 milhões de meticais alocados no local’.
Já no plano elaborado pelo INGC na província da Zambézia ilustra o contrario e versa o seguinte:
‘O Plano de Acção em alusão toma como grupo alvo de 28.250 pessoas em risco extremo de cheias, correspondente a 48.42% de um cenário máximo de 58.340 pessoas previstos no Plano de Contingência do Governo Provincial da Zambézia para Época Chuvosa e Ciclónica 2010/2011, sendo: Distrito de Chinde 17.250 pessoas; Distrito de Mopeia 8.000 pessoas; e Distrito de Morrumbala 3.000 pessoas.

Neste campo, a multiplicação é a modalidade que mais se aplica. Então vejamos:
17.250* 160 Meticais que é o valor por kit de produtos que são atribuídos a cada pessoa desalojada e/ou vitima das cheias cujo valor total é igual a 2.760.000 de meticais
A questão que se coloca recai em como é que esses planos são elaborados e, apesar de Ribeiro ter enfatizado que o valor monetário era suficiente, segundo fontes o INGC na Zambézia ainda estava a tentar angariar mais fundos para atingir os quatro ou cinco milhões de meticais. Mais ainda ‘e que sempre que se vive o cenário das cheias e também por falta de um plano sustentável de Mitigação.
Durante a escalada pelos maiores centros de reacentamento das vitimas de cheias eis o que constatamos.
Centro de Matilde em Chinde
Segundo o Chefe da localidade de Matilde Alberto Bana.
“Estamos a espera de receber água a qualquer momento. Estamos a mobilizar as pessoas, os comités de risco estão no terreno para ver se podem deixar sair as pessoas com antecedência antes que aconteça o maior perigo.
No centro de momento temos 813 famílias correspondente a 4.375 pessoas que estão a viver aqui mas ainda temos talhões não ocupados num total de 260 para Matilde sede e 546 para Cassaira.
Ate ao presente momento deste ano não recebemos ninguém devido ao alerta vermelho vindos das zonas propensas a maior risco que são: Ndade, Cuyamae, Sambone, Ncuide, Riche, Somare, Chacuma 1 e Massenguza. Aqui em Chinde quando nós vamos falar com as pessoas nas zonas de risco, os camponeses dizem que tem cultura, suas galinhas, seus haveres aí, mas a nossa intenção, a nossa missão é o salvamento das pessoas.
Termos alguns abrigos para vítimas das cheias, talhões, talvez vamos pedir ao PMA uma tenda aqui de armazém e com as estruturas do distrito vamos poder estudar como receber as pessoas quando cá aparecerem na primeira hora. Temos igrejas e escolas. Mas se nos conseguirmos por as pessoas nas escolas obriga a paralisação das aulas e também é perigoso. As escolas estão lotadas”.
Agua e saneamento, alimentação
“Temos muita falta de água. Mesmo com o número que nos temos aqui de 813 famílias têm tido muitos problemas temos 7 poços mais de entre esses 4 já estão avariados e dois furos., mas o mais preocupante aqui no centro é tratamento de água, é necessário tanques e cloro para evitar doenças diarreicas.
As pessoas trazem consigo algumas coisas da sua produção, mas uma vez que a água vai engolir tudo futuramente vamos ter problemas de alimentação. Dentro de dias isso vai se verificar. O que as pessoas vão trazer, trazem na mão, no pescoço, uma alimentação que não poderá durar mais de vinte dias.
De facto onde há pessoas que não comem tem havido malnutrição e periga a situação das pessoas. De momento não porque tem qualquer coisa mas com o andar do tempo podemos ter doenças por causa da alimentação e esta também pode ser uma das causas que faz com que as populações não saiam dessas zonas porque vão deixar suas galinhas, arroz. Galinha leva na mão mas o arroz que esta na machamba deixa e a sua vida já esta complicada”.
“Temos problemas quando o sol esta carregado. Por varias vezes quando as cheias terminam o terreno fica húmido nós vamos plantar alguma coisa e já da. Mas quando ‘e seca então ‘e que há o mal total. Onde há perigo também existem algumas coisas aceitáveis. Nós tínhamos para este ano muita cultura, mandioca e tudo isso vai acabar por causa de cheias e estamos a pedir a Deus para que na segunda época ainda caia chuva para podermos nos assegurar em termos de alimentação
Em termos de quantidade é maior mas é preciso que os homens da agricultura nos ofereçam dados para dizermos coisa concreta porque ‘nos sabemos que cada família tem 21 78.000 habitantes cada família temos uma meia de meio hectare e então se formos a ver isso, então são muitos hectares que se vão fazer”.
Por sua vez o chefe do centro de Michichine no mesmo distrito também pautou pela mesma linha.
“O centro de capacidade para quinhentas pessoas, tem problemas de água e este ano ainda não recebemos vítimas das cheias.
Camponeses
Ainda segundo alguns camponeses entrevistados pela nossa reportagem disseram:
“As vezes somos levados a centro de reacentamento com promessas de termos comida mas as vezes passamos dias sem comida, quando saímos das nossas zonas esses que são dos comités locais de gestão de risco e calamidades (CLGRC) aqui vem roubar nossas machambas porque eles não recebem, condições não são favoráveis. Então ‘e preferível nos ficar aqui e controlar as nossas machambas em Chacuma.
Chefe não é possível e fazem nos mobilização de estarmos lá e as condições e tratamento não ‘e adequado, a gente sai daqui para lá e sem saber porque ‘e que estamos a ficar ‘lá. As nossas machambas ficam estragadas. Há uma rivalidade entre nós que vamos lá por causa da emergência e as pessoas que já vivem lá. Por isso nós não estamos preparados para ir para os centros de reacentamento que o governo esta nos impor. Ate agora aqui não há cheias, só acontece mares, os mares entram e desaparecem, mesmo nos momentos que não são das cheias, isto acontece normalmente. Cheias ainda não vimos. “
Camponês 2
Sou um camponês que desde da muito produzo aqui na minha zona, crio galinhas, mas 2007 disseram para sairmos para o centro de reacentamento. Saímos, ficamos algum tempo e devíamos voltar para colher o nosso produto. Mal voltássemos para a zona de risco ficavam a fazer triagem e tiravam nossos nomes das listas e os produtos que vinham para sermos dado não recebíamos, quem recebia eram aqueles naturais lá do centro e nos que vínhamos das zonas de risco não tínhamos benefícios.
Aqueles terrenos que nos ocupamos lá no centro de reacentamento, são terrenos dos donos e quando vem um produto, lá tem o nosso nome, mas é tirado e, é posto o nome do dono do terreno e nós não podemos ficar sem comida e sem ir para zonas baixas.
Triagens que fazem todas as semanas as vezes deixam nos sair e ficam a fazer, tiram os nossos nomes da lista, mas é uma triagem que eles planificam para ficar a meter o nome dos familiares, meter aquelas pessoas que eles conhecem e nós ficamos sem nada, as pessoas que fazem a triagem são as próprias dos CLGRC. Na zona onde eu vivo não há cheias e nunca houve cheias, nem aquela de 2001, as de 2007 pelo contrário aumentaram a produção.
Nós somos conscientes, sabemos o que estamos a fazer e não é possível ver água dentro da minha casa sem fugir. Conseguimos controlar as cheias, pelo contrario as aguas quando vem transbordam um pouco e as culturas desenvolvem mais. As nossas zonas estão ao lado do rio Zambeze e o que nos ajuda para não inundar ‘e o oceano, porque quando abrem as comportas a agua vai ate aos oceanos. Aqui as por vezes sofremos das águas de marés e não das comportas porque é escoada para o oceano.
Factores que influencia para a permanência das pessoas nas zonas consideradas de risco
O INGC impôs um padrão de construção de uma casa tipo 2,3 de alvenaria as vitimas das cheias cujo material é comprado pelo próprio INGC, algo que também da azo para que muitas das casas não sejam concluídas porque faltam material de construção. Conflito de terrenos nos bairros de reacentamento, fertilidade dos solos nas zonas consideradas de risco, nas zonas altas o governo deve criar sistemas de irrigação, consistência de informação da previsão dos desastres’ Lança se o alerta vermelho e nada acontece’. Distancia entre a zona designada de risco onde a Machamba esta localizada e o bairro. Resgate compulsivo por parte dos militares navais UNAPROC que é feita de 'Chamboco' na mão e uma AK-47 nas costas, algo que aconteceu nas cheias de 2008/9.

Perigo a vista



Estrada Quelimane Nicoadala perigo a vista
Texto e fotos: Estacios Valoi
05/04/11
Cerca de 6 quilómetros de estrada do troco que liga a cidade de Quelimane ao distrito de Nicoadala, e ao resto do pais encontram se esburacados a partir do bairro de Namacata arredores da cidade de Quelimane até a entrada do distrito de Nicoadala vem se registando desde os finais do mês de marco.
A estrada que a prior foi construída na época colonial nunca foi reabilitada, tendo apenas mais tarde asfaltada num troco de 15 quilómetros a saída da Cidade de Quelimane, intercalada na zona da cerâmica entre trocos fragmentados de 500 mil metros nos últimos tempos tem vindo a atingir patamares assustadores o que constitui um perigo para as pessoas e viaturas que se fazem deslocar naquela via que se vão desdobrando para esquivar os buracos que lá existem causando ate acidentes.
De acordo com o delegado da Agencia Nacional de Estradas (ANE) André Chachine na Zambézia, que reconhece a degradação acentuada da estrada que se vem registando, foi contratada a empresa Equimep para cobro a esta situação.
“Neste momento o troco Quelimane Nicoadala ou a estrada nacional em 10 estão em curso as actividades de manutenção de rotina estão a cargo da empresa Equimep, responsável pela execução destas actividades. Só que no momento actual assiste-se a uma degradação acentuada em algumas secções da estrada.
O surgimento de buracos também deve-se ao factor precipitação que tem se registado nesta zona isto aliado ao tráfego de viaturas que circulam por esta estrada que também acelera a degradação da própria textura do pavimento já velha que não suporta este tráfego que passa por esta estrada e esta se a fazer um trabalho ao volta do empreiteiro com vista a acelerar o trabalho de reparação da plataforma para prevenir questões de acidentes, garantir a segurança rodoviária”.
“ A manutenção da estrada asfaltada que se faz durante todo o ano esta avaliada em 5 milhões de meticais, o contrato deste troço vai de Janeiro a 31 de Dezembro do presente ano. Algumas actividades de tapamento de buracos não foram feitas devido a precipitação atmosférica, mas esta brandou e contamos que tenhamos condições favoráveis para que este trabalho seja realizado o mais breve possível porque é do nosso interesse e não podemos continuar com a degradação acentuada que poderá criar custos mais elevados relativamente ao previsto neste contrato”.
Ainda segundo Chachine o troco e mais longo do que se pensava com seu inicio em Quelimane na zona da Sagrada Família. Contudo o processo ‘tapa buracos’ feito só de areia e umas pedrinhas deixa muito a desejar e sempre que chove vão se transformando em covas
“ A estrada em si começa a partir da zona da sagrada família ate ao Distrito de Nicoadala, ligando a nacional nr.1 e o mesmo empreiteiro continua até o Distrito de Namacurra. Estes são os trocos que estão abrangidos neste contrato de manutenção de rotina visto que de Nicoadala para Chimuarra é um troco que esta dividido e na responsabilidade de um outro empreiteiro.
De Namacurra em diante neste momento os trabalhos de reabilitação estão na sua fase terminal. Então as actividades que estamos a desenvolver a Nicoadala são um trabalho de rotina no âmbito deste roteiro que inclui toda a extensão do troco e não em secções separadas “.
“ A manutenção, refere se ao controlo da vida da própria estrada, o corte de capim, limpeza das próprias valetas, pontes, etc. Estas é que são as actividades principais de manutenção rotineira da estrada. A utilização da estrada, os anos da própria plataforma, de um veículo e nós temos que garantir, repor a textura normal do pavimento.
Percebemos que tivemos um pequeno constrangimento. A manutenção não começou no prazo previsto aliado ao factor da precipitação. Também não se pode fazer a actividade de tapamento dos buracos enquanto de factor precipitação estiver acima do normal. O que se deve fazer é garantir que a plataforma esteja em condições para a circulação de viaturas e o empreiteiro foi instruído para que imediatamente comece com o processo de tapamento de buracos”.

Salários nem de binóculos


Salários nem de binóculos
Texto e fotos: Estacios Valoi
02/04/11
São mais de 700 trabalhadores da Assembleia Municipal da cidade de Quelimane que ate a esta fase não auferem seus salários e retroactivos desde do mes de Dezembro de 2009.

A falta de salários que gerou uma crise entre a assembleia e o conselho municipal desde do mês e Julho do ano transacto e sem solução a vista para esta problemática onde mensalmente o conselho municipal tira dos seus cofres cerca de 2.5 biliões de meticais só em salários para cerca de 647 trabalhadores sem incluir os 39 membros da assembleia ainda continua patente.

Na altura da primeira reportagem por nós feita, isto no mês de Junho do ano passado, já se faziam convocatórias para a realização da 5 sessão da assembleia municipal que por fim foi realizada no dia 4 de Junho com vista a solucionar esta e outras questões inerentes as actividades do município.
Na 5 sessão, segundo as nossas fontes o membro do partido Frelimo para a Mobilização e propaganda do Partido Edson Macuacua esteve presente quando Pio Matos garantiu que todos os problemas salariais seriam solucionados. Mas não foi o que a nossa reportagem recentemente.
“São meses de divida de salários, sendo 71.375 meticais para os membros da assembleia municipal enquanto 20.000Mt, 39.000Mt e 10.000Mt são redistribuídos pelos membros e vereadores. A questão da falta de pagamento de salários ainda se mantém porque quando houve o aumento dos 9% em 2010 nem todos os funcionários foram abrangidos.
Como pode ver nas folhas de salário anteriores, o vencimento de alguns funcionários ainda continua o mesmo, assim como o décimo terceiro ate hoje não foi pago. Para dizer que ate hoje se esta a pagar aos pingos”.
Agora Pio Matos esteve em Maputo e mais uma vez foi mentir que tudo esta feito, os salários já foram pagos. O presidente é remitente e não acata mesmo com as ordens do próprio presidente da assembleia municipal. Temos o problema de salários, valorização da carreira. No município há muitos elementos que tem nível superior e querem subir de carreira mas esse processo esta muito atrasado há um ou mais anos. Do ano passado ate aqui não mudou nada”.
“Durante a preparação da 4º sessão da assembleia, que teve lugar no dia 20 de Dezembro de 2009, ‘o Senhor Presidente do Conselho Municipal solicitado pela comissão permanente desta assembleia para responder sobre a falta de pagamento de salário dos mêses de Dezembro de 2009, Abril e Maio de 2010 prometeu que iria pagar o mesmo antes da realização da 5 sessão mas nada foi feito, disse um dos vereadores.
No ano transacto o presidente da Assembleia municipal Afonso João fez falando a nossa reportagem disse haver falta de salários e retroactivos dos últimos 7 meses mas que tudo se prendia ao facto da ausência de fundos na instituição que Pio Matos dirige.
Nepotismo e desvio de verbas provenientes dos impostos
As nossas fontes afirmam que de entre outros e muitos funcionários naquele município a semelhança de Abel da Costa Brito tem um elo de ligação a nível familiar.
‘’Abel da Costa Brito foi contratado em casa do Pio Matos e ele veio pela confiança. 80% dos funcionários do município tem um contrato familiar, não são pessoas que entram na instituição através de concursos e os que vem por via legal, isto com base nos concursos são os desprezíveis e afastados.
Agora quando os responsáveis da assembleia municipal foram ao terreno, detectaram que havia senhas falsas usadas para a cobrança de impostos nos mercados de Quelimane e muitos fiscais foram suspensos e sem salários inclusive o próprio Abel da Costa Brito. Mas Abel é o responsável por essas senhas assim como do cofre do município, produzia as senhas falsas fora, introduzia no sistema e os lucros dividia com os cobradores”.
Ainda a esteira do processo 13/43, a nossa reportagem constatou na PIC que o mesmo com mais de 200 páginas estava na sua fase de instrução mas que no na mesma semana seria submetido procuradoria provincial para o devido julgamento num caso que envolve cerca de 16 pessoas e mais de 975.500 meticais desviados
Um dos elementos o Conselho municipal envolvido no caso disse que a suspensão dos elementos do mercado esta ser respondido na PIC sob processo 13/43, inclusive estou nesse processo. As senhas da mão de José Tango foram parar nas mãos do Sr. Abel incluindo os valores monetários acima de 975.500 meticais. Então ao longo do período em que o senhor Abel estava a fazer este trabalho de colecta de impostos nos mercados é que s e detectou o problema de desvio desses blocos.
O conselho municipal para além de cobrar taxas relacionadas ao imposto pessoal autárquico, a circulação na cidade, cobrança nas bancas fixas nos mercados, o imposto automóvel veículos, bicicletas que circulam na cidade de Quelimane, também tem como fonte para o seu funcionamento o orçamento do estado anualmente canalizado através do Ministério do Plano e Finanças.


O presidente da Assembleia municipal Afonso João subscreve tais afirmações e enfatiza referenciando a falta de retroactivos dos últimos 7 meses, isto desde Dezembro de 2009 ate esta fase.
Na altura Pio Matos disse que a falta de pagamentos prendia-se no facto da ausência de fundos na sua instituição.
Segundo fontes da assembleia municipal a falta de salários resume se na falta de interesse do presidente do município Pio Matos em solucionar esta questão, usando sempre a prorrogativa da falta de fundos nos cofres da instituição que dirige a três mandatos.

“ Através do imposto da taxa de energia, mensalmente entram em nome do município 610.000 meticais mas que vão para na empresa Emusa a qual esta sob controlo do presidente do conselho Municipal Pio Matos’.•
Sobre o processo 13/43, o edil do município Pio Matos enfatiza afirmando que os elementos envolvidos encontram se sob alçada policial, contudo sem precisar se estão soltos ou não e o montante desviado.
‘Dentro desses cobradores de mercados, estão a responder por um processo-crime e isso é com a polícia de investigação criminal e esta seguir os seus trâmites normais, mas também estão a responder por um processo disciplinar interno. Como pode crer o processo disciplinar é de bastante acariação, ponderado e o visado também tem a possibilidade de se defender. Mas acredito que por mais dez dias pelo menos este processo que esta a ser desencadeado por nós como instituição ficara encerrado. É verdades que sentimos que já passam os sessenta dias.
Não foi possível porque também os funcionários ficaram com processos acumulados, não temos muitos funcionários para dispersar os processos disciplinares. Quanto ao processo-crime esperamos brevemente ter o julgamento porque os cobradores foram apanhados em flagrante delito, com senhas que não são da instituição e obviamente terá que se esclarecer a proveniência e porque que tinha nas mãos aqueles documentos que não eram oficiais. É difícil fazer a avaliação dos montantes desviados porque não temos o momento, quando é que esta fraude começou, e quantas senhas falsas existiam que estavam a circular a nível da cidade. É difícil fazer contas.

Estamos Fumados




Estamos fumados
Texto: Estacios Valoi
Fotos: Ismael Miquidade
31/03/11
Depois da derrota de Moçambique por 2-0 frente a selecção da Zâmbia, a Líbia passa a liderar o Grupo C com 7 pontos depois deter batido a sua congénere dos camarões por 3-0
Após esta derrota a nossa selecção nacional moçambicana anda aos 4 pontos e na terceira posição e quiçá com mais uma escorregadela caminho a vista já que vai ter que novamente enfrentar a Zâmbia já no seu terreno na próxima jornada.
Enquanto o técnico da selecção nacional os ‘ Mambas “ Mart Nooii pede desculpas, há sinais de estar em maus lençóis e com seu contrato de 21,5 mil dólares norte-americanos por mês a beira de cancelamento. Mas
A mais recente derrota dos ‘Mambas ‘ na corrida a qualificação para o CAN ‘ 2012, pode acelerar a saída do Holandês

O contrato assinado entre Mart Nooij e a Federação Moçambicana de Futebol. Numa das cláusulas diz que o caso o técnico da selecção não consiga levar os ‘Mambas’ CAN, automaticamente este cancelado e de binóculos e começa a ver o mais fervente campeonato de futebol de África, e quanto ao mundial 2014, só deus sabe. Estamos Fumados.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dança o último verdadeiro movimento do ser humano


Dança o último verdadeiro movimento do ser humano
Texto: Estacios Valoi
Foto: Sarah Hickson
31/03/11

O mais recente trabalho de Kettly Nõel, no Donko Seko uma organização sem fins lucrativos do Mali, a dez anos em Bamako e no país em geral para o desenvolvimento de abordagens contemporâneas.
Centro de formação profissional reconhecido Donko Seko, acompanha os bailarinos do país e do continente em todas as fases do seu aprendizado, oferecendo formação personalizada. Além de um programa de educação continuada, o centro acolhe workshops específicos sobre a. Além disso, muitos jovens bailarinos do centro incluindo companhias de dança internacionais foram acolhidos em diferentes estruturas de formação profissional.

O objectivo de apoiar estes jovens artistas de forma a se tornarem bailarinos profissionais e coreógrafos, Donko Seko desenvolve um eixo de profissionalização do jovem artista bailarino, coreógrafo.
Donko Seko estabeleceu parcerias com diversas estruturas internacionais (Ballet Prejlocaj-Black Flag, Conservatório de Roma, o Centro Coreográfico Nacional de Tours, La Compagnie Gilles Jobin (Suíça),) e também uma parceria privilegiada com o Conservatoire National des Arts et Métiers Multimédia Balla Kouyate Fasséké Bamako, que abriu suas portas em 2003.

Criado em 2003, o festival ‘Dança, Dança Bamako’ está em consonância com eventos de dança mais importantes do continente, permitindo que as companhias internacionais ao lado de artistas jovens no País reúnam um público grande e fiel. Não se restringe à dança contemporânea, o evento já favorece cruzamentos entre os vários artistas com abordagens contemporâneas.

Após teres deixado Maputo - Moçambique por onde é que andaste a apresentar o teu trabalho?
Franca.
Quem é a Kattly Noel por de tras da dançarina?
É apenas uma mulher
Quando é que começas a dançar?
A minha viagem pela dança começa quando tinha seis anos de idade, foi a primeira vez que dancei.
Começas a dançar ainda na barriga da tua mãe?
Não. Quando fui escolhida, quando vi a vida.
Como é que foi para ti pisares o palco pela primeira vez?
Não me lembro.
Qual é a sua filosofia de vida?
Apenas ser realista no que faço.
O que te inspira?
O quotidiano
A última vez que ti viste actuar e conversamos foi em Maputo na apresentação da tua peca a solo intitulada o outro (The other). Mais uma vez pergunto te quem é o outro e por acaso encontraste?
O outro sou eu.
Agora com um novo projecto. De que se trata, o que versa este teu novo projecto?
O projecto de anca é intitulado “Eu chamo me Fanta Kaba” esta é a minha nova identidade.
Sendo a peça sobre prostituição porque é que o homem é o maior suspeito?
Por ser o principal beneficiário.
Quantas pessoas estarão inclusas nesse projecto?
É um solo, mas eu tenho alguns colegas em torno do projecto que vão colaborando.

De entre os projectos que produziste qual consideras o melhor?
Cada peca tem a sua própria estoria. Estou todos os dias pronta a criar novos projectos e são todos importantes. Mas dizer que uma peca forte continua sendo a que criamos ‘L’Autre” com Augusto Cuvillas no Centro Cultural Franco Moçambicano
Foi difícil despires a bailarina que estavas a representar na peca o outro (‘L’ Autre') e algum ritual?
Não foi difícil assim como não tenho nenhum ritual antes de subir ao palco
Quando estas no palco que te passa pela cabeça?
É assim, quando estou no palco tenho sempre pressa de terminar a apresentação
A quem diga que em termos culturais o continente vai perdendo a sua raiz qual ‘’e o teu ponto de vista?
Não. Penso que a África não esta a perder o seu património. Penso que em termos culturais a África tem um enorme potencial e que vai continuar a florir e a criar novos autores.
Tens alguns líderes africanos que andam com o lema “reduzir a pobreza” achas que estão de facto a fazer o suficiente ou estão a afundar cada vez mais na corrupção?
Podem reduzir sim a pobreza, se assim o desejarem, se houver um projecto real, uma verdadeira consciência, o que implicará a ser exigente consigo mesmo, resistente e com princípios muito rigorosos para atender estes objectivos.
Que mais te assusta neste mundo?
A Guerra
Quem tu consideras o melhor musico ou bailarino?
Considero Melleur Moussa de 12 anos de idade como melhor bailarino actualmente em formação no centro Donko Seko.

Pacientes ficam meses a porta do Hospital



Pacientes ficam meses a porta do Hospital
Texto e fotos: Estacios Valoi
31/03/11
No Hospital central da Zambézia (HCZ), desde tempos a esta fase o paciente é obrigado a ter que ficar meses para ser assistido, entregue a sua sorte e com consequências nefastas numa província que tem apenas 75 médicos.
Esta situação vem deixando desgastados não só a população citadina, mas outros que recorrem a aquela instituição da saúde, que por fim são deixados entregues a sua sorte.
Apesar da tamanha hecatombe o timoneiro da pasta da saúde nesta província Alberto Baptista faz um balanço positivo das actividades desenvolvidas pela classe médica mas reconhece tal problemática.
“Avalio de forma muito positiva, julgo que todos os meus colegas médicos devem realmente estar a aplicar o principio da deontologia e sobretudo da ética profissional e cientes de que todos quando abraçamos esta carreira sabemos quais são as nossas obrigações.
O médico pode reivindicar o salário mas nunca vai saber dizer quanto é que gostaria de ser pago. O médico não deve trabalhar por dinheiro. O que deve nortear sobretudo o espírito do médico é o espírito de salvar vidas sem esperar no entanto pela recompensa como primeiro objectivo. A maior recompensa que o medico pode ter, é ver o paciente a melhorar.
Neste momento temos cerca e 75 médicos a nível de toda a província da Zambézia e já temos a comunicação da colocação de mais cinco novos médicos este ano. Ainda não estão distribuídos pelos distritos. Três já estão cá no processo de integração na cidade de Quelimane antes de seguirem para os seus distritos. Mas devo dizer que a partir do segundo semestre do ano passado nós também fomos recebendo mais médicos especialistas e hoje já temos uma ginecologista e pediatra moçambicanas que vãos se juntar a outros especialistas na cidade de Quelimane e aos que temos a nível da nossa província”.
Ainda sobre a questão do tempo de espera do paciente para ser assistido, Baptista ‘e ambíguo nas suas afirmações.
“Não digo que seja um problema ligado a falta de capacidade humana. Penso que esta ligado a exiguidade do pessoal medico. Hoje estamos a falar de um médico para cerca de cinquenta a sessenta mil pessoas. Esse é o rácio da província da Zambézia, portanto esta muito acima daquilo que são os padrões internacionalmente aceites do rácio médico por habitante.
Significa que atender a todos os doentes e que todos tenham acesso a consulta médica de imediato é uma etapa ainda muito distante. Estamos a tentar reduzir cada vez mais o tempo de espera para a consulta médica, houve tempos em que provavelmente o tempo de espera era de seis meses e gostaríamos de atingir uma semana como tempo máximo de espera”.
“Actualmente o tempo de espera vária de especialidade para especialidade. Na medicina interna pediatria, cirurgia tudo varia em função do número de especialistas que existem em cada uma das especialidades. Hoje a media de espera para uma consulta anda em volta dos 30 dias.
A solução na verdade seria de colocar mais médicos e isto tem que ser feito em função de cada uma das especialidades. Mas neste momento as áreas mais críticas para nós são a cirurgia geral, medicina interna, pediatria e ginecologia obstetrícia ao nível da nossa província”.
Quanto a falta da capacidade humana no (HCZ) Baptista contradiz-se na sua dissertação
“ Esta sendo feita a colocação de mais médicos. Como sabe o ministério da saúde não controla a formação de médicos no Pais. A formação ‘e feita pelas universidades. E aqueles que querem trabalhar para o sector público, o ministério da saúde os colocam em função das necessidades do Pais. Digo que nos últimos anos a nossa província tem estado a receber um número considerável de médicos e este rácio tem estado a reduzir nos últimos dois três anos.
OMM de costas voltadas
Segundo o presidente da ordem dos Médicos de Moçambique na província da Zambézia Doutor Jorge Fernandes, a questão da remuneração tem a ver com o bom desempenho do médico.
Em primeiro lugar é mesmo a remuneração. Nos PALOP somos os segundos mal pagos depois da Guine Bissau, o especialista máximo consegue só 1000 dólares por mês. Mesmo quando o medico vai trabalhar na zona rural quase que sem condições, efectivamente a remuneração influencia na qualidade dos serviços médicos. Digamos que com fome ninguém trabalha bem.
Pode estar relacionado mas não são só médicos. O médico tem que ter uma habitação condigna e ter outras condições e sem ter estas condições o ser humano não trabalha condignamente. O médico geralmente respeita a ética. Aquele que não respeitar agora futuramente haverá sanções disciplinares.
Quando questionado sobre os 30 dias de espera do paciente para ser assistido Fernandes prefere não cingir se a esta problemática.
Não queria entrar num âmbito muito específico. Agora estamos na semana dos médicos e temos o direito do dia 28, dia dos médicos. Então a ordem dos médicos de Moçambique (OMM) começou por criar dois instrumentos fundamentais que são, os estatutos da ordem dos médicos e o código deontológico.
Estes dois instrumentos reguladores ainda não foram aprovados pela assembleia mas são órgãos que nos irão permitir disciplinar melhor os médicos e nos orientar e é natural que depois destes instrumentos comecemos a trabalhar melhor e a ter as coisas mais organizadas e ordenadas.
Com estes instrumentos muita coisa vai mudar, primeiro os médicos tem os seus direitos, mas dentro do quadro geral tem direitos e deveres muito específicos. Não havendo um estatuto podia ser violado sem que houvesse uma consciência desta violação. Nós temos a nossa ética, conhecemos mas não havendo nada regulado é mais difícil aplicar.
O estatuto esta a nascer e eles estavam espantados. As certas coisas que não se apercebiam. Por exemplo, sobre os direitos e deveres que tinham, ate que ponto é possível fazer ou não uma determinada acção médica. Não nos admiremos se num futuro breve aparecerem casos de médicos castigados com penas consoante a gravidade das suas acções.
Recomendações
Uma coisa que gostava de ver mesmo pela administração anterior é o reconhecimento do trabalho do médico. Na realidade em relação aos quadros todos, o do médico tem sido o mais sacrificado. Vai entrar para qualquer distrito e o único quadro superior que vai encontrar em más condições ou não é o médico e, esta a exercer a sua tarefa. Então estas condições e o médico deviam ser mais valorizado.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alfandegas de Mocambique


Novo posto da autoridade tributária na Zambézia
Texto e fotos: Estacios Valoi
17/02/11
A autoridade tributaria de Moçambique nesta província esta preste a abrir mais um posto de fiscalização localizado na vila do distrito de Morrumbala Abril próximo cuja obra esta a cargo da empresa de construção Sena Building Investment.Lda.
A obra orçada em 6.5 milhões de meticais comportando um escritório com sete compartimentos, uma residência tipo 2 para o chefe local do posto de cobrança segundo o delegado província da autoridade tributária em Quelimane Fernando Tinga, a obra esta inserida na expansão dos serviços daquela instituição e Murrumbala é um sítio estratégico.
“Morrumbala é estratégico porque esta na rota que liga as zonas de fronteira e também a cidade de Quelimane, um corredor de comércio que tem vindo a registar um crescimento económico, dai que a nosso posicionamento aqui não é casual mas sim resultado de um estudo que foi feito que permitiu priorizar Morrumbala”
Segundo o encarregado da obra Titosse Alberto Muchanga, aquela encontra se na fase mediana.
“Estamos a construir estes três edifícios, temos o posto de cobrança, a casa do chefe do posto, um escritório com sete compartimentos, uma residência tipo 2 para o chefe do posto de cobrança, casas de banho com fossas sépticas para 40 pessoas. A obra será finalizada dentro do prazo se 120 dias a obra que deve ser construída em quatro meses actualmente encontra se na sua fase mediana com 75% alcançados com o prazo de entrega no mês de Abril”.
Segundo o delegado da autoridade tributária em Quelimane na Zambézia Fernando Tinga a obra em construção insere-se no quadro dos esforços da instituição no sentido de expansão os serviços da autoridade tributária em condições em sítios mais recônditos e mais próximo possível dos contribuintes económicos e parceiros passivos, porque no passado a população tinha que fazer o percurso de Morrumbala a Quelimane para fazer os seus pagamentos.
“Na Zambézia são vários os postos de controlo e aduaneiro partindo de Quelimane, Nicoadala, Chimuarra, Mopeia, Morrumbala, Chire, Megaza, Milange, Mambucha e Lígia na zona de Milange. Em Pebane e as brigadas de regime ambulatório que se deslocam também para outras zonas onde ainda não tem postos instalados. No passado, a população de Morrumbala tinha que fazer a distância que nos separa de Quelimane para fazer a sua contribuição em Quelimane. Então esta nova situação vai permitir que a nível de Morrumbala haja condições para fazer cobranças efectivas a qualquer momento durante os dias úteis. Também vamos abrir um posto de cobrança em Alto Molocue com previsão final no mês de Fevereiro”.
“Temos muito trabalho por fazer. Em Morrumbala ate este momento temos o registo de 459 indivíduos com NUIT inscritos numa população activa de 173.660 indivíduos, muitos por recensear, muito trabalho de focalização, atribuir Nuit e fazer educação fiscal do cidadão mas penso que a partir destas condições poderemos fazer um trabalho mais cabal.
No ano passado foram atribuídos 16.247 Nuit numa meta de 25.570 equivalente a 157,38%, a situação melhorou porque neste momento estamos a trabalhar com algumas brigadas móveis que no final de cada mês dirigem-se a Morrumbala para fazerem as cobranças, mas percebemos que não ‘e ideal.
A entrado do funcionamento dos posto de Morrumbala e alto Molocue vai permitir arrecadar um nível maior de receitas com a atribuição de Nuit a mais cidadãos num mapeamento que vamos fazer a nível local de forma a saber quantos agentes económicos existem, volume, contribuição, capacidade efectiva de geração de receitas saber que Morrumbala tem como potencial e que esforços temos que fazer para cobrar as receitas ao nível desejado”.
Relativamente a corrupção no sector das alfandegas Tinga fala de focos e que a instituição esta comprometida no combate contra este fenómeno.
“Temos alguns casos que foram notificados no segundo semestre do ano passado e na procuradoria-geral a república com processos elaborados mas felizmente fizeram nos ver que não era aquilo que se pensava no momento. Houve suspeita mas felizmente não se tratou de um caso de corrupção, porque houve uma ma interpretação mas apesar disto encorajamos o publico a comunicar nos sempre que achar que há uma ma actuação por parte dos nossos funcionários.
Corrupção, existem alguns focos mas felizmente devo dizer que esta instituição esta comprometida com o combate a corrupção. Se for a reparar que o desempenho a nível do numero de receita que anualmente se produz já mostra que a este comprometimento. Infelizmente para estas praticam não temos uma solução mágica instantânea”.
Já no distrito de Chire em conversa com o chefe dos postos de fiscalização da autoridade tributária de Chire e Megaza António Francisco Djambai faz um balaço positivo das actividades naquela zona.
“Faço um balanço positivo do funcionamento deste posto na medida em que a receita que arrecadamos no ano passado superou os 50% relativamente a meta programada que era de 225.000 mil meticais, conseguimos cobrar 117.511 mil meticais o que para a nossa unidade constitui um desempenho de 52%.
Não se chegou a 100% devido a vários factores como a estiagem, seca e sabendo que em termos de produção agrícola este posto não produz e, os camponeses não produziram o suficiente para poderem vender os seus excedentes, terem dinheiro para comprar as suas mercadoria. A depreciação do metical relativamente a moeda malawiana kwasha que acaba afectando os pequenos importadores, que quando vão comprar a mercadoria no Malawi não tem o lucro desejado então, muitos importadores desistiram da actividade”.
Dificuldades no funcionamento dos postos de Chire e Megaza
“A partir da sede do posto para a travessia do rio Chire para o interior do Malawi. São vias de terra batida e neste tempo chuvoso não são transitáveis, e porque aqui na zona a bicicleta tem sido o meio de transporte usado no transporte de mercadoria, quando chega a época chuvosa a receita baixa e na época seca é viável em termos de colecta de receita, felizmente este ano a situação esta calma, também há cobranças ilícitas por parte dos elementos da policia de guarda fronteira malawiana, isto porque alguns dos moçambicanos não tem passaporte ou permites, são obrigados a pagar multas e só depois é que podem voltar a entrar no País. Em 2010 aqui não tivemos nenhum agente da migração, mas pela informação que tenho esta prevista a colocação de um ainda este ano.
Dizer que para aqueles que desistiram da actividade comercial da comprar mercadorias no Malawi já estão a adquirir produto nacional em Nampula e Quelimane mas tem um outro grupo que continua a usar o Malawi como sua fonte. Neste momento aqui somos dois e não conseguimos cobrir cabalmente as nossas actividades. Falta uma motorizada assim como mais um elemento para facilitar o nosso trabalho de fiscalização no posto de Megaza, diferentemente de Megaza que tem painéis solares e energia 24h-24h, aqui em Chire falta energia eléctrica.

Friends and Global Health



FGH
Estacios Valoi
17/02/11
A principio pareceu me que a fosse uma companhia com uma frota significante de táxis no seu vaivém dentro da cidade de Quelimane assim como no dia-a-dia cruzando o distrito de Nicoadala em direcção a Norte ou Sul do Pais. Mas em entrevista com directora Teresa Mendonza da Friends and Global Health (FGH) a maior na área na luta contra o HIV/Sida na Zambézia, eis o conteúdo.
A quanto tempo operam na província da Zambézia que áreas e distritos?
Desde 2006 e as nossas acções começam em 2007 nos 17 distritos da Zambézia onde uns são abrangidos com actividades através do CDC, fundos do PEFAR na área do HIV/Sida e outros em parceria com a Visão Mundial no projecto Ogumaniha. Em 12 distritos na área do HIV/Sida apoiamos o Ministério da saúde através da direcção provincial da saúde, distritais, em plena expansão dos ‘serviços tarde’, que é tratamento com antiretrovirais, programas da transmissão vertical, aconselhamento e testagem apoiando a ligação HIV e tuberculose, na parte logística, monitoria, avaliação e formação de recursos humanos.
Ate a esta presente fase que balanço faz da vossa presença em Moçambique?
Acho que com muita satisfação o balanço positivo. No inicio em 2007 tínhamos apenas 7 pessoas trabalhando na FGH com um espaço geográfico pequeno para as actividades e nestes três quatro anos a organização expandiu as suas intervenções, um crescimento muito grande e neste momento superando os trezentos funcionários digo cobrindo praticamente todos os distritos na luta contra o HIV/Sida e porque não dizer assim, na luta contra a pobreza.
Concretamente como ‘e que vocês combatem esta pandemia na comunidade?
O nosso trabalho esta mais ligado aos serviços da saúde, não é tanto de intervenção comunitária directa mas também há. Fortalecemos os serviços de saúde com recursos humanos, equipamento, formações, logísticas, reabilitação de infra-estruturas, agua, electricidade para a expansão dos serviços e, por outro lado na área comunitária ligando aquelas pessoas infectadas ou afectada com o seu retorno a comunidade. Há intervenções através de associações, com grupos comunitários e temos uma equipa de intervenção comunitária, isto é algo que esta a desenvolver com maior forca desde 2009/10.
Como que a reintegração do paciente é feita na comunidade?
Um indivíduo com HIV/Sida é um cidadão que merece ser activo, portanto é necessário ver outros mecanismos, outras estratégias. Estamos tentando trabalhar mais directamente para recuperar esses pacientes, na parte clínica, no tratamento, atendimento nos serviços de saúde através das associações de pessoas com HIV/Sida positivas que estão a ser capacitadas na área de desenvolvimento de pequenos negócios, na elaboração de projectos que são bem apresentados a diferentes fontes de financiamento.
Quantas pessoas foram abrangidas desde o ano findo ate aqui?
No momento temos 6 associações com uma media de 40 a 45 pessoas por cada uma delas de maneira activa directa com de cerca de 300 famílias. Desde o inicio da expansão dos nossos serviços na Zambézia temos um crescimento de mais de 200, 300% de abrangência.
Em termos monetários nas vossas intervenções quanto ‘e que já gastaram ate esta fase?
Pergunta difícil de responder porque há diferentes fontes de financiamento e cada ano é diferente. Só sei dizer que na formação, contratação dos recursos humanos, equipamento, logística e tudo que significa o melhoramento das condições dos serviços e saúde tem se investido muito dinheiro. Exemplo tem um financiador que é a associação de laboratórios de saúde pública (HPL) que tem nos apoiado na melhoria das condições laboratoriais. A clínica móvel, também no seu funcionamento que é um apoio directo da Real Medicine Foundation uma organização americana, Plano de emergência do presidente para o alivio do HIV/Sida (PEPFAR). Há anos que os financiamentos são maiores porque tem havido grandes renovações nos centros de saúde como o do distrito de Macuze, de Nawela e vários outros.
Como é que se justifica a subida galopante de casos de HIV/Sida na Zambézia quando se investe muito dinheiro?
O problema do elevado índice do HIV, e a luta para reduzir este índice é de todos, a sociedade civil e o estado e, as ONG’s estão cá para apoiar o governo, neste caso o Ministério da saúde directamente envolvido.
Estou aqui desde 2004 e nessa fase eram poucas as pessoas que tinham acesso ao aconselhamento, tratamento, não havia em todos os distritos. Tratamento com antiretrovirais apenas havia na Cidade de Quelimane, Mocuba e Guruê mas, agora todos os distritos tem estes serviços e expandindo cada vez mais para áreas periféricas as actividades e vão aumentar a área preventiva a nível da tomada de consciência das pessoas, mas é uma luta de todos.
‘ Luta de todos’.Na coordenação parece haver algum desfasamento entre as organizacoes, não?
Não há nenhum desfasamento porque a direcção provincial da saúde e nós temos reuniões periódicas regulares e nenhuma organização que esta aqui a trabalhar na área do HIV faz os planos sozinhos. Os planos vão de acordo com os programas nacionais do governo há reuniões entre as ONG’s e no próprio governo convocadas pela excelência o Governador Itae Meque. Toda e qualquer decisão são tomadas em conjunto.
Reuniões regulares, periódicas.. A FGH é a maior ONG na área do HIV/Sida na Zambézia. Como é que se justifica que não haja antiretrovirais nos hospitais, que vão ou já expiraram porque o governo não canalizou a tempo quando há pessoas carentes desses medicamentos?
Esse é um tema muito critico assim como a falta de outros insumos na cadeia toda de tratamento, atendimento, prevenção. O tema antiretroviral é da responsabilidade do governo e nenhuma ONG esta autorizada a importar directamente, isso são mecanismos do próprio governo para resolver esta situação.
Mas os anti retrovirais não foram canalizados aos hospitais assim como vão ou já expiraram. Qual ‘e o vosso posicionamento como a maior nesta área na Zambézia?
Não esta na minha mão discutir este tema, o que posso dizer é que algum medicamento, produto, material que vai expirar então tem que se fazer um esforço da sua utilização antes que passe o prazo. Isto preocupa a todos nós, seja a falta de testes e há reuniões para discutir esses temas.
Qual é a aderência das pessoas com HIV/Sida nos projectos que vem implementando?
Esta aumentando porque há também acções paralelas para conseguir isso. Um dos objectivos principais da nossa organização é ter maior numero de pacientes a aderir ao tratamento e isto é uma tarefa difícil porque no inicio do tratamento as pessoas precisam de muito apoio conhecimento, informação, sobre a importância de não abandonar o tratamento, alimentação adequada, melhores condições.
‘Também é muito difícil abordar este tema. Mas através de actividades mais ligadas com a comunidade, trabalhar com essas pessoas, suas famílias a aderência tem vindo a aumentar. Houve uma época que eram de apenas 40%, 60% mas nos relatórios esta em cerca dos 80%.
Em termos nutricionais como é que lidam com essas pessoas?
Bom, o máximo que fazemos é promover as associações, as comunidades a abertura de machambas, uma maior solidariedade das pessoas, dos vizinhos. Infelizmente no programa da Zambézia, não falo só da FGH mas de todas outras organizações não há neste momento assistência alimentar. Por exemplo com o PMA, esta se discutindo a nível nacional e havia esperanças para que em 2010 esse programa pudesse abranger a província.
Não será uns os factores que possa contribuir para o abandono tratamento do próprio paciente?
É um dos factores sem dúvida mas não o único. As distâncias. Há que pacientes que vivem longe de uma unidade sanitária, meios de transporte e condições para chegar ao posto de saúde. Mas penso que os programas de combate ao HIV/Sida têm tido muitos resultados positivos. É preciso ver o que havia e o que há agora.
Limitações do FGH?
Temos limitações com orçamento porque há muitas necessidades como remodelação de infra-estruturas e dentro dos nossos financiamentos não podemos fazer construções de raiz. O apoio logístico é importante no transporte do sangue ‘CD4’ que é uma parte das células no organismo humano para fazer análises das amostras que precisam de uma manipulação cuidadosa e não é em todos os lugares que existem laboratórios com máquinas especiais para fazer, então, é preciso uma cadeia de transporte para garantir que o sangue chegue em boas condições.

Navegabilidade do Rio Chire e seus contornos


Navegabilidade do rio Chire e seus contornos
Estacios Valoi
17/02/11
Desde o mês de Fevereiro de 2010 seis tripulante e as suas duas embarcações pertencentes as empresas de navegação kenianas Kénia Marine Constructer e Highkis encontram se retidas no porto fluvial de Marromeu sob altas medidas de segurança apôs terem sido interditas de realizar uma pesquisa sobre navegabilidade do rio Chire - Zambeze pelo governo moçambicano.
Trata se do rebocador ‘Kiboco’ pertencente a companhia Kénia Marine Constructer baseada em Mombaça e Imbe da companhia Highkis Marine guarnecias por cinco elementos da forca de intervenção rápida moçambicana FIR.
Durante a semana finda na tentativa de ouvir o comandante da forca de intervenção rápida FIR no local resultou num fracasso tendo dito que não estava autorizado a falar porque o assunto estava a s resolvido ao mais alto nível entre dos dois governos.
Já pela segunda vez a nossa reportagem esteve dentro das duas embarcações no porto fluvial de Marromeu onde conversou com os tripulantes moçambicanos e kenianos com quem conversamos e na altura o comandante da embarcação ‘ Kiboko Armando Macia Rodrigues na companhia dos outros tripulantes que agastados pela situação foram unânimes e peremptórios nas suas afirmações sobre a sua permanência naquele porto fluvial e logo a primeira disseram ‘queremos ir para casa, ver as nossas famílias’.
“Sobre a embarcação que foi encontrada onde estava o adido militar Malawiano da embaixada do Malawi em Moçambique. Aqui havia uma embarcação malawiana pequena talvez de uns três ou quatro metros com o motor fora de bordo que veio do Malawi via Rios Chire – Zambeze com um Senhor chamado Anthony, a pessoa encarregue de fretar os navios da nossa companhia.
Deu se que o visto deles acabava no dia 23 de Outubro do ano passado e tinham que sair de Moçambique no dia 22 para depois retornar com um visto de mais um mês.
Penso que foi antes da saída deles que em visita a este porto, chega o adjunto do embaixador do Malawi com o adido militar que vinham ver os navios, se não estou em erro chegaram aqui no dia 21 do mesmo mês. Só que no mesmo dia decidiu se que o adido militar iria seguir com eles na boleia, falaram com o Anthony e mais dois tripulantes malawianos, e prontos lá se foram na madrugada o dia 22. Dai nunca mais vimos o Anthony só ouvimos dizer que foram apreendidos algures no Rio Chire”.
Curiosamente, esta semana o Ministro dos transportes e comunicação em entrevista a Rádio Moçambique sobre a navegabilidade dos rios Chire e Zambeze disse, “ há outros estudos que estão a ser feitos por empresas privadas no caso da Riverside que apanha mais o Zambeze. A falta de financiamento que os malawianos têm é problema deles mas nós vamos iniciar um estudo territorial com meios próprios ainda este ano. Os malawianos aguardam o financiamento para iniciar os estudos na totalidade, estimado em cerca de três milhões de dólares. Nós não temos esse valor, mas vamos começar na ordem dos cem, duzentos milhões, provavelmente no segundo semestre.
Algo que contrasta com as informações colhidas no terreno pela nossa reportagem e questionamos: Se são necessários 90 a 120 dias para que o estudo se realize porque é que as duas embarcações que deviam fazer o tal estudo a meses atrás não o fizeram e ainda se encontram naquele local fortemente guarnecidas e sem saberem se o estudo ira avante ou não
Rodrigues, o capitão de uma das embarcações enfatiza sobre a situação que se vive em Marromue e diz, “Os barcos pertencem a uma companhia Keniana baseada em Mombaça onde um fretador veio fretar a nossa companhia, a ‘Kénia Marine Construter’ e a ‘Highkise Marine’ para a tal dita navegabilidade do Rio Chire. Praticamente o batelão Imbe devia fazer uma viagem experimental de ida e volta a Sange, para fazer a sondagem dos dados hidrográficos dos dois rios Chire – Zambeze.
Nós como rebocadores fomos rebocar o Imbe do porto de Quelimane e trouxemos para aqui em Marromeu porque temos licenças de navegação para Chire- Marromeu assim como pela costa moçambicana e o Imbe já com processo de continuar com a sua viagem a Sange já planeada e documentação pronta mas foi impedida de navegar e, não sei se ainda vai se realizar”.
Ainda dos estratos da entrevista de Zucula que afirmou que “na extensão total para o estudo de navegabilidade precisaria de 90 a 120 dias dependendo da resposta que for encontrada pelo caminho S’o as sondagens do Chinde ate Sange são dias mas acreditamos que nesses 120 dias poderíamos ter um conhecimento dos rios Chire e Zambeze dependendo da decisão económica, social, ambiental e politica de se revelar”
Apesar dos dados avançados pelo ministro, por profundo desconhecimento, fazendo alusão apenas a primeira embarcação retida a navegar nas águas do Chire, naquele porto desde a um ano ate aqui as duas embarcações permanecem no mesmo lugar o que de acordo com os nossos interlocutores periga o seu estado de saúde, económico que depois deste tempo todo e espera já visitaram considerável parte do Distrito de Marromeu, hoje só comem e dormem atormentados pela incerteza da sua saída rumo a casa mas que o governo de Zucula recusa a partida dos marinheiros.
“Somos contratados e não permanentes, também não há nenhum tripulante que é permanente mas sim sob regime de contracto de 6 meses e, quando este acaba temos que ir ver as famílias. Neste caso o contrato já expirou e eu faço praticamente 9 meses de contracto que é o máximo que posso fazer mas já estou aqui em Marromeu, no Rio á 11 meses e assim pedi para ir de férias ver a minha família que esta longe em Mombaça no Kénia e a companhia já autorizou mas as autoridades moçambicanas recusam a nossa saída.
Eu e o meu colega Keniano Peter Killow comandante da outra tripulação fizemos cartas que através da FIR a forca de guarnição das embarcações aqui no local, os documentos foram remetidos ao governo moçambicano na Beira para podermos ir de férias, mas ate aqui apenas disseram’ aguardem mais um bocado’.
O problema dos navios estarem aqui parados não tem nada a ver com os tripulantes. O tripulante esta aqui para fazer a manutenção dos navios mas que quando chega a vez de este ir de ferias, tem que de ir de ferias. Temos famílias e não estou a ver o porque de termos que aguardar porque quando um vai de ferias no caso de o navio ter que navegar o comandante é automaticamente no mesmo dia a empresa envia um outro comandante substituto, mas aqui também permanece o meu imediato”.
Paralelamente as estas questões, a execução do processo de avaliação do estudo ambiental, navegabilidade continua sendo um ‘ processo entre os governos de Moçambique, Malawi e com o envolvimento da SADC, contudo os tripulantes em número de cinco estão a mercê da sua sorte.
“Eh. Epa, as condições de vida! Não estamos acostumados a estar assim parados e os navios aqui parados não rendem nada. Graças a deus os patrões ate aqui conseguem mandar nos algum dinheiro para comida e a gente não sabe ate quando porque o navio não esta a render. Aqui no rio em Marromeu temos problemas de mosquitos, cobras, crocodilos. Não ‘e fácil mas está aguentando mas não ‘e boa vida não.
Depois de 6 a 9 meses a tripulação fica completamente saturada e quando isto acontece quer ir para casa ver a família, começa a ver que pode haver distúrbios no seio da família, lutas desnecessárias que a pessoa ainda pode parar na polícia, serem presos em vão. Neste momento que estou aqui a falar contigo temos as nossas mentalidades saturadas, cansados, a família esta a nossa espera”.
“Estamos a um ano fora a família, temos problemas como qualquer outra família por resolver descansar e voltar ao trabalho. Para além disto tenho os meus colegas do Wimbe que são dois kenianos que também querem ir de férias. Praticamente o das máquinas e o comandante deles já devia sair no dia 3 de Fevereiro.
Também ouvi dizer pela Rádio Moçambique que a Zâmbia esta incluída nisto e o caso já esta ao alto nível entre o governo moçambicano e malawiano. Para o Wimbe, as autoridades moçambicanas disseram que não podia continuar com a viagem e, nós como tripulantes respeitamos isso ate que haja solução e não nos queremos meter nos nisso, mas quanto a nossa saída daqui ate a esta altura não há previsão nenhuma, não há nada. A questão dos navios é entre os governos quiçá mais a companhia”.

As planificacoes do Ministerio da Saude


Péssima planificao e falta de coordenação do Ministério da saúde
Estacios Valoi
10/02/11
Distrito com uma população 119 mil habitantes, distribuída em sete ilhotas, igual número de unidades sanitárias, 45 mil habitantes residem na vila Sede, a maior preocupação do serviço distrital de Saúde mulher e acção social do Distrito de Chinde tem a ver com a falta de meio de transporte para evacuar os doentes.
Com 1 medico, 4 técnicos de clínica geral, 5 de medicina preventiva, 6 enfermeiros gerais e um total de 18 enfermeiros, 29 camas, sendo 9 na maternidade e 20 no internamento normal dos adultos e que diariamente atende cerca de 120 a 150 pacientes sem problemas de recursos humanos segundo o Director do Serviço distrital de Saúde mulher e acção social Virgílio Almeida Supinho e que apesar a falta de transporte faz um balanço positivo naquele posto de saúde.
“Em todo o distrito não há problemas de recursos humanos em to do distrito e temos sete unidades sanitárias a funcionarem para vários serviços para alem dos postos socorro que temos nos postos de saúde e na sede do distrito diariamente atendemos cerca de 120 a 150 pessoas em todos os serviços, desde da maternidade ate as consultas externas normais e faço um balanço positivo naquilo que eram as doenças mais endémicas relativamente aos anos anteriores e a tendência é de melhorar.
Temos a malária como a principal causa de internamento, a seguir as doenças crónicas associadas ao HIV/Sida e a tuberculose. Aqui somos vitimas da cólera a três anos, no ano passado tivemos cólera ate o mês de Julho que colmatamos, a qual sempre tem como porta de entrada o vizinho Marromeu. Logo que eclode em Marromeu aqui ficamos em alerta. Não sei se este ano nos vai acontecer o mesmo, estamos a trabalhar no sentido de não haver cólera”.
“Quanto a Malária no ano passado baixamos para 34% porque em 2009 registamos 2400 casos contra 1800 no ano passado e naquilo que ‘e o HIV/Sida a tendência é de aumentar o numero de casos que cada vez mais vem se registando. No ano passado tivemos 240 pacientes em tratamento e actualmente estamos com cerca de 380 pacientes, refiro me 2009, 2010 e este ano os casos tendem a subir.
Quanto a questão do HIV/Sida acho que isto tem a ver com a mudança de comportamento, as pessoas não, percebem a mensagem da prevenção da doença a aderência ao tratamento antiretroviral porque as pessoas fazem o tratamento, vão as comunidade mas na acatam aquilo que é a informação dada nos serviços de saúde relativa as normas básicas de saúde que ignoram e vão se infectando”.
Relativamente a questão dos antiretrovirais de quando em vez escassos nas unidades hospitalares da saúde no País que tem a ver com a falta de planificação, gestão do ministério da saúde que ate chega ao ponto de expirar Supinho disse não há rotura de stock de medicamentos no distrito em que se encontra.
“Não temos problemas de medicamento, temos o ‘stock’ garantido, mensalmente recebemos, mas antes de receber temos para o mês seguinte e caso haja dificuldades de ter na farmácia a nível da província, nós temos os ‘stocks’ para os primeiros quinze dias, portanto nunca tivemos rotura de medicamentos”.
Transporte fluvial e vias de acesso um ‘Calcanhar de Aquiles ‘ num distrito em que de todos os administradores que por lá passaram em todos estes anos andam na boleia dos barcos das ONG’s que operam naquela área. O departamento da saúde também não foge tanto a regra.
“O nosso maior problema tem a ver com as vias de acesso, refiro me a via fluvial que liga a sede as ilhotas assim como com os outros distritos mais na transferência dos doentes e alguns serviços, isto porque a comunidade vive nas ilhas e, as vezes não temos transporte para nos deslocarmos a essas zonas naquilo que ‘e o atendimento das brigadas moveis na comunidade.
No caso de transferência, os nossos doentes são levados para o Distrito de Marromeu porque Quelimane fica muito distante, a via de acesso de Luabo ‘e precária e quando esta a chover como neste momento não se passa. Aqui no Chinde o nosso hospital de referência é o de Marromeu para onde transferimos todos os casos de maior gravidade, o doente que se molha mas chega em menos tempo”.
Quanto a ambulância ’Yate’ com 230 cavalos e capacidade para levar 6 passageiros alocado em 2009 pelo antigo ministro da Saúde Ivo Garrido exactamente na sua primeira e quiçá última viagem para aquele distrito encontra se atracado sem vento nem rio considerando que segundo os marinheiros no cais só navegou três vezes e o actual de lá a esta fase nada fez enquanto o doente vai levando um dia de barco ’Baca, Baca’ para chegar a Marromeu, o mesmo que muita das vezes fica avariado no meu do rio por dois dias ate ser socorrido!
“Temos uma ambulância que recebemos em Setembro de 2009 mas os gastos em combustível não foram bem planificados. Para aquilo temos em combustível para o uso bimensal nos nossos postos de saúde aquele barco gasta numa única viagem a Marromeu o que não ‘e muito rentável e, gastando esse combustível só num mês as outras actividades ficam paradas.
Temos geleiras que usam petróleo, gás para a esterilização, diesel para o funcionamento das viaturas e se comprarmos gasolina para aquele barco fica dois meses reféns e sem poder fazer as outras actividades. Então optamos em usar os meios menos dispendiosos, esses barcos pequenos “Baca Baca”, ou outros a motor dependendo da gravidade do doente. Em casos de maternidade usamos barcos de parceiros, abastecemos e levamos o doente a Marromeu”.
Tamanha hecatombe, o doente a ser evacuado é obrigado a ficar a espera do barco e não o contrario, contudo Supinho enfatiza mas não contorna a situação.
“O barco andou algum período, nos endividamos porque não havia barcos de parceiros, ficamos a dever o pagamento de combustível mas neste momento estamos a negociar a nível do governo provincial no sentido de devolver se o barco a empresa fabricante para que nos dêem um barco com menor consumo em termos de combustível ou que se compre outro barco afirmação do nível provincial. Agora não sei em que estagio esta a negociação do barco. Submetemos a informação e não tivemos o retorno”.